PREPARATÓRIO PARA O ENCCEJA - Reeducandas da Cadeia Pública Feminina de Boa Vista são certificadas

por Virginia publicado 21/07/2021 17h34, última modificação 21/07/2021 17h34
O curso teve como objetivo ampliar os conhecimentos e habilidades básicas da língua espanhola para a participação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

Quinze reeducandas da Cadeia Pública Feminina de Boa Vista foram certificadas, em recente solenidade, pela conclusão do curso de extensão “¡Descomplica ahora! Espanhol para o Encceja”, com o objetivo de ampliar os conhecimentos e habilidades básicas da língua espanhola para a participação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

O curso teve carga horária de 40 horas e foi ministrado pelas acadêmicas do curso de Licenciatura em Letras-Espanhol e Literatura Hispânica, Aline Castro Farias e Eduarda Caroline Souza, sob orientação da diretora de Extensão do Campus Boa Vista (CBV), professora Marilda Vinhote Bentes.

“O Campus Boa Vista, por meio da Diretoria de Extensão, mais uma vez está cumprindo com seu papel diante de sua responsabilidade social para com a sociedade roraimense, de forma a pensar e agir em prol, neste caso, de mulheres privadas da liberdade, com o propósito de contribuir com o desenvolvimento das habilidades leitoras e lexicais, em nível básico, em espanhol para uso no Encceja. As acadêmicas envolvidas tiveram a oportunidade de vivenciar momentos de pesquisa e docência, em uma ação de extensão, consolidando o fazer pedagógico para um futuro docente que articule as três dimensões: ensino, pesquisa e extensão”, disse Marilda.

A coordenadora em exercício da Coordenação de Programas e Projetos de Extensão (Copex), servidora Natalia Rodrigues, enfatiza que essa ação primou, sobretudo, por oferecer oportunidades. “Primeiramente, foi possível tirar essas mulheres da ociosidade, e, além disso, novos horizontes começam a ser trilhados, pois colocam em prática diversas habilidades para uma aprendizagem mais significativa. No mais, todas estão tendo a oportunidade de estudar uma disciplina com foco no Encceja, para obter a certificação do Ensino Médio, fator crucial para uma inserção de sucesso no mundo do trabalho, quando saírem do sistema prisional”, ressaltou Natália.


Para a coordenadora Educacional nas Unidades Prisionais de Roraima, Veranilda Matos Lavareda, a educação precisa ser o centro do processo de ressocialização propiciado pelas unidades prisionais, já que, a partir dela, diversas oportunidades se apresentam aos reeducandos. “Com este pensamento a Sejuc/DJDHC, através da Coordenação Educacional das Unidades Prisionais de Roraima, busca desenvolver trajetórias educativas proveitosas para os privados de liberdade. Em parceria com o IFRR, foi possível desenvolver o Projeto de Alfabetização dentro da Cadeia Masculina, por meio do qual 30 reeducandos foram alfabetizados e certificados, proporcionando uma mudança de comportamento, passando da vergonha para o orgulho, principalmente, ao trocar a assinatura com as digitais pela assinatura escrita. Outra ação desenvolvida em parceria também com o IFRR, foi o curso de espanhol, dentro da unidade feminina, quando 15 alunas participaram, com êxito, de um curso que veio motivá-las para um repensar de oportunidades mesmo sendo privadas de liberdade. Nossa esperança é que a educação, realmente, proporcione oportunidades social, profissional, pessoal, tanto para o presente, como para o futuro e concretize os direitos humanos”, destacou Veranilda.

 

Virginia Albuquerque
CCS/Campus Boa Vista
21/7/2021