| Meliponicultura em Amajari-RR: revitalizando relações ancestrais entre abelhas nativas e povos originários |
A meliponicultura, atividade de criação de abelhas sem ferrão, tem origem nas Américas a partir dos povos originários pré-colombianos. No entanto, no Brasil esta atividade ainda é incipiente, em decorrência da ampla difusão da apicultura, atividade já praticada pelos colonizadores europeus em seus países de origem, que trouxeram consigo a espécie Apis mellifera, popularmente chamada de abelha itália ou europa. Nesse contexto, temos como objetivo divulgar a meliponicultura no município de Amajari-RR, e capacitar os moradores da comunidade indígena Araçá para a criação de abelhas sem ferrão, de modo a desenvolver essa atividade para fins de geração de renda, de conservação das espécies, e de revitalização dessa relação ancestral dos povos indígenas da região com as abelhas. Para isso, realizaremos cursos e oficinas de confecção de ninhos-isca para atração de enxames naturais, de manejo de colônias, e de produção e coleta de mel. Esperamos que o projeto seja desenvolvido de forma contínua para além do prazo do edital (com acompanhamento por pelo menos um ano), considerando a localização da comunidade, próxima ao campus IFRR-Amajari; o fato de esta ser uma atividade já praticada pelo proponente, e o acompanhamento do projeto nas futuras atividades de produção de mel pela comunidade. Consideramos que o custo do projeto é adequado ao orçamento previsto no edital, e nos comprometemos a buscar formas futuras de financiamento, o que esperamos acontecer dada a relevância do tema. |
Eduardo Magalhaes Borges Prata |
CAM |
Concluído |
2024-10-07T00:00:00 |
2025-01-05T00:00:00 |
A meliponicultura é a atividade de criação de abelhas nativas sem ferrão, os meliponíneos. Como produtos diretos e indiretos da meliponicultura, destacam-se o mel, a própolis, o pólen e o cerume, além da própria produção de colônias para comercialização. O mel e própolis de abelhas sem ferrão possuem alto valor agregado no mercado brasileiro, mas apesar disso, a maior parte destes produtos comercializados no país são provenientes de Apis mellifera, espécie exótica introduzida no Brasil pelos europeus ainda durante o período colonial. A criação de abelhas sem ferrão é uma atividade geradora de renda e de fundamental importância para a agricultura familiar praticada por comunidades indígenas, ribeirinhas, sertanejas e quilombolas, dentre outras. Além disso, a criação de abelhas sem ferrão tem papel importante na conservação da fauna nativa de polinizadores, responsável pela polinização direta ou indireta de mais de 70% dos alimentos produzidos e consumidos por nós humanos. O atividade de criação e manejo de abelhas sem ferrão é praticada há séculos por povos indígenas, sendo os registros mais antigos reportados para a atual região do México. Na América do Sul, esta atividade estava mais relacionada à coleta de mel em ninhos na natureza para consumo. A relação dos povos originários com as abelhas sem ferrão é, portanto, ancestral. No Brasil, no entanto, a domesticação e criação de abelhas nativas sem ferrão se deu somente a partir da chegada dos colonizadores, que já praticavam a criação de abelhas Apis mellifera (a apicultura) em seus países de origem. Apesar disso, a meliponicultura ainda está longe de ser uma atividade amplamente difundida e de produção em larga escala, ao contrário do que acontece com a apicultura. Não pela falta de potencial ou de recursos (espécies de abelhas e plantas), mas tão somente por uma questão cultural que priorizou a apicultura em detrimento da meliponicultura no contexto da colonização até os dias de hoje. É nesse cenário que nosso projeto aqui proposto se insere, no sentido de difundir e fortalecer a cadeia produtiva da atividade de criação de abelhas sem ferrão.O estado de Roraima, e particularmente o município de Amajari, tem características especiais para o desenvolvimento da meliponicultura, dada a conservação da flora e das paisagens, e do modo de vida da população, baseado em grande parte na agricultura familiar. Em Amajari, destaca-se a presença de populações indígenas tanto no município quanto no campus do IFRR, com perfil voltado para Curso Técnico Integrado Ensino Médio e Superior Tecnólogo em Agronomia. Em um levantamento preliminar realizado pelo proponente deste projeto, não se tem notícia da criação de abelhas sem ferrão no município de Amajari, mas apenas de Apis mellifera. Neste contexto, o projeto aqui proposto visa inserir e difundir a meliponicultura como uma atividade integrada à agricultura familiar no município, com foco inicial em uma comunidade indígena, e com potencial de geração de renda, além dos benefícios diretos para a produtividade agrícola e conservação das espécies de abelhas sem ferrão na região. |
| Mobilização comunitária: Transformando o Resíduo Orgânico em Adubo a partir de Composteiras Domésticas. |
ResumoEste trabalho nasceu da perspectiva indissociável do tripé ensino, pesquisa e extensão presente nos discursos educacionais na Instituição Federal de Educação de Roraima (IFRR). Este formato pedagógico colabora para a execução de projetos interdisciplinares e proporciona novas visões em torno dos conhecimentos científicos. O principal olhar aqui é a valorização do ambiente a partir do seu próprio potencial e do próprio sujeito, pois o cuidado com o ambiente é um tema importantíssimo para o presente século. Nesta comunidade situada no Sul do Estado de Roraima, observou-se, que os detritos orgânicos são atirados sem critérios específicos e apropriados, corrompendo o ambiente. Diante do aumento de resíduos residenciais urbanos, a compostagem doméstica surge como uma alternativa para amenizar o problema de alguns resíduos. A escolha desse tema foi provocada devido às dificuldades que as pessoas apresentam em realizar o destino correto dos resíduos orgânicos, ampliando o problema do destino do lixo na região. Tem como objetivo geral: Transformar o Resíduo Orgânico em Adubo a partir de Composteiras Domésticas através de capacitação de residentes na vila de Novo Paraíso - município de Caracaraí - Roraima. A metodologia é composta de cinco (05) passos: 1. Visita em Locus: para expor sobre o projeto e de sua importância para comunidade local. 2. Distribuição de panfletos onde os participantes do projeto terão acesso as informações em torno do conteúdo de compostagens orgânicas. 3. Confecção das composteiras domésticas e aquisição. 4. O quarto passo consiste em praticar os procedimentos necessários para que ocorra a compostagem e 5. O último passo será a culminância dos resultados dos trabalhos. Quanto a avaliação e acompanhamento do projeto destacam-se: observação direta quanto à participação das famílias; conhecimento dos residentes nas atividades propostas; tomada de inciativa quanto a seleção dos resíduos orgânicos e na construção de composteiras domésticas e serão avaliadas de forma contínua se os procedimentos de compostagens estão sendo efetivados de acordo com os conhecimentos compartilhados. Tem como resultados esperados que no mínimo dez (10) famílias sejam capacitadas de tal forma que tenham conhecimentos da importância de compostagens para o ambiente; dos procedimentos necessários para uma compostagem adequada; que se desenvolva hábitos de cuidar do ambiente e que sejam multiplicadores desta ação. Ainda se espera que com a apresentação e divulgação dos resultados os moradores possam pensar de forma mais consciente sobre a importância da compostagem no processo de suas atividades e sua significância para a sustentabilidade do ambiente. A disseminação dos resultados será divulgada através de visitas residenciais, palestras e oficinas, serão utilizadas as redes sociais como: WhatsApp, Instagram e Facebook. |
Eliezer Nunes Silva |
CNP |
Não selecionado |
2024-10-07T00:00:00 |
2024-12-27T00:00:00 |
Justificativa: O cuidado com o meio ambiente é um tema importantíssimo para o presente século, pois, se a sociedade não se atentar para este cuidado, continuará aumentando o risco dá não existência da humanidade. Estes riscos não estão longe das pessoas, estão tão próximo do campo rural e urbano. Esta falta de organização do homem com o ambiente tem fortalecido o descaso em certos tratamentos de resíduos. Em uma relação dos conteúdos presentes na matriz curricular do Plano de Curso de Agropecuária do Campus de Novo Paraíso, com destaque no componente curricular de Fertilidade e Manejo do Solo, com a nossa vivência na comunidade, assim como na tentativa de realizar ações que ajude a saúde do homem, percebemos que é necessário e possível de continuidade na realização de trabalho de extensão em torno de uma problemática que consiste no mau direcionamento de resíduos orgânicos da comunidade da vila de Novo Paraíso. Nesta comunidade observa-se que, por falta de conhecimento, os resíduos orgânicos são jogados sem critérios específicos e adequados poluindo o meio, pois o acúmulo de resíduos orgânicos a céu aberto favorece o desenvolvimento de bactérias, vermes e fungos que causam doenças nos seres humanos. Além disso, favorece o desenvolvimento de insetos, ratos e outros animais que podem transmitir doenças aos homens. Com o desejo de contribuirmos a partir dos conhecimentos adquiridos no IFRR, durante nossa vida de discentes, é que nasce este projeto com a intenção de amenizar a problemática do lixo orgânico na vila de Novo Paraíso, através da reutilização de resíduos orgânicos. O pensamento aqui exposto caminha em torno da realização de compostagem a ser desenvolvidas com a participação de residentes da vila. Neste sentido entende-se que a compostagem é um processo de transformação de matéria orgânica em adubo orgânico, ela é considerada uma espécie de reciclagem do lixo orgânico que pode ser utilizado na agricultura, jardins e plantas. Ela é de extrema importância para o ambiente e para a saúde dos homens. A compostagem, além de evitar a poluição e gerar renda, faz com que a matéria orgânica volte a ser usada de forma útil e sustentável. Para que ocorra a compostagem de forma adequada, é necessário que as pessoas realizem a coleta seletiva do lixo, encaminhando o lixo orgânico para as usinas de compostagens e os resíduos sólidos para recicladores. Considerando que não temos usinas aqui na vila, nos envolveremos em realizar compostagens a partir de ação doméstica. No entanto, para realizar esta ação se faz necessários tomar algumas iniciativas e procedimentos cabíveis que se dará em torno da construção de composteiras domésticas. Desta forma este projeto está composto de suas etapas e de orientações básicas no qual oportunizará em amenizar o problema do Resíduo Orgânico de forma Sustentável a partir de Composteiras Domésticas através de capacitação de pessoas residentes da vila de Novo Paraíso - município de Caracaraí. |
| Cultura e Diversidade no Campus Amajari: Elaboração de Material de Consulta em Língua Taorepang e Portuguesa |
A interculturalidade é um aspecto presente no Campus Amajari (CAM), o que implica dizer que a diversidade de culturas é um fator que determina atividades diversificadas neste ambiente escolar. Neste sentido, este projeto apresenta como objetivo apresentar aspectos básicos da língua Taorepang a partir de temáticas relacionadas à diversidade de recursos naturais, sociais e culturais do povo Taorepang, visando à produção de material didático bilíngue Taorepang-Português ilustrado, para uso no Campus Amajari e nas escolas das comunidades do entorno do CAM. Para isso, a metodologia a ser utilizada neste projeto consistirá em quatro etapas. Inicialmente, o projeto será apresentado aos estudantes-bolsistas e à comunidade Tarau’Paru, em uma visita à Tuxaua da comunidade e também à Escola Municipal Iêda da Silva Amorim. A segunda etapa será a execução das atividades do projeto: as aulas serão ministradas na escola municipal da Vila Brasil e na Comunidade Tara’u Paru. A próxima etapa será a revisão dos textos por parte dos estudantes taorepang e pelos coordenadores do projeto. Essa correção será em língua portuguesa e em língua taorepang e só depois serão enviados para impressão. Por fim, o material será encaminhado à gráfica para impressão e, logo após, distribuição nas escolas e nas comunidades. Diante disso, salienta-se que o projeto é relevante para manter os aspectos culturais dos Taorepang, não só dentro do Campus Amajari, mas também nas demais comunidades. |
Jose Vilson Martins Filho |
CAM |
Não selecionado |
2024-10-07T00:00:00 |
2024-12-27T00:00:00 |
O campus de Amajari (CAM) do Instituto Federal de Roraima (IFRR) tem recebido, nos últimos anos, uma quantidade cada vez maior de alunos Taorepang oriundos de comunidades na fronteira de Pacaraima com a Venezuela (Comunidade Tarau’Paru) e de comunidades do interior do país vizinho (Sacamuta), bilíngues em Espanhol e Taorepang. Contudo, chegam ao CAM para estudar e sentem dificuldades em leitura, escrita e compreensão de textos, pois as línguas são diferentes e não dominam o português. Isso nos motivou a investigar a respeito da existência de materiais didáticos em língua Taorepang. Encontramos informações relevantes em autores, como Nepomuceno (2006), que apresenta em sua dissertação de Mestrado um estudo sobre a fonética e a fonologia da língua Taorepang. Tal estudo serve até hoje como fonte de pesquisa para estudiosos do tema. Gonçalves (2014) escreve a “Minigramática - Língua Indígena Taurepang” (https://www.uerr.edu.br/2014-06-06-14-37-49/), com o objetivo de fortalecer a língua materna e vivenciar as origens do povo Pemon. O Museu do Índio (MDI) lança, em 2023, o Dicionário Multimídia Taurepang e apresenta à comunidade Sorocaima I. O estudo para este projeto constatou que ainda continua havendo uma carência substancial em se tratando de material didático (MD) em língua. Nossa proposta é inserir mais um MD em língua taurepang, composto de pequenos textos narrativos e ilustrados, produzido por alunos taurepang do curso Técnico em Aquicultura e Superior Tecnólogo em Aquicultura do CAM e residentes em Tara’Paru. Diante disso, acreditamos que este projeto apresenta relevância não só no meio acadêmico do CAM, mas também entre comunidades falantes da língua, haja vista que este material é uma forma de revitalizar aspectos culturais dos Taorepang. Nesse sentido, este projeto pretende apresentar aspectos básicos sobre a língua taurepang (alfabeto, fonemas, pronúncias, saudações, números), a partir de termos relacionados aos recursos da sociobiodiversidade e dos modos de vida deste povo, em uma escola de ensino fundamental (Escola Municipal Iêda da Silva Amorim) da Vila Brasil, Amajari-RR, com alunos do 5º ano. Como produto final do projeto, será elaborada uma mini cartilha com ilustrações relacionadas à cultura Taorepang, que será impressa e distribuída às comunidades e escolas dos municípios de Amajari e Pacaraima, Roraima. |
| Fortalecimento da piscicultura familiar e comunitária no estado de Roraima - PEIXARR |
O aumento populacional das comunidades e a concentração das famílias em núcleos têm despertado um preocupante desafio para o meio rural - alcançar a sustentabilidade da produção alimentos. No Estado de Roraima, principalmente nas localidades situadas no extremo norte, as dificuldades são ainda mais acentuadas devido ao difícil acesso para o transporte de insumos e também para o atendimento das políticas públicas específicas para o desenvolvimento rural, especialmente a assistência técnica e extensão rural e o fomento das atividades produtivas. Nestas localidades, os principais meios de produção de alimentos advêm das roças de subsistência, da criação de gado em pequena escala e da caça e da pesca artesanal. Entretanto, fatores agravantes como o verão intenso e cada vez mais frequente e as queimadas têm causado perdas significativas nas plantações e as pastagens tornam-se insuficientes, além disso os rios e igarapés chegam a níveis extremos impossibilitando o sustendo da pesca extrativista. Por outro lado, vale destacar que em muitas das localidades há um grande potencial natural para armazenamento de água através da escavação de viveiros para criação de peixes ou mesmo a existência de viveiros escavados já construídos para a finalidade de piscicultura. Nesta perspectiva, tem-se observado que a produção de pescado oriundo da piscicultura vem se apresentando e se consolidando como uma importante atividade alternativa de produção de alimento e geração de receita adicional pela comercialização do excedente para a agricultura familiar e comunitária. Sob a ótica dos próprios produtores, a atividade vem deixando de ser uma atividade “elitizada” ou inacessível e se tornando protagonista no meio rural. Apesar do potencial, em muitos casos a atividade vem sendo praticada de forma incipiente, principalmente pela dificuldade de acesso à alevinos – um dos principais insumos da piscicultura, pois a oferta na região é pequena e apresenta custos relativamente elevados e a disseminação de orientações técnicas que também limitam o desenvolvimento do segmento. Nesse sentido, o presente projeto tem como objetivo a disponibilização de alevinos de peixes nativos produzidos nas atividades acadêmicas de aulas práticas dos cursos de Aquicultura e nos projeto de ensino, pesquisa e extensão do IFRR Campus Amajari, bem como a prestação de orientações técnicas por meio de atividades de Assistência Técnica e Extensão Rural para fomentar e apoiar o desenvolvimento da piscicultura de base familiar e comunitária, valorizando às iniciativas comunitárias, empreendedoras consoante aos aspectos socioculturais, possibilitando a produção sustentável de alimentos para o auto consumo e geração de renda destes atores. |
Marcelo Figueira Pontes |
CAM |
Concluído |
2024-01-15T00:00:00 |
2025-01-15T00:00:00 |
Considerando a necessidade de produção de alimentos pelas famílias das comunidades indígenas, da agricultura familiar, dos assentados da reforma agrária e dos pequenos produtores no Estado de Roraima, e que a piscicultura figura como uma importante atividade capaz de impulsionar a economia local e suprir as necessidade do autoconsumo familiar e geração de renda, considerando ainda a carência de políticas públicas que possam promover o desenvolvimento rural, o presente trabalho visa contribuir para o fortalecimento da produção peixes no Estado de Roraima, através de orientações técnicas nos processos de produção e fomento dos alevinos. |
| TYZYTABA’U: A CULTURA DO ARTESANATO WAPICHANA NA COMUNIDADE INDÍGENA SERRA DA MOÇA |
O objetivo deste projeto é compreender como ocorre a confecção de peças de artesanatos na comunidade indígena Serra da Moça, localizada na Terra Indígena Serra da Moça, área rural do município de Boa Vista, e a sua importância para a cosmologia Wapichana no ato destas produções, bem como os materiais que são utilizados, o ensino e quem são os agentes sociais praticantes desta atividade. Com isso, realizaremos atividades de extensão entre a comunidade indígena e o Instituto Federal de Roraima – Campus Amajari. |
Jose Victor Dornelles Mattioni |
CAM |
Não selecionado |
2024-10-07T00:00:00 |
2024-12-27T00:00:00 |
O presente projeto intitulado "TYZYTABA’U: A cultura do artesanato Wapichana na Comunidade indígena Serra da Moça" constitui em aprender o conjunto de práticas do artesanato, pois estes integram diversos saberes ancestrais nos campos das culturas e das artes, histórias dos povos originários da etnia Wapichana residentes na comunidade Serra da Moça, no estado de Roraima, que buscam repassar estes conhecimentos para as suas novas gerações. Pode-se afirmar que uma parcela dos jovens indígenas desconhecem suas origens e suas histórias e cultura. Logo, este projeto possui como público principal os jovens da Comunidade Serra da Moça, pois os mesmos podem estar aprendendo mais sobre sua própria cultura por meio das trocas de saberes ancestrais e, com isso, expandindo seus conhecimentos com a comunidade externa ou jovens de outras localidadesAs confecções dos artesanatos indígenas são importantes para os povos originários no tocante a preservação de culturas e de cosmologias presentes nas perspectivas dos povos em relação à vida, à natureza, aos ancestrais e às relações dentro das comunidades. De acordo com Berta G. Ribeiro (1977) Até bem pouco tempo atrás, os artesanatos indígenas produzidos nas comunidades indígenas pelos moradores dela eram apresentados somente para as comunidades ou levados para os grandes centros através dos pesquisadores que chegavam a essas comunidades com o objetivo de colher informações sobre a língua, a Cosmologia Indígena, os traços étnicos daquela comunidade, isso vem mudando ao longo do tempo. (RIBEIRO, 1977, p. 23) Com o passar do tempo, essa dinâmica foi mudando. De acordo com Ribeiro (1977),os artesanatos indígenas saíram dos entornos das comunidades e ganharam espaço em feiras ao ar livre, quiosques, sinais de trânsito, como forma de comercializar e também de apresentar a um público desconhecido o artesanato indígena das diversas etnias que habitam o Brasil. Além disso, atualmente, pesquisadores de dentro da própria comunidade – pesquisadores indígenas – já possuem a possibilidade de estudar e registrar em pesquisa a cosmologia da comunidade e suas produções, como no caso deste projeto que possui pesquisador residente na comunidade e indígena. Essa possibilidade de pesquisadores indígenas olharem para suas comunidades, colocando numa perspectiva mais ampla – histórica, política, cultural – seu próprio contexto é importante tanto para a preservação da memória quanto para o entendimento da cultura particular de suas comunidades. Sobre o entendimento particular de cada comunidade significa que cada uma tem uma especificidade. Como cita Lucia Hussak Van Velthem (2010), as produções estéticas de cada comunidade indígena muitas vezes são chamadas de “arte indígena”, generalizando as singularidades, mas elas ao expressarem preocupações específicas, permitem a cada povo indígena desenvolver um estilo próprio, e, assim, aquela qualificação [arte indígena] é equivocada enquanto meio de identificação, posto que não existe uma arte comum e geral (...) (VELTHEM, 2010, p. 57) Assim, o projeto irá buscar compreender as percepções da Comunidade indígena Serra da Moça, no tocante a cria suas produções de artesanatos estéticas de modo único, particular, procurando entender as motivações e visões relacionadas ao artesanato da comunidade Serra da Moça. No tocante a não encontramos uma palavra na língua Wapichana significando artesão ou artesanato, muito menos alguma que traduzisse arte, por aproximação adotamos tyzytaba’u, como significante de ‘trançador’ e ‘artista’ (MACHADO, 2022, p.20). por meio do artesanato indígena.Como forma de valorização dos saberes indígenas, Joênia Wapichana, atual presidente da FUNAI e primeira deputada federal indígena da História do Brasil, no prefácio da obra Tyzytaba’u (MACHADO, 2022), destaca que as artes são um importante meio de valorização e preservação da cultura dos povos originários, como os Wapichana. Os objetos registrados mostram a resistência do povo indígena numa época de colonização. Mas também demonstra uma imensa e rica diversidade cultural refletida nos objetos de arte brasileira e herança coletiva Wapichana. Reforça a necessidade de políticas públicas para assegurar que esse patrimônio seja protegido e ao mesmo tempo compartilhado por quem não teve a oportunidade de conhecer (WAPICHANA, 2022, p.18).Por este motivo, como prática de extensão, pretendemos realizar oficinas de artesanato na escola estadual indígena Adolfo Ramiro Levi, presente na comunidade Serra da Moça, pois a mesma também possui alunos das comunidades indígenas Truaru e Morcego. Nesta escola existe um número considerável de jovens que produzem adereços indígenas.A instituição escolar da comunidade, atualmente participa do projeto Territórios conectados, um programa da UNICEF O UNICEF que está implementado ações em âmbito global, nacional e territorial para ampliar a conexão das escolas e fortalecer as culturas digitais e práticas de educação de qualidade baseadas no uso das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDICs) que tem como objetivo ampliar a conectividade das escolas e fortalecer o uso pedagógico das tecnologias da informação e comunicação.A valorização de ações culturais dos povos indígenas Wapichana no estado de Roraima está recebendo destaque, como as obras literárias de Cristino Wapichana, patrono da Cadeira 146 da Academia de Letras dos Professores (APL) da Cidade de São Paulo e premiado com a medalha da Paz – Mahatma Gandhi 2014 e com livros selecionados para o clube de leitura da ONU 2021 (CÂMARA DOS DEPUTADOS, s.p.). Somando as estes reconhecimentos, constamos a divulgação da prática do artesanato por indígenas desta etnia, como os Denise Wapichana (RAPOSO; LIMA, 2022) e Valdélia Wapichana, da comunidade do Araçá, em Amajari, que possui nesta arte uma forma de unir tradição, economia e sustentabilidade (RODRIGUES, 2023), como cita:"Essa é a luta que eu carrego no meu sangue enquanto mulher, mãe e indígena e eu busco levar isso para a minha arte. Essa resistência que me fortalece. Eu coloco tudo isso no meu artesanato, mas não só para mim, para as futuras gerações de indígenas. Minha ideia é passar isso adiante e manter a arte da folha de bananeira para as futuras gerações (RODRIGUES, 2023, s.p.)".Entre os exemplos em que a prática do artesanato é incentivada, constamos a Comunidade Indígena Serra da Moça, localizada no estado de Roraima, que possui estudantes indígenas matriculados no Campus Amajari do Instituto Federal de Roraima que vivenciam a confecção de artesanatos pelos moradores da comunidade de sua comunidade.Como forma de propagar o incentivo a atividades de pesquisa e extensão, a Constituição Federal de 1988, em artigos, como o 213 e 215, destaca diversas políticas de fomento e preservações culturais, incluindo o uso de recursos públicos para serem executados ações de extensão e pesquisa, por exemplo. Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que (...) § 2º As atividades de pesquisa, de extensão e de estímulo e fomento à inovação realizadas por universidades e/ou por instituições de educação profissional e tecnológica poderão receber apoio financeiro do Poder Público (BRASIL, 1988, grifos nossos). Agregando os princípios constitucionais do país, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Básica (BRASIL, 1996), ampara as atividades de valorização da educação nos campos das artes e das culturas e diversidade étnico-racial, como será o caso do nosso projeto de extensão. Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios (...) II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; (...) XII - consideração com a diversidade étnico-racial (BRASIL, 1996, s.p.). Por este motivo, visando compreender o conhecimento aplicado pelos artesãos da comunidade Serra da Moça e a busca em promover a integração e parceria junto aos alunos da Comunidade que estão no Instituto Federal de Roraima – Campus Amajari. a exemplo dos estudos que são realizados por estudantes do Instituto Federal de Roraima – Campus Amajari oriundos desta comunidade, é possível estabelecer a construção de redes de saberes e aprendizados, identificando neste processo a valorização das culturas |
| Codornas CAM: um ambiente didático de aprendizado prático para criadores e futuros profissionais da agropecuária |
A criação de codornas está em franca expansão na região Norte do Brasil, apresentando crescimento bastante acentuado a cada ano. A criação desses animais demanda pouco investimento inicial e manutenção de baixo custo, podendo ser uma alternativa viável para criação dentro das comunidades indígenas da região de Amajari. Dado o exposto e visando proporcionar conhecimento técnico a comunidade externa acerca dos principais manejos utilizados na criação de codornas, objetiva-se com esse projeto de extensão criar um ambiente didático no Instituto Federal de Roraima (IFRR), Campus Amajari, de aprendizado prático para criadores de codornas e futuros profissionais da agropecuária. Este projeto de extensão será desenvolvido no Setor de Criações Alternativas do IFRR, Campus Amajari. A metodologia para execução desse projeto será dividida em três fases, sendo elas: Fase Inicial (FI), Fase de Desenvolvimento (FD) e Fase Final (FF). Na FI serão realizadas pesquisas acerca dos principais manejos adotados na criação de codornas. Na FD será realizado um treinamento prático dos estudantes quanto a esses manejos e a realização de oficinas para criadores e futuros profissionais da agropecuária. Na FF será redigido o relatório final do projeto. Espera-se que os resultados desse projeto de extensão contribuam com o fortalecimento da criação de codornas na região de Amajari, haja vista que o manejo correto possibilitará melhorias nos índices produtivos da criação. Além disso, espera-se também que as experiências vivenciadas nesse projeto venham a contribuir para a formação interdisciplinar dos estudantes envolvidos. Palavras-Chave: assistência técnica, cotornicultura, produção animal, produtor rural. |
Laylson da Silva Borges |
CAM |
Não selecionado |
2024-10-07T00:00:00 |
2025-01-16T00:00:00 |
A cotornicultura, ramo da avicultura destinado à criação de codornas, é uma atividade de grande importância para o agronegócio da região Norte do Brasil. Na região de Amajari, Roraima, a criação desses animais apresenta grande potencial, haja vista que é uma atividade que demanda investimento e manutenção de baixo custo em relação às outras criações, além de demandar pequena área para instalação e rápido retorno financeiro.O sucesso da criação de codornas demanda conhecimento técnico acerca dos principais manejos adotados na criação, a saber: controle zootécnico, manejo alimentar, reprodutivo, sanitário e bem-estar dos animais. Nesse sentindo, surge a necessidade da região de Amajari por um ambiente didático de aprendizado prático para criadores de codornas e futuros profissionais da agropecuária. Ressaltar-se que a criação desse ambiente didático no Instituto Federal de Roraima, Campus Amajari, possibilitará o estabelecimento de vínculo com a comunidade externa a partir da oferta de oficinas com temas voltados a cotornicultura.As ações extensionistas a serem desenvolvidas por meio deste projeto podem contribuir sobremaneira na formação dos estudantes envolvidos, uma vez que as atividades propostas visam à formação interdisciplinar do estudante, haja vista que envolve a integração de conteúdos de diferentes componentes curriculares, como: Avicultura de corte e postura (controle zootécnico, melhoramento genético e manejos gerais na cotornicultura); Criações Alternativas (manejo alimentar, reprodutivo e sanitário de codornas); Biologia (fisiologia das aves); e Nutrição Animal (formulação de dietas para codornas). Essa formação interdisciplinar contribuirá para a formação de um profissional melhor qualificado para o mundo do trabalho. É importante salientar que os criadores de codornas da região de Amajari não são beneficiados por uma assistência técnica especializada. Esse fato tem ocasionado redução na eficiência produtiva e desestimulado a produção de alimentos para a subsistência ou comercialização, resultando muitas vezes no abandono da atividade. Dentro desse contexto, a criação de um ambiente didático de aprendizado prático para criadores da região de Amajari e futuros profissionais da agropecuária será o ponto de partida para a melhoria dos índices produtivos da cotornicultura. Ademais, a criação desse ambiente didático, impulsionada pela incorporação e difusão de novas tecnologias contribuirá para a segurança alimentar e a consolidação dos arranjos produtivos locais, impactando dessa forma na transformação social dos moradores da região. |
| RUMO À MEDALHA: ESTUDANDO MATEMÁTICA E AUMENTANDO OS ÍNDICES DE PREMIAÇÕES DA OBMEP NO ESTADO DE RORAIMA |
A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) tem sido um projeto transformador em diversas regiões do Brasil, incentivando e premiando os alunos que alcançam bom desenho. O estado de Roraima vem participando das edições da OBMEP até o ano de 2023, no entanto a disseminação dessa olimpíada ainda está bem aquém do esperado, haja vista que algumas escolas deixam de participar. Um dos pontos que contribuem com essa baixa adesão é a falta de projetos que estimulem a participação e a capacitação dos alunos para a prova da segunda fase desta olimpíada. Pensando nesta realidade, este projeto visa à divulgação e preparação dos alunos, com o intuito de contribuir com a adesão das diversas unidades de ensino básico. O presente trabalho terá como público alvo alunos de três instituições, sendo elas: Instituto Federal de Roraima Campus Novo Paraíso, Escola Estadual Padre Eugênio Possamai e Escola Militarizada Antônio Tavares sendo as duas últimas no município de Rorainópolis-RR. No que tange a aplicação da proposta e procedimentos metodológicos aplicados, as atividades serão desenvolvidas às quartas-feiras no campus Novo paraíso aos alunos do referido campus e aos sábados na Escola Estadual Padre Eugênio Possamai, recebendo os alunos das demais instituições alvo dos trabalhos, sendo acompanhada por alunos do instituto federal. Acredita-se que conquistar uma premiação incentivará os alunos a investirem nos estudos e refletirá no bom desempenho acadêmico. |
Igor Marinho Feitosa |
CNP |
Concluído |
2024-10-07T00:00:00 |
2024-12-27T00:00:00 |
A matemática é frequentemente ensinada de forma descontextualizada, sem mostrar como os conceitos podem ser aplicados em situações reais, o que interfere diretamente no desempenho acadêmico. Muitos alunos não conseguem ver a relevância da matemática no seu cotidiano, o que diminui o interesse e a motivação para aprender. Tendo em vista essa realidade, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), apoiados pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), criaram a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas (OBMEP), com a intenção de promover e intensificar o estudo de Matemática e mostrar que a Matemática não é apenas uma disciplina da escola, mas está incluída no cotidiano, quando na resolução de problemas.A carência na divulgação da OBMEP, com explicação e acompanhamento acerca da prova reflete as disparidades dos índices de participação das escolas. Os alunos do IFRR - Campus Novo Paraíso, e da Escola Militarizada Antônia Tavares da Silva participaram da segunda fase da 18ª edição da OBMEP que ocorreu em 2023, por outro lado, a Escola Estadual Padre Eugênio Possamai não participou desta edição. A não participação de algumas escolas implica diretamente nos baixos índices alcançados pelo estado, um dos motivos que faz, desde a criação da OBMEP, o estado de Roraima ficar entre as ultimas posições no quadro geral de premiações, por exemplo, na ultima edição esteve em antepenúltimo lugar ficando a frente apenas do Acre e do Amapá.Diante dessa realidade é necessária e esperada uma intervenção de um projeto a fim de contribuir positivamente na qualidade do ensino da matemática na educação pública do Estado de Roraima, aproximar os alunos da realidade OBMEP, de modo que tenham alguma experiência antes da realização das provas, e possam melhorar os índices e colocar Roraima em destaque nacional. |
| Formação em Pesamento Computacional para Educadores de Bonfim |
O projeto "Formação em Pensamento Computacional para Educadores do Município de Bonfim" visa introduzir e aprimorar os conhecimentos dos professores da rede pública de Bonfim sobre Pensamento Computacional. Será desenvolvido um workshop no Campus Avançado Bonfim do Instituto Federal de Roraima (IFRR), incluindo formação teórica e prática com atividades plugadas e desplugadas, para abordar os pilares do Pensamento Computacional. Espera-se que os professores aprimorem suas habilidades computacionais, apliquem os conhecimentos adquiridos para enriquecer suas práticas pedagógicas e implementem o Pensamento Computacional em suas salas de aula. |
Karla Cristina Tabosa Machado |
CAB |
Não Enviado |
2024-10-07T00:00:00 |
2025-01-05T00:00:00 |
O uso das tecnologias é uma das bases das constantes mudanças sociais, culturais e tecnológicas, no qual as pessoas estão imersas em um ambiente em que a computação torna-se cada vez mais presente. Dessa forma, o desenvolvimento socioeconômico não pode dispensar uma educação que acompanhe e impulsione as mudanças, e simultaneamente, incorpore as tecnologias disponíveis. Assim, o processo educacional deve ser criativo e flexível, proporcionando a criação de ambientes de aprendizagem que incorporem as novas tecnologias, modificando e incrementando o processo de ensino e aprendizagem (AMARAL, 2015; SAMPAIO, et al., 2005). A educação deve estar em conformidade com novo contexto socioeconômico, se apropriando do uso das tecnologias digitais nas escolas. Tais tecnologias podem ser vistas como mais do que um recurso técnico, podendo ser compreendidas como ferramenta de mudança social a serviço de uma educação emancipadora (CGI.br, 2019; SILVA, et al., 2018). Dessa forma, a informática tem-se apresentado não apenas como uma ferramenta de auxílio no desenvolvimento de tarefas nas empresas ou para o uso específico dos profissionais que atuam na área, mas também como um recurso facilitador com uso em todas áreas do conhecimento e, mais especificamente na área da educação, tendo grande relevância da educação infantil à superior (COSTA, et al., 2007). Em 2022, a Câmara de Educação Básica, aprovou um parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE)/MEC complementar à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), referente às normas sobre a computação na educação básica. O texto enfatiza que, apesar dos estudantes viverem na era digital, rodeados por tecnologias, não garante que eles tenham um conhecimento profundo e crítico em relação ao mundo digital. Destacando, que há a necessidade de uma educação que vá além do uso superficial da tecnologia, promovendo um entendimento profundo dos princípios computacionais para um uso eficaz e crítico dos recursos tecnológicos disponíveis [BRASIL, 2022]. De acordo com o parecer do CNE, no contexto das competências e habilidades da computação a serem desenvolvidas para todos os anos da educação básica, destaca-se que o domínio técnico de construção de algoritmos e noções de decomposição de problemas devem acontecer entre os anos finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio, sobretudo com linguagens de programação. Dentre as regiões do Brasil, a região Norte apresenta os maiores desafios na incorporação de tecnologias nas escolas. Dados de 2022 indicam que em Roraima, 30,2% (251 escolas) não tinham acesso à internet e 86,0% (715 escolas) não possuíam laboratórios de informática. Especificamente em Bonfim, 36,6% das escolas (15) não possuíam acesso à internet, enquanto 92,7% delas (38) sequer possuíam laboratórios de informática. O Campus Avançado Bonfim do Instituto Federal de Roraima (IFRR), localizado em Bonfim, é uma das poucas escolas que dispõe de laboratório de informática com acesso à internet. Essas estatísticas foram fornecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por meio do Painel Conectividade nas Escolas, uma plataforma que agrega informações detalhadas sobre a infraestrutura tecnológica nas instituições de ensino brasileiras, incluindo escolas municipais, estaduais e federais ativas, conforme registrado no Censo Escolar. Essas estatísticas evidenciam o comprometimento da capacidade dos educadores de proporcionar um ensino que prepare os alunos para os desafios tecnológicos. Destaca-se, assim, a importância de programas de desenvolvimento profissional que qualifiquem os professores com conhecimentos e habilidades necessários para integrar a tecnologia de forma eficiente no processo educativo. Isso não só ampliará as oportunidades de aprendizado para os alunos, mas também contribuirá para minimizar a disparidade educacional entre diferentes regiões do Brasil, assegurando que todos os estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade, alinhada às demandas da era digital.A literatura internacional e nacional aponta a formação de professores como um dos parâmetros mínimos a serem atendidos na implementação da Computação na Educação Básica (BRASIL, 2022). Portanto, este projeto tem como objetivo promover uma formação em Pensamento Computacional para professores da rede pública do município de Bonfim. O intuito é introduzir os pilares do Pensamento Computacional, despertando o interesse pelo tema e sensibilizando os professores sobre a possibilidade de implementá-lo em suas salas de aula. O projeto também visa apresentar ferramentas computacionais que podem ser utilizadas como recursos pedagógicos, aprimorando o processo de ensino-aprendizagem através da integração de tecnologias atuais às práticas pedagógicas. |
| "Vem Dançar Boi Bumbá" |
A Dança é uma das formas de expressão mais antigas utilizadas pelo ser humano. Seus primeiros registros datam do período da pré-história e seguem até a atualidade, apresentando um movimento folclórico e cultural muito diversificado, acompanhando a evolução histórica do ser humano.As Danças Folclóricas são representações da cultura de um povo, com seus usos e costumes, crenças e tradições, passadas de geração em geração, representando uma herança histórico e cultural, que serve de ligação entre o passado e o presente. Dentro desse contexto se apresenta as danças folclóricas, com diferentes ritmos e classificações.A Dança do Boi Bumbá, que é o foco desse projeto, é característico da Região Norte, mais especificamente do Amazonas, e tem como maior propagador dessa cultura o Festival de Parintins, que acontece anualmente no mês de junho, e é considerada a maior manifestação cultural a céu aberto do mundo.Na década de 90/2000, a cultura do boi bumbá era muito difundida na região norte, com diversos grupos folclóricos, apresentação em festivais e nas escolas, vindo posteriormente a um esquecimento. A alguns anos o festival retornou a sua grandiosidade, tanto nacional quanto internacionalmente e vem contemplando um novo público. Também com a divulgação do festival a nível nacional, em um programa de renome na TV, o interesse do público tem aumentado visivelmente.Nesse contexto e com o objetivo de divulgar a dança do Boi Bumbá e oferecer acesso as coreografias e músicas, o Projeto Vem dançar Boi Bumbá pretende atingir 60 participantes de ambos os sexos, divididos em duas turmas, com aulas duas vezes na semana, nas segundas e quartas feiras, no horário das 18 h as 21:30 h na sala de dança do ginásio pedagógico do IFRR, no período de julho a dezembro de 2024. As aulas serão ministradas pelo aluno egresso do Curso de Licenciatura em Educação Física Izerbledison Franco de Souza, que atualmente compõe o grupo de bailado do cantor Dennis Martins e Banda, e três alunas do Curso de Licenciatura em Educação Física, participarão como monitoras. |
Liliana Roth |
CBV |
Em execução |
2024-07-29T00:00:00 |
2024-12-20T00:00:00 |
A Dança e sua prática tem como finalidade resgatar as manifestações expressivas da nossa cultura. É uma forma de arte e expressão que trabalha o corpo e a mente ao mesmo tempo e, por isso indicada para todas as idades, e dentre os mais variados objetivos tem a busca da melhoria da qualidade de vida, tema muito em pauta nos dias atuais. A Dança além de se apresentar como uma atividade física e cultural, é uma forma de socialização que aproxima as pessoas e proporciona interações leves e divertidas melhorando a saúde mental, a autoestima e o bem estar. |
| Curso MOOC de Sistema Gestor de Concursos - SGC |
O "Curso MOOC de Sistema Gestor de Concursos - SGC" visa criar e disponibilizar um curso online aberto e massivo (MOOC), ou seja, sem tutoria, sobre o Sistema Gestor de Concursos (SGC), disponível do endereço https://sgc.ifrr.edu.br/. Este sistema, desenvolvido pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e adotado pelo Instituto Federal de Roraima (IFRR), é uma ferramenta crucial para a gestão eficiente de concursos públicos e processos seletivos. O curso será hospedado na plataforma de Cursos Livres e Abertos do IFRR (https://ava.ifrr.edu.br/extensao/) na modalidade EAD e estará disponível gratuitamente para toda a comunidade interna e externa, sem restrição de idade ou necessidade de processo seletivo, exigindo apenas um simples cadastro com informações básicas.Os objetivos do projeto incluem capacitar profissionais e cidadãos interessados na gestão de concursos e processos seletivos, promover a transparência e eficiência desses processos, e contribuir para a melhoria da administração pública na região. A longo prazo, busca-se fortalecer a educação a distância como uma ferramenta inclusiva e de desenvolvimento regional, alinhada à estratégia global do IFRR.A metodologia adotada para o desenvolvimento do curso envolve a definição e criação de conteúdos didáticos, incluindo vídeo-aulas, apresentações e atividades práticas, que serão organizados e disponibilizados de forma autônoma na plataforma, permitindo que os alunos estudem no seu próprio ritmo. O projeto prevê ainda um acompanhamento contínuo do progresso dos alunos e avaliação final para a emissão de certificados digitais de conclusão.Com um custo estimado de R$ 7.100,00, o projeto é uma iniciativa inovadora que busca promover a educação continuada e a qualificação profissional, alinhada aos objetivos do Programa Institucional de Incentivo a Projeto de Extensão (PIPEX).Palavras-chave: MOOC, SGC, Educação a Distância, Capacitação, Administração Pública. |
Carlos Felipe Rocha Carneiro |
CBV |
Não selecionado |
2024-10-07T00:00:00 |
2024-12-27T00:00:00 |
A execução do "Curso MOOC de Sistema Gestor de Concursos - SGC" é motivada pela necessidade de capacitar profissionais para a gestão eficiente e transparente de concursos públicos e processos seletivos, respondendo a uma demanda crescente por qualificação nesta área. O Sistema Gestor de Concursos (SGC), acessível em https://sgc.ifrr.edu.br/, é uma ferramenta essencial para a administração desses processos, abrangendo desde cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) e Cursos Livres até vestibulares de cursos regulares do IFRR.Desenvolvido pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e cedido ao IFRR por meio de um acordo de cooperação, o SGC é um sistema robusto que visa aprimorar a gestão de concursos e processos seletivos, contribuindo para a eficiência administrativa e a transparência. No entanto, para que a utilização do SGC atinja seu pleno potencial, é fundamental que os profissionais envolvidos nesses processos sejam devidamente capacitados.O Curso MOOC de Sistema Gestor de Concursos - SGC propõe a criação de um curso online massivo, acessível a toda a comunidade interna e externa do IFRR através da Plataforma de Cursos Livres e abertos no endereço https://ava.ifrr.edu.br/extensao/, sem restrições de idade ou necessidade de processo seletivo, promovendo a inclusão educacional e a democratização do conhecimento. Este curso fornecerá capacitação técnica e prática, utilizando vídeo-aulas, apresentações e atividades interativas, culminando na emissão de certificados digitais para os participantes que concluírem com sucesso todas as etapas.A implementação do curso via MOOC, sem tutoria, é uma solução inovadora e abrangente, que permitirá alcançar um grande número de participantes, incluindo servidores do IFRR, colaboradores e a comunidade em geral. Ao capacitar pelo menos 50 participantes, o projeto contribuirá significativamente para a melhoria da gestão dos concursos e processos seletivos, tornando-os mais eficientes e transparentes. Além disso, o projeto fortalece o papel do IFRR como uma instituição de referência em educação a distância e inovação tecnológica.Em suma, o projeto deve ser selecionado e implementado porque responde diretamente a um problema identificado na gestão de processos seletivos, promove a qualificação profissional de forma inclusiva e acessível, e alinha-se aos objetivos estratégicos do IFRR, gerando um impacto positivo de longo prazo na comunidade local e regional. |
| Ensino de Língua Portuguesa para Imigrantes |
Este projeto propõe o ensino/aprendizagem da Língua Portuguesa a imigrantes, tendo em vista a numerosa população que chega ao Estado de Roraima, em virtude da crise socioeconômica e política vivida, sobretudo, na Venezuela. Assim, aprender a Língua Portuguesa será uma oportunidade para a integração à sociedade. O aprendizado da língua e da cultura do país de acolhimento favorece, portanto, a inclusão social e profissional dos cidadãos em contexto de migração. Tais conhecimentos são ferramentas que podem propiciar maior igualdade de oportunidade, facilitar o exercício da cidadania e potencializar qualificações enriquecedoras para aqueles que chegam ao Estado e, mais especificamente, à cidade de Boa Vista. |
Alex Rezende Heleno |
CBV |
Concluído |
2024-10-07T00:00:00 |
2024-12-27T00:00:00 |
Diante da crise econômica e social enfrentada pela Venezuela, mais especificamente, muitos imigrantes têm chegado ao Estado de Roraima e, muitos deles, buscam a capital do Estado, Boa Vista, para se estabelecer e buscar novas oportunidades de vida. Existe, portanto, a necessidade de integração desses cidadãos à sociedade boa-vistense e, em alguns casos, facilitar a interiorização. Desse modo, para que essa integração seja efetiva, é preciso oportunizar trabalho, moradia, educação e saúde. Contudo, a barreira linguística se apresenta como um dos fatores que dificultam a plena integração. Sem saber se comunicar na Língua Portuguesa (LP), muitos não conseguem emprego e acabam ficando em abrigos, praças, semáforos, ou instalando-se nas ruas da capital.Existe, portanto, a necessidade de esses imigrantes se comunicarem em Língua Portuguesa para poderem ter êxito na busca de uma oportunidade de emprego e demais direitos necessários à dignidade humana.O IFRR, campus Boa Vista, por meio das ações de extensão tem o papel de priorizar a superação das condições de desigualdade social. Isso ocorre à medida em que socializa conhecimento e disponibiliza esses saberes, por meio de cursos à comunidade externa, exercendo a responsabilidade social, com a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos por intermédio da educação. Significa, desse modo, promover condições igualitárias de oportunidades educacionais e profissionais.Assim, o IFRR, campus Boa Vista, dentro de suas diretrizes, por meio de seus servidores e estudantes, articula inúmeras ações de extensão. Dentre elas está a oferta de aulas de Língua Portuguesa para estrangeiros, sendo esta uma necessidade que ocorreu por demanda espontânea, diante do fluxo migratório no Estado. Fato este que resulta em uma população em condições de vulnerabilidade socioeconômica na cidade de Boa Vista.O curso em questão é uma oportunidade para que o imigrante melhore sua comunicação em LP e obtenha ferramentas que possam auxiliá-lo a se integrar à sociedade por meio do trabalho e da educação, em um processo concomitante e contínuo, para uma vivência digna. Espera-se, portanto, contribuir com a integração desses cidadãos na vida cotidiana da cidade de Boa Vista, a partir do ensino/aprendizagem de Língua Portuguesa, possibilitando a dignidade por meio da língua, da comunicação e da inserção linguística e cultural do imigrante no Brasil.O curso proporcionará, também, a efetivação da curricularização da extensão para os estudantes do curso de Licenciatura em Letras, por meio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; da interdisciplinaridade e da interação dialógica, pois terá a participação de estudantes extensionistas no projeto, para que tenham a oportunidade de ampliar a formação acadêmica, científica e pedagógica, tendo em vista que estarão imersos em cada etapa do desenvolvimento da ação de extensão proposta. |
| Escolha Certa: Avaliação e Orientação Vocacional para Alunos do 3º Ano |
Este projeto visa a aplicação de testes vocacionais para alunos do 3º ano do ensino médio de escolas públicas com o objetivo de auxiliar na escolha acadêmica/profissional dos estudantes e promover orientação de carreira. Utilizando uma metodologia de avaliação psicométrica e entrevistas individuais, o projeto buscará identificar interesses e aptidões dos alunos, oferecendo orientações personalizadas para suas futuras escolhas acadêmicas e profissionais. Os resultados esperados incluem uma melhoria na decisão de carreira dos alunos e maior clareza sobre suas aptidões e interesses. A conclusão do projeto deverá mostrar um impacto positivo na orientação vocacional dos participantes, contribuindo para uma escolha profissional mais assertiva e satisfatória. |
Luciane Wottrich |
CBV |
Concluído |
2024-10-07T00:00:00 |
2024-12-27T00:00:00 |
A falta de orientação vocacional adequada pode levar a escolhas de carreira inadequadas, afetando negativamente o futuro acadêmico/profissional dos alunos. A aplicação de testes vocacionais permitirá identificar interesses e aptidões, proporcionando uma base sólida para a escolha de carreiras. Os beneficiários diretos são os alunos do ensino médio, que terão acesso a uma orientação mais clara. A importância do projeto para a sociedade reside na formação de profissionais mais alinhados com suas vocações.A evasão do ensino superior tem sido um problema significativo nas últimas décadas, refletindo, em parte, a falta de clareza nas escolhas profissionais. Dados recentes mostram que a taxa de evasão no ensino superior no Brasil atingiu 38% em 2023, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Esse índice é alarmante, considerando que 30% dos estudantes abandonam seus cursos no primeiro ano. Além disso, uma pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) revela que aproximadamente 50% dos alunos desistem de suas graduações devido a uma incompatibilidade entre suas expectativas e a realidade do curso escolhido.Esses números indicam uma necessidade urgente de melhor orientação vocacional, que pode ajudar a reduzir a taxa de evasão ao assegurar que os alunos estejam mais bem informados sobre suas escolhas de carreira desde o início de sua jornada acadêmica. Com uma orientação mais precisa e personalizada, os alunos estarão mais propensos a encontrar cursos e profissões que correspondam às suas aptidões e interesses, aumentando a satisfação e a persistência ao longo de sua trajetória educacional e profissional.Portanto, a implementação de um programa de orientação vocacional, com o uso de testes específicos para identificar interesses e habilidades, é crucial para reduzir a evasão escolar e promover uma formação profissional mais alinhada com as vocações individuais, beneficiando tanto os estudantes quanto a sociedade em geral. |
| AUTISMO - GRUPO DE APOIO: CUIDANDO DE QUEM CUIDA |
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) impõe inúmeros desafios às famílias tanto na aceitação e elaboração do diagnóstico quanto na convivência familiar, escolar e social da criança autista. Dessa forma, com o intuito de mitigar alguns desses desafios e oferecer suporte emocional, psicológico e social a estas famílias, o projeto de ajuda mútua: cuidando de quem cuida visa, visa realizar atividades de apoio coletivo para pais e familiares de crianças e adolescentes com TEA, bem como a oferta de espaço lúdico, recreativo e esportivo para as crianças e adolescentes autistas, durante os encontros, pois a maioria dos pais não têm de apoio para deixar os filhos enquanto participam do projeto. Assim, o projeto é sensível às demandas desses pais ao oferecer espaço de acolhimento para toda a família, de forma inclusiva e incentivando trocas de experiências, interações sociais e a partilha de sentimentos. As ações serão realizadas em formato de grupos de encontro e rodas de conversas com os pais e familiares e oficinas e atividades recreativas para os filhos, bem como a oferta de eventos e capacitações com especialistas entre o período de 07 de outubro a 27 de dezembro de 2024. Assim, espera-se obter empoderamento destas famílias, com transformação social, a partir deste projeto de apoio. Palavras-chave: Família. Transtorno do Espectro do Autismo. Projeto de Apoio. Inclusão. |
Alizane Ramalho de Sousa Aniceto |
CBV |
Não selecionado |
2024-10-07T00:00:00 |
2024-12-27T00:00:00 |
Diante da realidade desafiadora que é receber o diagnóstico de um filho com TEA, muitas famílias não encontram espaços de acolhimento, escuta e orientações sobre o que fazer depois do diagnóstico, ficam angustiadas, sem informações técnicas sobre onde encontrar tratamento e terapias, em estado de desamparo. Nesse sentido o projeto de ajuda mútua: cuidando de quem cuida, tem como objetivo principal promover o acolhimento, apoio e suporte necessário para os cuidadores de pessoas com autismo, a fim de proporcionar um espaço de troca de experiências, informações e orientações que contribuam para o bem-estar e qualidade de vida desses familiares. Concomitantemente, ofertar espaços de cuidado, recreação e estimulação de habilidades sociais às crianças e adolescentes autistas, filhos ou dependentes das famílias assistidas pelo projeto. Também, visa estimular os estudantes, mediante participação de bolsista e estudantes voluntários, bem como os servidores a participarem das discussões, conhecimentos e reflexões sobre o TEA e processos de inclusão, promovendo engajamento da comunidade interna com as problemáticas sociais, ofertando respostas qualificadas que contribuam para sua formação acadêmica, profissional e para o exercício da cidadania.Desse modo, cerne desta proposta é o entendimento de que famílias de autistas apresentam sobrecarga mental, estresse e desafios de convivência diárias em níveis bastante elevados, comprometendo a saúde mental e a qualidade de vida de todos os membros da família, inclusive dos autistas, pois cuidadores estressados e adoecidos não conseguem desempenhar as funções de cuidado de forma eficaz. Com isso, a sobrecarga emocional, física e psicológica enfrentada por estes cuidadores, precisa ser manejada em espaços adequados, com ajuda profissional qualificada, pois muitos destes pais se veem sozinhos e desamparados diante dos desafios diários que envolvem o cuidado e acompanhamento de seus familiares, justificando assim, a implementação deste projeto, de vital importância e relevância em cuidados psicossociais deste público. Assim, é preciso sensibilizar o olhar dos estudantes, servidores e comunidade externa para combater toda forma de preconceito e exclusão relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista.A realização do projeto modificará essa situação ao proporcionar um espaço de acolhimento e apoio mútuo para os cuidadores, possibilitando a troca de experiências e estratégias de enfrentamento, o acesso a informações e orientações sobre o autismo e seus cuidados, bem como o desenvolvimento de atividades terapêuticas e de cuidado pessoal para promover o bem-estar e qualidade de vida dessas famílias. Os beneficiários diretos do projeto são os cuidadores de pessoas com autismo, que terão acesso a um espaço de acolhimento e suporte emocional, além de informações e orientações importantes para o cuidado de seus familiares. Já os beneficiários indiretos são as pessoas com autismo, que serão beneficiadas com um ambiente familiar mais acolhedor e equilibrado, proporcionado pelo apoio oferecido aos seus cuidadores.A importância do projeto para a sociedade está na promoção do bem-estar e qualidade de vida de famílias que lidam diariamente com o autismo, contribuindo para a conscientização sobre o TEA, combatendo preconceitos e capacitismo, bem como contribuindo para a redução de transtornos mentais associados à sobrecarga mental de ser cuidador em tempo integral, além de favorecer inclusão, com a construção de ambientes saudáveis e acolhedores para este público tão excluído do convívio social.O impacto acadêmico na formação dos estudantes envolvidos no projeto, sejam bolsistas ou voluntários, está na oportunidade de vivenciar na prática a importância do acolhimento e do cuidado com a saúde mental e emocional das pessoas, desenvolvendo habilidades de escuta, empatia e solidariedade, além de adquirir conhecimentos sobre o autismo e suas necessidades específicas.A viabilidade de operacionalização e execução do projeto se dá pela articulação com profissionais da área da saúde, psicologia e assistência social, que poderão contribuir com escuta qualificada, orientações e atividades com ganhos terapêuticos para os cuidadores, crianças e adolescentes que serão assistidos pelo projeto. Também, garantir parcerias com instituições e organizações que atuam na área do autismo, com a finalidade de articular ações e ofertar o apoio necessário para a realização das atividades propostas.Diante do exposto, a realização do projeto AUTISMO - Grupo de apoio: cuidando de quem cuida se apresenta como uma iniciativa fundamental para promover o bem-estar e qualidade de vida de famílias que lidam com o autismo, contribuindo para a inclusão e o desenvolvimento saudável dessas pessoas em nossa sociedade. |
| Práticas audiovisuais: a criação de vídeos no Campus Amajari |
Este projeto propõe a utilização estratégica de recursos tecnológicos digitais, como celulares, tripés e editores de vídeo, para captura, edição e disseminação de vídeos que documentem as diversas atividades realizadas no Instituto Federal de Roraima - Campus Amajari. As atividades incluem eventos esportivos, ações solidárias, atividades de ensino, pesquisa e extensão, visando promover a interdisciplinaridade e valorizar servidores e estudantes em suas práticas. |
Jose Victor Dornelles Mattioni |
CAM |
Não Enviado |
2024-08-12T00:00:00 |
2024-12-12T00:00:00 |
A documentação em vídeo das atividades institucionais é fundamental para registrar o impacto e a relevância das ações realizadas no campus Amajari. Além disso, a utilização de recursos tecnológicos digitais permite uma maior visibilidade e alcance das atividades, contribuindo para a promoção da instituição perante a comunidade acadêmica e a sociedade em geral. |
| Centro de Excelência do Atletismo |
O projeto consiste na formação esportiva da modalidade atletismo para jovens do sexo feminino e masculino, de 12 a 17 anos, com o objetivo de iniciar a prática do Atletismo Escolar. As atividades ocorrerão de 16 de agosto a 13 de dezembro, de segunda a sexta-feira, de 18h às 19h30, na Pista de Atletismo, Sala de Musculação, Laboratório de Medidas e Avaliação e em apoio com o Instituto do Desporto de Roraima, contará com visitações e treinamento em outras instalações, como o Complexo Poliesportivo Engenheiro Rivaldo Neves, no Parque Anauá e na Pista de Atletismo Flamarion Vasconcelos. O projeto visa oportunizar aos participantes os aspectos envolvidos no aprendizado e aperfeiçoamento do Atletismo, bem como o desenvolvimento das condições físicas-motoras através de atividades diversificadas, respeitando os aspectos respeitando os aspectos biológicos e morfológicos do participante. |
Edivaldo da Silva Pereira |
CBV |
Concluído |
2024-08-16T00:00:00 |
2024-12-13T00:00:00 |
O esporte como fenômeno sócio-cultural, praticado por diferentes pessoas, classe e idades, passou a assumir um âmbito importante na esfera das atividades econômicas e uma ferramenta de inclusão social, traz benefícios para a saúde e para a educação (ALVES, J.A.; PIERANTI, O.P, 2007). A iniciação do Atletismo já ocorria de forma interna para estudantes do Campus Boa Vista desde 2022, revelando talentos na modalidade no Estado de Roraima, e em 2024, diante da solicitação da comunidade e entendendo o papel social do esporte, optou-se por estender à comunidade externa a oportunidade de formar novos atletas no Estado de Roraima.O Campus Boa Vista possui Pista de Atletismo, Sala de Musculação, Laboratório de Medidas e Avaliação, estruturas que possibilitam a prática do Atletismo e contribuem para o aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem. |
| Análise de Solo e Recomendação de Adubação para Agricultores Familiares em São João do Baliza/RR: Incentivo à Sustentabilidade e Aumento da Produtividade Agrícola. |
O projeto é motivado pela necessidade de informar e capacitar agricultores sobre a importância da análise de solo para melhorar a produtividade e a sustentabilidade agrícola. Muitos agricultores familiares não realizam essa prática devido à falta de informação e acesso aos recursos necessários, o que leva a desperdícios financeiros e impactos ambientais negativos. O solo é essencial para a prosperidade econômica e a qualidade de vida, e seu uso adequado é crucial para a sustentabilidade da produção agrícola. A análise de solo permite identificar a fertilidade e o potencial do solo, ajudando na aplicação adequada de adubos e corretivos. O projeto visa melhorar o aproveitamento dos recursos e a rentabilidade das culturas. A metodologia inclui visitas à comunidade para expor o projeto e coletar amostras de solo para análise laboratorial. O acompanhamento do projeto será realizado de forma presencial e remota para resolver possíveis problemas e tirar dúvidas caso necessário. Os resultados esperados incluem o aumento do conhecimento dos agricultores sobre a importância da análise de solo, a melhoria das práticas de coleta de amostras e a aplicação adequada de fertilizantes, reduzindo desperdícios e aumentando a rentabilidade. A divulgação dos resultados será feita por meio de registros fotográficos e vídeos, visando alcançar outras regiões com problemas semelhantes. |
Roberta Adrielle Lima Vieira |
CNP |
Não selecionado |
2024-10-07T00:00:00 |
2025-01-04T00:00:00 |
A análise de solo é um componente importante na recomendação de adubação de culturas, com influência na qualidade de todo o processo agrícola. No entanto, muitos agricultores familiares ainda não realizam essa prática, principalmente devido à falta de informação e acesso aos recursos necessários. Os produtores rurais que não analisam o solo regularmente não tem condições de identificar a qualidade do mesmo, não sabendo, assim, quantificar a aplicação necessária de adubo e dos demais nutrientes que irão corrigir as necessidades, assim não se baseando em laudos e interpretações adequadas acaba resultando em desperdícios financeiros e impactos ambientais negativos. Com uma relação aos conteúdos presentes na matriz curricular do Plano de Curso de Agronomia do Campus Novo Paraíso, tendo destaque no componente curricular de Fertilidade e Manejo do Solo. Assim na tentativa de realizar ações que possam contribuir para comunidade na vicinal 32 no município de São João da Baliza, é fundamental a implementação de um Projeto de Análise de Solo e Recomendação de Adubação para Agricultores Familiares, que visa fornecer Informação e Capacitação, informar os agricultores sobre a importância da análise de solo e como ela pode melhorar a produtividade e sustentabilidade de suas práticas agrícolas. |
| O uso das Operações Fundamentais da Aritmética do Ensino Fundamental ao Ensino Médio |
Este projeto aborda as quatro operações fundamentais da aritmética (adição, subtração, multiplicação e divisão) utilizando números inteiros e racionais (fracionários e decimais). Assim, este projeto tem como objetivo principal ensinar os principais algoritmos das operações aos alunos do ensino fundamental, em que muitos enfrentam dificuldades nas disciplinas técnicas e exatas. Através deste projeto, esperamos que os alunos compreendam plenamente as operações matemáticas, facilitando seu desempenho no ensino médio e promovendo uma base sólida para futuras disciplinas mais avançadas. |
Robson Lousa dos Santos |
CAM |
Não selecionado |
2024-10-07T00:00:00 |
2024-12-27T00:00:00 |
Os números são elementos abstratos essenciais para a matemática. Dados dois números, pode-se definir operações a serem realizadas com eles, este é o caso da soma, subtração, multiplicação e divisão, as chamadas Operações Fundamentais da Aritmética. Para se realizar essas operações, existem inúmeros métodos (NUNES, CARRAHER, SCHLIEMANN, 2012; SANTOS, OLIVEIRA, 2022), como por exemplo com auxílio de elementos externos, como dedos e objetos, através de figuras, etc. Contudo, alguns algoritmos, devido sua generalidade, agilidade, eficiência e aplicabilidade, são de fundamental importância para domínio dos estudantes que ingressarão no ensino médio.Entretanto, é notável que em sua grande maioria, os estudantes ingressantes nos cursos técnicos integrados do Instituto Federal de Roraima - Campus Amajari não apresentam domínio desses algoritmos, utilizando métodos demorados e não tão eficazes para realizar cálculos simples utilizando mesmo números naturais. Tal situação se mostra mais crítica ao se considerar números inteiros, fracionários e decimais. Com isso, é necessário que o professor responsável pelos componentes das áreas exatas e até mesmo das áreas técnicas dispense certo tempo para explicar e ensinar os algoritmos mais eficazes.Tendo em vista essa situação recorrente e no intuito de permitir um melhor aproveitamento pelos estudantes ingressantes no ensino médio, este projeto visa na produção de uma apostila e aulas explicativas a estudantes do ensino fundamental da sede da cidade de Amajari, Roraima, onde o Campus Amajari encontra-se. Ainda mais, essa proposta visa amenizar a dificuldade dos estudantes com a Matemática. |
| Socializando e Formando Músicos no Ambiente Escolar Intercultural |
O Projeto Formando Músicos no Ambiente Escolar Intercultural (Indígenas, Venezuelanos e não Indígenas), visa capacitar alunos do Instituto Federal de Roraima Campus Amajari (IFRR-CAM) e principalmente membros da comunidade em geral para que possam formar e auxiliar na construção de grupos musicais como bandas sinfônicas, coral, grupo de violão, grupo de percussão, fanfarra e grupos de musicoterapia. Observando a comunidade local, percebe-se a falta de projetos voltados para a cultura de uma forma continuada. Algumas atividades na área da música já foram desenvolvidas no IFRR-CAM voltadas para a socialização e integração entre os alunos, todas sempre sendo destaques dentre os projetos de extensão, pois sempre com participação com números expressivos e com bons resultados à nível nacional. Percebemos também que por meio dos projetos de extensão voltados para música, muitas crianças participantes da comunidade se tornam alunos ingressantes do CAM. O IFRR - CAM disponibiliza aos alunos: instrumentos de banda base, violões, flauta doce, instrumentos de sopro e instrumentos de percussão, despertando a capacidade de ouvir e compreender a música de forma crítica, contribuindo assim no aprimoramento e na formação de plateias, apresentando diversos ritmos musicais para concertos sinfônicos, músicas indígenas nas línguas maternas (Taurepang, Ye'kwana, Macuxi e Wapixana), música Regional/Roraimeira e música Venezuelana em um único espaço, possibilitando a socialização por meio da música, estimulando a sensibilidade rítmica e percepção auditiva. Assim todos os participantes recebem a oportunidade de um aprendizado musical estruturado. É esperado que o Projeto continue o atendimento com mais de 50 alunos tanto da Sede Vila Brasil-Amajari como de algumas comunidades das proximidades e também nossos alunos alojados que chegam de todo o território de Roraima, principalmente das comunidades indígenas e da Venezuela. |
Lucas Correia Lima |
CAM |
Não selecionado |
2024-10-07T00:00:00 |
2025-01-05T00:00:00 |
Em 2023, quando foi ofertado o projeto de Extensão Práticas musicais no ambiente escolar intercultural, foram mais de 150 inscrições vindas dos alunos e membros da comunidade com interesse em aprender algum dos instrumentos musicais disponíveis no Campus Amajari. No mesmo ano, 12 alunos da comunidade que concluíram o ensino fundamental participantes/integrantes dos projetos de extensão das edições anteriores de música realizaram suas matrículas nos cursos de Aquicultura e Agropecuária. Trabalhar com diferentes métodos de ensino para a socialização entre culturas e povos diferentes não é tarefa fácil, mas é necessário enfrentar. Quando abordamos o assunto sobre identidade cultural no contexto escolar, estamos envolvendo questões de valores que, para alguns alunos, são importantes, que marcam sua história; e para muitos, fortalecidos pela globalização, apenas um assunto passageiro. A maneira como será repassado esse conhecimento irá dizer se essa prática educativa deve buscar transformações ou a manutenção do público onde está inserido; não será apenas o conteúdo que vai determinar a direção, e sim a didática, o modo de como o conhecimento é transmitido.Entendemos que uma política cultural consistente não é aquela que centra sua atenção em eventos isolados, e sim a que desenvolve ações continuadas visando resultados a médio e longo prazo. Cabe a todos nós a articulação dos mecanismos dispostos pelo Estado, conjuntamente com outras iniciativas, que sejam privadas ou de outras organizações, criando assim, um intercambio entre as várias linguagens, e com isso potencializando o surgimento de novos talentos. Em Amajari quem deseja ter uma formação musical tem que recorrer às escolas de música em Boa Vista (que fica aproximadamente 150 Km deste Município) o que se torna inviável para a maioria dos moradores. Desta forma, a proposta é oferecer a oportunidade de um aprendizado musical estruturado, gratuito, que se constitua em um espaço democrático onde todos independente de condição social, possam ter acesso a uma arte que é valiosa culturalmente e enriquecedora do ponto de vista educativo. O apoio financeiro deste edital é de suma importância para manter a funcionalidade do Projeto de Música do IFRR - CAM no Amajari, pois os gastos com materiais de consumo (palhetas, cordas, baquetas, peles, cabos, lubrificantes) são altos e na maioria da vezes são mantidos com recursos próprios do Coordenador do Projeto. |
| Luz, câmera, registro e revelação: O incentivo à prática da fotografia como estratégia de ensino de História |
O objetivo deste projeto consiste em conciliar a importância da Fotografia para o campo da História como arte e fonte de estudo. Por este motivo desejamos motivar os estudantes a realizar diversos registros fotográficos, uma prática que torna-se comum entre os adolescentes nos últimos anos que possuem acesso a celulares que possuem a opção de câmeras fotográficas.Por este motivo, iremos realizar atividades teóricas e práticas de fotografia durante algumas aulas do componente curricular História no Instituto Federal de Roraima Campus Amajari conciliando com a História de Roraima, da Amazônia, do Brasil e do mundo. |
Jose Victor Dornelles Mattioni |
CAM |
Não Enviado |
2024-08-12T00:00:00 |
2024-12-09T00:00:00 |
Diante do crescente uso das tecnologias digitais que permitem a realização de registros fotográficas, torna-se importante conversarmos a respeito do uso da fotografia para fins de estudo, artes e valorização das memórias e afetividades. |
| Uma Introdução à História de Roraima. |
O presente projeto visa realizar atividades interdisciplinares, a partir do componente curricular História, com o propósito de apresentar aos estudantes do Instituto Federal de Roraima encontros voltados para a História de Roraima, como as formações sociais, econômicas, culturais e geopolíticas de Roraima a partir da pré-história até os dias atuais, sempre relacionando com a História da Amazônia, História do Brasil e História Geral, possuindo como início a história do cotidiano de cada indivíduo presente em sala de aula e sua moradia no município de Amajari, e conciliar estas ações como forma de auxilia-los em provas de vestibular de universidades públicas no estado de Roraima. |
Jose Victor Dornelles Mattioni |
CAM |
Concluído |
2024-08-12T00:00:00 |
2024-12-12T00:00:00 |
O ato de trabalhar o componente curricular História de Roraima por meio da História do Cotidiano com os estudantes é uma estratégia de ensino para incentiva-los a compreender como os aspectos no município de Amajari são consequências dos atos que ocorreram ao longo da História da humanidade, como as migrações, por exemplo.De acordo com o Documento Curricular do Estado de Roraima etapa ensino médio (2021), destaca as formações sociais do estado de Roraima: "Em relação ao estado de Roraima, pode-se dizer que apesar de partilhar semelhanças com outras áreas do país, em especial com a região amazônica, possui particularidades sociais, ambientais, econômicas e culturais que constroem um cenário de temporalidades e espacialidades específicas. Desde o início do seu processo de colonização, que começa a se efetivar a partir de 1778, com a construção do Forte São Joaquim do Rio Branco, Roraima sofreu diversas transformações territoriais. Essas mudanças ocorreram a partir da atuação de múltiplos agentes sociais, dentre eles indígenas, colonos, garimpeiros, militares e imigrantes, que acabaram por construir uma pluralidade territorial expressa na diversidade (RORAIMA, 2021, p.22, grifos nossos)".Diante destas particularidades, precisamos motivar os estudantes a identificar as suas respectivas histórias de vida presentes nas histórias do cotidiano e da história de Roraima.Possuindo Jules Michelet (1981) como referência, a historiadora Mary Del Priore destaca "Juntamos, dia após dia, as pequenas coisas de nosso cotidiano e imediatamente após esquecemos o trabalho de construção empreendido, nada desejando modificar, nem colocar em discussão, como se tudo fosse simples e evidente. Esquecemo-nos de que somos, antes de tudo, uma seqüência de gestos laboriosamente apreendidos nas circunstâncias mais diversas. Esquecemo-nos, também, de que esta seqüência de gestos que compõem o cotidiano tem, por sua vez, uma história no seio da ciência histórica (PRIORE, 1997, p. 376).A partir disso, Priore apresenta questionamentos que podem ser aplicados em sala de aula com os estudantes, no tocante a motivá-los a despertar a associar os seus cotidianos com a História:"Como historicizar a noção mesma de vida cotidiana? Será ela universal e, portanto, válida para todas as épocas históricas? Será que ela globalizante e, logo, passível de se estender ao conjunto de uma formação social? O que entendemos, normalmente, por vida cotidiana? (PRIORE, 1997, p. 376)."De acordo com Bittencourt (2009), a História local possibilita a compreensão do entorno do estudante ao identificar o passado sempre presente nos espaços de convivência, como escola, comunidade, trabalhos, lazer e, com isso, incentivar problematizações no campo da História, estabelecendo relações entre os grupos sociais de condições diversas que participaram de entrecruzamentos da histórias no tempore presente e no passado. Por meio destas ações, pretendemos estimular os estudantes, por meio de aulas expositivas, somadas a prática de exercícios com questões de concursos públicos, a estudar para as provas de vestibular de universidades públicas em Roraima que possuem no quadro de assuntos a História de Roraima,"1.2 História de Roraima: a conquista do Vale do Rio Branco, a criação do Território Federal do Rio Branco, a criação do Estado de Roraima, a pecuária, o garimpo, a migração, características econômicas, sociais e políticas da atualidade 1.3 Povos indígenas de Roraima - grupos étnicos, história da luta e conquista do direito à terra (RORAIMA, 2024, p.28)".Ao questionar sobre as vantagens da aplicação da "História do Cotidiano" sobre a aprendizagem dos alunos do Ensino Fundamental II, Morales (2005) cita que esta iniciativa não visa excluir os estudos a respeito da chama História Geral, mas apresentar aos estudantes que as suas histórias estão inseridas no campo da História."Levando-se em consideração que as opções de perspectivas teóricas para o trabalho com a História do Cotidiano são diversas, acreditamos que a forma mais fecunda de abordagem do cotidiano na sala de aula de História seja aquela não abre mão de considerar os processos políticos e econômicos, mas o enfocam pelo ângulo do cotidiano dos sujeitos históricos, reconhecendo a importância deste na construção da história humana, não apenas dos grandes homens e instituições (Morales, s/d, p.618. Grifos nossos)". |