IFRR/Câmpus Boa Vista Zona Oeste promove mudança social por meio da verticalização da educação

por Anderson Caldas publicado 04/08/2015 11h20, última modificação 19/10/2015 15h21

Desde a implantação em outubro de 2013, o Campus Boa Vista Zona Oeste do Instituto Federal de Roraima (IFRR/CBVZO) iniciou um processo de transformação social entre os moradores do Bairro Conjunto Cidadão e entorno. A verticalização do ensino, característica fundamental da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, está presente nessa unidade do IFRR e já colhe bons resultados.

É o exemplo de Mauricele da Silva Souza, de 39 anos. Ela ingressou no CBVZO para realizar o Curso de Auxiliar de Cozinha, ofertado por meio do Pronatec/Mulheres Mil no ano passado. Mauricele admite que sua principal intenção era aprender a cozinhar, uma vez que  “não tinha intimidade com as panelas”. Entretanto, conseguiu alcançar um novo emprego.

“Logo depois que terminei o curso, teve um processo seletivo na prefeitura para merendeira e fui chamada. Passei um ano trabalhando nessa profissão e foi muito bom, porque trabalhava apenas um turno e, antes disso, só trabalhava fazendo faxina”, explicou.

Mauricele Souza, estudante do Curso Técnico em Serviços Públicos do IFRR/CBVZO. Foto: Gildo Junior

Após essa formação, Mauricele entrou no Curso Técnico em serviços públicos do Campus Boa Vista Zona Oeste, ocasião em que começou a vislumbrar outras atividades relacionadas ao ensino. “Quando a gente começa a fazer um curso desses, a gente não tem tanta perspectiva. Ao passar do tempo, vamos enxergando outras oportunidades. Uma delas é o projeto de extensão de que faço parte, voltado para qualidade de vida dos moradores do Conjunto Cidadão, o qual estou gostando muito de desenvolver”.

Para ela, ser aluna do IFRR é motivo de orgulho. “Já tinha ouvido falar coisas boas do Instituto Federal e fiquei muito alegre quando soube desse curso técnico, tanto que vim logo fazer minha inscrição. Afinal, eu sabia que era um nome de peso, que não me decepcionaria, pois a qualidade é realmente além do esperado”, disse.

História de conquista também é de Cristiane Bezerra Queiroz, de 36 anos. Ela iniciou o Curso de Reciclador, ofertado também pelo Pronatec/Mulheres Mil em 2014. Hoje faz o Técnico em Serviços Públicos e garante que o objetivo é sempre buscar uma melhor qualificação.

“Eu ficava imaginando quando faria um curso técnico gratuito, porque não tenho condições de pagar. Eu já tinha entregado meu currículo em várias empresas, e nunca fui contatada. Entretanto, já recebi proposta de emprego para quando terminar esse curso técnico, devido ao reconhecimento que ele tem no mercado de trabalho”, revelou Cristiane.

             As estudantes são exemplos da verticalização do ensino da Rede Federal. Foto: Gildo Junior

Educação em vários níveis – Essa é a ideia de verticalização do ensino, em que os Institutos Federais estão fundamentados. Segundo esse princípio, docentes podem atuar em diferentes níveis com os estudantes (do curso técnico ao doutorado), compartilhando espaços pedagógicos e laboratórios. Os Institutos Federais também assumem um compromisso de intervenção em suas regiões, identificando problemas e criando soluções tecnológicas para o desenvolvimento sustentável, com inclusão social.

Nesse sentido, o Campus Boa Vista Zona Oeste já ofertou cursos de formação inicial nas áreas de Horticultor Orgânico (160h); Reciclador (200h); Manicure e Pedicure (160h); Assistente de Vendas (200h); e Auxiliar de Cozinha (200h). Em 2015, houve a criação dos Cursos Técnico em Serviços Públicos e Técnico em comércio. Seguindo o preceito de verticalização, a previsão é que o CBVZO oferte o primeiro curso superior em 2017.1, na área de gestão pública.

Essa evolução educacional é necessária, conforme explica a diretora-geral do Câmpus Boa Vista Zona Oeste, Maria Aparecida Medeiros. “Chega um momento em que o curso técnico começa a ficar saturado e devemos partir para um curso superior. Isso facilita muito porque formaremos um mesmo profissional que terá um conhecimento mais aprofundado, com uma  política pedagógica baseada na interdisciplinaridade de conteúdos”, conclui.

Alunos que antes faziam cursos de formação inicial  hoje fazem um curso técnico no IFRR/CBVZO

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