Projetos estudam uso de energia solar em atividades no Campus Amajari

por Rebeca Lopes Silva publicado 07/07/2016 11h50, última modificação 15/07/2016 14h49
Com mais de 230 alunos matriculados nos cursos presenciais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima/Campus Amajari (IFRR-CAM), a busca por alternativas para a utilização de energia limpa tem sido uma preocupação na unidade. Dois projetos de pesquisa estão em andamento para implantação da energia solar em atividades de campo.

Com mais de 230 alunos matriculados nos cursos presenciais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima/Campus Amajari (IFRR-CAM), a busca por alternativas para a utilização de energia limpa tem sido uma preocupação na unidade. Dois projetos de pesquisa estão em andamento para implantação da energia solar em atividades de campo.

Um, do professor Francisco Oliveira Silva Júnior, trata da implantação de um sistema de bombeamento de água com utilização de energia solar para atender às atividades de campo dos cursos de Agropecuária e Aquicultura. O outro, da professora Camila Morais, prevê o uso da energia solar como suporte a sistemas de aquaponia e hidroponia no CAM.

Os dois projetos são financiados por editais da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) e se destinam a pesquisas sobre energia renovável. Nos dois, os recursos somam R$ 68.402,00 e deverão ser liberados no segundo semestre deste ano, quando deve iniciar-se a execução. O prazo para a conclusão das atividades vai até dezembro de 2016.

Conforme Oliveira, para diminuir os problemas causados pela escassez de água nos períodos de seca e da constante falta de energia elétrica, a ideia é criar um sistema de bombeamento de água com a utilização de energia solar, que irá beneficiar as atividades de campo desenvolvidas pelos alunos dos cursos de Agropecuária e de Aquicultura.

Para isso, o projeto foi dividido em duas frentes. A primeira vai criar um sistema de bombeamento que leve água de um poço escavado para armazenamento e utilização de 20 mil litros. A água será utilizada em atividades como irrigação, e as bombas d’água serão alimentadas por placas solares.

Na segunda frente, que também vai utilizar placas solares, a ideia é criar um sistema de recirculação da água para as incubadoras do laboratório de Aquicultura, garantindo, assim, que 30 mil litros de água sejam reaproveitados. Nos dois casos, o projeto vai focar na escassez de água e criar uma forma de bombeamento utilizando energia solar.

“Com a execução do projeto, esperamos apresentar uma solução para um problema coletivo, garantindo o desempenho de atividades de campo em períodos maiores do ano. Além disso,o projeto tem a utilização de energia limpa, que vai gerar economia para o campus, tanto financeira como ambiental, uma vez que todo o sistema será alimentado por energia solar”, afirma Oliveira.

O projeto da professora Camila Morais tem como objetivo utilizar a energia solar para suprir as demandas energéticas de dois sistemas de produção de hortaliças, por hidroponia e aquaponia, tornando o sistema de produção autossustentável, e diminuir o custo da produção para o pequeno produtor, ao longo do tempo.

Segundo ela, o projeto pode viabilizar a implantação da agricultura em locais sem energia elétrica, bem como promover a mitigação de poluentes em municípios que geram energia elétrica por meio da queima de combustíveis fósseis, a exemplo da maioria dos municípios de Roraima.

 

REBECA LOPES
IFRR/CCS/CAM
Fotos: Ramon Queiroz/CAM e Divulgação
7/7/2016