Alojamentos do Campus Amajari ganham regimento interno

por Rebeca publicado 06/09/2017 11h10, última modificação 06/09/2017 11h10
Os alojamentos masculino e feminino do Campus Amajari do Instituto Federal de Roraima passam a ter regras estabelecidas pelo regimento interno, aprovado pelo Conselho Superior e regulamentado por meio da Resolução 300, de 14 de agosto de 2017, publicada no Boletim de Serviços do IFRR n.º 41.

Os alojamentos masculino e feminino do Campus Amajari do Instituto Federal de Roraima passam a ter regras estabelecidas pelo regimento interno, aprovado pelo Conselho Superior e regulamentado por meio da Resolução 300, de 14 de agosto de 2017, publicada no Boletim de Serviços do IFRR n.º 41.

Com isso, os 99 alojados, sendo 58 meninos e 41 meninas, que já seguem regras para se manter no local, passam a ter um documento oficial para recorrer e normas de condutas que precisam ser obedecidas, sob pena de perderem o direito à vaga. Entre os tópicos, o documento traz os direitos, os deveres, as condições e os critérios para ingresso; os tipos de falta, as sanções e os motivos que levam à perda da vaga.

Os alojamentos foram inaugurados em dezembro de 2012, com o prédio, e, desde então, com o objetivo de promover a inclusão social, apoiar estudantes em situação de vulnerabilidade e assegurar igualdade de oportunidade, o Campus Amajari vem oferecendo vagas para quem se enquadra nos critérios de ser alojado.

O regimento interno é um ganho para a comunidade acadêmica e para a unidade de ensino, que, mesmo primando por garantir a efetividade da Politica de Assistência Estudantil, principalmente aos alunos mais carentes ou sem condições de se manter na sede do Amajari para estudar, precisava de um documento que norteasse os trabalhos.

De acordo com a diretora de Ensino do CAM, Pierlangela Cunha, a oferta de alojamento aos estudantes, além de promover a inclusão social dos jovens que moram em comunidades distantes, combate a evasão escolar e reduz os efeitos das desigualdades socioeconômicas. “Não é barato manter um filho estudando longe de casa, com casa, comida e educação. E, aqui no instituto, eles [alunos] podem contar com tudo isso, e melhor, agora com regras fixadas, que podem ser consultadas a qualquer momento”, disse.

Para o coordenador de Alojamento, Francisco Sousa, já ocorreu de alunos questionarem as regras de permanência no alojamento, e agora, com o regimento, tudo isso muda. “O documento era uma demanda nossa, e a elaboração contou com uma comissão interna para discutir o tema amplamente, além dos debates e discussões com os alunos”, disse.

Quem gostou da notícia foi o alojado do 3.º ano do curso técnico em Agropecuária Ian Vitor de Avelar Souza Nogueira, 18, da localidade do Trairão. Ele comenta que as regras vieram para somar ao que já era cumprido pelos alojados. “Eu acho que o alojamento precisava desse regimento, sim, porque lugar sem regra vira bagunça, embora não fosse esse o caso”, afirmou.

Para a venezuelana Roxeliann Desrey González, 17, que está concluindo o curso de Agropecuária e reside, desde o ingresso no CAM, no alojamento, a oportunidade de estudar e morar no campus foi única, uma vez que, se não fosse assim, não teria condições de manter os estudos longe da família, que mora em Santa Elena de Uairén. Ela disse que teve conhecimento da publicação do regimento, o que, para ela, é importante para evitar questionamentos. “Muitos questionam a legalidade, mas apenas para favorecer seu lado, e deixar as regras claras é importante”, afirmou.

Para ter acesso ao documento, basta acessar http://reitoria.ifrr.edu.br/gestao-de-pessoas/boletim-de-servicos/2017/boletim-de-pessoal-e-servicos-n-deg-41-2017-1.

 

 

Rebeca Lopes

CCS/Campus Amajari

06/09/17

CGP