DESVENDANDO A MATEMÁTICA – Acadêmicos de Licenciatura em Matemática criam alternativas para tornar a disciplina mais fácil e atrativa

por Virginia publicado 16/12/2016 09h20, última modificação 30/08/2017 15h10
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Sabe-se que a Matemática é uma das disciplinas mais temidas pela maioria dos alunos tanto no ensino fundamental como no médio. Apesar de os alunos acharem a disciplina difícil, tem-se observado, na prática, que lhes faltam os fundamentos básicos, daí a dificuldade em aprenderem os conteúdos das séries finais. Diante desse problema, como forma de tornar a Matemática uma disciplina mais fácil e atrativa, os acadêmicos do curso de Licenciatura em Matemática do Campus Boa Vista Centro (CBVC) realizaram alguns estudos com vistas ao desenvolvimento de jogos que sirvam de suporte para o professor em sala de aula.

Sabe-se que a Matemática é uma das disciplinas mais temidas pela maioria dos alunos tanto no ensino fundamental como no médio. Apesar  de os alunos acharem a disciplina difícil, tem-se observado, na prática, que lhes faltam os fundamentos básicos, daí a dificuldade em aprenderem os conteúdos das séries finais. Diante desse problema, como forma de tornar a Matemática uma disciplina mais fácil e atrativa, os acadêmicos do curso de Licenciatura em Matemática do Campus Boa Vista Centro (CBVC) realizaram alguns estudos com vistas ao desenvolvimento de jogos que sirvam de suporte para o professor em sala de aula.

Trigonometria –  O estudo sobre o uso da transposição didática como mediadora da aplicação de materiais manipuláveis no ensino de trigonometria, desenvolvido, durante seis meses, pelos acadêmicos Magno Pereira de Oliveira Silva e Dannyele Cristiane de Almeida Silva, orientados pelos professores Adnelson Jati e Nilra Jane Filgueira, partiu da percepção da dificuldade que os alunos do 1.° ano do ensino médio de vários cursos técnicos do CBVC têm para aprender os teoremas de Tales e Pitágoras. “Primeiramente, trabalhamos a parte teórica e, mais tarde, a parte manipulável, considerada motivacional, com a utilização de material concreto como o EVA, por meio do qual confeccionamos os catetos. Assim, os alunos, de posse do material, calculavam a área total. Também os ensinamos, por meio de uma oficina, a confeccionar teodolitos, os quais eram utilizados para medir torres, prédios em construção e demais edificações, dentro do próprio campus. Para aprimorar o conhecimento sobre o Teorema de Tales, os alunos foram induzidos a utilizar materiais como lixeiras emborcadas e desafiados, de forma imaginária, a prolongar a lixeira até transformá-la em um cone, então indagamos qual seria a altura dela”, relatou o acadêmico. Magno disse ainda que, ao fim de cada atividade prática, os alunos eram questionados sobre a compreensão do conteúdo, e o resultado sempre era positivo, o que comprovou o sucesso da proposta.

Cálculo – A pesquisa “O ensino de Cálculo I: desafios e dificuldades enfrentados pelos acadêmicos das instituições federais de ensino superior em Roraima”, realizada pelo egresso Washington Azevedo Rodrigues e orientada pelos professores Adnelson Jati, Nilra Jane Filgueira e Roseli Bernardo, investigou, por meio da consulta a estudantes, professores e coordenadores e da análise de dados referentes à evasão e à reprovação, os problemas relacionados a essa disciplina. “Foi averiguado como esses segmentos percebem a disciplina de Cálculo I e quais as dificuldades enfrentadas, principalmente no início do curso. Como constatação, a exemplo da maioria dos acadêmicos do Brasil, em Roraima os alunos tendem a evadir-se logo no primeiro contato com a disciplina ou ficam reprovados. Eles alegam, em geral, que a metodologia do professor não é adequada, que não têm conhecimentos básicos e, principalmente, não conseguem ter o nível de abstração exigido para a compreensão dos conteúdos, pois, apesar de a disciplina exigir conceitos dinâmicos, há a presença da abstração”, explicou a professora Nilra Jane.

Formação de professores indígenas – Outra pesquisa orientada pela professora Nilra Jane foi a “Educação matemática e a formação de professores indígenas em Roraima”, desenvolvida pelo egresso Marcos Aguiar Ferreira, que estudou a proposta de formação ofertada pelo Instituto Insikiran, da Universidade Federal de Roraima (UFRR). “Foram analisados os documentos norteadores dessa formação e a metodologia implementada na formação inicial e continuada dos professores indígenas. O estudo nos levou a concluir que, apesar das dificuldades e entreves durante o percurso formativo, os professores entrevistados se dizem satisfeitos com o curso. Assim, fica evidente que há a efetivação da política de formação de professores indígenas em Roraima”, esclareceu a orientadora.

Merchandising em Matemática – Com o objetivo de “vender” a Matemática, tornando a disciplina um “produto” mais atrativo aos olhos dos alunos, os acadêmicos Magno Silva, Jean Marcos de Castro Machado e Bernardo Wellington Pires de Sousa desenvolveram o trabalho “Merchandising em Matemática e o saber diferenciado”, orientados pelos professores Adnelson Jati e Eduardo Ribeiro Sindeaux. Segundo Magno, foram utilizados conceitos de marketing e do merchandisin  aliados aos jogos matemáticos com vistas a tornar o ensino-aprendizagem da Matemática menos enfadonho, mais atraente e divertido. “Sabe-se que a Matemática não é uma disciplina pronta e acabada e que, com base na  dificuldade dos alunos, é possível criar ferramentas diversificadas para facilitar o aprendizado. Ela pode e deve sofrer influências de práticas positivas e inovadoras. Nesse projeto, o aluno era induzido, por meio do merchandising, a comprar um produto e acabava aprendendo de forma recreativa e divertida”, explicou.

Eventos – Os resultados das pesquisas foram apresentados, por meio de pôsteres, no V Fórum de Integração – Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação Tecnológica – do IFRR (Forint), no período de 28 a 30 de novembro, no CBVC, e no XI Congresso Norte-Nordeste de Pesquisa e Iniciação Científica (Connepi), no período de 6 a 9 de dezembro, em Maceió (AL). O IFRR esteve representado neste evento por uma delegação composta por 53 pessoas, entre estudantes e professores, que apresentaram também os resultados  de outras pesquisas em diversas áreas.

“A participação nesses eventos propicia a troca de ideais e também a observação de outras experiências positivas que podemos levar para o nosso estado, aplicar em mais projetos de pesquisas ou mesmo usar com nossos futuros alunos”, acrescentou Magno.

 

Virginia Albuquerque

CCS/Campus Boa Vista Centro

16/12/2016