| Oficina de Robótica Utilizando o Kit Maker Alunos (as) do Ensino Fundamental e Médio De Escolas Públicas e Privadas De Boa Vista - RR |
O presente plano de trabalho tem como objetivo a criação de uma oficina de robótica utilizando um kit Maker, projetado e produzido no Campus Boa Vista, a ser aplicada com alunos da comunidade interna e externa do IFRR. A robótica educacional tem se consolidado como uma estratégia eficaz para promover o desenvolvimento do pensamento computacional, da criatividade e da resolução de problemas entre estudantes da educação básica e tecnológica. Nesse contexto, a cultura maker vem ampliando o acesso a ferramentas de prototipagem, possibilitando que alunos atuem de forma ativa na construção do conhecimento por meio do “aprender fazendo”. Como metodologia será utilizado: apostila de estudos formulada pelo extensionista do projeto, ambiente de desenvolvimento utilizando o software do Arduino, kit maker de um robô seguidor de linha, e vídeo aulas que serão publicadas no Youtube e disponibilizadas off-line aos alunos participantes da oficina. A oficina será realizada com uma carga horária total de 8 horas. Serão ofertadas 4 turmas com 12 alunos cada, totalizando 48 alunos contemplados. Os alunos irão trabalhar em duplas buscando o melhor aproveitamento do tempo, espaço e recursos de cada aluno. Espera-se que ao término da oficina: os alunos tenham o conhecimento básico de programação e consigam aplicar esse conhecimento construindo e programando um robô seguidor de linha que possa se deslocar sozinho e desviar de objetos quando encontrá-los a sua frente. |
Deborah Deah Assis Carneiro |
CBV |
Em edição |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
Cada vez mais a robótica tem feito mais parte da vida das pessoas, que nada mais é que uma máquina que possa fazer o mesmo trabalho de um humano com menos esforço. Dessa forma, substituímos o trabalho braçal por um trabalho mais intelectual. Se no século XVIII o mundo passou por um grande desenvolvimento tecnológico devido à invenção da máquina a vapor, no século XXI a quarta revolução industrial vem transformando com grande velocidade a vida das pessoas principalmente no modo de locomoção delas.As atividades de robótica educacional têm demonstrado grande potencial para despertar o interesse dos jovens pelas áreas tecnológicas e pela resolução de desafios reais. Contudo, o alto custo de kits comerciais, como o LEGO Spike, dificulta sua ampla utilização nas escolas públicas.Diante dessa limitação, o projeto propõe a utilização de um kit de robótica de baixo custo projetado e montado integralmente no laboratório de Robótica do Campus Boa Vista/IFRR, utilizando impressora 3D, router CNC, Arduino e componentes eletrônicos de fácil acesso. Além de reduzir custos, o processo de construção dos kits servirá como experiência formativa aos alunos e técnicos envolvidos no laboratório. Sabe-se que a robótica na Educação vem conquistando espaços, proporcionando novas metodologias de aprendizagem, auxiliando os alunos desenvolverem o raciocínio lógico e seu potencial criativo, através de situações de aprendizagem possibilitando uma melhor compreensão do mundo em que vive (MARIA E MIRTES, 2018).Com isso, esse projeto se justifica pela oportunidade de ensinar os seus participantes a como programar e colocar em prática esses conhecimentos adquiridos. O projeto também responde à demanda regional por ações de popularização da ciência e inovação tecnológica, aproximando o IFRR da comunidade escolar e promovendo a inserção de jovens em práticas científicas e tecnológicas de forma lúdica e acessível. |
| Projeto Adubação e Compostagem na Agricultura Familiar |
Este projeto visa promover o desenvolvimento rural sustentável por meio da capacitação técnica de produtores locais em práticas de adubação orgânica e compostagem. Desenvolvido no âmbito da disciplina de Extensão e Desenvolvimento Rural Sustentável do IFRR, o projeto envolve a participação ativa de estudantes, que atuarão como mediadores no processo de troca de saberes entre a academia e o campo. Através de visitas técnicas domiciliares, serão ensinadas técnicas de manejo de resíduos e produção de biofertilizantes, buscando reduzir a dependência de insumos químicos e os custos de produção. O projeto tem duração prevista de três meses e foco no fortalecimento da agricultura familiar regional.O projeto ataca o problema do desperdício de alimentos e a gestão inadequada de resíduos sólidos. Ao utilizar cascas de alimentos do restaurante e sobras trazidas pelos próprios alunos, a ação de extensão transforma o 'lixo' em um recurso valioso (adubo), promovendo a conscientização ambiental dentro e fora do campus e reduzindo o impacto ambiental do descarte incorreto desses materiais |
Deiyse Alves Silva |
CNP |
Em edição |
2026-08-05T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
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| Práticas Agroecológicas e o Manejo de Resíduos na Agricultura Familiar |
Este projeto visa promover a transição agroecológica e o desenvolvimento rural sustentável em propriedades familiares de Caracaraí-RR, por meio da implementação de unidades demonstrativas de compostagem. A iniciativa fundamenta-se na Economia Circular, utilizando como matéria-prima resíduos orgânicos provenientes do Restaurante Estudantil do IFRR - Campus Novo Paraíso e resíduos domiciliares trazidos pelos discentes da disciplina de Extensão e Desenvolvimento Rural Sustentável. O projeto estrutura-se em visitas técnicas domiciliares, onde os estudantes, sob supervisão docente, capacitarão produtores locais no manejo de resíduos e na montagem de pilhas de compostagem termofílica. Com o apoio financeiro do edital PIPEX, serão adquiridos equipamentos de monitoramento, como termômetros de haste e kits de pH, transformando as unidades em centros de difusão de tecnologia social. Espera-se, como resultado, a redução da dependência de insumos químicos externos, a diminuição dos custos de produção para o agricultor e a destinação correta de resíduos que seriam descartados. A ação fortalece a indissociabilidade entre ensino e extensão, permitindo que os alunos apliquem técnicas de manejo de solo e nutrição vegetal em cenários reais, enquanto promovem a saúde ambiental e a autonomia técnica das famílias rurais atendidas. |
Deiyse Alves Silva |
CNP |
Em edição |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-12-19T00:00:00 |
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| Jogo da Vida Real: educação cidadã e reflexão sobre desigualdades sociais por meio de metodologias lúdicas |
O projeto “Jogo da Vida Real: educação cidadã e reflexão sobre desigualdades sociais por meio de metodologias lúdicas” propõe a utilização do jogo educativo “Jogo da Vida Real” como ferramenta pedagógica para promover debates sobre direitos humanos, desigualdade social, direito à cidade e cidadania. O jogo foi concebido para estimular a compreensão das diferenças no acesso a oportunidades e aos serviços urbanos, promovendo uma reflexão crítica sobre a construção de cidades mais justas e inclusivas. Serão realizadas oficinas em escolas públicas e instituições parceiras, com aplicação do jogo, rodas de conversa, avaliação diagnóstica e produção de materiais educativos. A proposta busca fortalecer o protagonismo estudantil e ampliar o diálogo entre o IFRR e a comunidade, em consonância com as diretrizes do Programa Institucional de Incentivo a Projeto de Extensão (PIPEX/IFRR). |
Caio Anderson da Silva de Almeida |
CBV |
Em edição |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
A desigualdade social e territorial constitui uma das principais problemáticas das cidades brasileiras contemporâneas, impactando diretamente o acesso da população a direitos fundamentais, serviços públicos e oportunidades urbanas. Questões relacionadas à mobilidade, infraestrutura, moradia, educação, segurança, lazer e qualidade ambiental são vivenciadas de forma desigual entre diferentes grupos sociais e territórios, evidenciando processos de exclusão e segregação socioespacial presentes no cotidiano urbano.Nesse contexto, torna-se fundamental promover ações educativas que possibilitem aos jovens e à comunidade compreender criticamente as dinâmicas urbanas e refletir sobre o direito à cidade, entendido como o acesso democrático aos espaços, serviços, oportunidades e formas dignas de viver no território urbano. A educação urbana e cidadã contribui para fortalecer a participação social, a consciência crítica e o protagonismo juvenil frente aos desafios urbanos contemporâneos.O “Jogo da Vida Real” apresenta-se como uma importante ferramenta pedagógica e extensionista ao abordar, de maneira lúdica, participativa e acessível, situações que demonstram como o acesso a direitos e oportunidades ocorre de forma desigual entre os indivíduos e os territórios. A dinâmica do jogo evidencia que as desigualdades urbanas afetam diretamente as trajetórias de vida da população, estimulando reflexões sobre cidadania, justiça social e direito à cidade. Além disso, o objetivo coletivo do jogo — garantir que todos os participantes conquistem os cinco tipos de “Cartas de Direito” — reforça a compreensão de que os direitos só são plenamente efetivos quando alcançam toda a sociedade.A utilização de metodologias lúdicas no contexto educacional favorece o engajamento, a participação ativa e a construção coletiva do conhecimento, tornando o processo formativo mais dinâmico e significativo. Nesse sentido, o projeto propõe a realização de oficinas extensionistas que articulem arquitetura, urbanismo, cidadania e educação, aproximando os estudantes da realidade urbana de Boa Vista–RR e incentivando reflexões sobre mobilidade, acessibilidade, sustentabilidade, infraestrutura urbana e justiça socioambiental.Além do impacto formativo, o projeto fortalece o protagonismo estudantil ao envolver os participantes no planejamento, adaptação e aplicação das atividades e do jogo, estimulando autonomia, criatividade e participação social. A proposta também amplia a interação entre IFRR e comunidade externa, promovendo ações dialógicas e participativas em consonância com as diretrizes da extensão previstas no Edital PIPEX/IFRR 2026, que incentiva projetos com relevância social, impacto comunitário e integração entre ensino, pesquisa e extensão. |
| Para Além dos Muros: O Trabalho como Determinante do Sofrimento e Espaço de Luta |
O projeto "Para Além dos Muros: O Trabalho como Determinante do Sofrimento e Espaço de Luta" consiste em uma proposta de intervenção intersetorial voltada a estudantes de saúde, profissionais de saúde mental e trabalhadores da educação do Campus Boa Vista/IFRR. A iniciativa justifica-se pelo cenário alarmante de mais de 470 mil afastamentos por transtornos mentais registrados em 2024, o maior número da série histórica, evidenciando que o sofrimento psíquico não é um problema de "falta de resiliência", mas produto de engrenagens que normalizam o adoecimento. O projeto busca enfrentar a "indústria da prevenção" que foca no indivíduo, ignorando causas estruturais como metas abusivas, sobrecarga e controle excessivo. O objetivo geral é integrar os princípios da Luta Antimanicomial à saúde do trabalhador, promovendo a transição do trabalho como ferramenta de punição e disciplina para uma estratégia de cidadania e reabilitação psicossocial. A metodologia será executada em três etapas: no dia 14/05, o planejamento técnico definirá o roteiro baseado na pergunta essencial: "com que você trabalha?". No dia 15/05, serão elaboradas mídias digitais e folders para a abertura de 50 vagas. O evento principal ocorrerá em 18/05, Dia Nacional da Luta Antimanicomial, com uma roda de conversa de 4 horas focada em debates históricos e depoimentos. Espera-se, como resultado, o fortalecimento da rede de atenção e a desconstrução da lógica da medicalização. A avaliação será processual, acompanhando a circulação da palavra e a produção de novos sentidos sobre o cuidado em saúde mental no local de trabalho. |
Ananias Noronha Filho |
CBV |
Em edição |
2026-05-14T00:00:00 |
2026-06-03T00:00:00 |
Este projeto justifica-se pela necessidade de enfrentar a explosão de afastamentos laborais em decorrência de transtornos mentais, que atingiram níveis históricos. Em 2023, houve um aumento de 38% nos benefícios concedidos por motivos psíquicos, e em 2024 registrou-se mais de 470 mil afastamentos, com predominância de ansiedade e depressão. Esse fenômeno revela que o sofrimento não é um problema individual de "falta de resiliência", mas o produto de uma engrenagem produtiva que normaliza o adoecimento.A Luta Antimanicomial deve, portanto, expandir seu horizonte: não basta fechar manicômios físicos se o ambiente de trabalho continua a operar sob lógicas de opressão e disciplina que geram, dentre tantos sofrimentos, o "burnout" e o esgotamento. Além disso, há uma lacuna na formação de profissionais de saúde e educação quanto à capacidade de perguntar: "com que você trabalha?". Ignorar essa questão impede que o sistema de saúde identifique as causas reais do sofrimento e garanta ao trabalhador direitos fundamentais, como a estabilidade provisória e indenizações por doença ocupacional. |
| Semeando dignidade: horta comunitária na promoção da segurança alimentar e geração de renda |
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Iraci Fidelis |
CAM |
Em edição |
2026-08-03T00:00:00 |
2026-10-30T00:00:00 |
O Brasil enfrenta cenário de insegurança alimentar grave que atinge milhões de pessoas, agravado pela dificuldade de acesso a alimentos frescos e pelo alto custo de produtos in natura em comparação aos ultraprocessados. Além disso, o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura convencional representa riscos à saúde e ao meio ambiente. Projetos de hortas urbanas surgem como estratégias eficazes em mitigar a insegurança alimentar, promover a saúde e ocupar espaços ociosos nas cidades de forma produtiva. |
| Feira Itinerante Yahi: economia solidária e circular do IFRR-CBV |
O presente projeto tem como objetivo realizar a 'Feira Itinerante Yahi: economia solidária e circular do IFRR-CBV" e promover práticas sustentáveis por meio da troca de livros usados, feira de roupas de "segunda mão" e a comercialização de produtos diversos com foco na reutilização e reaproveitamento de materiais. A ação visa estimular o consumo consciente, a educação ambiental e a valorização de práticas colaborativas que minimizem os impactos ambientais e incentivem a cidadania ecológica. Aberta à comunidade, a feira funcionará como um espaço de aprendizado, troca e engajamento em torno dos princípios da economia circular e da sustentabilidade. |
Clarice Goncalves Rodrigues Alves |
CBV |
Em edição |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-12-04T00:00:00 |
A crescente preocupação com os impactos socioambientais do consumo desenfreado e da cultura do descarte exige novas formas de pensar e agir. Em um mundo onde os recursos naturais são finitos, é fundamental incentivar práticas que valorizem a reutilização, a redução de resíduos e a extensão do ciclo de vida dos produtos.A realização da Feira Yahi surge como uma resposta prática para envolver comunidade acadêmica, pequenos empresários, artesão, feirantes cujos produtos têm este enfoque. Busca-se com a proposta proporcionar um espaço de convivência e troca entre pessoas que desejam consumir de maneira mais consciente. Por meio da troca de livros, da feira de roupas usadas e da comercialização de produtos sustentáveis, pretende-se sensibilizar a comunidade sobre a importância de práticas mais responsáveis e colaborativas com o meio ambiente. |
| Tambaqui amazônico: cultura alimentar, tecnologias de processamento e inovação para a bioeconomia regional |
O projeto “Tambaqui amazônico: cultura alimentar, tecnologias de processamento e inovação para a bioeconomia regional” tem como finalidade desenvolver ações de extensão tecnológica e inovação voltadas à valorização do tambaqui como recurso estratégico da bioeconomia amazônica. A proposta prevê o levantamento histórico, cultural, gastronômico e tecnológico relacionado ao tambaqui, associado ao desenvolvimento, adaptação e sistematização de tecnologias de processamento e agregação de valor ao pescado, incluindo produtos derivados como hambúrgueres, embutidos, empanados, produtos enlatados, salgados e desidratados.Como produto final, será elaborado um livro técnico-científico e educativo, de caráter pioneiro no contexto regional amazônico, contendo informações sobre a cultura alimentar amazônica, cadeia produtiva do tambaqui, métodos de processamento, boas práticas de manipulação, tecnologias aplicadas e receitas regionais voltadas ao aproveitamento sustentável do pescado.O projeto também envolverá atividades extensionistas, oficinas, capacitações e produção de conteúdos educativos direcionados à comunidade, estudantes, produtores e empreendedores locais, contribuindo para a difusão do conhecimento, fortalecimento da cadeia produtiva aquícola, incentivo à inovação e promoção da sustentabilidade na bioeconomia regional amazônica. |
Danielle Cunha de Souza Pereira |
CAM |
Em edição |
2026-02-15T00:00:00 |
2028-04-26T00:00:00 |
O tambaqui (Colossoma macropomum) é uma das espécies de maior relevância econômica, alimentar e cultural da Amazônia, destacando-se como importante recurso para a segurança alimentar, geração de renda e fortalecimento da piscicultura regional. Em Roraima, o cultivo e a comercialização do tambaqui apresentam crescente importância para a economia local, especialmente em municípios do interior, onde a aquicultura representa alternativa produtiva sustentável e estratégica para o desenvolvimento regional.Apesar da ampla aceitação do pescado in natura, observa-se baixa diversificação tecnológica no aproveitamento do tambaqui, limitando o potencial de agregação de valor, ampliação de mercado e desenvolvimento de novos produtos alimentícios derivados. Grande parte da produção ainda é comercializada sem processamento, reduzindo oportunidades econômicas para pequenos produtores, agroindústrias familiares e empreendedores locais. Além disso, há escassez de materiais técnico-científicos regionais que integrem cultura alimentar, tecnologias de processamento, inovação e valorização da biodiversidade amazônica.Nesse contexto, o projeto surge como oportunidade de fortalecimento da bioeconomia regional por meio da integração entre ensino, pesquisa, extensão tecnológica e inovação aplicada ao processamento do tambaqui. A proposta contribui para a disseminação de tecnologias acessíveis e sustentáveis voltadas ao aproveitamento integral do pescado, incentivando o desenvolvimento de produtos com maior valor agregado, ampliação das possibilidades de consumo e fortalecimento da cultura alimentar amazônica.O projeto também apresenta relevância social e ambiental ao estimular práticas sustentáveis de produção e processamento, valorização dos saberes locais e formação de recursos humanos qualificados nas áreas de tecnologia de alimentos, aquicultura, engenharia de pesca e bioeconomia. A elaboração do livro técnico-científico permitirá consolidar e democratizar conhecimentos sobre o tambaqui amazônico, funcionando como instrumento de extensão tecnológica, educação alimentar e incentivo ao empreendedorismo regional. |
| Tepuí Digital: Tecnologias Imersivas Aplicadas À Educação |
O projeto TEPUÍ DIGITAL propõe o desenvolvimento e a validação de um jogo educacional imersivo, em realidade virtual e aumentada, com ambientes 360 e elementos 3D interativos sobre a história, a cultura e os pontos turísticos de Roraima, voltado ao apoio ao ensino de Design, História, Geografia e Cultura Regional em escolas públicas. A iniciativa responde ao desafio de tornar o ensino mais contextualizado e atraente para estudantes que, em sua maioria, não têm condições de visitar presencialmente os principais marcos históricos, culturais e ambientais do estado.Ancorado no Campus Boa Vista Zona Oeste do Instituto Federal de Roraima (IFRR – CBVZO), o projeto integra competências em design, tecnologia, comunicação e inovação, em parceria com a Agência Telos de Tecnologia, Publicidade e Inovação e o Instituto Rorainova, para conceber, desenvolver e pilotar a solução em pelo menos duas escolas públicas de Roraima, articulando formação discente, inclusão digital e valorização da economia criativa local.Ao longo de 18 meses, serão realizadas, nos laboratórios de design e informática do CBVZO e em campo, etapas de levantamento de conteúdo, roteirização pedagógica, modelagem 3D, produção de ambientes 360, desenvolvimento da plataforma, testes técnicos e pedagógicos, aplicação piloto, avaliação de impacto e consolidação da versão final do jogo, acompanhada de guia didático e plano de comunicação para difusão dos resultados. |
Viviane Paludo Schultz |
CBVZO |
Em execução |
2026-05-08T00:00:00 |
2028-04-28T00:00:00 |
O ensino de Design, História, Geografia e Cultura Regional nas escolas públicas de Roraima ainda é majoritariamente baseado em aulas expositivas, livros impressos e materiais estáticos, o que limita o engajamento discente e dificulta a construção de vínculos entre o conteúdo escolar e a realidade vivida pelos estudantes. Ao mesmo tempo, o estado apresenta especificidades geográficas, culturais e ambientais singulares, como a presença de povos indígenas, territórios de fronteira, diversidade de biomas e pontos turísticos de relevância nacional e internacional, que nem sempre são explorados de forma aprofundada no cotidiano escolar.Grande parte dos alunos da rede pública não tem condições de visitar presencialmente locais emblemáticos, seja por distância, custos de deslocamento, infraestrutura limitada ou ausência de políticas sistemáticas de turismo pedagógico. Isso produz uma lacuna entre o que é ensinado nos livros e a experiência concreta do território roraimense, enfraquecendo o sentimento de pertencimento, a valorização do patrimônio cultural e o cuidado com o meio ambiente. Essa realidade é especialmente visível nas comunidades do entorno do Campus Boa Vista Zona Oeste do IFRR (CBVZO), situado em região periférica da capital, onde a demanda por práticas educativas inovadoras e socialmente contextualizadas é intensa.Paralelamente, a geração atual de estudantes está inserida em uma cultura digital marcada por jogos, vídeos, plataformas interativas e redes sociais, enquanto a escola ainda explora pouco o potencial de tecnologias imersivas, como realidade virtual, aumentada e ambientes 360, para apoiar a aprendizagem. Há um desalinhamento entre as linguagens que mobilizam a atenção dos jovens e as estratégias didáticas predominantes, contribuindo para desinteresse, evasão e baixo desempenho em componentes curriculares das Ciências Humanas.Nesse contexto, o TEPUÍ DIGITAL, desenvolvido a partir do CBVZO, busca utilizar tecnologias imersivas e gamificação como ponte entre currículo e território, permitindo ao estudante visitar virtualmente pontos turísticos, marcos históricos e ambientes naturais de Roraima. O projeto se alinha ao eixo Indústria criativa e turismo da Chamada Pública, articulando design, jogos digitais, economia criativa e valorização do patrimônio local.A parceria entre o IFRR/CBVZO, a Agência Telos e o Instituto Rorainova agrega competências complementares em design, comunicação, inovação e desenvolvimento tecnológico, fortalecendo o caráter de Extensão Tecnológica e de Inovação previsto no edital. Além de qualificar o ensino nas escolas parceiras, o projeto formará estudantes do CBVZO em modelagem 3D, design de interfaces, tecnologias imersivas e avaliação de impacto educacional, ampliando sua inserção na economia criativa local e regional. |
| Gestão Pública Sustentável: Educação Ambiental e Cidadania para Comunidades Sustentáveis |
O projeto “Gestão Pública Sustentável: Educação Ambiental e Cidadania para Comunidades Sustentáveis” será desenvolvido no Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública do IFRR em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho. A proposta visa promover ações extensionistas simples e participativas voltadas à conscientização ambiental, sustentabilidade e cidadania, fortalecendo a integração entre instituição e comunidade. As atividades envolverão palestra educativa, campanha de conscientização, produção de cartazes, doação de mudas de plantas arrecadadas e roda de conversa aberta à comunidade, incentivando práticas sustentáveis e a participação social. O projeto será realizado de forma interdisciplinar, articulando ensino, pesquisa e extensão, conforme as diretrizes da curricularização da extensão no IFRR. A ação contribui para a formação cidadã e socialmente comprometida dos estudantes, além de dialogar com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU relacionados à educação ambiental, consumo responsável, sustentabilidade e participação comunitária. |
Tiago Santos Barreto Thomaz |
CAB |
Enviado |
2026-05-11T00:00:00 |
2026-06-19T00:00:00 |
A preservação ambiental e a conscientização sobre práticas sustentáveis tornaram-se temas essenciais diante dos desafios relacionados à poluição, ao descarte inadequado de resíduos e à degradação dos recursos naturais. Nesse contexto, o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, representa uma importante oportunidade para promover ações educativas e de participação social voltadas à sustentabilidade e à cidadania.O projeto “Gestão Pública Sustentável: Educação Ambiental e Cidadania para Comunidades Sustentáveis” busca incentivar a reflexão e o desenvolvimento de pequenas ações sustentáveis no cotidiano, aproximando a comunidade acadêmica e a comunidade externa de discussões relacionadas à preservação ambiental e à responsabilidade coletiva.A proposta também fortalece a curricularização da extensão no Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública do IFRR, conforme previsto na Resolução nº 558/2021 – CONSUP/IFRR, promovendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão por meio de atividades simples, participativas e socialmente relevantes.Além disso, o projeto contribui para a formação crítica, ética e cidadã dos estudantes, estimulando o compromisso social, o diálogo com a comunidade e a construção de práticas sustentáveis alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente aqueles relacionados à educação ambiental, consumo responsável e comunidades sustentáveis. |
| 095 Artesania Digital Amazônica |
O projeto propõe o desenvolvimento e implementação de uma solução tecnológica voltada à inclusão produtiva e digital de artesãos do estado de Roraima, com foco na valorização da economia criativa, fortalecimento da identidade cultural regional e incentivo ao reaproveitamento de resíduos com potencial econômico. A iniciativa articula extensão tecnológica, inovação social e sustentabilidade, promovendo a integração entre instituição de ensino, comunidade e setor produtivo.A proposta prevê a criação de uma plataforma digital destinada à divulgação e comercialização de produtos artesanais, associada à realização de oficinas formativas voltadas ao empreendedorismo, marketing digital, inclusão digital e utilização de ferramentas tecnológicas. O projeto busca ampliar a visibilidade dos artesãos, fortalecer sua autonomia produtiva e contribuir para geração de renda por meio da inserção em ambientes digitais de comercialização.A metodologia será baseada na pesquisa-ação, organizada em etapas de diagnóstico, co-criação, desenvolvimento tecnológico, implementação e avaliação de impacto. Entre as ações previstas estão o levantamento socioeconômico dos participantes, desenvolvimento do protótipo funcional da plataforma, capacitações práticas, acompanhamento técnico e monitoramento de indicadores sociais e tecnológicos.Como resultados esperados, destacam-se a ampliação da presença digital dos participantes, fortalecimento da economia criativa local, estímulo a práticas sustentáveis por meio da economia circular, valorização dos saberes culturais regionais e desenvolvimento de uma solução tecnológica com potencial de replicabilidade em outras comunidades. O projeto também contribuirá para a formação acadêmica e profissional dos estudantes envolvidos, promovendo experiências interdisciplinares e aplicação prática de conhecimentos em contextos reais. Salienta-se que esta proposta será submetida ao Edital da FAPERR. |
Marilda Vinhote Bentes |
CBV |
Em execução |
2026-06-10T00:00:00 |
2027-03-06T00:00:00 |
A economia criativa e o artesanato regional constituem importantes instrumentos de geração de renda, valorização cultural e fortalecimento produtivo em Boa Vista/RR, especialmente entre pequenos produtores que atuam de forma autônoma e em pequena escala. Entretanto, muitos desses trabalhadores ainda enfrentam limitações relacionadas à inserção digital, ampliação de mercado e utilização de ferramentas tecnológicas voltadas à divulgação e comercialização de seus produtos em ambientes virtuais.Segundo dados da pesquisa TIC Domicílios 2023, do CGI.br, embora o acesso à internet tenha crescido significativamente no país, persistem desigualdades relacionadas ao uso qualificado das tecnologias digitais para fins econômicos e produtivos, sobretudo entre pequenos empreendedores e trabalhadores informais. Paralelamente, o crescimento do comércio eletrônico ampliou a necessidade de presença online como estratégia de competitividade e visibilidade comercial.No contexto regional, observa-se que muitos artesãos de Roraima possuem baixa apropriação de ferramentas digitais relacionadas à produção de conteúdo, divulgação em redes sociais e comercialização online. Além disso, plataformas convencionais frequentemente priorizam apenas a exposição comercial dos produtos, sem considerar os aspectos culturais e identitários que caracterizam a produção artesanal amazônica.Outro aspecto relevante refere-se ao potencial de reaproveitamento de resíduos oriundos do setor madeireiro e da construção civil, que podem ser incorporados à produção artesanal sustentável. Nesse contexto, o projeto contará com parceria da Madeireira Cambará Materiais de Construção, contribuindo para ações de reaproveitamento de materiais e incentivo à economia circular.Diante desse cenário, o projeto propõe o desenvolvimento e validação de um protótipo funcional (MVP) de plataforma digital voltada à divulgação de produtos artesanais regionais, integrando catálogo virtual, narrativas dos artesãos e estratégias de presença digital. A proposta articula extensão tecnológica, inovação social e sustentabilidade por meio de ações de capacitação digital, apoio à divulgação online e desenvolvimento de solução tecnológica vinculada ao curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do IFRR, contribuindo para inclusão digital, valorização cultural e fortalecimento da economia criativa regional. |
| Iniciação ao voleibol: a prática esportiva de voleibol de base para comunidade externa. |
A implementação de um projeto de voleibol nas escolas desempenha um papel fundamental no desenvolvimento físico e social dos alunos. Além de promover a saúde e o bem-estar por meio da prática esportiva regular, o voleibol oferece uma plataforma para aprimorar habilidades motoras, como coordenação e agilidade. Ao mesmo tempo, o trabalho em equipe necessário para o jogo incentiva a construção de habilidades sociais, como comunicação eficaz, respeito mútuo e cooperação, preparando os alunos para desafios futuros tanto dentro como fora da quadra. Por meio de um projeto de voleibol bem estruturado, as escolas também podem cultivar valores essenciais, como disciplina e comprometimento, fundamentais para o sucesso acadêmico e profissional. Ao enfatizar a importância do trabalho árduo, da prática regular e da perseverança, o voleibol proporciona aos alunos uma compreensão prática da importância da dedicação e do esforço contínuo para alcançar metas. Além disso, a inclusão de todos os alunos, independentemente de habilidades atléticas, promove um ambiente inclusivo e de respeito mútuo, nutrindo uma cultura escolar positiva e encorajadora. |
Raleide Greisa Nogueira Barata |
CBV |
Em edição |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
A implementação de um projeto de vôlei na escola é crucial tanto para o público interno quanto externo e para os acadêmicos de Educação Física. Aos acadêmicos proporciona experiência para o desenvolvimento pedagógico e profissional e a oportunidade de aplicar os conhecimentos teóricos obtidos através das aulas oferecidas aos acadêmicos pelo IFRR.A iniciativa visa, de forma integrada, contribuir para o aperfeiçoamento do desempenho físico e motor, o enriquecimento do convívio escolar e a promoção da saúde mental, considerando o esporte como uma ferramenta valiosa para o desenvolvimento integral do ser humano. O projeto almeja não apenas formar bases técnicas no voleibol, mas também fortalecer a socialização, a cooperação e a disciplina, elementos fundamentais para o crescimento pessoal e coletivo Além disso, espera-se que a participação ativa neste projeto incentive a continuidade da prática esportiva, contribuindo para a formação de hábitos saudáveis e um estilo de vida ativo. Ao enfatizar a importância do bem-estar físico e psicológico, este projeto de extensão busca oferecer um espaço de aprendizado, interação e desenvolvimento, alinhando-se aos objetivos educacionais e sociais do Instituto Federal de Roraima e às necessidades específicas de seu público-alvo. |
| Entre trilhas e saberes: capacitação em identificação florestal para guias da Serra do Tepequém |
A Serra do Tepequém, localizada em Amajari/RR, é um dos principais destinos turísticos do estado, destacando-se pela diversidade florística. Contudo, esse paraíso natural enfrenta sérias ameaças de extinção das espécies, ocasionadas pela ação antrópica, dentre os quais apontamos o desmatamento, as queimadas, mudanças climática, escassez hídrica e a chamada impercepção botânica, no qual definimos como a dificuldade de reconhecer e valorizar a flora como elemento essencial da biodiversidade. Neste sentido, torna-se essencial para a preservação do meio ambiente, realizar capacitação dos condutores locais de turismo, responsáveis por mediar a experiência dos visitantes, que frequentemente apresentam a serra como paisagem estética, negligenciando seu potencial educativo para a preservação da biodiversidade local. Este projeto busca promover a alfabetização científica desses profissionais, fortalecendo o turismo sustentável e a preservação ambiental. |
Leidiana Lima dos Santos |
CAM |
Em edição |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-20T00:00:00 |
A Serra do Tepequém representa um dos enclaves biológicos mais singulares do Escudo das Guianas. Caracterizada por sua formação geológica de arenito e altitudes que alcançam aproximadamente 1.100 metros, a região abriga fisionomias vegetais distintas da floresta amazônica circundante, como campos rupestres e savanas de altitude. Essa peculiaridade ambiental favorece um alto grau de endemismo e uma biodiversidade ainda subestimada, o que torna a atualização do seu inventário florístico uma urgência científica. Conforme apontam Barbosa et al. (2016), o conhecimento taxonômico preciso é o primeiro passo fundamental para qualquer estratégia de conservação e manejo sustentável, especialmente em áreas que funcionam como refúgios ecológicos. Roraima apresenta a 14ª maior área territorial do Brasil e é o estado mais setentrional do país. O estado é referido por botânicos com a biodiversidade pouco conhecida e pela coleção pequena - cerca de 12.300 amostras no herbário UFRR e o mesmo número de amostras para o herbário MIRR, localizados em Boa Vista, na Universidade Federal de Roraima e Parque Anauá, respectivamente. Apesar dos esforços para a ampliação do conhecimento sobre a flora do Brasil na última década, o estado parece não ter acompanhado essa mudança, sendo urgente a necessidade de ampliar esses estudos diante da riqueza vegetal de Roraima.No contexto botânico, o desconhecimento taxonômico é considerado um dos principais entraves ao gerenciamento e conservação da biodiversidade brasileira, uma vez que está diretamente associado à carência de pesquisadores/taxonomistas nas Instituições. Para minimizar esse impacto negativo, a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) através do Programa Internacional em taxonomia (Global Taxonomy Initiative – GTI), evidenciou a necessidade de investimentos em estudos taxonômicos visando garantir a ampliação da força de trabalho e de especialistas para as necessidades do conhecimento da diversidade brasileira. Por esse motivo, estudos florísticos e sistemáticos ultrapassam a barreira da importância exclusiva para os interessados apenas em uma única família botânica. A presente proposta trata de um estudo taxonômico em áreas de vegetação de Amazônia e suas fitofisionomias, que é o maior bioma do Brasil e ainda é considerada subamostrada em relação ao conhecimento taxonômico.A comunidade da área tem se mobilizado para demandar a criação de uma UC e acredita-se que iniciativas como a presente proposta pode contribuir para embasar estas demandas.Diferente de outras formações montanhosas do estado, como o Monte Roraima, a Serra do Tepequém não está inserida em Unidade de Conservação (UC), o que é preocupante uma vez que estas áreas consistem em espaços contínuos, institucionalizados com o objetivo de preservar e conservar recursos naturais diversos. A ausência de um aparato legal de proteção rigoroso deixa a flora local vulnerável a uma série de impactos negativos. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pressão sobre os ecossistemas naturais de Roraima tem se intensificado, e no Tepequém essa realidade é evidenciada pela expansão imobiliária desordenada e pelo fluxo turístico crescente. O turismo, embora vital para a economia local, quando realizado sem o suporte de inventários que identifiquem espécies raras ou ameaçadas, resulta na degradação de habitats críticos e na introdução de espécies invasoras.O projeto tem por finalidade realizar uma capacitação aos condutores locais que frequentemente apresentam a Serra do Tepequém/RR como uma paisagem puramente contemplativa. A Serra do Tepequém apresenta elevado potencial para o ecoturismo, não apenas pela sua beleza cênica, mas sobretudo pela possibilidade de disseminação dos conhecimentos científicos e pela promoção de práticas voltadas à preservação da biodiversidade. Além disso, constitui um espaço estratégico para sensibilizar condutores e visitantes quanto aos desafios impostos pelas mudanças climáticas, reforçando a importância da conservação ambiental como eixo central para o desenvolvimento sustentável da região. |
| Letramento Digital para a Terceira Idade: Autonomia, Inclusão Social e Cidadania Digital em Boa Vista-RR |
O presente projeto de extensão tem como objetivo promover o letramento digital de pessoas idosas no município de Boa Vista-RR, por meio da oferta de um curso presencial com carga horária de 30 horas, voltado ao uso autônomo, seguro e crítico de dispositivos móveis e ferramentas digitais de comunicação e acesso a serviços públicos.A proposta fundamenta-se na perspectiva da educação dialógica de Paulo Freire, compreendendo a tecnologia como instrumento de inclusão social, exercício da cidadania e redução das desigualdades. Nesse contexto, busca-se desenvolver competências digitais que possibilitem aos participantes maior autonomia no uso de smartphones, aplicativos de comunicação, redes sociais e plataformas digitais governamentais, contribuindo para a prevenção de fraudes eletrônicas e o fortalecimento da participação social.A metodologia será baseada em práticas pedagógicas participativas, com a realização de oficinas presenciais semanais, priorizando o aprendizado ativo, contextualizado e adaptado às especificidades da terceira idade, conforme abordagens de autores como José Moran e Vani Kenski. Serão utilizados recursos didáticos acessíveis, linguagem simplificada e atividades práticas orientadas, promovendo a interação entre os participantes e a construção coletiva do conhecimento, com aplicação de diagnóstico inicial e avaliação final para mensurar a evolução das competências digitais dos participantes.O projeto será executado no período de 31 de agosto a 19 de novembro de 2026, conforme cronograma do edital PIPEX, contando com a participação ativa de um estudante bolsista do IFRR, que atuará no apoio às atividades formativas e no acompanhamento dos participantes, fortalecendo sua formação acadêmica por meio da vivência extensionista.Como resultados esperados, destacam-se a redução do hiato digital geracional, o fortalecimento da autonomia e da inclusão digital dos idosos, a ampliação do acesso a serviços públicos digitais e a consolidação do IFRR como agente de transformação social junto à comunidade externa. O projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 - Educação de Qualidade e 10 - Redução das Desigualdades, contribuindo diretamente para a promoção da inclusão social e digital.O projeto contribui diretamente para essas metas ao promover o letramento digital de pessoas idosas, ampliando o acesso às tecnologias, fortalecendo a autonomia e reduzindo desigualdades sociais no contexto local.Palavras-chave: Letramento digital; idosos; inclusão digital; cidadania; tecnologias educacionais. |
Carlos Felipe Rocha Carneiro |
CBV |
Em edição |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
A ampliação do uso de tecnologias digitais em serviços essenciais, como sistemas bancários, aplicativos de comunicação e plataformas governamentais, tem evidenciado um problema social relevante: a exclusão digital da população idosa. Em Boa Vista-RR, observa-se que muitos idosos enfrentam dificuldades no uso de smartphones e no acesso a serviços digitais, o que limita sua autonomia, restringe o acesso a direitos e aumenta sua vulnerabilidade a fraudes e desinformação.Essa realidade, percebida tanto no cotidiano institucional quanto em interações com a comunidade externa, evidencia a necessidade de ações educativas voltadas à inclusão digital desse público. A ausência de competências digitais básicas contribui para o isolamento social, especialmente em um contexto em que a comunicação e o acesso a serviços estão cada vez mais mediados por tecnologias digitais.Nesse sentido, o presente projeto propõe uma resposta concreta a essa demanda social, por meio da oferta de um curso de letramento digital voltado à população idosa, com foco no uso prático e seguro de dispositivos móveis e ferramentas digitais. A proposta diferencia-se por adotar uma abordagem pedagógica centrada no participante, baseada na educação dialógica de Paulo Freire, que valoriza os saberes prévios dos sujeitos e promove a construção coletiva do conhecimento.Além disso, o projeto fundamenta-se nas contribuições de José Moran e Vani Kenski, ao priorizar metodologias ativas, práticas e contextualizadas, adequadas ao processo de aprendizagem de adultos e idosos. A proposta também dialoga com Lúcia Santaella e André Lemos, ao compreender que a inclusão digital é condição essencial para a participação social na contemporaneidade.A execução deste projeto justifica-se, portanto, pela sua capacidade de enfrentar diretamente um problema social concreto, promovendo o desenvolvimento de competências digitais que possibilitem aos idosos maior autonomia, segurança e participação social. Ao mesmo tempo, contribui para a redução do hiato digital geracional e para a inclusão de um público frequentemente excluído das transformações tecnológicas.Do ponto de vista institucional, a proposta apresenta forte aderência às diretrizes da extensão, ao promover a interação dialógica entre o IFRR e a comunidade, integrar ensino e prática social e proporcionar formação significativa ao estudante bolsista, que atuará diretamente no desenvolvimento das atividades.Dessa forma, o projeto deve ser selecionado e implementado por apresentar relevância social, viabilidade técnica e coerência metodológica, além de contribuir diretamente para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 – Educação de Qualidade e 10 – Redução das Desigualdades, ao ampliar o acesso às tecnologias digitais e promover a inclusão social da população idosa no contexto local. |
| Bola de Ouro |
O projeto Bola De Ouro ofertado a mais de trinta anos no Campo de Futebol do Campus Boa Vista – IFRR, promove atividades de práticas esportivas de futebol que visam estimular a melhoria da qualidade de vida dos servidores do IFRR e de membros da comunidade externa como, também, intensifica as relações de integração e o respeito mútuo entre os participantes. |
Walter de Oliveira Paulo |
CBV |
Em edição |
2026-04-01T00:00:00 |
2027-03-31T00:00:00 |
O esporte, especificamente o futebol, é um integrador social por excelência e por mais de trinta anos vem sendo um dos mecanismos do Campus Boa Vista encontrado para desenvolver o lazer e contribuir na qualidade de vida dos servidores do IFRR e da comunidade externa. Por isso, nós servidores e comunidade externa acreditamos que a continuidade dessas ações fortalece as políticas de qualidade de vida em nossa instituição. |
| Amigos do IFRR |
O projeto Amigos do IFRR ofertado a mais de trinta anos no Campo de Futebol do Campus Boa Vista – IFRR, promove atividades de práticas esportivas de futebol que visam estimular a melhoria da qualidade de vida dos servidores do IFRR e de membros da comunidade externa como, também, intensifica as relações de integração e o respeito mútuo entre os participantes. |
Walter de Oliveira Paulo |
CBV |
Em edição |
2026-04-01T00:00:00 |
2027-03-31T00:00:00 |
O esporte, especificamente o futebol, é um integrador social por excelência e por mais de trinta anos vem sendo um dos mecanismos do Campus Boa Vista encontrado para desenvolver o lazer e contribuir na qualidade de vida dos servidores do IFRR e da comunidade externa. Por isso, nós servidores e comunidade externa acreditamos que a continuidade dessas ações fortalece as políticas de qualidade de vida em nossa instituição. |
| Extensão Aquícola: Capacitação de piscicultores para promoção de manejo sustentável na qualidade de água |
Este projeto de extensão visa fortalecer a piscicultura familiar no sul de Roraima por meio do monitoramento da qualidade da água em unidades produtivas próximas ao IFRR-Campus Novo Paraíso (IFRR-CNP). A ação promove a democratização dos saberes, articulando ensino, pesquisa e extensão para capacitar piscicultores sobre boas práticas de manejo da água e promover a sustentabilidade do setor. Com abordagem interdisciplinar, o projeto mobiliza estudantes e docentes em atividades práticas que integram diferentes áreas do conhecimento, como biologia, química e gestão ambiental, para oferecer suporte técnico e extensão aos pequenos produtores. Através da interação dialógica, estabeleceremos relações participativas entre o IFRR e as comunidades, garantindo um impacto social efetivo e incentivando a autonomia produtiva dos piscicultores locais. Os dados levantados durante o monitoramento permitirão a construção de materiais educativos, oficinas e consultorias para que os produtores possam tomar decisões embasadas sobre o manejo da água em suas pisciculturas. Além disso, o projeto estimulará a atuação empreendedora e o desenvolvimento sustentável da região. |
Ellano Jose da Silva |
CNP |
Em edição |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
A piscicultura familiar é uma das principais atividades produtivas do interior de Roraima, especialmente devido à ampla disponibilidade de recursos hídricos e à crescente demanda por pescado, tanto no estado quanto em regiões vizinhas como o Amazonas e o território venezuelano (AMAZOOM, 2019). No entanto, a falta de assistência técnica especializada e o desconhecimento sobre boas práticas de manejo comprometem o potencial produtivo da atividade, resultando em baixa eficiência e possíveis impactos ambientais negativos (Pádua et al., 2018).De acordo com Boyd (2019), o monitoramento contínuo da qualidade da água é fundamental para evitar problemas como a degradação da saúde dos peixes e a eclosão de surtos de doenças, fatores que afetam diretamente a lucratividade e a viabilidade econômica da piscicultura. No entanto, muitas pisciculturas familiares em Roraima operam sem suporte técnico, baseando-se apenas em conhecimentos empíricos transmitidos entre gerações. Essa lacuna evidencia a importância da extensão universitária para promover a democratização dos saberes e melhorar a sustentabilidade da atividade.Além disso, este projeto se fundamenta na interdisciplinaridade e interprofissionalidade, reunindo diferentes áreas do conhecimento – como biologia, engenharia de pesca e gestão ambiental – para oferecer soluções práticas aos piscicultores. Conforme destacado por Hua et al. (2019), a gestão eficaz da piscicultura requer não apenas conhecimentos sobre biologia aquática, mas também sobre química da água, fisiologia dos peixes e técnicas de monitoramento ambiental.Outro aspecto essencial da proposta é a interação dialógica entre a comunidade acadêmica e os piscicultores, possibilitando um aprendizado mútuo. Segundo Beveridge et al. (2013), um dos grandes desafios da extensão universitária na área aquícola é justamente suplantar a visão tradicional de que o conhecimento técnico deve ser imposto aos produtores, ao invés de construído de forma colaborativa. Assim, nosso projeto busca estabelecer um modelo participativo de troca de conhecimentos, valorizando o saber local e adaptando as recomendações técnicas à realidade dos produtores da região.Por fim, um dos principais impactos esperados deste projeto é a formação integral dos estudantes do IFRR, proporcionando-lhes uma experiência prática enriquecedora e estreitando sua conexão com os desafios do setor produtivo. Segundo Marinho et al. (2020), projetos de extensão na área da aquicultura desempenham um papel crucial na capacitação de futuros profissionais, pois estimulam a aplicação do conhecimento teórico em contextos reais e incentivam o engajamento social dos alunos.Dessa forma, este projeto busca não apenas contribuir com o fortalecimento da piscicultura familiar em Roraima, mas também fortalecer os vínculos entre o IFRR e os piscicultores locais, promovendo impactos sociais e econômicos positivos tanto para os piscicultores quanto para os estudantes envolvidos na iniciativa. |
| Formando de Instrumentistas para Banda Sinfônica |
O Projeto de Formação de Instrumentistas para Banda Sinfônica visa capacitar alunos de escolas públicas do Amajari bem como membros da comunidade em geral para que possam formar e auxiliar na construção da primeira Banda Sinfônica desta Região. Observando a comunidade local, percebe-se a falta de projetos e recursos voltados para a cultura de uma forma continuada. Banda Sinfônica é uma formação musical em que predominam instrumentos de sopro e percussão. Dedica-se à difusão da música de concerto e ao incentivo de novas composições e arranjos para esta formação instrumental. O Projeto Formação de Instrumentistas já desenvolvido anteriormente pelo Programa de Bolsa Acadêmica de Extensão objetiva oportunizar o ensino da música, visando a iniciação musical de crianças e jovens e a participação em bandas sinfônicas. O IFRR- CAM disponibiliza aos alunos os instrumentos como: instrumentos de banda base, flauta doce, instrumentos de sopro e instrumentos de percussão, despertando a capacidade de ouvir e compreender a música de forma crítica, contribuindo assim no aprimoramento e na formação de plateias, apresentando diversos ritmos musicais, bem como aprecia-los, identifica-los, estimulando a sensibilidade rítmica, percepção auditiva, coordenação motora. Assim todos os participantes recebem a oportunidade de um aprendizado musical estruturado, já é esperado que o Projeto atenda mais de 50 alunos tanto da Sede Vila Brasil-Amajari como de algumas comunidades das proximidades. |
Lucas Correia Lima |
CAM |
Em edição |
2026-06-01T00:00:00 |
2026-08-31T00:00:00 |
O Projeto Formando de Instrumentistas para Banda Sinfônica surge a partir de uma necessidade concreta observada no município de Amajari e em suas comunidades: a ausência de ações contínuas voltadas à formação musical e ao fortalecimento da cultura local. Apesar do potencial artístico existente entre crianças, jovens e membros da comunidade, ainda são escassas as oportunidades estruturadas que possibilitem o acesso ao ensino da música de forma gratuita, sistemática e de qualidade.A proposta de formação de uma Banda Sinfônica na região representa não apenas a criação de um grupo musical, mas a construção de um espaço permanente de aprendizagem, expressão cultural e inclusão social. A banda sinfônica, caracterizada pelo uso predominante de instrumentos de sopro e percussão, desempenha um papel fundamental na difusão da música de concerto, no incentivo à produção de novos arranjos e na formação de público, contribuindo diretamente para o desenvolvimento cultural da comunidade.O projeto dá continuidade a ações já iniciadas anteriormente no âmbito do Instituto Federal de Roraima – Campus Amajari, por meio de programas de extensão, os quais demonstraram resultados positivos na iniciação musical de crianças e jovens. Atualmente, mesmo com limitações de recursos, as atividades seguem sendo desenvolvidas, evidenciando o interesse e o engajamento dos participantes.No entanto, a consolidação e ampliação dessa iniciativa enfrentam um desafio significativo: a falta de investimento contínuo, especialmente no que se refere à manutenção e reposição de materiais essenciais. Há mais de cinco anos não há aporte financeiro específico para o desenvolvimento das atividades musicais, o que compromete diretamente a qualidade do ensino e a sustentabilidade do projeto. Materiais como cordas de violão, palhetas para instrumentos de sopro, peles e baquetas para percussão, além de cabos e acessórios diversos, sofrem desgaste natural e necessitam de reposição constante.Mesmo diante desse cenário, o projeto mantém suas atividades atendendo mais de 30 alunos, com previsão de ampliação para mais de 50 participantes, incluindo estudantes da sede Vila Brasil e de comunidades próximas. Ressalta-se que, até o momento, grande parte dos custos de manutenção tem sido assumida pelo próprio professor responsável, situação que demonstra compromisso, mas que não é viável a longo prazo.Dessa forma, o apoio financeiro torna-se fundamental para garantir a continuidade, a expansão e a qualidade das ações propostas. Investir neste projeto é possibilitar o acesso democrático à educação musical, fortalecer a identidade cultural local, promover o desenvolvimento cognitivo, social e psicomotor dos participantes e contribuir para a formação da primeira Banda Sinfônica da região de Amajari. |
| Reforço em Alfabetização Matemática para Estudantes do Ensino Fundamental com Dificuldades de Aprendizagem Na Escola Estadual Buritis |
O presente projeto de extensão tem como objetivo promover o desenvolvimento da alfabetização matemática em estudantes do ensino fundamental que apresentam dificuldades de aprendizagem, por meio de atividades de reforço escolar. A proposta será desenvolvida em uma Escola Estadual Buritis do município de Boa Vista, no período de 31 de agosto a 19 de setembro, com carga horária de 4 horas semanais.Os participantes serão selecionados a partir da indicação da professora responsável pela disciplina de matemática, totalizando 30 alunos, organizados em grupos de 4 estudantes por hora de atendimento, com o intuito de favorecer um acompanhamento mais individualizado. As atividades serão conduzidas pelos acadêmicos do curso de Licenciatura em Matemática, sob orientação do coordenador do projeto.A metodologia contempla a realização de um diagnóstico inicial para identificação das principais dificuldades dos estudantes, seguido do desenvolvimento de intervenções pedagógicas baseadas no uso de jogos educativos, materiais manipuláveis e situações contextualizadas do cotidiano e oficinas. O acompanhamento ocorrerá de forma contínua, por meio de observações, registros das atividades e comparação entre os desempenhos inicial e final dos participantes.Espera-se, como resultado, a melhoria na compreensão de conceitos matemáticos básicos, o aumento do interesse dos estudantes pela disciplina e a redução das dificuldades de aprendizagem. O projeto também contribui para a formação docente da extensionista, ao proporcionar a vivência prática no contexto escolar. Os resultados obtidos serão sistematizados e compartilhados com a comunidade escolar e em espaços acadêmicos, ampliando o alcance das ações desenvolvidas. |
Edilacy da Silva Sampaio |
CBV |
Em edição |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
A alfabetização matemática nos anos iniciais do ensino fundamental constitui uma etapa fundamental para o desenvolvimento do raciocínio lógico e para a progressão da aprendizagem escolar. No entanto, dados de avaliações educacionais evidenciam um cenário preocupante em relação ao desempenho dos estudantes brasileiros em matemática.De acordo com o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), uma parcela significativa dos alunos apresenta desempenho abaixo do esperado para a etapa escolar. Em edições recentes da avaliação, aproximadamente 50% a 60% dos estudantes do 5º ano do ensino fundamental demonstraram níveis insuficientes de aprendizagem em matemática, especialmente em habilidades relacionadas à resolução de problemas e compreensão das operações básicas.Além disso, resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) indicam que cerca de 70% dos estudantes brasileiros de 15 anos não atingem o nível básico de proficiência em matemática, o que revela dificuldades acumuladas ao longo da trajetória escolar.Esse cenário evidencia que muitos estudantes chegam aos anos finais do ensino fundamental sem consolidar competências essenciais da alfabetização matemática, como a compreensão do sistema de numeração decimal, o domínio das operações fundamentais e a capacidade de interpretar situações-problema.Diante dessa realidade, torna-se necessário o desenvolvimento de ações que visem à recuperação dessas aprendizagens ainda nos anos iniciais, evitando a ampliação das defasagens. Nesse sentido, o presente projeto de extensão propõe a realização de atividades de reforço em alfabetização matemática voltadas para estudantes com dificuldades de aprendizagem, por meio de abordagens lúdicas, uso de materiais manipuláveis e estratégias pedagógicas diferenciadas.A proposta busca não apenas contribuir para a melhoria do desempenho dos estudantes, mas também fortalecer a relação entre a instituição de ensino e a comunidade, além de proporcionar aos acadêmicos envolvidos uma vivência prática no campo da educação matemática. |
| IFRR na Comunidade: Conhecer, Escolher, Ingressar |
O projeto “IFRR na Comunidade: Comunicação Estratégica e Interativa para Divulgação dos Cursos de Graduação do Campus Boa Vista no Ensino Médio” tem como objetivo promover a divulgação acessível, interativa e estratégica dos cursos de graduação do IFRR junto a estudantes da rede pública, fortalecendo o vínculo institucional e incentivando o ingresso no ensino superior público, gratuito e de qualidade. A proposta surge a partir de demanda de gestores escolares vinculados ao Curso de Pós-Graduação de Gestão Pública para o Ensino Médio-GEPEM/RR, do Campus Boa Vista Zona Oeste e fundamenta-se na extensão como prática dialógica, integrando educação, comunicação e tecnologia. Com duração de três meses, o projeto prevê ações articuladas em quatro eixos: planejamento com escolas, produção de materiais digitais (vídeos, landing page e QR Codes), desenvolvimento de recursos interativos (jogos online) e realização de visitas presenciais. As atividades envolverão diretamente estudantes do ensino médio e contarão com o protagonismo de um bolsista do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Como resultados, espera-se ampliar o conhecimento sobre o IFRR, estimular o interesse pelo ensino superior, fortalecer a imagem institucional e produzir um acervo digital reutilizável. O projeto também contribuirá para a democratização do acesso à informação educacional e redução das desigualdades. O projeto apresenta viabilidade técnica, impacto social e potencial de replicação em outras comunidades escolares. |
Marilda Vinhote Bentes |
CBV |
Enviado |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
O acesso ao ensino superior público, gratuito e de qualidade ainda se apresenta como um desafio para grande parte dos estudantes do ensino médio da rede pública, especialmente em contextos marcados por desigualdades informacionais, ausência de orientação acadêmico-profissional e distanciamento entre as instituições de ensino superior e a comunidade escolar. Nesse cenário, observa-se que muitos estudantes desconhecem as oportunidades ofertadas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR), em especial os cursos de graduação do Campus Boa Vista, bem como suas formas de ingresso, como o vestibular institucional e o Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Além disso, observa-se uma limitação nos canais institucionais de divulgação, uma vez que o site oficial da instituição não apresenta, de forma sistematizada e acessível, as características detalhadas dos cursos de graduação, como perfil profissional, áreas de atuação e organização formativa. Essa lacuna informacional dificulta o acesso dos estudantes a elementos fundamentais para a tomada de decisão sobre sua trajetória acadêmica, reforçando a necessidade de estratégias complementares de comunicação institucional, mais interativas, acessíveis e alinhadas ao perfil dos jovens.O IFRR, enquanto instituição pública comprometida com a formação integral, gratuita e de excelência, desempenha papel estratégico na democratização do acesso à educação e na promoção do desenvolvimento social e regional. No entanto, para que esse papel se efetive de forma ampliada, torna-se necessário fortalecer as ações de comunicação institucional junto à comunidade externa, especialmente no âmbito das escolas públicas de ensino médio, promovendo o conhecimento sobre sua missão, estrutura, cursos e possibilidades formativas.Este projeto surge a partir de demanda externa identificada junto a gestores escolares participantes do curso Gestão Pública para o Ensino Médio (GEPEM/RR), do Campus Boa Vista Zona Oeste, os quais evidenciaram a necessidade de ações sistemáticas de aproximação entre o IFRR e as escolas, com foco na orientação dos estudantes quanto às oportunidades educacionais disponíveis. Tal demanda reforça a importância da extensão como prática dialógica, fundamentada na troca de saberes e na construção coletiva de conhecimento entre instituição e comunidade.Do ponto de vista institucional, a proposta contribui para a ampliação da visibilidade do IFRR na comunidade, fortalecendo sua identidade enquanto referência em educação pública, gratuita e de qualidade, além de potencializar o ingresso e a permanência de estudantes nos cursos de graduação. Ademais, a iniciativa prevê a produção de materiais digitais e interativos (vídeos, jogos, QR Codes e conteúdos multimídia), constituindo um acervo institucional permanente para o Campus Boa Vista, que poderá ser reutilizado em futuras ações de divulgação e extensão.No âmbito acadêmico e profissional, o projeto promove a integração entre ensino, pesquisa e extensão, ao envolver áreas distintas, possibilitando uma atuação interdisciplinar que articula saberes educacionais e tecnológicos na construção de soluções inovadoras de comunicação. Tal abordagem favorece o protagonismo estudantil, o desenvolvimento de competências técnicas e socioemocionais, além de contribuir para a formação cidadã dos envolvidos.Sob a perspectiva social, a proposta atua diretamente na democratização do acesso à informação educacional, contribuindo para a redução das desigualdades de acesso ao ensino superior e incentivando a continuidade dos estudos por parte dos jovens da rede pública. Ao aproximar o IFRR da comunidade escolar, o projeto fortalece vínculos institucionais, amplia horizontes formativos e promove a inclusão educacional.Dessa forma, o projeto “IFRR na Comunidade: Comunicação Estratégica e Interativa para Divulgação dos Cursos de Graduação do Campus Boa Vista no Ensino Médio” alinha-se às diretrizes da política de extensão do IFRR, ao priorizar a interação dialógica, o impacto social e a formação integral dos estudantes, ao mesmo tempo em que responde a uma demanda concreta da comunidade e contribui para o fortalecimento institucional e educacional no estado de Roraima. |