“O debate sobre o tema é fundamental para a construção de uma instituição forte e atuante”, afirma Luiz Augusto Caldas

por Virginia publicado 29/11/2016 12h43, última modificação 29/11/2016 12h43
Desde que os Institutos Federais foram criados, por meio da Lei n.º 11.892, de 29 de dezembro de 2008, muito se tem discutido a respeito da construção da identidade institucional dos entes que compõem a Rede de Educação Profissional e Tecnológica (EPT). Essas discussões contribuem, sobretudo, para o fortalecimento da instituição, para a definição do papel de cada um dos atores que a compõem e para o estreitamento dos laços com a comunidade.

Desde que os Institutos Federais foram criados, por meio da Lei n.º 11.892, de 29 de dezembro de 2008, muito se tem discutido a respeito da construção da identidade institucional dos entes que compõem a Rede de Educação Profissional e Tecnológica (EPT). Essas discussões contribuem, sobretudo, para o fortalecimento da instituição, para a definição do papel de cada um dos atores que a compõem e para o estreitamento dos laços com a comunidade.

Diante da importância do tema, a mesa-redonda desta manhã, dia 29, objetiva fazer uma reflexão acerca da atuação dosTrabalhadores EPT: tensões identitárias”, com a participação dos professores do IFRR Eliselda Ferreira, Edvaldo Pereira e Jocelaine Oliveira, e do convidado do Instituto Federal Fluminense (IFF), professor Luiz Augusto Caldas Pereira.

Sobre a temática, Luiz Augusto Caldas destaca que todos os momentos em que se promovem debates sobre a identidade institucional, considerando as diversas vertentes, são relevantes para a construção e posterior consolidação da instituição. “O debate sobre o tema é fundamental para a construção de uma instituição forte e atuante. Sabe-se que carecemos dessa discussão, uma vez que não temos referenciais para a consolidação institucional, dada a recente criação dos Institutos Federais. Nesse sentido, alunos, professores e demais servidores, enfim, toda a comunidade acadêmica, bem como a sociedade, possuem papéis decisivos nesse processo de construção da identidade, e cada um precisa ter a consciência de sua importância”, frisou o professor.

Em sua explanação, durante a mesa-redonda, o convidado enfatizou que o projeto de fortalecimento da Rede EPT precisa se vincular às peculiaridades regionais, fazendo-se necessária a construção de uma identidade coletiva e a observância dos princípios que norteiam a configuração da rede. “É fundamental que se aprofunde a discussão sobre essa temática, a partir dos princípios e das diretrizes traçados para a rede, e que os seus agentes se apropriem da sua missão e dos seus valores. É evidente que não é algo simples, pois há diferentes contextos e pluralidades que influenciam nos resultados, mas, com o estabelecimento de pactos e acordos, supera-se os entreves, inclusive com relação à nossa atuação diante da dificuldade do Estado brasileiro de compreender a complexidade da rede”, completou.

 

Virginia Albuquerque

Assessoria V Forint

29/11/2016