Primeiro aluno apresenta trabalho de conclusão de curso Técnico em Aquicultura

por Rebeca Lopes Silva publicado 06/05/2016 15h55, última modificação 10/05/2016 08h34
Nesta sexta-feira, dia 6, Genilson Tabosa Wanderley, 24, foi o primeiro aluno a apresentar o relatório de conclusão de curso Técnico em Aquicultura do Campus Amajari do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR-CAM). O trabalho de conclusão de curso (TCC) foi uma exposição das atividades desenvolvidas durante o estágio nas instalações complementares aquícolas do IFRR-CAM.

Nesta sexta-feira, dia 6, Genilson Tabosa Wanderley, 24, foi o primeiro aluno a apresentar o relatório de conclusão de curso Técnico em Aquicultura do Campus Amajari do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR-CAM). O trabalho de conclusão de curso (TCC) foi uma exposição das atividades desenvolvidas durante o estágio feito nas instalações complementares aquícolas do IFRR-CAM.

Entre as atividades, o estudante testou três tipos de rações para saber qual era a mais adequada para a engorda de alevinos, realizou manejo e manutenção de estruturas para a criação aquícola e o aproveitamento de recursos provenientes de outras criações (aves e ovinos), em sistema de produção integrada.

Uma das conclusões a que chegou foi a de que a ração mais adequada é a extrusada, por ser um tipo com mais proteína. A conclusão teve como base a engorda e o crescimento. “A ração não afunda logo quando a gente a joga na água. Ela passa umas doze horas flutuando. As outras afundam e criam fungos, bactérias, parasitas, causando doenças nos peixes”, disse Tabosa.

O sentimento de apresentar o trabalho e concluir o segundo curso técnico pelo IFRR no Amajari foi de satisfação. Agora, como técnico em aquicultura, tem planos de montar uma estrutura de criação de peixe na Comunidade Indígena de Ananás, local em que reside sua família.

Para ele, o criadouro tem tudo para dar certo, uma vez que na localidade tem apenas o peixe tirado do rio, e o curso proporcionou conhecimentos teóricos e práticos para ele desenvolver o projeto. “Minha ideia é essa, né, e envolver as pessoas de lá para repassar o que aprendi durante o curso de Aquicultura”, afirmou.

A curiosidade de aprender mais sobre alevinos surgiu de um curso do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Empregos (Pronatec) sobre Piscicultura. Segundo ele, apesar de ter sido importante a capacitação, ainda ficou curioso de saber como tirar filé do peixe, quais os tipos de rações, como eram os tanques escavados, entre outras. A curiosidade foi aliada ao oferecimento do curso Técnico em Aquicultura pelo Campus Amajari, que teve início no segundo semestre de 2014.

CURSO – Com duração de 1.250 horas, o curso Técnico em Aquicultura forma profissionais para o desempenho de atividades relativas ao cultivo e ao manejo de organismos aquáticos. A intenção é promover o desenvolvimento de uma aquicultura sustentável por meio da formação de técnicos qualificados para atuarem conforme as realidades locais e as aptidões dos ambientes naturais.

O técnico formado estará habilitado para atuar em instituições públicas e privadas do setor aquícola, empresas de beneficiamento de pescado, laboratório de reprodução, larvicultura e engorda. Também poderá prestar serviços de auxílio em diversas áreas como Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca, atuando em pesquisa, produção, fiscalização, extensão, gestão e  planejamento dos segmentos da tecnologia do pescado e da aquicultura, ou trabalhar de forma autônoma como empreendedor.

 

Rebeca Lopes

IFRR/CCS/CAM

06/5/16