Projetos de Extensão

Título Resumo Coordenador Unidade Situação Início do projeto Fim do projeto Justificativa
Juventude e Formação Política: rodas de conversa para compreender o sistema eleitoral brasileiro Este projeto busca atuar em um ponto sensível para a sociedade atual, a participação política, sobretudo dos jovens. A proposta é realizar 4 rodas de conversa com assuntos que auxiliem os adolescentes e jovens a compreenderem melhor o sistema político brasileiro, pensando no exercício de sua cidadania por meio do voto. Para tanto, os encontros trabalharão temas como o sistema político brasileiro, as leis e regras do processo eleitoral, o exercício da cidadania por meio do voto, o cuidado com as falsas informações no período eleitoral e a importância histórica da luta pelo direito de votar. Assim, a divulgação das rodas de conversa buscarão atingir, prioritariamente, o público de 16 a 25 anos, visto que são pessoas que estão em processo recente de formação de sua identidade social e, por consequência, política. Nesta faixa etária, principalmente, é notável que os grupos sociais aos quais essas pessoas pertencem influenciam muito em suas decisões políticas, o que por vezes pode prejudicar a reflexão sobre a importância das políticas públicas que cada candidato tem a oferecer e a maneira como elas se relacionam com esses grupos. Por fim, a equipe do projeto fará anotações sobre os principais questionamentos, dúvidas e contribuições dos participantes para, a partir daí, convidar uma pessoa especialista nas temáticas para a gravação de um podcast a ser hospedado na plataforma IFCast, do Instituto Federal de Roraima. Espera-se, desse modo, que os encontros possibilitem uma maior compreensão da importância do voto e que conscientizem o público sobre a complexidade dessa decisão.   Vitor Lopes Resende CBVZO Não selecionado 2026-08-31T00:00:00 2026-11-19T00:00:00 Como veremos mais detidamente no referencial teórico, é possível afirmar que há no Brasil atual um comportamento de desinteresse da população pela participação política. Dados sobre isso não faltam, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou queda de cerca de 3,4 milhões no número de eleitores brasileiros em 2025, uma redução de 2,2% do eleitorado nos 26 Estados, no Distrito Federal e no exterior em relação o último período de eleições gerais. (Portal Viva, 2026). A população jovem também acompanha esse índice, com queda nos registros do TSE.Cada vez mais conectados digitalmente, os adolescentes e jovens brasileiros acabam, por sua vez, se informando e vivendo muito tempo nas redes sociais digitais, o que é captado por boa parte dos candidatos a cargos eletivos. O fato de se informarem majoritariamente por meio das redes sociais, como mostram pesquisas (Panorama Político, 2022), não seria um problema se esses ambientes fossem regulados e compostos por pessoas com real interesse no desenvolvimento da sociedade. Entretanto, dois a cada três conteúdos políticos gerados com Inteligência Artificial, por exemplo, não são corretamente sinalizados, o que pode confundir o eleitor. (Data Privacy, 2026)Assim sendo, trabalhar o processo eleitoral, suas implicações, funcionamento, regras e relevância é algo inerente à educação, sobretudo àquela feita nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, que por essência deve focar na construção de conhecimentos técnicos e profissionais orientados para a cidadania. As rodas de conversa e o podcast resultante dessas, atividades propostas nesse projeto, se alinham a essa preocupação e atuam justamente na construção de uma sociedade mais bem informada e crítica, com capacidade de analisar e filtrar as informações que consomem para melhor orientar suas decisões políticas. Vale ressaltar que essa iniciativa se mostra ainda mais relevante para o público da Zona Oeste da cidade de Boa Vista, dada a grande concentração populacional de pessoas que se encontram nas classes CDE, de acordo com o IBGE, parte da sociedade que, historicamente, tem menos acesso à educação de qualidade, a tecnologias e informações.  
PreparAção IFRR: Provas Simuladas e Concurso de Redação O projeto PreparAção IFRR: Provas Simuladas e Concurso de Redação tem como principal objetivo promover a preparação acadêmica de estudantes a partir do 9º ano do Ensino Fundamental da rede pública de ensino, com vistas ao ingresso no Ensino Médio Técnico Integrado, Subsequente ou Superior do Instituto Federal de Roraima, Campus Boa Vista. A iniciativa busca proporcionar aos participantes experiências educativas voltadas à familiarização com o formato do processo seletivo institucional, por meio da aplicação de prova simulada e da realização de concurso de redação.O projeto pretende fortalecer competências relacionadas à leitura, interpretação textual, escrita, argumentação e raciocínio lógico, contribuindo para o desenvolvimento acadêmico e para o aumento da autoconfiança dos estudantes diante dos processos seletivos educacionais. Além disso, busca aproximar os participantes da realidade da educação profissional e tecnológica ofertada pelo IFRR, ampliando o conhecimento sobre os cursos, oportunidades acadêmicas e possibilidades de formação oferecidas pela instituição.Por meio das ações desenvolvidas, espera-se incentivar o interesse dos estudantes pela continuidade dos estudos e pela educação pública, gratuita e de qualidade, contribuindo para escolhas acadêmicas mais conscientes e para a democratização do acesso ao ensino técnico (médio integrado ou subsequente) e superior. O projeto prevê o atendimento de aproximadamente 150 (cento e cinquenta) estudantes entre o 9º ano do Ensino Fundamental e a 3ª série do Ensino Médio. Marlucia Silva de Araujo CBV Não selecionado 2026-08-31T00:00:00 2026-11-19T00:00:00 A escolha por desenvolver o projeto PreparAção IFRR: Provas Simuladas e Concurso de Redação justifica-se pela necessidade de fortalecer a preparação acadêmica de estudantes a partir do 9º ano do Ensino Fundamental da rede pública de ensino, com vistas ao ingresso no Ensino Médio Técnico Integrado, Subsequente ou Superior do Instituto Federal de Roraima, Campus Boa Vista. Muitos desses estudantes enfrentam dificuldades relacionadas ao acesso à informação, à familiarização com o formato do processo seletivo e ao desenvolvimento de competências essenciais, como interpretação textual, argumentação e produção escrita.Diante dessa realidade, torna-se fundamental promover ações educativas que contribuam para a democratização do acesso ao ensino público, gratuito e de qualidade ofertado pelo IFRR, proporcionando aos estudantes experiências formativas que ampliem sua autoconfiança, motivação e perspectiva de continuidade dos estudos. O desconhecimento acerca do funcionamento do processo seletivo, aliado às inseguranças comuns desse período de transição escolar, pode representar um obstáculo ao ingresso de muitos jovens na educação profissional e tecnológica.Nesse contexto, a aplicação de provas simuladas nos moldes do processo seletivo do IFRR constitui uma estratégia pedagógica importante para familiarizar os participantes com a estrutura, o tempo e o nível de exigência da avaliação oficial, contribuindo para a redução da ansiedade vivenciada em certames e para o fortalecimento do desempenho acadêmico. Além disso, o concurso de redação surge como uma ferramenta de incentivo à leitura, à escrita e ao pensamento crítico, estimulando a criatividade, a capacidade argumentativa e a expressão das ideias dos estudantes. É importante destacar que em 2025 foi realizado o evento I Simulado Pré-Médio do Campus Boa Vista/IFRR, com o total de 360 inscritos.Outro aspecto relevante é a valorização da educação como instrumento de transformação social e construção de projetos de vida. Ao participar do projeto, os estudantes têm a oportunidade de desenvolver competências cognitivas e socioemocionais fundamentais para sua trajetória acadêmica e profissional, aproximando-se da realidade do Instituto Federal e compreendendo as possibilidades oferecidas pela educação profissional e tecnológica.Além de beneficiar a comunidade externa, o projeto também promove o protagonismo estudantil dentro da instituição, ao envolver estudantes do IFRR como monitores, colaboradores e apoiadores das ações desenvolvidas. Essa participação favorece o desenvolvimento de habilidades como liderança, responsabilidade, comunicação e compromisso social, fortalecendo o sentimento de pertencimento institucional e a formação cidadã.Dessa forma, o projeto contribui diretamente para a ampliação do acesso à informação, para o incentivo à permanência nos estudos e para o fortalecimento da relação entre o IFRR e a comunidade. Ao promover ações voltadas à preparação acadêmica, à escrita e ao incentivo educacional, o IFRR reafirma seu compromisso com a inclusão, a equidade e a oferta de uma educação pública de qualidade, socialmente referenciada e voltada à construção de oportunidades para os jovens estudantes.
Bucha Vegetal do Cultivo à Geração de Renda: Extensão Tecnológica, Sustentabilidade e Empreendedorismo Rural O presente projeto de extensão tem como ação central a transferência de tecnologia para agricultores familiares e moradores de comunidades rurais da região de Caracaraí e Vila Novo Paraíso no cultivo, beneficiamento da bucha vegetal (Luffa cylindrica) e na produção artesanal de sabonetes glicerinados em barra com bucha vegetal incorporada, sabonetes líquidos hidratantes e esfoliantes e buchas de banho confeccionadas acabamento. O projeto é o desdobramento extensionista de um trabalho já consolidado: as etapas de pesquisa, levantamento de mercado, testes de formulação, produção piloto em escala e criação da marca "GAIAH – Produto da Terra" (vinculada ao IFRR – Campus Novo Paraíso) já foram concluídas, e existe plantio experimental e demonstrativo em espaldeiras no campus, além de já haver estoque de lotes de sabonetes (em barra e líquidos), buchas beneficiadas e buchas de banho customizadas para comercialização. A ação extensionista consistirá num Curso de Extensão de 16 horas, a ser realizado em quatro encontros (4 horas, cada), com teoria e prática integradas, utilizando como matéria-prima a bucha do plantio experimental do campus, complementada pelas buchas vegetais colhidas pelos próprios cursistas, haja vista, constitui recurso espontâneo em suas propriedades. A bucha vegetal, frequentemente removida como planta invasora, será convertida em fonte concreta e imediata de renda. O projeto articula ensino, pesquisa e extensão, alinha-se aos ODS 1, 8 e 12 da Agenda 2030 e às áreas temáticas 07 e 08 do Edital, e promove a formação integral do estudante extensionista bolsista do curso de Agronomia. Cleia Gomes Vieira e Silva Medeiros CNP Em execução 2026-08-31T00:00:00 2026-11-19T00:00:00 A bucha vegetal (Luffa cylindrica), pertencente à família Cucurbitaceae, é uma planta trepadeira de ampla ocorrência espontânea na região de Caracaraí e vila novo paraíso. É comum encontrá-la em roçados, quintais e propriedades rurais de agricultores familiares sem qualquer cultivo intencional ou custo de aquisição. Apesar dessa disponibilidade estratégica, a espécie é frequentemente tratada como planta invasora e removida sem qualquer aproveitamento econômico, o que representa uma perda concreta de oportunidade de geração de renda para as famílias rurais da região.Essa realidade evidencia uma oportunidade singular: o agricultor familiar da região já possui a matéria-prima em sua propriedade. O que falta é o conhecimento técnico para transformá-la em produto com valor de mercado. Com técnicas simples de beneficiamento, lavagem, higienização, secagem e padronização, a bucha in natura pode ser comercializada como esponja vegetal. Com um nível adicional de conhecimento, torna-se ingrediente de sabonetes glicerinados sustentáveis ou bucha de banho com acabamento diferenciado, produtos com crescente demanda no mercado de cosméticos naturais.Este projeto não parte do zero. As etapas anteriores pesquisa bibliográfica, levantamentos de mercado, testes de formulação dos sabonetes (sólidos glicerinados e líquidos hidratantes), produção piloto, implantação do plantio experimental em espaldeiras no IFRR – Campus Novo Paraíso e criação da identidade visual da marca "GAIAH – Produto da Terra" já foram realizadas e validadas. Há, hoje, no campus, lotes de produtos prontos (sabonetes glicerinados em diferentes formatos, cores e aromas, sabonetes líquidos, buchas de banho costuradas e buchas in natura beneficiadas), plantio em pleno funcionamento e formulações validadas. Além disso, foi realizada uma pesquisa de aceitação, cujos dados confirmam a alta qualidade do produto desenvolvido: 92,8% dos avaliadores aprovaram a formação de espuma, 78,6% classificaram o aroma como muito agradável e 100% afirmaram que recomendariam o sabonete a outras pessoas. O presente projeto representa, portanto, a etapa em que esse conhecimento maduro e essa identidade de marca já desenvolvida deixam o ambiente acadêmico e chegam efetivamente à comunidade: a fase de transferência de tecnologia ao público que mais pode se beneficiar dela.A escolha do agricultor familiar como público-alvo majoritário é estratégica. O Censo Agropecuário de 2017 do IBGE indica que 77% dos estabelecimentos agropecuários do País são classificados como agricultura familiar, sendo responsáveis pelo emprego de mais de 10 milhões de pessoas. Iniciativas que agreguem valor a recursos já presentes nas propriedades familiares como a bucha vegetal, reduzem barreiras de entrada e ampliam concretamente as oportunidades de renda dessas famílias.O contexto de mercado favorece a iniciativa: o segmento de cosméticos naturais e orgânicos cresce cerca de 20% ao ano no Brasil, movimentando aproximadamente R$ 3 bilhões anuais (BioBrazil Fair, 2023); o número de lançamentos de produtos cosméticos com ingredientes naturais ou orgânicos no País aumentou 23,1% entre 2018 e 2023 (Mintel, 2023); e o PIB da bioeconomia brasileira registrou R$ 2,7 trilhões em 2023, equivalente a 25,3% do PIB nacional (FGV, 2024). Há, portanto, janela concreta para a inserção de produtos artesanais sustentáveis derivados da bucha vegetal nas cadeias produtivas locais e regionais.Do ponto de vista da exequibilidade dentro dos três meses de vigência do PIPEX, o projeto é plenamente viável: a infraestrutura está pronta, a metodologia já foi testada, há produtos demonstrativos, a marca "GAIAH – Produto da Terra" está criada, e a parceria com a comunidade beneficiária está em estágio adiantado. Resta a etapa extensionista propriamente dita: o curso para os agricultores familiares.  
Estudo, linguagem e inteligência artificial: práticas de leitura e escrita na cultura digital O projeto ESTUDO, LINGUAGEM E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NA CULTURA DIGITAL tem como objetivo promover o uso crítico da inteligência artificial como ferramenta de estudo, a partir da compreensão de que os processos de aprendizagem se realizam por meio de práticas de linguagem, especialmente leitura, escrita e interpretação de textos. A proposta parte do reconhecimento de que ferramentas de inteligência artificial têm sido cada vez mais utilizadas por estudantes, muitas vezes sem orientação pedagógica adequada, o que pode comprometer o desenvolvimento da autonomia intelectual e da autoria na produção textual. Metodologicamente, o projeto será desenvolvido em quatro etapas: formação inicial de estudantes extensionistas sobre linguagem, produção textual e uso de inteligência artificial; aplicação de um questionário diagnóstico para mapear como estudantes utilizam essas tecnologias em seus estudos; elaboração de um material educativo com orientações para o uso da inteligência artificial como apoio à leitura e à escrita; e realização de uma oficina extensionista aberta à comunidade, na qual serão discutidas estratégias de estudo mediadas por tecnologia e distribuído o material produzido. Espera-se contribuir para o desenvolvimento de práticas de estudo mais conscientes e reflexivas, fortalecendo a compreensão da inteligência artificial como ferramenta de apoio à aprendizagem e ampliando o debate sobre autoria, linguagem e uso responsável das tecnologias digitais no contexto educacional. Pamela Andrade Lima CAB Não aceito 2026-08-31T00:00:00 2026-12-04T00:00:00 A expansão das tecnologias digitais e das ferramentas de inteligência artificial tem modificado as formas de acesso à informação, produção de textos e organização dos estudos. Estudantes recorrem cada vez mais a esses sistemas para responder atividades, resumir conteúdos ou produzir textos. Entretanto, esse uso frequentemente ocorre sem orientação pedagógica, o que pode comprometer processos fundamentais de aprendizagem, como leitura, interpretação e elaboração própria de ideias. Nesse contexto, torna-se necessário desenvolver ações educativas que orientem o uso dessas tecnologias em articulação com práticas de linguagem presentes no estudo.O projeto ESTUDO, LINGUAGEM E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NA CULTURA DIGITAL parte do entendimento de que o conhecimento circula socialmente por meio de textos. Ler, interpretar, resumir e produzir textos são atividades centrais no processo de aprendizagem. Ao mesmo tempo, a interação com ferramentas de inteligência artificial também ocorre por meio da linguagem, especialmente na produção de comandos textuais, conhecidos como prompts. Assim, compreender o funcionamento dessas tecnologias envolve refletir sobre produção textual, autoria e responsabilidade discursiva.Os beneficiários do projeto são estudantes e demais membros da comunidade interessados em compreender o uso da inteligência artificial nos estudos. Esses participantes atuarão como parceiros no processo de construção do conhecimento, contribuindo com suas experiências por meio de um questionário diagnóstico e participando da oficina extensionista prevista.A proposta também contribui para a formação acadêmica dos estudantes extensionistas envolvidos, bolsistas e voluntários, que participarão da formação teórica, da pesquisa diagnóstica, da produção de material educativo e da mediação das atividades com a comunidade. Esse processo possibilita o desenvolvimento de competências relacionadas à leitura crítica, produção textual, organização de atividades educativas e trabalho colaborativo.O projeto apresenta viabilidade de execução por estar organizado em etapas claras: formação dos extensionistas, aplicação de questionário diagnóstico, elaboração de material educativo e realização de uma oficina para socialização dos resultados e entrega do material produzido. As atividades previstas demandam poucos recursos materiais e utilizam ferramentas digitais de acesso gratuito, o que possibilita sua realização no período previsto pelo edital. Assim, a proposta busca contribuir para o uso crítico da inteligência artificial nos estudos e fortalecer o diálogo entre instituição e comunidade por meio de ações de extensão.
Elaboração de Protocolos para Enfrentamento do Racismo contra Estudantes Negros e Negras e indígenas do Ensino Médio na Escola Estadual Maria das Neves – Boa Vista/RRI O presente projeto de extensão tem como objetivo promover ações de letramento racial e construir coletivamente protocolos institucionais para enfrentamento do racismo no ambiente escolar da Escola Estadual Maria das Neves, localizada em Boa Vista/RR. A proposta parte da compreensão de que o racismo estrutural e institucional impacta diretamente o processo de ensino-aprendizagem, a permanência e o desenvolvimento educacional de estudantes negros e negras e indígenas do ensino médio. O projeto será desenvolvido por meio de três oficinas formativas. As duas primeiras oficinas contarão com convidados externos especialistas nas temáticas de relações étnico-raciais, educação antirracista e direitos humanos, promovendo espaços de diálogo, escuta e formação para estudantes, professores e equipe gestora. A terceira oficina terá caráter colaborativo e participativo, visando à elaboração coletiva de protocolos de enfrentamento ao racismo no ambiente escolar, envolvendo representantes estudantis, professores e gestores. A metodologia adotada será participativa, dialógica e interdisciplinar, fundamentada na educação antirracista e na extensão universitária como prática transformadora. Espera-se fortalecer a consciência crítica da comunidade escolar, ampliar o debate sobre relações raciais e contribuir para a construção de estratégias institucionais de prevenção e enfrentamento das práticas racistas no espaço escolar. Marcos Antonio de Oliveira CBVZO Não aceito 2026-08-31T00:00:00 2026-11-19T00:00:00 O racismo estrutural presente na sociedade brasileira se manifesta de diferentes formas no ambiente escolar, produzindo exclusão, silenciamento, discriminação e impactos negativos sobre a trajetória educacional de estudantes negros e negras. Apesar dos avanços legais e das políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial, ainda são recorrentes situações de preconceito racial e ausência de mecanismos institucionais adequados para acolhimento, encaminhamento e enfrentamento dessas ocorrências nas escolas. Nesse contexto, torna-se fundamental desenvolver ações educativas voltadas ao letramento racial e à construção de práticas pedagógicas antirracistas. A Escola Estadual Maria das Neves, localizada em Boa Vista/RR, foi selecionada como espaço de desenvolvimento deste projeto por atender estudantes do ensino médio em contexto marcado pela diversidade social e cultural. A proposta justifica-se pela necessidade de fortalecer o debate sobre relações étnico-raciais no ambiente escolar e criar instrumentos institucionais que orientem professores, gestores e estudantes diante de situações de racismo. Além disso, o projeto busca contribuir para a efetivação da Lei nº 10.639/2003 e 11.645/08, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e Indígena nas escolas.Os beneficiários diretos do projeto serão estudantes do ensino médio, professores, equipe gestora e representantes estudantis da escola parceira. Os participantes terão papel ativo na construção dos protocolos e na consolidação de práticas antirracistas no ambiente escolar.Do ponto de vista acadêmico, o projeto contribuirá para a formação crítica dos estudantes extensionistas envolvidos, promovendo experiências de intervenção social, produção coletiva de conhecimento e articulação entre ensino, pesquisa e extensão. A proposta apresenta viabilidade de execução considerando a parceria institucional com a escola, a realização de oficinas presenciais e o envolvimento de convidados externos com experiência na temática.
Feira Itinerante Yahi: Economia Solidária e Circular no IFRR Campus Boa Vista A Feira Itinerante Yahi é um projeto de extensão do IFRR Campus Boa Vista voltado à promoção da economia solidária, da economia circular e da educação ambiental junto à comunidade externa ao campus. Serão realizadas três edições itinerantes da feira no período de 31 de agosto a 19 de novembro de 2026, em espaços institucionais do CBV de grande circulação, como a Semana de Graduação, atividades de encerramento de semestre e o IF Comunidade. Cada edição articulará três eixos operativos: (i) troca e doação de livros usados em bom estado; (ii) brechó solidário, com doação, troca e venda de roupas em bom estado; e (iii) estandes de artesãos, pequenos produtores e empreendedores da economia solidária da comunidade externa ao campus. Paralelamente, serão promovidas oficinas e rodas de conversa sobre consumo consciente, marketing digital, gestão de pequenos empreendimentos e sustentabilidade. O projeto dialoga com a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9.795/1999), a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e a Política Nacional de Economia Solidária (Lei nº 15.068/2024 – Lei Paul Singer), e contribui prioritariamente para o ODS 12 da Agenda 2030. Espera-se ampliar a renda e a visibilidade dos empreendimentos participantes, fortalecer a integração entre o IFRR-CBV e a comunidade externa, e sensibilizar estudantes e público para práticas sustentáveis e colaborativas. Heitor Claro da Silva CBV Não Enviado 2026-08-31T00:00:00 2026-11-19T00:00:00 O modelo dominante de produção e consumo, baseado na lógica linear extrair–produzir–descartar, está em tensão crescente com os limites ambientais do planeta e com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), que estabelece a redução, a reutilização e a reciclagem como prioridades da gestão de resíduos. A Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9.795/1999) prescreve a formação de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas relações, e a recente Política Nacional de Economia Solidária (Lei nº 15.068/2024 – Lei Paul Singer) reconhece formalmente os empreendimentos solidários — cooperativas, associações, grupos de artesãos, brechós comunitários e agricultores familiares — como agentes econômicos legítimos a serem apoiados por políticas públicas. Esses marcos legais convergem com o ODS 12 da Agenda 2030, voltado ao consumo e à produção sustentáveis.Em Roraima e em Boa Vista, há uma rede ativa de artesãos, pequenos produtores e empreendedores cuja produção carece de espaços regulares, gratuitos e institucionalmente qualificados de exposição, comercialização justa e formação. Esse universo é apoiado por entidades como o Sebrae/RR, o Sindicato dos Artesãos de Roraima (Sindarterr), a Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes-RR), a Secretaria dos Povos Indígenas (Seindi-RR) e o Centro de Artesanato Indígena (Orla Taumanan), instituições parceiras a articular para o projeto por meio de termos de adesão (Anexo III do edital).A Feira Itinerante Yahi propõe converter a presença regular de público nos eventos institucionais do IFRR-CBV — Semana de Graduação, atividades de encerramento de semestre e IF Comunidade — em janela concreta de exposição, comercialização justa e formação para esses empreendimentos. A ação combina três eixos operativos: banco itinerante de livros usados; brechó solidário; e estandes de produtores e artesãos da economia solidária da comunidade externa. Em paralelo, oficinas e rodas de conversa sobre marketing digital, gestão de pequenos empreendimentos e sustentabilidade qualificam expositores e público.A comunidade externa integra a ação como parceira, na condição de expositora, oficineira e cocriadora dos conteúdos, em conformidade com o item 4.1.3 do edital, e responde pela maior parte do atendimento previsto, conforme exige o item 4.1.6. Para o estudante bolsista e os voluntários do IFRR-CBV, o projeto opera como vivência prática de organização de eventos, articulação institucional, mediação intercultural e coleta de dados — competências que dialogam com a formação acadêmica e com o exercício da cidadania.A viabilidade do projeto sustenta-se em quatro fatores: (i) infraestrutura institucional já disponível no Campus Boa Vista para acolher eventos; (ii) vínculo do coordenador ao NEABI-CBV, que confere continuidade institucional à proposta; (iii) orçamento integralmente calibrado ao limite do edital, com o mínimo de 60% destinado a capital e custeio (item 7.6.1); e (iv) incorporação dos bens permanentes adquiridos — tendas, mesa e equipamento de som — ao patrimônio do IFRR (item 7.9.8), garantindo a continuidade da Feira Yahi como ação permanente do NEABI-CBV em exercícios futuros, independentemente da renovação do fomento.
Intensificação do Desenvolvimento e aprendizagem institucional de ecossistema empreendedor do IFRR campus Zona Oeste: Projeto de educação empreendedora em escolas públicas em áreas e comunidades em vulnerabilidade social em Roraima. O desenvolvimento de ações empreendedoras tem sido a base para implantação de várias ações governamentais, empresariais e educacionais. Desenvolver ações empreendedoras conectadas à vocação natural empreendedora local constitui-se em um esforço conjunto, tanto quanto possível, de atores regionais de fomento e parceiros institucionais interessados no desenvolvimento empreendedor regional, com ênfase, nesse projeto, na inclusão social e na redução da vulnerabilidade social de jovens das escolas públicas, o qual pode enquadrar-se naturalmente em ações de cunho empreendedor social. Objetiva-se, assim, colaborar com o desenvolvimento do ecossistema empreendedor do Estado, notadamente o empreendedorismo social, com foco no fomento a ações que alavanquem o empreendedorismo social em comunidades em vulnerabilidade, enfatizando a educação empreendedora nas escolas públicas do estado. Nesse sentido, no que se relaciona às ações educacionais empreendedoras sociais, articulações interinstitucionais são necessárias a fim de garantir inserção em projetos de ações de educação fiscal e empreendedora em escolas em regiões em vulnerabilidade social. Nesse contexto, destaca-se a realização de palestras para turmas do 6º e do 9º ano do ensino fundamental em escolas de ensino fundamental no município de Boa Vista, bem como a participação em evento educacional — Feira do Empreendedorismo —, uma iniciativa da Escola Girassol em parceria com o IFRR, a UFRR e o Sebrae. Tais ações evidenciam o potencial transformador da educação empreendedora quando articulada com instituições de fomento e ensino, reforçando a importância de dar continuidade a iniciativas semelhantes, inclusive em escolas de ensino médio localizadas em áreas de vulnerabilidade social no município de Boa Vista, ampliando, dessa forma, o alcance e o impacto das políticas de inclusão e desenvolvimento empreendedor regional. Jose Lima de Oliveira Junior CBVZO Em edição 2026-05-04T00:00:00 2026-12-07T00:00:00 A promoção do empreendedorismo como política institucional vem sendo a tônica na rede federal há alguns anos, visando potencializar a inserção dos egressos no mercado de trabalho. Em Roraima, há uma percepção crescente da necessidade de investir na capacitação empreendedora dos jovens nas escolas públicas, considerando a vocação natural da cidade de Boa Vista - RR no quesito cultura empreendedora, que figura em 6º lugar entre as capitais brasileiras. Muitos jovens nas escolas públicas ainda carecem do despertar empreendedor necessário para investirem em suas carreiras com enfoque inovador, visando a melhoria de sua qualidade de vida pela inserção no mundo dos negócios ou do mercado de trabalho, promovendo, assim, uma ascensão social sustentável. Nesse contexto, o projeto de educação empreendedora em escolas públicas em áreas de vulnerabilidade social assume papel estratégico ao promover a inclusão social e oportunizar uma formação de qualidade para jovens que, de outra maneira, não teriam acesso a tal desenvolvimento. A continuidade dessas ações mostra-se fundamental, uma vez que a educação empreendedora não pode se restringir a momentos pontuais, mas deve constituir um processo contínuo de formação, capaz de consolidar competências e atitudes empreendedoras ao longo da trajetória escolar do jovem. Diante disso, torna-se imprescindível estender as iniciativas também para as escolas de ensino médio no município de Boa Vista, ampliando o público-alvo e reforçando o compromisso com a redução das desigualdades sociais. O ensino médio representa etapa decisiva na vida do estudante, momento em que se consolidam projetos de vida e escolhas profissionais. Oferecer, nessa fase, ferramentas e conhecimentos empreendedores a jovens em situação de vulnerabilidade social significa potencializar suas chances de inserção produtiva e de transformação de sua realidade. Será possível, portanto, empreender socialmente tendo como fonte de retorno o investimento no bem-estar desses jovens, os quais poderão, em seu futuro, empreender com visão mais ampla e crítica do que a que possuíam até então, em face das realidades sociais por eles enfrentadas. A continuidade e a expansão das ações para o ensino médio fortalecem, assim, a construção de um ecossistema empreendedor inclusivo e sustentável no Estado, capaz de gerar impacto social mensurável e de longo prazo. 
Integração de Robótica Extensionista e Competitiva: mentoria comunitária e implementação da modalidade First Tech Challenge (FTC) no IFRR  O presente projeto consiste em uma proposta integrada que une a extensão e a robótica competitiva no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR). O programa estruturar-se-á em duas frentes complementares: primeiramente, um programa de mentoria comunitária em robótica educacional focado em atrair e agregar o público de 10 a 17 anos (crianças e adolescentes); e na sequencia, a seleção e preparação de uma equipe oficial para a implementação e disputa do campeonato FIRST Tech Challenge (FTC) no âmbito institucional. Os participantes externos receberão mentoria sobre robótica básica, mediante encontros práticos fundamentados na Cultura Maker, com kits Lego e introdução aos sistemas avançados utilizando os kits da REV Robotics (padrão oficial da FTC).Posteriormente, os alunos da comunidade externa selecionados, juntamente com discentes do IFRR formarão a equipe competitiva do instituto. Com isso, democratiza-se o acesso ao ensino ao mesmo tempo em que se estabelece um polo competitivo de vanguarda tecnológica no estado.  Angela Maria Nogueira de Oliveira CBV Não selecionado 2026-08-31T00:00:00 2026-11-27T00:00:00              A robótica educacional é uma ferramenta consagrada no desenvolvimento do raciocínio lógico, do pensamento computacional e da capacidade de resolução de problemas complexos. Contudo, o acesso a plataformas tecnológicas robustas ainda permanece restrito a parcelas sociais de maior poder aquisitivo ou a centros urbanos altamente industrializados. O IFRR, exercendo seu papel social e indutor de inovação, possui a infraestrutura e o capital intelectual ideais para atuar como um núcleo disseminador de tecnologia e inclusão.No âmbito competitivo, o estado de Roraima ainda não registra equipes ativas na modalidade FTC, um ecossistema internacional promovido pela ONG FIRST que desafia jovens a projetar, construir e programar robôs em um ambiente corporativo simulado. Ao fundir a mentoria de base comunitária com a inserção na FTC, o IFRR assume o pioneirismo absoluto na região. Essa estratégia posiciona a instituição como referência em inovação pedagógica, atrai visibilidade midiática positiva e estabelece um celeiro regional de talentos aptos a pleitear vagas e bolsas de estudo em universidades de ponta globais. 
PROJETO SEGURANÇA DIGITAL PARA A TERCEIRA IDADE:Inclusão e Proteção Digital para o Programa Cabelos de Prata do CRAS CENTENÁRIO O projeto “PROJETO SEGURANÇA DIGITAL PARA A TERCEIRA IDADE:Inclusão e Proteção Digital para o Programa Cabelos de Prata do CRAS CENTENÁRIO” tem como objetivo promover a inclusão digital e práticas de segurança on-line para pessoas idosas, buscando reduzir sua vulnerabilidade diante de golpes praticados em ambientes virtuais. A necessidade do projeto surge com o aumento das fraudes digitais, acompanhado pelo crescimento do uso de dispositivos tecnológicos pela população idosa.A proposta será desenvolvida por meio de quatro oficinas presenciais e educativas, utilizando recursos visuais e atividades práticas, além de linguagem simples e acessível, para abordar temas como identificação de golpes virtuais, segurança no uso do WhatsApp e cuidados em transações digitais.O projeto utilizará recursos pedagógicos como projetor, cartilhas educativas e exercícios práticos para auxiliar os participantes, buscando proporcionar aprendizado simples, acessível e eficiente.Espera-se atender entre 20 e 40 idosos da comunidade externa, promovendo maior autonomia digital, fortalecimento da inclusão tecnológica e conscientização sobre práticas seguras no uso da internet. Além disso, o projeto pretende contribuir para a integração entre o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima e a comunidade externa. Renner da Silva Sadeck CBV Não Enviado 2026-08-31T00:00:00 2026-11-19T00:00:00 Atualmente vivemos em uma Era digital com constantes avanços e novidades que trazem facilitação ao nosso dia-a-dia através da tecnologia. Com o acesso à internet conseguimos desburocratizar situações que antes demandavam tempo, organização e presença física, como por exemplo, a ida ao banco para resolver questões financeiras. Hoje temos na palma da mão a possibilidade de resolver infinitas transações através de aplicativos instalados no nosso celular.A comunicação tornou-se mais rápida e completa através de ligações de vídeos, envio de fotos, áudios, documentos e outros através de aplicativos voltados à comunicação, como o WhatsApp e Telegram. A exposição de detalhes da nossa vida pessoal também passou a ser algo rotineiro para a maioria das pessoas através das redes sociais, como Facebook, Instagram e YouTube. Apesar desses avanços na facilidade da comunicação e resolução de problemas através do uso da tecnologia, os idosos de nossa sociedade são o público com maior vulnerabilidade a situações de insegurança digital, através de golpes financeiros. De forma geral, os idosos têm dificuldade em identificar a veracidade de informações e o risco de determinadas situações, em muitos casos confiando em mensagens falsas do INSS, bancos e até mesmo de números desconhecidos que enviam links que são capazes de clonar o celular, adentrar os sistemas bancários do idoso e roubar informações sigilosas, como senhas e documentos. Situações como uso indevido de compartilhamentos de tela para pessoas que afirmam ser de agências bancárias e se aproveitam da ingenuidade do idoso roubando valores de suas contas ou até mesmo realizando empréstimos em seu nome. Assim, é de extrema importância a conscientização clara e direta para os idosos dos perigos a se evitar com o uso dos meios tecnológicos através do celular e de plataformas amplamente conhecidas. Nesse sentido, pretende-se promover um nível básico de educação digital aos idosos do Projeto Cabelo de Prata do CRAS – Centenário como público-alvo de oficinas sobre segurança digital, em uma linguagem acessível e prática para eles, através de oficinas que serão realizadas quinzenalmente por um aluno do 2º ano do Ensino Médio Integrado ao Técnico em Eletrônica, com o apoio e acompanhamento do professor  Renner Sadeck, coordenador de Informática do Instituto Federal de Roraima. 
Oficinas de montagem de panéis de comandos elétricos Esta proposta abrange a área temática de Tecnologias e Produção com foco no atendimento às demandas da sociedade por tecnologia aplicadas à automação industrial aproveitando os recursos disponíveis nos Cursos Técnico em Eletrotécnica e Técnico em Eletrônica do Campus Boa Vista. Mauricio Braga Thomaz CBV Em execução 2026-08-31T00:00:00 2026-12-04T00:00:00 Com a segurança energética recentemente consolidada com a interligação do estado de Roraima ao Sistema Interligado Nacional os nichos econômicos que utilizam a automação industrial tendem a aumentar no estado.O Curso Técnico em Eletrotécnica sendo um dos dois curso mais antigo do IFRR tem seu protagonismo no desenvolvimento da nossa sociedade. Nos manter atualizados exige investimento em equipamentos alinhados com os arranjos produtivos local e regional para entregarmos ao povo roraimense uma educação pública, gratuita e de qualidade. Portanto o Programa de Incentivo a Projeto de Extensão (Pipex) pode contribuir significativamente com a atualização do parque tecnológico do IFRR ao mesmo tempo que oferece uma formação atual e com grande demanda por profissionais neste ramo porém com pouquíssimas iniciativas locais que possam oportunizar o manuseio dos dispositivos equipamentos.As oficinas de montagem de painéis de comandos elétricos é uma oportunidade para aumentar a visibilidade da instituição com foco em tecnologia e que poderá abrir as portas para Cursos de Formação Inicial e Continuada em Eletricista Montador de Painéis de Comandos Elétricos.A oficina também oferece um perfil inclusivo por não exigir escolaridade mínima considerando que as atividades são práticas e ilustrativas para os não falantes do idioma português e pessoas não alfabetizadas.A dimensão da pesquisa se materializará neste material didático para as oficinas que exigirá pesquisar e elaborar um material que transforme o conhecimento científico em conhecimento escolar. Para nos auxiliar a bolsista escolhida está finalizando seu estágio supervisionado obrigatório de 160 horas, no início de junho de 2026. Sob minha supervisão, observei que a mesma reúne e demonstra habilidades e competências técnicas acima da média, com destaque para seu compromisso e resiliência. E, ao considerar que a profissão de Eletrotécnica é predominantemente dominada por homens, acredito que o significado para a estudante, que é filha de eletricista e almeja continuar na carreira em Engenharia Elétrica, será fundamental para sua formação humana e integral. A mesma está, juntamente com sua professora orientadora de estágio, como voluntária na organização de outro projeto aprovado no Programa Institucional de Bolsa Acadêmica de Extensão (PBAEX), na qual não é a bolsista e nem membro voluntário do projeto devido aos critérios do edital, sua participação será contabilizada quando for ofertado o curso de instalações elétricas para mulheres, na condição de organizadora. Portanto a aprovação deste projeto vai além da exução de oficinas é valorizar e reconhecer o esforço da estudante e motivar a permanência da mulher na área tecnológica.O ensino é a execução das oficinas que será melhor descrita na metodologia.Observamos que a interdisciplinaridade e a interprofissionalidade caminham juntas como demonstraremos na fundamentação teórica ao explicar as atribuições dos eletrotécnicos após a criação do Conselho Federal dos Técnicos industriais. Vale ressaltar que a candidata a bolsista é do Curso Técnico em Eletotécnica.
Cultivando Negócios: Inclusão de Produtores Rurais e MEIs do Sul de Roraima nas Compras Públicas Federais Este projeto de extensão visa promover a inclusão socioeconômica e digital de microempreendedores localizados na região Sul do Estado de Roraima. Diante das barreiras burocráticas e geográficas que limitam o acesso de pequenos negócios locais ao mercado de compras públicas federais, a proposta objetiva capacitar e cadastrar esses empreendedores no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF), habilitando-os para atuar na plataforma Contrata Mais Brasil. A metodologia será dividida em três etapas executadas ao longo de três meses: capacitação da equipe disposta na Diretoria de Administração e Planejamento (DAP), mobilização em rede com atores locais e a realização de mutirões itinerantes de atendimento técnico para emissão de certidões e preenchimento dos níveis de cadastramento no sistema. Como resultados esperados, busca-se descentralizar o acesso às contratações públicas, fortalecer a economia solidária e gerar indicadores quantificáveis de impacto financeiro na região Sul de Roraima, integrando de forma indissociável o conhecimento administrativo do campus com as demandas reais de desenvolvimento da comunidade externa. Gizele Pereira de Brito Soares CNP Não aceito 2026-08-31T00:00:00 2026-11-19T00:00:00 A região Sul de Roraima concentra um volume de microempreendedores que, por enfrentam dificuldades no uso de sistemas de internet, encontram-se à margem das contratações promovidas pela Administração Pública Federal. Este projeto se justifica pela oportunidade de mudar essa realidade, usando a experiência da Diretoria de Administração e Planejamento (DAP) do Campus para gerar uma transformação real na vida dessas pessoas.Os moradores atendidos participarão ativamente, trazendo as informações sobre o que produzem ou vendem. Para os estudantes (bolsistas e voluntários), será uma chance excelente de aprender na prática como funcionam a regularização de documentos, os impostos e os sistemas de compras do governo. Essa vivência vai unir o aprendizado da sala de aula com o dever de ajudar a sociedade. O projeto é totalmente viável, pois a DAP conta com profissionais qualificados para orientar os alunos, e a verba de custeio solicitada cobrirá os gastos com transporte e os materiais para os mutirões.
Arena Retrô: Oficinas de Inclusão Digital e Lazer através de Jogos para Crianças e Adolescentes Autistas Esta proposta de extensão visa implantar a "Arena Retrô" no âmbito do IFRR, um espaço tecnológico e social focado no desenvolvimento de oficinas práticas de inclusão digital e lazer por meio de jogos eletrônicos clássicos. O objetivo principal é promover o desenvolvimento cognitivo, motor e a integração social de crianças e adolescentes autistas (TEA) em situação de vulnerabilidade social da comunidade externa. A metodologia consistirá na estruturação de estações físicas de jogos equipadas com periféricos de entrada adaptados (tecnologia assistiva) e na execução de oficinas lúdicas de curta duração adaptadas ao cronograma do edital. Como resultados, espera-se atender diretamente o público-alvo selecionado através de ações práticas, desmistificar o uso de hardwares acessíveis e consolidar a função social do IFRR ao aproximar a tecnologia da comunidade em um ambiente acolhedor, transformando o lazer digital em uma ferramenta humanizada de equidade, acolhimento e transformação social frente às barreiras enfrentadas por esses indivíduos. Vinicius Tocantins Marques CBV Não Enviado 2026-09-01T00:00:00 2026-11-30T00:00:00 O Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve especificidades nas interações sociais e, frequentemente, na coordenação motora. Embora os jogos eletrônicos clássicos possuam uma lógica visual simplificada altamente benéfica para o estímulo cognitivo, foco e engajamento desses indivíduos, barreiras físicas em controles convencionais e a falta de recursos financeiros em contextos de vulnerabilidade social excluem severamente essa parcela da população do ecossistema digital e do lazer saudável.A presente proposta justifica-se pela necessidade premente de o IFRR atuar como agente de transformação social e inclusiva na comunidade externa, criando um espaço de acolhimento e desenvolvimento fundamentado no Desenho Universal. A "Arena Retrô" preenche essa lacuna social ao oferecer oficinas gratuitas planejadas para estimular competências motoras e a sociabilidade de crianças e adolescentes que enfrentam a dupla barreira do autismo e da vulnerabilidade social.Sob a ótica acadêmica e de extensão, a ação capacita os estudantes de tecnologia do IFRR na aplicação prática de hardware acessível voltado a demandas sociais reais, fortalecendo sua formação humana e cidadã, ao mesmo tempo em que retém e aprimora a infraestrutura do laboratório do campus com insumos que servirão para futuras ações institucionais. 
Oficina para Produção Artesanal de Suco de Laranja e aproveitamento do resíduo como Alternativa de Geração de Renda para Famílias de Pequenos Produtores da Vicinal 34 em Rorainópolis–RR O presente projeto de extensão tem como finalidade promover o aproveitamento da produção de laranjas cultivadas por famílias de pequenos produtores rurais da Vicinal 34, localizada no município de Rorainópolis, por meio da fabricação artesanal de suco para comercialização. A proposta visa reduzir perdas pós-colheita e até mesmo utilizar o excedente de laranjas que não são vendidas in natura, agregar valor à produção agrícola e fortalecer a geração de renda das famílias envolvidas. Podendo o suco artesanal ser vendi ou até mesmo utilizado para consumo das famílias.O projeto será desenvolvido através de oficinas, capacitações técnicas e acompanhamento contínuo dos produtores, abordando temas relacionados às boas práticas de manipulação de alimentos, processamento do suco, conservação, armazenamento, embalagem, comercialização e ainda utilização dos resíduos da laranja para alimentação animal. Segundo estudos sobre agroindustrialização familiar, o beneficiamento de frutas representa importante estratégia de fortalecimento da agricultura familiar e desenvolvimento econômico local.Espera-se que a iniciativa contribua para a redução do desperdício de frutas, fortalecimento da economia rural e melhoria da qualidade de vida das famílias participantes. Edileusa de Jesus dos Santos CNP Em execução 2026-08-31T00:00:00 2026-11-19T00:00:00 A realização deste projeto justifica-se pela necessidade de criar alternativas sustentáveis para o aproveitamento da produção de laranjas das famílias agricultoras da Vicinal 34, em Rorainópolis. Muitas frutas são desperdiçadas devido à perecibilidade do alimento e à ausência de infraestrutura adequada para beneficiamento e comercialização ou pela alta demanda de frutos no mercado, o que reduz o valor e muitos produtores optam por deixarem os frutos nos pés sem nem mesmo aproveitarem para alimentação animal.A agroindustrialização familiar representa importante estratégia para agregar valor aos produtos agrícolas e ampliar a renda dos pequenos produtores. Publicações técnicas do SEBRAE (2019) destacam que a implantação de agroindústrias familiares contribui para diversificação das atividades rurais, aumento da renda e fortalecimento do desenvolvimento local.Além disso, estudos da Embrapa (2014) ressaltam que o processamento de alimentos pela agricultura familiar favorece a valorização da produção agrícola, redução de perdas pós-colheita e fortalecimento da permanência das famílias no campo.Assim, o projeto possui relevância econômica, social e ambiental, ao promover geração de renda, redução do desperdício alimentar e valorização da produção local. 
Paleta Amazônica: educação comunitária sobre pigmentos e tintas naturais Projeto interdisciplinar em Arte e Ciência que investiga a produção de pigmentos naturais a partir de elementos amazônicos  como folhas, frutos, cascas e solos (argilas coloridas), coletados no entorno do Campus Novo Paraíso. A ação será desenvolvida por meio de oficinas de extensão, conduzidas por estudante bolsista e destinadas ao público externo, com o objetivo de promover a troca de saberes sobre técnicas sustentáveis de extração de pigmentos laca aplicadas a experimentações artísticas. O projeto poderá ser executado em articulação com o Programa Partiu IF, ampliando o alcance da ação às comunidades beneficiadas por esse programa. Espera-se impactar diretamente e indiretamente aproximadamente 100 pessoas, fortalecendo vínculos institucionais com a comunidade local, valorizando o patrimônio natural amazônico e estimulando o protagonismo estudantil na difusão de conhecimentos artísticos e científicos. Marisol Sousa da Cruz CNP Em execução 2026-08-31T00:00:00 2026-11-19T00:00:00 A região amazônica de Roraima possui rica biodiversidade com enorme potencial para produção de pigmentos naturais, porém há pouca apropriação cultural e científica desse patrimônio pela comunidade local, especialmente nas áreas rurais próximas ao Campus Novo Paraíso. Essa lacuna representa simultaneamente um problema e uma oportunidade: a comunidade detém conhecimentos tradicionais sobre plantas e solos que raramente são reconhecidos como saberes legítimos na perspectiva científica, enquanto o IFRR, como instituição de educação, ciência e tecnologia, tem a responsabilidade social de promover a democratização do conhecimento.Este projeto surge como resposta a essa demanda por meio de oficinas educativas que articulam divulgação científica, formação artística e valorização cultural. A proposta integra duas áreas fundamentais do conhecimento: Arte (estudo das cores, extração e utilização do pigmento laca, valorização cultural)  e Ciência (análise química de solos e plantas, sustentabilidade ambiental), promovendo a formação integral do estudante bolsista (que já domina a técnica de extração de pigmentos laca) pelo exercício do protagonismo na condução das atividades extensionistas.A viabilidade do projeto é garantida por três elementos: (1) acesso direto a recursos naturais gratuitos disponíveis no entorno do campus; (2) expertise da equipe executora nas áreas de Arte e Ciências Naturais; (3) apoio institucional por meio das estruturas do Programa Partiu IF, com o qual o projeto poderá ser articulado para ampliar o alcance comunitário das ações.O projeto contribui diretamente para: Preservação e valorização de saberes regionais ligados ao uso de pigmentos naturais amazônicos; Fortalecimento da sustentabilidade ambiental pela promoção de técnicas artísticas ecologicamente responsáveis; Articulação com políticas públicas de educação profissional e inclusão social no entorno do campus; Aproximação entre o IFRR e a comunidade rural, consolidando a função social da instituição; Impacto na formação integral dos estudantes envolvidos, especialmente o bolsista extensionista.Público-alvo e beneficiários: Comunidade externa ao IFRR, prioritariamente o público do Programa Partiu IF. O público interno ao IFRR integrará o projeto como parte dos atendidos.
English for Real Life: Inglês Básico para a Comunidade O projeto English for Real Life: Inglês Básico para a Comunidade é uma iniciativa extensionista que democratiza o acesso ao ensino da língua inglesa para pessoas sem condições de arcar com cursos formais. Em um contexto globalizado, no qual o inglês amplia oportunidades acadêmicas, profissionais e culturais, a proposta enfrenta desigualdades educacionais por meio de uma ação gratuita, inclusiva e socialmente comprometida.Seu objetivo é promover o acesso ao ensino básico do idioma, contribuindo para o desenvolvimento educacional, social e cultural dos participantes. Entre as metas específicas estão o ensino de vocabulário e estruturas essenciais, o desenvolvimento da compreensão auditiva e da comunicação oral e a aplicação prática do inglês em situações reais, como trabalho, estudos, viagens e lazer.Destinado à comunidade externa e a estudantes da instituição, o projeto oferece aulas semanais de duas horas, fundamentadas na abordagem comunicativa e na aprendizagem significativa. A metodologia prioriza diálogos, músicas, vídeos e atividades contextualizadas, tornando o aprendizado dinâmico e relevante.A iniciativa alinha-se às metas 4.1 e 10.2 da ODS 4 (Educação de Qualidade) da Organização das Nações Unidas, que prevê educação gratuita, equitativa e de qualidade até 2030, bem como empoderar e promover a inclusão social, econômica e política de todos, independentemente da idade, gênero, deficiência, raça, etnia, origem, religião, condição econômica ou outra. O projeto fortalecerá a autonomia, ampliando perspectivas e contribuindo para a transformação social por meio da educação. Paulo Sergio Romeu Alvarenga CBVZO Não selecionado 2026-08-31T00:00:00 2026-11-27T00:00:00 O domínio da língua inglesa tornou-se um requisito fundamental para o acesso a oportunidades educacionais, profissionais e culturais em um mundo cada vez mais globalizado. Entretanto, parcela significativa da população não dispõe de condições financeiras para frequentar cursos formais de idiomas, o que contribui para a ampliação das desigualdades educacionais.O projeto "English for Real Life: Inglês Básico para a Comunidade" propõe a oferta de aulas introdutórias de língua inglesa, com metodologia acessível, prática e contextualizada, voltada às necessidades reais dos participantes. A iniciativa busca democratizar o acesso ao ensino de idiomas, promover a inclusão educacional e estimular o interesse pelo aprendizado de línguas estrangeiras, contribuindo para a formação cidadã e para a ampliação de perspectivas acadêmicas e profissionais.O projeto está alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 - Educação de Qualidade, ao promover acesso inclusivo e equitativo ao ensino de língua inglesa, e ao ODS 10 - Redução das Desigualdades, ao ampliar oportunidades educacionais para públicos em situação de vulnerabilidade social.
Finanças sem Fronteiras: Educação Financeira, Inclusão Social e Cidadania para Comunidades Imigrantes em Roraima O projeto “Finanças sem Fronteiras: Educação Financeira, Inclusão Social e Cidadania para Comunidades Imigrantes em Roraima” propõe o desenvolvimento de ações extensionistas voltadas à promoção da educação financeira popular junto às comunidades imigrantes e refugiadas residentes em Boa Vista/RR. A proposta surge diante do crescente fluxo migratório na região amazônica e das dificuldades enfrentadas por essas populações no acesso à informação financeira, aos serviços bancários, à organização do orçamento familiar e ao exercício pleno da cidadania.O projeto será desenvolvido por estudantes extensionistas e servidores do IFRR, por meio de oficinas formativas, rodas de conversa, grupos comunitários de orientação financeira e produção de materiais educativos acessíveis e bilíngues, fundamentados nos princípios da educação popular, da interculturalidade e da inclusão social. As ações abordarão temas como planejamento financeiro familiar, consumo consciente, prevenção ao endividamento, uso responsável do crédito e educação bancária.A proposta busca fortalecer a autonomia econômica, a inclusão financeira e o desenvolvimento social das comunidades participantes, contribuindo para a redução das desigualdades sociais e para a promoção da cidadania. Além disso, possibilitará aos estudantes envolvidos experiências formativas pautadas na extensão universitária crítica, no diálogo intercultural e na integração entre ensino, pesquisa e extensão.O projeto está alinhado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente ao ODS 1 — Erradicação da Pobreza, ODS 4 — Educação de Qualidade, ODS 10 — Redução das Desigualdades e ODS 16 — Paz, Justiça e Instituições Eficazes, fortalecendo o compromisso social do IFRR com o desenvolvimento humano e a inclusão social em Roraima. Luciane Wottrich CBV Em execução 2026-08-31T00:00:00 2026-11-27T00:00:00 O estado de Roraima ocupa posição estratégica no contexto migratório brasileiro em razão do intenso fluxo de imigrantes e refugiados provenientes, sobretudo, da Venezuela. Esse cenário tem provocado profundas transformações sociais, econômicas e culturais no estado, especialmente no município de Boa Vista, onde grande parte dessa população busca oportunidades de inserção social, acesso a direitos básicos e melhoria das condições de vida.Apesar dos avanços nas políticas públicas de acolhimento, muitos imigrantes e refugiados ainda enfrentam situações de vulnerabilidade social e econômica decorrentes das dificuldades de adaptação ao contexto brasileiro, da informalidade no trabalho, das barreiras linguísticas, da limitação de acesso à informação e da pouca familiaridade com o sistema financeiro nacional. Essas condições frequentemente contribuem para o endividamento, o uso inadequado do crédito, a exclusão bancária e a fragilização das condições de subsistência familiar.Nesse contexto, a educação financeira assume importante papel como instrumento de inclusão social, fortalecimento da autonomia econômica e promoção da cidadania. Mais do que orientar sobre controle de gastos e organização financeira, a educação financeira popular possibilita o desenvolvimento de competências que favorecem a tomada de decisões conscientes, a prevenção do endividamento e o acesso mais seguro aos serviços financeiros e aos direitos sociais.O projeto “Finanças sem Fronteiras: Educação Financeira, Inclusão Social e Cidadania para Comunidades Imigrantes em Roraima” justifica-se pela necessidade de desenvolver ações extensionistas que contribuam efetivamente para a inclusão financeira e social de comunidades imigrantes e refugiadas residentes em Boa Vista/RR, promovendo espaços de formação dialógica, escuta comunitária e construção coletiva do conhecimento.A proposta fundamenta-se nos princípios da educação popular e da extensão crítica, compreendendo os participantes como sujeitos ativos do processo educativo e valorizando seus conhecimentos, trajetórias e experiências culturais. Dessa forma, as atividades buscarão promover práticas educativas acessíveis, interculturais e socialmente comprometidas, fortalecendo o protagonismo comunitário e a democratização do conhecimento.Além do impacto social junto às comunidades atendidas, o projeto contribuirá significativamente para a formação acadêmica e cidadã dos estudantes extensionistas, possibilitando experiências práticas relacionadas à atuação comunitária, à responsabilidade social, à interculturalidade e à integração entre ensino, pesquisa e extensão. Tal perspectiva fortalece o papel social do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima enquanto instituição pública comprometida com o desenvolvimento humano, a redução das desigualdades sociais e a promoção da inclusão social no estado de Roraima.O projeto também se alinha aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, especialmente ao ODS 1 — Erradicação da Pobreza, ODS 4 — Educação de Qualidade, ODS 10 — Redução das Desigualdades e ODS 16 — Paz, Justiça e Instituições Eficazes, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva, participativa e socialmente justa.
Ovino escola 3.0: um ambiente didático de aprendizado prático para criadores de ovinos, comunidades indígenas e futuros profissionais das ciências agrárias O município de Amajari (RR) destaca-se por apresentar o maior efetivo de ovinos do estado, com aproximadamente 3.620 animais (IBGE, 2020). Esses animais, em sua maioria, são criados em comunidades indígenas sem qualquer tipo de assistência técnica. Diante desse cenário e visando proporcionar conhecimento técnico à comunidade externa sobre os principais manejos na ovinocultura, este projeto tem como objetivo geral implantar um ambiente didático de aprendizado prático no Setor de Ovinocultura do Instituto Federal de Roraima (IFRR)/Campus Amajari, voltado a criadores de ovinos, comunidades indígenas e futuros profissionais das ciências agrárias. Esta é a terceira oferta do projeto, que já foi aprovado e executado nos editais 3/2024 - PROEX/IFRR e 4/2024 - PROEX/IFRR, sendo relançado a partir da demanda da comunidade externa por novas turmas. A metodologia será dividida em três fases, Fase Inicial (FI), Fase de Desenvolvimento (FD) e Fase Final (FF). Na FI será realizado um estudo acerca dos principais manejos adotados na criação de ovinos. Na FD será realizado um treinamento prático do bolsista quanto a esses manejos e a realização de oficinas para criadores, comunidades indígenas e futuros profissionais das Ciências Agrárias. Na FF será redigido o relatório final do projeto. . Espera-se que os resultados deste projeto contribuam para o fortalecimento da ovinocultura na região de Amajari, pois o manejo adequado possibilitará a comercialização de animais mais produtivos, favorecendo a segurança alimentar e a consolidação dos arranjos produtivos locais. Almeja-se, ainda, que o projeto tenha continuidade para além do prazo do edital, com acompanhamento dos criadores que aderiram ao projeto e oferta de novas oficinas por pelo menos um ano.Palavras-chave: assistência técnica; ovinocultura; produção animal; produtor rural. Laylson da Silva Borges CAM Em execução 2026-08-31T00:00:00 2026-11-27T00:00:00 A criação de ovinos está em ascensão no estado de Roraima e apresenta uma excelente alternativa para produção de proteína animal para consumo ou comercialização. A região de Amajari apresenta o maior efetivo de animais do estado, com aproximadamente 3.620 animais (IBGE, 2020); no entanto, a grande maioria desses animais é criada em sistemas extensivos e sem qualquer tipo de assistência técnica.Partindo desse pressuposto e visando o estabelecimento de vínculo entre o Instituto Federal de Roraima/Campus Amajari e a comunidade externa, este projeto surge a partir da necessidade dessa região por um ambiente didático para aprendizado prático dos criadores de ovinos, comunidades indígenas e futuros profissionais das ciências agrárias quanto à criação e aos manejos adotados na ovinocultura.As ações extensionistas a serem desenvolvidas por meio deste projeto contribuirão sobremaneira na formação dos estudantes envolvidos, uma vez que as atividades propostas visam à formação interdisciplinar, visto que envolvem conteúdos de diferentes componentes curriculares, como: Caprinos e Ovinos (escrituração zootécnica, melhoramento genético e manejos gerais na ovinocultura); Forragicultura (principais gramíneas utilizadas na alimentação de ovinos); e Nutrição Animal (formulação de dieta para ovinos). Essa formação interdisciplinar pode contribuir para a formação de um profissional mais qualificado para o mundo do trabalho.É importante ressaltar que os criadores de ovinos da região de Amajari não contam com assistência técnica especializada. Esse fator tem ocasionado redução na eficiência produtiva e desestimulado a produção de alimentos para a subsistência ou comercialização, resultando, muitas vezes, no abandono da atividade. Dentro desse contexto, a criação de um ambiente didático de aprendizado prático para criadores da região de Amajari, comunidades indígenas e futuros profissionais das ciências agrárias será o ponto de partida para a melhoria dos índices produtivos da ovinocultura. Ademais, a criação desse ambiente didático, impulsionada pela incorporação e difusão de novas tecnologias, contribuirá para a segurança alimentar e a consolidação dos arranjos produtivos locais.
História de Roraima para vestibulares e concursos públicos Com o objetivo de atender o desenvolvimento sustentável (ODS) da ONU que visa garantir que todas as meninas e meninos completem o ensino primário e secundário livre, equitativo e de qualidade, que conduza a resultados de aprendizagem relevantes e eficazes, este projeto irá realizar aulas de Instituto Federal de Roraima - Campus Amajari para estudantes locais, migrantes, moradores de comunidades indígenas e da Vila Brasil, sede do município de Amajari. Os assuntos abordados irão ser conciliados com as formações sociais, econômicas, culturais e geopolíticas de Roraima a partir da presença dos povos indígenas na região antes da colonização europeia até os dias atuais, sempre relacionando com a História da Amazônia, História do Brasil e História Geral e conciliando a história do cotidiano de cada indivíduo como forma de incentivar uma leitura crítica e ativa como forma de auxilia-los em provas de vestibulares de universidades  e demais concursos públicos no estado de Roraima. O projeto atua diretamente na democratização do acesso ao ensino superior e carreiras públicas, fortalecendo as políticas de ações afirmativas do IFRR, visto que o público-alvo é composto majoritariamente por populações autodeclaradas pardas e indígenas. Jose Victor Dornelles Mattioni CAM Não selecionado 2026-08-31T00:00:00 2026-11-19T00:00:00 Presente em vestibulares, concursos públicos e temas de redação em Roraima e nos demais estados do Brasil, os estudos sobre a História de Roraima devem ser cada vez mais incentivados nas escolas e a toda comunidade, sabendo que isso irá estimular um conhecimento mais crítico da nossa sociedade, valorizando as identidades e diversidades culturais que estão presentes no estado.O diagnóstico sociodemográfico realizado com o público-alvo deste projeto no ano de 2025 revelou um cenário de exclusão pedagógica: 85% dos participantes afirmaram nunca terem tido acesso a um cursinho preparatório para o vestibular e concursos anteriores.Com isso, iremos fortalecer o o papel do IFRR Campus Amajari como polo de inclusão e transformação social, contribuindo para a manutenção e superação de seus históricos índices de aprovação de formandos no ensino superior.Por este motivo, nós pretendemos realizar aulas para comunidade no município de Amajari para estudantes, indígenas, migrantes e moradores locais, por meio de ações expositivas e a resoluções de exercícios com questões, que tenham o interesse em conhecer a História de Roraima e estudar para as provas de vestibular de universidades públicas no estado que possuem no quadro de assuntos a História de Roraima, conforme nós podemos identificar nos editais dos vestibulares indígenas, seriados e integral da Universidade Federal de Roraima:"1.2 História de Roraima: a conquista do Vale do Rio Branco, a criação do Território Federal do Rio Branco, a criação do Estado de Roraima, a pecuária, o garimpo, a migração, características econômicas, sociais e políticas da atualidade 1.3 Povos indígenas de Roraima - grupos étnicos, história da luta e conquista do direito à terra (RORAIMA, 2024, p.28)".Além disso, nós identificamos no último edital de concurso público para a Polícia Militar do Estado de Roraima:"HISTÓRIA DE RORAIMA: A ocupação territorial de Roraima; Interesses estrangeiros na região; A presença portuguesa; A vida na região no século XIX; Roraima no século XX; A delimitação das fronteiras; A criação do Território Federal; Os fluxos migratórios; A criação do Estado e dos seus municípios; Patrimônios históricos de Roraima; Pontos Turísticos; Reservas indígenas; Governadores do Território Federal de Roraima; Governadores do Estado de Roraima (RORAIMA, 2018, p.31)".Soma-se a isto, quando nós estamos estudando sobre a História de Roraima, é possível realizar a interdisciplinaridade com outros componentes curriculares, como língua portuguesa, geografia, uma vez que diversas questões ou temas de redação apresentam fontes históricas do estado. O ato de trabalhar o componente curricular História de Roraima por meio da História do Cotidiano com os estudantes é uma estratégia de ensino para incentiva-los a compreender as realidade no município de Amajari e no estado de Roraima são consequências dos atos que ocorreram ao longo da História da humanidade, como as migrações, por exemplo.De acordo com o Documento Curricular do Estado de Roraima etapa ensino médio (2021), destaca as formações sociais do estado de Roraima: "Em relação ao estado de Roraima, pode-se dizer que apesar de partilhar semelhanças com outras áreas do país, em especial com a região amazônica, possui particularidades sociais, ambientais, econômicas e culturais que constroem um cenário de temporalidades e espacialidades específicas. Desde o início do seu processo de colonização, que começa a se efetivar a partir de 1778, com a construção do Forte São Joaquim do Rio Branco, Roraima sofreu diversas transformações territoriais. Essas mudanças ocorreram a partir da atuação de múltiplos agentes sociais, dentre eles indígenas, colonos, garimpeiros, militares e imigrantes, que acabaram por construir uma pluralidade territorial expressa na diversidade (RORAIMA, 2021, p.22, grifos nossos)".
Práticas Agroecológicas e o Manejo de Resíduos na Agricultura Familiar  O projeto visa promover a transição agroecológica e o desenvolvimento rural sustentável em propriedades familiares do município de Caracaraí-RR, por meio do manejo eficiente de resíduos orgânicos e da produção de adubos bioativos de baixo custo. A iniciativa fundamenta-se nos princípios da economia circular, utilizando como matéria-prima a biomassa residual proveniente do restaurante institucional do IFRR - Campus Novo Paraíso e resíduos domésticos gerados na região. A metodologia estruturar-se-á na implantação de Unidades Demonstrativas diretamente nas propriedades rurais parceiras, as quais servirão como centros difusores de tecnologia social. Por meio de visitas técnicas integradas e oficinas práticas programadas, os produtores familiares serão capacitados na triagem, proporção e montagem de pilhas de compostagem termofílica, utilizando ferramentas e equipamentos de instrumentação e monitoramento técnico para o controle adequado de temperatura, pH e humidade do composto. Espera-se, como resultado, reduzir a dependência dos agricultores em relação a insumos químicos externos comerciais de alto custo, mitigar o impacto ambiental do descarte inadequado de resíduos e fortalecer a autonomia técnica das famílias atendidas. A ação consolida a indissociabilidade entre ensino e extensão, qualificando a formação discente em cenários reais de extensão tecnológica e gerando impactos socioambientais positivos na comunidade agrícola local. Deiyse Alves Silva CNP Em execução 2026-08-31T00:00:00 2026-11-19T00:00:00  O projeto visa promover a transição agroecológica e o desenvolvimento rural sustentável em propriedades familiares do município de Caracaraí-RR, por meio do manejo eficiente de resíduos orgânicos e da produção de adubos bioativos de baixo custo. A iniciativa fundamenta-se nos princípios da economia circular, utilizando como matéria-prima a biomassa residual proveniente do restaurante institucional do IFRR - Campus Novo Paraíso e resíduos domésticos gerados na região. A metodologia estruturar-se-á na implantação de Unidades Demonstrativas diretamente nas propriedades rurais parceiras, as quais servirão como centros difusores de tecnologia social. Por meio de visitas técnicas integradas e oficinas práticas programadas, os produtores familiares serão capacitados na triagem, proporção e montagem de pilhas de compostagem termofílica, utilizando ferramentas e equipamentos de instrumentação e monitoramento técnico para o controle adequado de temperatura, pH e humidade do composto. Espera-se, como resultado, reduzir a dependência dos agricultores em relação a insumos químicos externos comerciais de alto custo, mitigar o impacto ambiental do descarte inadequado de resíduos e fortalecer a autonomia técnica das famílias atendidas. A ação consolida a indissociabilidade entre ensino e extensão, qualificando a formação discente em cenários reais de extensão tecnológica e gerando impactos socioambientais positivos na comunidade agrícola local.O fortalecimento da agricultura familiar e a consolidação da transição agroecológica dependem diretamente da criação e da difusão de soluções técnicas que sejam acessíveis, eficientes e de fácil manejo para os produtores rurais. Na realidade produtiva do município de Caracaraí e comunidades próximas, os pequenos agricultores enfrentam desafios constantes relacionados com o elevado custo de aquisição de fertilizantes químicos comerciais e com a escassa assistência técnica voltada para o aproveitamento de resíduos biológicos. Paralelamente, o descarte incorreto de biomassa orgânica rica em nutrientes representa um desperdício de matéria-prima que poderia ser reinserida nos ciclos produtivos locais através da economia circular.O presente projeto justifica-se como uma resposta direta a esta problemática ao propor o desenvolvimento e a transferência de uma tecnologia social de impacto imediato: a compostagem em reatores verticais modulares (sistemas baseados em baldes plásticos estruturados). Esta metodologia soluciona as limitações de espaço, higiene e mão de obra no campo, permitindo um controlo rigoroso de variáveis térmicas e hídricas essenciais para a qualidade do composto. Além disso, o sistema modular viabiliza a extração direta de biofertilizante líquido de alta qualidade (através de torneiras instaladas na base dos reatores), fornecendo ao agricultor um insumo bioativo duplo — adubo sólido e foliar — sem custos adicionais.Ao dotar as propriedades rurais com esta infraestrutura e ferramentas adequadas de monitoramento, a ação assegura a sustentabilidade e a continuidade da prática de forma totalmente autónoma pelas famílias atendidas após a conclusão do projeto. Assim, a proposta consolida o papel do IFRR na extensão tecnológica, integrando a formação prática dos discentes em cenários reais à promoção da soberania técnica, económica e ambiental da agricultura familiar local.
Transformando biodiversidade em renda: capacitação comunitária para produção agroindustrial utilizando espécies amazônicas O projeto propõe promover a capacitação produtiva e empreendedora de agricultores familiares, mulheres, jovens rurais, comunidades indígenas e pequenos empreendedores do município de Amajari-RR, por meio do aproveitamento sustentável de matérias-primas da bioeconomia amazônica. A proposta busca fortalecer a economia local e estimular a geração de renda a partir do desenvolvimento de produtos agroindustriais de valor agregado, como frutas desidratadas, farinhas regionais, doces, geleias e compotas produzidos com espécies amazônicas disponíveis na região. O projeto será desenvolvido por meio de oficinas teórico-práticas participativas envolvendo processamento de alimentos, boas práticas de manipulação, controle de qualidade simplificado, aproveitamento de resíduos agroindustriais, cálculo de rendimento, precificação, embalagem e comercialização. Serão utilizados equipamentos disponíveis no laboratório de Ciência e Tecnologia de Alimentos do IFRR Campus Amajari, priorizando metodologias acessíveis e de baixo custo adequadas à realidade comunitária. Espera-se contribuir para o fortalecimento do empreendedorismo local, a valorização da biodiversidade amazônica, a redução de desperdícios, o desenvolvimento sustentável e a ampliação da interação entre IFRR e comunidade, promovendo formação extensionista aos estudantes envolvidos e impacto social positivo no território. Renan Elan da Silva Oliveira CAM Em execução 2026-08-31T00:00:00 2026-11-19T00:00:00 O município de Amajari-RR apresenta elevado potencial para o desenvolvimento de iniciativas produtivas baseadas na bioeconomia amazônica, especialmente devido à diversidade de matérias-primas regionais disponíveis, como frutas, raízes e outros recursos vegetais tradicionalmente utilizados pelas comunidades locais. Entretanto, grande parte dessa produção ainda é comercializada in natura, com baixo valor agregado e limitada capacidade de geração de renda. Além disso, muitos produtores, jovens, mulheres empreendedoras e comunidades rurais ou indígenas enfrentam dificuldades relacionadas ao processamento agroindustrial, conservação de alimentos, padronização de produtos, comercialização e acesso a conhecimentos técnicos voltados ao empreendedorismo sustentável. Nesse contexto, torna-se necessária a implementação de ações extensionistas que promovam capacitação prática, valorização dos recursos regionais e fortalecimento das cadeias produtivas locais.A proposta justifica-se por buscar integrar conhecimentos técnicos, extensão comunitária e empreendedorismo, contribuindo para a transformação de matérias-primas amazônicas em produtos agroindustriais de maior valor comercial, como frutas desidratadas, farinhas regionais, doces e geleias. O projeto utilizará metodologias participativas e tecnologias de baixo custo compatíveis com a realidade local e com a infraestrutura disponível no IFRR Campus Amajari, favorecendo a replicação das práticas pelas comunidades atendidas. Além de fortalecer a economia local e estimular a geração de renda, a proposta contribuirá para a redução de desperdícios, valorização da biodiversidade amazônica, formação extensionista dos estudantes envolvidos e ampliação da interação entre o IFRR e a comunidade externa.