Projetos de extensão propiciam a prática de esporte e a formação continuada de professores

por Virginia publicado 01/11/2019 10h10, última modificação 01/11/2019 17h02
Projetos de extensão desenvolvidos pelo Campus Boa Vista têm beneficiado a comunidade em várias áreas: saúde, educação, esporte, lazer e formação de professores

Projetos de extensão desenvolvidos pelo Campus Boa Vista do Instituto Federal de Roraima (CBV/IFRR) têm beneficiado a comunidade em várias áreas: saúde, educação, esporte, lazer e formação de professores.

TDICs – O curso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) em Sala de Aula é uma das ações do projeto de extensão Formação Docente para a Educação na Cultura Digital, que ocorre até o dia 29 de novembro. Na primeira fase do projeto foram ministradas palestras de sensibilização sobre a importância da utilização das novas tecnologias, nas escolas estaduais. Já na segunda fase, para encerrar o projeto, 27 cursistas, entre professores da rede pública estadual, estudantes de licenciatura e profissionais da educação, participam do curso, com carga horária de 60 horas.

Coordenado pela jornalista Virginia Albuquerque, o projeto tem alguns professores voluntários: Cristofe Coelho e Cristiane Pereira, além de Vinícius Tocantins, que também colaborou com a formação. O curso tem como objetivo promover a educação na cultura digital, auxiliando na formação continuada dos professores, capacitando-os para trabalhar metodologias, estratégias de ensino e avaliação, visando ampliar o uso das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDICs) no processo de ensino e aprendizagem.

O professor Vinícius Tocantins destaca a extensão como uma das alternativas para a formação de professores da rede pública. "Poder contribuir para esse curso de extensão, cuja proposta está focada na formação digital dos docentes da rede pública, é uma grande honra. É uma oportunidade para apresentar a todos novas tecnologias digitais que podem contribuir para a aprendizagem ativa e a educação do futuro", declarou.

Já para a professora Cristiane Pereira, há que se pensar nessa reconfiguração das práticas pedagógicas como forma de adequação às novas gerações. “As tecnologias digitais da informação e da comunicação no contexto educacional são metodologias de ensino fundamentais e necessárias de serem implementadas por meio de projetos integradores interdisciplinares que requerem um repensar da prática pedagógica em sala de aula para alunos destas novas gerações Z e alpha”, disse.

O projeto conta com a atuação de dois alunos extensionistas, João Guilherme Rodrigues Ribeiro e Pedro Lucas Sampaio dos Santos, ambos do curso Técnico em Informática. “O curso, além de nos proporcionar uma série de aprendizados, nos oferece oportunidades de atuar em meio ao cotidiano dos professores e do público para o qual nosso projeto é voltado. Nos ajuda a ter interesse em estudar e desenvolver atividades na área voltada a tecnologias, porque desenvolvemos métodos para poder aplicar de forma didática”, disse João Guilherme.

Judô para Todos – O projeto tem como público-alvo adolescentes e jovens de 14 a 24 anos e seu objetivo é proporcionar aos participantes, por meio do ensinamento das técnicas e dos fundamentos básicos do judô, um maior desenvolvimento físico e mental, facilitando o desenvolvimento de habilidades cognitivas e psicomotoras oriundas da prática contínua do judô. O projeto visa ainda oferecer acesso ao conhecimento técnico sobre a modalidade, ampliando a integração social entre os participantes e a sociedade.

De acordo com a acadêmica Isabella Coimbra Sales, do 2.º módulo do curso de Tecnologia em Saneamento Ambiental, os benefícios à comunidade vão além de propiciar a prática de atividades esportivas, pois contribuem para a redução da violência, melhorando o convívio dos jovens em sociedade, haja vista os princípios basilares do judô.

“Antes de eu entrar no IFRR, sempre tive vontade de praticar algum tipo de luta e, quando comecei a pesquisar um pouco sobre o judô, fiquei encantada com a filosofia, o estilo de luta. No entanto, as academias sempre cobram muito caro e minha família não tinha condições de pagar. Daí então, quando ingressei na instituição, ainda no ensino médio, comecei a praticar o judô, também num projeto de extensão. Participei de várias competições representando o Campus Boa Vista, fui me graduando e, a partir daí, vislumbrei a possibilidade de repassar o que eu havia aprendido, por meio de outro projeto de extensão, com o auxílio do professor Paulo Reinbold, meu professor Senpei, que me acompanha desde quando iniciei no judô. Para mim, o mais interessante é que agora tenho como treinar jovens que também não têm condições de pagar uma academia, pessoas que muitas vezes não têm uma oportunidade de inclusão em algum projeto social, ou mesmo aqueles que precisam adquirir mais disciplina, mais foco e determinação, coisas que o judô possibilita”, relatou a aluna.



CCS/Campus Boa Vista
31/10/19