Projetos de Extensão

Título Resumo Coordenador Unidade Situação Início do projeto Fim do projeto Justificativa
Experimentação no ensino de Química com materiais de baixo custo: uma proposta educativa na unidade Estadual Ovídio Dias de Souza Muitos estudantes apresentam dificuldades no aprendizado de Química, principalmente porque, frequentemente, os conteúdos são abordados apenas de forma teórica e por ser considerada uma disciplina difícil. Esse modelo de ensino, baseado predominantemente na transmissão de conhecimentos, limita o desenvolvimento de habilidades investigativas e reduz o interesse pela disciplina. Ressalta-se que a ausência de laboratório e a escassez de reagentes, equipamentos e solventes destinados às aulas experimentais é um fator limitante, não impede a realização de atividades práticas, uma vez que diversos experimentos podem ser desenvolvidos utilizando materiais simples e de baixo custo, acessíveis ao cotidiano dos estudantes. Nesse contexto, o presente projeto de extensão tem como objetivo promover a aprendizagem significativa de conceitos químicos por meio da realização de experimentos didáticos de baixo custo na Escola na Unidade Estadual Ovidio Dias de Souza, relacionando os conteúdos teóricos com situações do dia a dia. A metodologia envolverá a realização demonstrações experimentais e atividades investigativas em sala de aula, utilizando materiais alternativos facilmente encontrados. Espera-se que a proposta contribua para tornar o ensino de Química mais dinâmico, estimulando a curiosidade científica, o pensamento crítico e a participação ativa dos estudantes no processo de aprendizagem. Weider Henrique Pinheiro Paz CAM Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 O ensino de Química na educação básica ainda enfrenta desafios, especialmente pela dificuldade dos estudantes em compreender conceitos abstratos e relacioná-los ao cotidiano. Em muitas escolas públicas, as aulas são predominantemente teóricas, o que contribui para a percepção da disciplina como difícil e distante da realidade dos alunos. Além disso, a falta de laboratórios equipados e a escassez de reagentes e materiais limitam a realização de atividades experimentais, fundamentais para a construção do conhecimento científico. Nesse contexto, o presente projeto justifica-se pela necessidade de promover estratégias didáticas que tornem o ensino de Química mais acessível, dinâmico e significativo. A proposta será desenvolvida na Unidade Estadual Ovídio Dias de Souza, envolvendo estudantes do IFRR (bolsista e colaborador) com os participantes da escola atendida, caracterizando-se como uma importante ação de extensão que aproxima o Instituto Federal da comunidade escolar externa. Dessa forma, a escola atua como parceira no desenvolvimento das atividades, possibilitando a interação entre o instituto com os estudantes da comunidade.Os beneficiários diretos do projeto serão os estudantes da Unidade Escolar Ovídio Dias Souza, que terão a oportunidade de vivenciar atividades experimentais que serão desenvolvidas nesta escola, utilizando materiais alternativos e de baixo custo, muitas vezes presentes no cotidiano. Essa abordagem visa contribuir no despertar do interesse dos estudantes, estimular a curiosidade científica e favorecer a compreensão de conceitos químicos por meio da experimentação e da investigação.Além do impacto social, o projeto também possui relevância acadêmica, pois proporcionará aos estudantes envolvidos (bolsista e voluntário) a oportunidade de desenvolver habilidades relacionadas à prática extensionista (entre ensino, pesquisa e extensão), à divulgação científica e à mediação do conhecimento. A viabilidade do projeto está fundamentada na utilização de experimentos simples e seguros, coma utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI) realizados com materiais de fácil acesso e baixo custo, o que possibilita sua execução mesmo em ambientes sem infraestrutura laboratorial. Assim, a proposta apresenta condições concretas de operacionalização, podendo ser desenvolvida diretamente em sala de aula ou em espaços escolares disponíveis, garantindo a realização das atividades planejadas e ampliando o acesso dos estudantes à experimentação científica.Além disso, a proposta está alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentavel (ODS) 4 - Educação de Qualidade, estabelecido pela Organização das Nações Unidas, que visa assegurar uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, além de promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos, favorecendo o desenvolvimento do pensamento científico e o interesse dos estudantes pela área de Ciências.
Jogos Didáticos no Ensino de Química O ensino de Química na educação básica ainda enfrenta desafios relacionados à dificuldade dos estudantes em compreender conteúdos considerados abstratos e extensos, como teoria atômica, ligações químicas e tabela periódica. Muitas vezes, as aulas são conduzidas de forma predo-minantemente teórica, o que contribui para a desmotivação dos alunos e para a percepção da disciplina como difícil. Nesse contexto, metodologias alternativas, como os jogos didáticos, têm se destacado como importantes ferramentas pedagógicas capazes de tornar o processo de ensino-aprendizagem mais dinâmico, participativo e significativo. O presente projeto de extensão tem como objetivo desen-volver e aplicar jogos didáticos de Química com estudantes da Escola Estadual Ovídio Dias de Souza. Os jogos serão elaborados com auxílio de softwares gráficos, como o Photoshop, abordando conteúdos de teoria atômica, ligações químicas tabela periódica. As atividades envolverão a construção, aplicação e discussão dos jogos em sala de aula, estimulando a participação ativa dos estudantes e a compreensão dos conceitos químicos. Espera-se que a utilização dessa metodologia lúdica contribua para melhorar o interesse dos alunos pela disciplina, facilitar a assimilação dos conteúdos e fortalecer o processo de ensino-aprendizagem em Química. Weider Henrique Pinheiro Paz CAM Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 O ensino de Química apresenta desafios significativos na educação básica, principalmente devido à complexidade de seus conteúdos e à dificuldade dos estudantes em relacioná-los com situações do cotidiano. Em muitos casos, as aulas são baseadas apenas na exposição teórica, o que contribui para a percepção da disciplina como extensa e difícil. Nesse contexto, a utilização de metodologias diferenciadas torna-se fundamental para tornar o processo de ensino mais atrativo e significativo.Entre essas metodologias, os jogos didáticos destacam-se como ferramentas pedagógicas capazes de estimular o interesse dos estudantes, favorecer a participação ativa e facilitar a compreensão de conceitos científicos. A proposta será desenvolvida com estudantes na Escola Estadual Ovídio Dias de Souza, que atuará como instituição parceira e polo de realização das atividades. O projeto busca fortalecer a integração entre o Instituto Federal e a comunidade escolar, contribuindo para a melhoria do ensino de Ciências/Química. Além do impacto educacional para os estudantes participantes, o projeto também contribui para a formação acadêmica dos estudantes envolvidos na execução das atividades, possibilitando o desenvolvimento de habilidades relacionadas à produção de materiais didáticos, mediação do conhecimento e divulgação científica. Além disso, a proposta está alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentavel (ODS) 4 - Educação de Qualidade, estabelecido pela Organização das Nações Unidas, que visa assegurar uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, além de promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. Ao utilizar jogos didáticos como estratégia pedagógica, o projeto contribui para tornar o processo de ensino-aprendizagem mais acessível, dinâmico e inclusivo, favorecendo o desenvolvimento do pensamento científico e o interesse dos estudantes pela área de Ciências.
Formação de Jovens Multiplicadores em Educação Financeira no IFRR Campus Bonfim O presente projeto de extensão tem como objetivo promover a formação de estudantes do Instituto Federal de Roraima – Campus Bonfim como jovens multiplicadores em educação financeira, capacitando-os para disseminar conhecimentos relacionados ao planejamento financeiro, organização do orçamento pessoal e familiar e práticas de consumo consciente. A iniciativa parte do reconhecimento de que a educação financeira constitui uma competência essencial para o desenvolvimento da autonomia, da tomada de decisões responsáveis e da melhoria da qualidade de vida dos indivíduos. A proposta está alinhada aos princípios da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, especialmente ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (Educação de Qualidade) e ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), ao incentivar o desenvolvimento de competências que contribuem para a autonomia financeira e para decisões econômicas mais conscientes. O projeto prevê a capacitação de cinco estudantes do ensino médio integrado (um bolsista e quatro voluntários), por meio de oficinas formativas que abordarão temas como planejamento financeiro, consumo consciente, organização do orçamento familiar, poupança e prevenção ao endividamento. Após essa etapa formativa, os estudantes atuarão como multiplicadores do conhecimento, realizando atividades de socialização e oficinas junto à comunidade acadêmica do campus e aos familiares dos estudantes. Espera-se alcançar entre 40 e 80 estudantes da instituição nas ações de multiplicação do conhecimento, além da participação estimada de familiares nas atividades propostas. Como resultados, pretende-se fortalecer o protagonismo estudantil, ampliar o acesso a informações sobre gestão financeira e estimular práticas de consumo consciente e planejamento financeiro no ambiente escolar e familiar. Dessa forma, o projeto busca contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis em relação ao uso dos recursos financeiros, ao mesmo tempo em que fortalece a integração entre ensino e extensão e amplia o impacto social das ações educativas desenvolvidas no âmbito da instituição. Juliana Silveira Marcondes CAB Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 A educação financeira tem sido reconhecida como uma competência essencial para a formação cidadã, uma vez que contribui para o desenvolvimento da autonomia, da tomada de decisões responsáveis e do planejamento consciente dos recursos financeiros. Em um contexto social marcado pelo fácil acesso ao crédito, pelo consumo incentivado e pelo crescente endividamento das famílias brasileiras, torna-se fundamental promover ações educativas que auxiliem os indivíduos a compreender e administrar melhor suas finanças pessoais. Nesse cenário, iniciativas de educação financeira também dialogam diretamente com os princípios da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, especialmente com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 – Educação de Qualidade, que busca assegurar educação inclusiva, equitativa e de qualidade, promovendo oportunidades de aprendizagem ao longo da vida, bem como com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico, ao incentivar o desenvolvimento de competências que favoreçam a autonomia financeira e a tomada de decisões econômicas responsáveis.Nesse sentido, instituições de ensino possuem papel estratégico na disseminação de conhecimentos que ultrapassem os conteúdos curriculares tradicionais e contribuam para a formação integral dos estudantes. O Instituto Federal de Roraima, enquanto instituição pública comprometida com o desenvolvimento social e educacional, apresenta-se como espaço privilegiado para a promoção de ações extensionistas voltadas à educação financeira.A presente proposta tem como foco a formação de jovens multiplicadores em educação financeira, por meio da capacitação de estudantes do IFRR – Campus Bonfim, que atuarão como agentes disseminadores de conhecimentos sobre planejamento financeiro, consumo consciente e organização do orçamento pessoal e familiar. A escolha dessa estratégia busca incentivar o protagonismo estudantil e fortalecer a aprendizagem colaborativa, permitindo que os estudantes desenvolvam habilidades de comunicação, liderança e responsabilidade social.Os principais beneficiários do projeto serão os estudantes participantes da formação (bolsista e voluntários), que terão a oportunidade de ampliar seus conhecimentos e desenvolver competências socioeducativas relevantes para sua formação acadêmica e cidadã. Além disso, a comunidade escolar do campus e os familiares dos estudantes também serão beneficiados, uma vez que as ações de multiplicação do conhecimento ocorrerão por meio de oficinas e atividades educativas voltadas a esse público, incentivando que os conhecimentos adquiridos sejam compartilhados também no ambiente familiar.Do ponto de vista acadêmico, o projeto contribui para a integração entre ensino e extensão, promovendo experiências formativas que estimulam o protagonismo juvenil, o trabalho em equipe e o desenvolvimento de competências relacionadas à responsabilidade financeira e social. Ademais, a iniciativa fortalece a cultura extensionista no campus ao incentivar que os estudantes atuem como agentes de transformação dentro da própria comunidade.Quanto à viabilidade de execução, o projeto apresenta estrutura simples e factível, considerando o período de três meses previsto para sua realização. As atividades serão desenvolvidas por meio de encontros formativos, oficinas participativas, produção de materiais educativos e ações de disseminação do conhecimento junto à comunidade acadêmica. A equipe executora contará com a coordenação de docente do campus e a participação de um estudante bolsista e quatro estudantes voluntários, garantindo apoio adequado à realização das atividades planejadas.Dessa forma, a proposta se apresenta como uma iniciativa relevante e viável, capaz de promover o desenvolvimento de competências financeiras entre os estudantes e de contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes em relação ao uso responsável dos recursos financeiros, ampliando o impacto social das ações educativas desenvolvidas no âmbito da instituição. 
Ballet para todos: arte em movimento na E. M. Raimundo Eloy Resumo: O projeto Ballet para Todos visa promover inclusão social, desenvolvimento motor, autoestima e acesso à arte para os estudantes da Escola Municipal Raimundo Eloy Gomes da comunidade nas imediações do Instituto Federal de Roraima - IFRR/Campus Boa Vista Zona Oeste - CBVZO de baixa renda. A proposta consiste na oferta gratuita de aulas de balé clássico adaptado, realizadas semanalmente, com metodologia lúdica e inclusiva. O público-alvo será composto por crianças de 7 a 12 anos matriculadas na referida escola. Serão trabalhadas habilidades físicas, cognitivas e socioemocionais por meio da dança. A execução ocorrerá ao longo de quatro meses, com acompanhamento pedagógico, registros fotográficos e listas de freqüência, e culminando com uma aula imersiva com visitação e participação na PINK BALLET SCHOOL, que entrará como parceira nesse processo. Espera-se como resultado a melhoria da coordenação motora, disciplina, expressão corporal e interação social dos participantes, além de fortalecer o vínculo entre instituição e comunidade. O projeto contribuirá para a formação acadêmica dos estudantes extensionistas envolvidos e ampliará o acesso à cultura em territórios socialmente vulneráveis. Valerio Ramalho da Silva CBVZO Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00  Justificativa A arte é instrumento de transformação social, que possibilita o desenvolvimento integral do indivíduo. O ballet, enquanto linguagem artística e expressão corporal, promove disciplina, coordenação motora e de movimentos, consciência corporal e fortalecimento da autoestima, bem como desenvolve habilidades cognitivas, sociais, necessárias para o bom desenvolvimento intelectual.Em comunidades em situação de vulnerabilidade social, o acesso às atividades culturais e artísticas é limitado, o que restringe oportunidades de desenvolvimento socioemocional e cultural. Assim, o presente projeto propõe a oferta gratuita de aulas de ballet para crianças e adolescentes da comunidade, promovendo inclusão, cidadania e valorização cultural, oportunizando assim, momentos de trocas e vivências sociais positivas.Com isso, a implementação deste projeto contribuirá de forma significativa para democratizar o acesso à cultura e fortalecer políticas públicas de inclusão social. O impacto social inclui redução da ociosidade, estímulo e fortalecimento comunitário enquanto instituição.
Projeto: Raízes da Sabedoria – Horta Orgânica de Plantas Medicinais em Roraima O projeto Raízes da Sabedoria tem como proposta a implantação de uma horta orgânica de plantas medicinais no sul do estado de Roraima, no IFRR - Campus Novo Paraíso com o objetivo de preservar, registrar e valorizar os conhecimentos tradicionais relacionados ao uso terapêutico das plantas da região amazônica. A iniciativa busca integrar saberes populares, transmitidos principalmente por pessoas idosas da comunidade local e com o conhecimento científico de profissionais, como por exemplo, farmacêuticos, biólogos, agrônomos assim promovendo um espaço de aprendizagem colaborativa, sustentável e intergeracional.A proposta parte do reconhecimento de que o conhecimento tradicional sobre plantas medicinais constitui um patrimônio cultural imaterial, construído ao longo de gerações, que necessita ser valorizado, documentado e difundido. Ao mesmo tempo, o projeto pretende estimular práticas de cultivo orgânico, fortalecer a educação ambiental e contribuir para a promoção da saúde preventiva por meio do uso consciente e responsável das plantas medicinais. Monica Voss CNP Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 Roraima é um estado marcado por grande diversidade ambiental e riqueza cultural. Nesse contexto, a utilização de plantas medicinais faz parte da história e da identidade da população local, constituindo um saber tradicional transmitido oralmente entre gerações, especialmente por pessoas idosas que adquiriram experiência prática ao longo da vida. Muitas dessas práticas foram construídas a partir da observação da natureza e do uso cotidiano das plantas no cuidado com a saúde das famílias e das comunidades.Entretanto, com o avanço da urbanização, das tecnologias e das mudanças nos estilos de vida, parte desses conhecimentos tradicionais tem se perdido ao longo do tempo. A ausência de registros formais e a pouca valorização institucional colocam em risco a continuidade desse importante patrimônio cultural. Nesse sentido, torna-se fundamental desenvolver iniciativas que promovam a preservação e a valorização desses saberes, ao mesmo tempo em que se estabeleça um diálogo com o conhecimento técnico-científico.Além do aspecto cultural, o cultivo de plantas medicinais também apresenta grande relevância ambiental, social e educacional. A implantação e o incentivo ao cultivo dessas espécies, especialmente por meio de práticas orgânicas, contribuem para o estímulo à agricultura sustentável, sem o uso de agrotóxicos, além de promover a conscientização sobre a preservação da biodiversidade e o uso responsável dos recursos naturais. Essas iniciativas também fortalecem a autonomia das comunidades na produção de recursos naturais utilizados no cuidado com a saúde, ao mesmo tempo em que estimulam o trabalho coletivo e a valorização da cultura local.Do ponto de vista educacional, ações voltadas às plantas medicinais possibilitam a criação de espaços de aprendizagem prática, despertando o interesse dos jovens pela cultura regional, pela sustentabilidade e pela ciência. Ao promover a interação entre idosos, agricultores, estudantes e profissionais de diferentes áreas do conhecimento, como agronomia, biologia, enfermagem e farmácia, cria-se um ambiente de troca de saberes que valoriza o conhecimento ancestral e o integra às contribuições da ciência contemporânea.Nesse contexto, o uso de videoaulas surge como uma importante ferramenta para a disseminação de conhecimentos relacionados às plantas medicinais. Por meio dessa estratégia, torna-se possível ampliar o acesso à informação de qualidade, especialmente para pessoas que não têm acesso ao ensino presencial ou à assistência técnica especializada. As videoaulas permitem promover o diálogo entre o conhecimento empírico das comunidades rurais e o conhecimento técnico-científico desenvolvido no âmbito dos cursos técnicos e superiores oferecidos pelo IFRR/CNP, bem como o conhecimento de docentes e profissionais externos, como farmacêuticos, enfermeiros, biólogos e agrônomos.A integração entre esses diferentes saberes possibilita fortalecer práticas tradicionais relacionadas ao uso de plantas medicinais, ao mesmo tempo em que contribui para a difusão de orientações técnicas importantes, como a identificação correta das espécies, formas adequadas de cultivo, preparo, conservação e utilização segura dessas plantas e seus benefícios. Muitos produtores e moradores das comunidades rurais utilizam plantas medicinais em seu cotidiano, porém nem sempre dispõem de informações adequadas sobre seu manejo e uso correto, o que reforça a importância de ações educativas voltadas a esse tema.Dessa forma, o projeto tem como objetivo valorizar os saberes tradicionais das antigas gerações e promover a difusão de conhecimentos técnicos que auxiliem na identificação, cultivo sustentável, manejo e utilização adequada das plantas medicinais. Além disso, busca apoiar tanto aqueles que já utilizam essas plantas em suas propriedades quanto aqueles que desejam iniciar essa prática, mas ainda não sabem por onde começar.Os conteúdos produzidos abordarão temas relacionados ao cultivo, manejo, identificação botânica, preparo e utilização das plantas medicinais, sempre destacando a importância da troca de conhecimentos entre agricultores, moradores das comunidades e a instituição de ensino. O público-alvo do projeto é a comunidade em geral, considerando que os vídeos serão divulgados em redes sociais, ampliando o alcance das informações para todos aqueles interessados em conhecer mais sobre o uso e cultivo de plantas medicinais.Todos os participantes das gravações deverão assinar um termo autorizando o uso de suas imagens para divulgação nas plataformas digitais. Além de contribuir para a valorização dos saberes tradicionais, o projeto também permitirá que a comunidade conheça melhor as atividades desenvolvidas pelo IFRR/CNP, evidenciando o papel da instituição na formação de profissionais qualificados e no fortalecimento do desenvolvimento rural.Os vídeos permanecerão disponíveis nas redes sociais, possibilitando que estudantes e comunidade em geral tenham acesso contínuo aos conteúdos produzidos, bem como acompanhem iniciativas relacionadas à agricultura sustentável e ao uso responsável das plantas medicinais no estado de Roraima. 
Mãos que Criam, Comunidades que Prosperam: Artesanato Criativo, Empreendedorismo e Geração de Renda em Bonfim/RR O presente projeto de extensão tem como objetivo promover formação comunitária em produção artesanal, associada a noções de precificação e marketing, visando fortalecer a geração de renda, a valorização cultural e o empreendedorismo comunitário no município de Bonfim/RR. A proposta insere-se na área temática Cultura, com enfoque no artesanato como expressão da economia criativa e instrumento de inclusão produtiva. As atividades serão desenvolvidas por meio de oficinas práticas voltadas à produção de peças artesanais de baixo custo, incluindo pintura em panos de prato, confecção de chaveiros com miçangas, produção de bonecos de feltro utilizados como encostos de porta e elaboração de laços de cabelo a partir de retalhos de tecido. Além da formação técnica artesanal, serão abordados conteúdos relacionados à formação de preço, cálculo de custos e estratégias básicas de marketing e divulgação de produtos, com o objetivo de ampliar as possibilidades de comercialização das peças produzidas. A metodologia adotada baseia-se em oficinas participativas e na valorização dos saberes comunitários, articulando conhecimentos técnicos e experiências locais. Como culminância das atividades, será realizada uma exposição comunitária para apresentação dos produtos confeccionados durante o projeto. Espera-se que a iniciativa contribua para o fortalecimento da economia criativa local, para a geração de renda complementar e para o desenvolvimento de competências extensionistas por parte dos estudantes envolvidos. O projeto também se articula com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, especialmente aqueles relacionados à erradicação da pobreza, igualdade de gênero, trabalho decente e crescimento econômico, redução das desigualdades e valorização cultural. Tiago Santos Barreto Thomaz CAB Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 O artesanato constitui uma das manifestações mais tradicionais da cultura popular brasileira, desempenhando simultaneamente funções culturais, sociais e econômicas. Em territórios de menor diversificação produtiva, como municípios de fronteira amazônica, o artesanato frequentemente assume papel relevante como atividade geradora de renda complementar e mecanismo de inclusão produtiva.Contudo, a produção artesanal realizada em contextos comunitários apresenta frequentemente desafios estruturais relacionados à informalidade produtiva, à ausência de estratégias de comercialização e à falta de conhecimentos básicos de gestão, especialmente em relação à precificação e ao marketing de produtos.Nesse cenário, a economia criativa surge como alternativa relevante de desenvolvimento territorial. Conforme aponta a literatura especializada, atividades baseadas na criatividade, cultura e conhecimento podem gerar valor econômico e promover inclusão social (REIS, 2011).A presente proposta fundamenta-se na compreensão de que ações extensionistas devem promover uma interação dialógica entre instituição de ensino e sociedade, possibilitando a construção coletiva de conhecimentos e a transformação social. Nesse sentido, o projeto integra formação técnica em artesanato com noções básicas de gestão e empreendedorismo, ampliando as possibilidades de geração de renda e fortalecimento cultural da comunidade.Além disso, a proposta contribui para a formação prática da estudante extensionista do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública, cuja formação prevê competências relacionadas ao planejamento e execução de projetos voltados ao desenvolvimento local e regional.
Tecendo Redes: Unificação e Valorização Digital do Artesanato Tradicional de Roraima O projeto de extensão Tecendo Redes: Unificação e Valorização Digital do Artesanato Tradicional de Roraima propõe a criação e implementação de uma plataforma digital colaborativa voltada à valorização e comercialização do artesanato regional. A iniciativa busca fortalecer a relação entre o Instituto Federal de Roraima (IFRR) e a comunidade de artesãos locais por meio de ações de inclusão digital, capacitação e desenvolvimento tecnológico.A proposta consiste na construção de um ambiente virtual que funcione simultaneamente como vitrine cultural e canal de comercialização direta entre artesãos e consumidores, contribuindo para ampliar a visibilidade da produção artesanal roraimense e reduzir a dependência de feiras físicas como único meio de venda.O projeto será desenvolvido com base em metodologias participativas e dialógicas, envolvendo o mapeamento de artesãos, oficinas de formação em ferramentas digitais, registro fotográfico dos produtos e lançamento da plataforma online. A ação extensionista permitirá que estudantes do IFRR atuem diretamente na solução de demandas da comunidade, aplicando conhecimentos em tecnologia, comunicação e gestão social.Espera-se que, ao final da execução, artesãos participantes estejam aptos a utilizar ferramentas digitais para divulgação e venda de seus produtos, fortalecendo a economia criativa local e promovendo a preservação da identidade cultural regional. O projeto contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico e ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis. Marilda Vinhote Bentes CBV Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 O artesanato constitui uma importante expressão cultural e econômica em diferentes regiões do Brasil, especialmente em contextos amazônicos como o estado de Roraima. Além de representar uma fonte de renda para diversas famílias, a produção artesanal também carrega valores simbólicos, identitários e históricos que expressam os modos de vida e as tradições locais.Entretanto, muitos artesãos enfrentam dificuldades para ampliar seus mercados de venda e divulgar seus produtos além das feiras presenciais. A limitação de acesso às tecnologias digitais e às ferramentas de comércio eletrônico restringe a visibilidade da produção artesanal e reduz o potencial de geração de renda desse setor.Nesse contexto, iniciativas que integrem tecnologia, capacitação e organização coletiva tornam-se fundamentais para fortalecer a economia criativa local. Conforme discutem Leite e Sehnem (2018), o fortalecimento do artesanato depende da criação de redes colaborativas que integrem empreendedorismo, profissionalização e estratégias de gestão sustentável.A construção de uma comunidade digital de artesãos pode contribuir para superar essas limitações ao promover a articulação entre produtores, consumidores e instituições de ensino. A utilização das tecnologias da informação e comunicação permite ampliar a divulgação da produção artesanal, ao mesmo tempo em que fortalece a identidade cultural e os processos de organização coletiva (Silva & Silva, 2019).Nesse sentido, o presente projeto de extensão propõe aproximar o IFRR da comunidade local por meio de ações formativas e tecnológicas que possibilitem aos artesãos desenvolver competências digitais e ampliar suas oportunidades de comercialização. A iniciativa também contribui para a formação dos estudantes envolvidos, que terão a oportunidade de aplicar conhecimentos acadêmicos em situações reais de intervenção social.Além disso, o projeto dialoga diretamente com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, ao contribuir para a promoção do trabalho digno, do crescimento econômico sustentável e de práticas de produção e consumo responsáveis.
Teatro para quem nunca fez Teatro: sementes cênicas para jovens do interior. Projeto de extensão cultural que visa democratizar o acesso às artes cênicas através de uma oficina prática de iniciação teatral destinadas a estudantes do 9º ano de escolas públicas da Vila Novo Paraíso. Como desdobramento das aulas de Teatro oferecidas aos estudantes do ensino médio do Campus Novo Paraíso, o projeto será conduzido pela aluna bolsista e pela coordenadora durante o evento IFComunidade 2026, promovendo protagonismo juvenil e troca de experiências entre pares. Por meio de jogos teatrais, exercícios de expressão corporal e vocal, improvisação e criação coletiva, espera-se impactar diretamente 30 jovens na oficina e indiretamente cerca de 100 jovens. O projeto articula ensino (formação teatral do bolsista), extensão (oficina comunitária) e transformação social (inclusão cultural e democratização do acesso à arte teatral). Marisol Sousa da Cruz CNP Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 JUSTIFICATIVAConforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 1996), a Arte é componente curricular obrigatório em toda a educação básica. A Lei nº 13.278/2016 ampliou sua valorização ao especificar as linguagens artísticas: artes visuais, dança, música e teatro (§ 6º). Contudo, escolas do interior enfrentam dificuldades para implementar esse ensino com professores qualificados em cada linguagem específica, resultando em experiências generalistas que não atendem à legislação nem despertam interesse prático nos alunos.Na região Norte, especialmente em municípios como Novo Paraíso (Caracaraí/RR), o acesso às artes cênicas é ainda mais restrito. Dados do IBGE revelam que apenas 23,3% dos municípios brasileiros possuem teatros ou casas de espetáculos, com a região Norte apresentando os menores índices de cinemas, museus e espaços teatrais (SIIC-IBGE). Essa desigualdade regional perpetua a exclusão cultural de jovens de áreas rurais. No âmbito educacional, conforme Censo da Educação Básica/Inep (2022) a região Norte é uma das que possui menor quantitativo de professores de Teatro. Neste contexto, o projeto atua como política de democratização cultural, oferecendo uma experiência teatral gratuita e de qualidade a alunos do 9º ano de escolas municipais de Caracaraí. A vivência prática desenvolve habilidades essenciais — expressão corporal, criatividade, colaboração e pensamento crítico —, integrando princípios artísticos, mas que também podemos considerar científicos por meio da prática da observação, experimentação e análise, atividades próprias da prática teatral. Com isso a vivência teatral se justifica pela prática artística e criativa, mas também pela amplitude da visão sobre si e o mundo, expandindo horizontes em relação com outras áreas do conhecimento.Como extensão das aulas de Teatro do ensino médio do campus, o projeto promove o protagonismo do bolsista como multiplicador, desenvolvendo competências de mediação pedagógica, planejamento e liderança. A parceria com o IFComunidade 2026 consolida a função social do IFRR, fortalecendo redes entre educação federal, municipal e comunidade. Viabilidade plena: utiliza recursos acessíveis como infraestrutura existente (sala ampla do campus), equipe experiente com alunas bolsista e voluntária participantes do Núcleo de Arte e Cultura, professora coordenadora com experiência teatral consolidada e formação em Licenciatura em Teatro. Atende a Política de Extensão do IFRR promovendo interação dialógica, formação estudantil e transformação social, em sintonia com políticas públicas de educação e cultura.
Conhecendo o CBV Este projeto tem como objetivo oferecer uma oficina de eletricidade básica para estudantes dos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental da rede pública da cidade de Boa Vista-RR, com a finalidade de apresentar conceitos introdutórios da área e proporcionar o primeiro contato com o curso técnico em Eletrotécnica.A proposta visa despertar o interesse dos alunos pelas áreas técnicas e tecnológicas, por meio de atividades práticas e dinâmicas, como noções de corrente elétrica, tensão, segurança em instalações, montagem de circuitos simples e uso correto de ferramentas básicas. As atividades serão conduzidas de forma acessível, priorizando a aprendizagem ativa e a experimentação.Além de contribuir para a ampliação do conhecimento científico, o projeto busca auxiliar os estudantes no processo de escolha profissional, apresentando as possibilidades de formação e atuação no campo da Eletrotécnica. Ao final da oficina, espera-se que os participantes compreendam os princípios básicos da eletricidade e conheçam a estrutura e as oportunidades oferecidas pelo curso técnico.O projeto também fortalece o vínculo entre a instituição ofertante e a comunidade escolar, promovendo orientação vocacional e incentivando a continuidade dos estudos na educação profissional e tecnológica. Mauricio Braga Thomaz CBV Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 A oferta da oficina de eletricidade básica justifica-se pela necessidade de proporcionar aos estudantes dos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental um contato prévio e mais consciente com o curso técnico em Eletrotécnica. Observa-se que parte dos alunos que ingressam nesse curso o fazem sem conhecer de forma clara sua proposta pedagógica, os conteúdos abordados, as atividades práticas desenvolvidas e as possibilidades de atuação profissional.Essa falta de informação pode gerar expectativas desalinhadas, dificuldades de adaptação e, em alguns casos, frustração ou desmotivação ao longo da formação. Muitos estudantes descobrem somente após o ingresso que o curso exige afinidade com áreas como matemática, física, raciocínio lógico e atividades técnicas específicas, o que pode impactar sua permanência e desempenho.Dessa forma, a oficina pretende atuar de maneira preventiva e orientadora, apresentando noções básicas da área, a rotina do curso e suas aplicações práticas, permitindo que os estudantes conheçam melhor a proposta antes de optarem por essa formação. Ao vivenciarem experiências introdutórias, os alunos poderão refletir sobre seus interesses, habilidades e expectativas, realizando uma escolha mais consciente e alinhada ao seu perfil.Assim, o projeto contribui para reduzir índices de evasão, aumentar a motivação dos futuros ingressantes e fortalecer o processo de orientação profissional, promovendo decisões mais seguras e satisfatórias quanto à trajetória acadêmica e profissional.Outro ponto importante a ser destacado é a possibilidade do estudante bolsista poder colocar em prática seus conhecimentos em eletricidade básica na preparação dos experimentos, na elaboração do material visual, participar das tomas de decisão para escolha dos experimentos, acompanhar o coordenador do projeto nas escolas nos dias em que não tiver aulas e ter a vivência profissional e participação ativa em todo o processo de planejamento, execução e prestação de contas. O estudante durante o ano de 2025 demonstrou interesse em participar de projetos institucionais e nesta fase de sua formação, familiarizado com a dinâmica de funcionamento do curso e após ter concluído com êxito o componente curricular de eletricidade básica mostra-se apto a desenvolver as atividades propostas.O Projeto Político Pedagógico do Curso Técnico em Eletrônica Integrado ao Ensino Médio, o qual o estudante está matriculado prevê a possibilidade da participação em programas e projetos institucionais serem aproveitados como atividades profissionais e esta oportunidade será de grande valia para o aprendizado e integralização com êxito do seu curso em andamento. O estudante selecionado apresenta habilidades e conhecimentos prévios na área de eletricidade necessários, além de pró-atividade e iniciativa. O mesmo é de naturalidade venezuelana e acreditamos que o projeto vem de encontro à promoção do acolhimento e inclusão. 
Cooperativa-Escola Indígena: Formação em Cooperativismo, Gestão e Beneficiamento de Produtos Agroextrativistas no Campus Amajari O projeto "Cooperativa-Escola Indígena" propõe a criação de um embrião de cooperativa no âmbito do IFRR – Campus Amajari, em diálogo com as comunidades indígenas da região. A iniciativa surge da necessidade de fortalecer a organização produtiva e a geração de renda de povos indígenas e agricultores familiares do município, que enfrentam dificuldades de comercialização e dependência de atravessadores.Com duração de três meses e investimento de R$ 2.100,00 (bolsa para estudante extensionista), o projeto tem como objetivos: realizar diagnóstico participativo das potencialidades produtivas locais; ofertar oficinas formativas sobre cooperativismo, gestão de empreendimentos coletivos e beneficiamento de produtos; elaborar, de forma coletiva, um pré-projeto de estatuto social e plano de negócios simplificado; e estabelecer parcerias com a COOPAM/IFSULDEMINAS, referência nacional em cooperativas-escola.A metodologia articula visitas às comunidades, rodas de conversa com lideranças indígenas e oficinas temáticas no Centro Regional de Educação Indígena de Amajari "Noemia Peres" (CREIANP), integrando saberes tradicionais e conhecimento técnico-científico. Os resultados esperados incluem o diagnóstico das cadeias produtivas locais, a formação de multiplicadores em cooperativismo, a produção de cartilha bilíngue e a apresentação dos resultados no Fórum de Integração do IFRR, contribuindo para a autonomia econômica, a valorização da cultura indígena e o fortalecimento da extensão no território. Alessandro Teixeira Chaves CAM Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 O município de Amajari, localizado no estado de Roraima, caracteriza-se pela expressiva presença de comunidades indígenas de diferentes etnias, como Macuxi, Wapichana, Taurepang e Yanomami, além de agricultores familiares e imigrantes venezuelanos em situação de vulnerabilidade social. Essas comunidades possuem tradição no cultivo de produtos agrícolas e no extrativismo, com destaque para a produção de frutas (banana, cupuaçu, açaí), mandioca e derivados, mel e artesanato. No entanto, a comercialização desses produtos enfrenta desafios estruturais: ausência de organização coletiva formal, dificuldades de acesso a mercados, baixo valor agregado e dependência de atravessadores, que comprometem a geração de renda e a autonomia econômica das famílias.Paralelamente, o Instituto Federal de Roraima – Campus Amajari possui estrutura produtiva, laboratórios, área experimental e corpo técnico qualificado que podem apoiar o fortalecimento das cadeias produtivas locais. A instituição tem trajetória consolidada na oferta de cursos voltados à inclusão social, como o Programa Mulheres Mil, aulas de reforço, português para imigrantes venezuelanos, espanhol para atendimento ao público e História de Roraima para vestibulares, demonstrando compromisso com o desenvolvimento territorial e a valorização da diversidade cultural.Apesar desse potencial, não há, no âmbito do Campus Amajari ou nas comunidades do entorno, uma experiência estruturada de organização cooperativa que articule a formação técnica dos estudantes com o fortalecimento socioeconômico das populações locais. A criação de uma cooperativa-escola surge, portanto, como resposta a essa lacuna, propondo um modelo inovador que integra ensino, pesquisa e extensão, em diálogo com os saberes tradicionais e as formas de organização comunitária dos povos indígenas.A relevância social do projeto justifica-se por múltiplas dimensões:a) Econômica: A organização cooperativa pode fortalecer a agricultura familiar e indígena, garantindo maior poder de negociação, agregação de valor aos produtos e acesso a mercados institucionais (PNAE, PAA) e feiras locais, contribuindo para a geração de renda e a redução das desigualdades.b) Educacional: O projeto proporcionará aos estudantes do IFRR (bolsista e voluntários) uma vivência prática em cooperativismo, gestão, economia solidária e interação com comunidades tradicionais, em consonância com as diretrizes da extensão: indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; interdisciplinaridade; interação dialógica; impacto na formação do estudante; e impacto na transformação social.c) Institucional: O IFRR tem manifestado interesse na criação de cooperativas-escola, com discussões em andamento envolvendo a Pró-Reitoria de Extensão e o Campus Novo Paraíso, contando inclusive com apoio do IFSULDEMINAS, referência nacional nessa área. Este projeto contribui para materializar essa iniciativa no Campus Amajari, alinhado às políticas institucionais de extensão e inovação.d) Cultural e identitária: Ao valorizar os saberes tradicionais, as formas de organização comunitária e o protagonismo dos povos indígenas, o projeto fortalece a autoestima, a identidade cultural e o sentimento de pertencimento dos participantes, promovendo o diálogo intercultural e o respeito à diversidade.e) Alinhamento com os ODS: A proposta está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, especialmente: ODS 4 (Educação de Qualidade), ao promover educação inclusiva e equitativa; ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), ao incentivar o empreendedorismo e a organização produtiva; e ODS 10 (Redução das Desigualdades), ao contribuir para a inclusão social, econômica e política de povos indígenas e populações vulneráveis.O projeto parte de demanda externa identificada junto às comunidades indígenas do entorno do Campus Amajari, manifestada em diálogos preliminares com lideranças locais, que apontaram a necessidade de apoio à organização produtiva e à comercialização. Essa demanda foi corroborada por experiências exitosas de cooperativas escolares em outras instituições federais, como a COOPAM no IFSULDEMINAS, em funcionamento desde 1982, que demonstra a viabilidade e os benefícios desse modelo para a formação dos estudantes e o desenvolvimento comunitário.A exequibilidade do projeto é garantida pela infraestrutura já disponível no Campus Amajari (salas de aula, transporte institucional, área experimental, laboratórios), pela experiência da equipe em ações de extensão com populações vulneráveis, e pelas parcerias já estabelecidas com lideranças indígenas, escolas locais e instituições como a COOPAM/IFSULDEMINAS e a Embrapa Roraima.Por fim, o projeto representa uma resposta concreta e transformadora aos desafios enfrentados pelas comunidades indígenas e agricultores familiares de Amajari, plantando as sementes de um modelo de desenvolvimento solidário, sustentável e culturalmente referenciado, que poderá, no futuro, ser incubado e ampliado com o apoio de políticas públicas e programas institucionais.
IFRR Acolhe: Do Espanhol ao Português Os imigrantes que chegam ao Brasil deparam-se com uma realidade linguística e cultural totalmente diferente daquela em que viviam. Agora, é preciso conhecer uma nova cultura e nova língua. Essa aprendizagem oportuniza os imigrantes e possibilita sua entrada no mercado de trabalho. Atendendo a essa demanda, a Política de Extensão do IFRR, ao desenvolver atividades direcionadas às comunidades, objetiva questões sociais. Dessa forma, o objetivo deste projeto é proporcionar conhecimentos básicos da Língua Portuguesa, a partir de trocas de experiências entre estudantes do IFRR – Campus Amajari e imigrantes residentes da sede do Município de Amajari. A metodologia aplicada consistirá em aulas que ocorrerão nas instalações da Escola Municipal Iêda da Silva Amorim, em horário noturno, às segundas e terças-feiras, das 19h às 20h30min. Em um primeiro momento serão realizados os encontros para o planejamento das atividades que ocorrerão no decorrer do curso, assim como o processo de matrículas. As aulas serão ministradas em forma de conversação e produção escrita, criando contato com o Português, através de dinâmicas, produções escritas, apresentação de trabalhos em grupos, grupos de estudo. Em um segundo momento ocorrerá a escrita de pequenos textos narrativos em língua portuguesa. A terceira etapa será a apresentação temática de um aspecto da cultura brasileira. Espera-se que haja uma abertura de possibilidades de trabalho para os imigrantes, ao apresentarem um certificado emitido pelo Instituto Federal, e como se trata de um projeto que apresenta cunho social relevante, pretende-se a inserção dos imigrantes nos grupos sociais da Vila Brasil. Jose Vilson Martins Filho CAM Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 A política de extensão do IFRR objetiva apresentar atividades voltadas às comunidades do entorno dos Campi, proporcionando cursos de qualidade, objetivando temáticas direcionadas a questões sociais. Neste sentido, o Projeto IFRR Acolhe: Do Espanhol ao Português constitui o conjunto de ações planejadas e executadas pelo Campus Amajari, visando levar o conhecimento a comunidades e promovendo integração e parceria entre imigrantes e brasileiros, familiarizando aqueles com a língua portuguesa, que vai se tornar a língua diária com a qual eles terão contato.
Projeto Adubação e Compostagem na Agricultura Familiar   O projeto Adubação e Compostagem na Agricultura Familiar tem como objetivo promover o desenvolvimento rural sustentável por meio da capacitação de agricultores familiares em práticas de adubação orgânica e compostagem, com ênfase no reaproveitamento de resíduos orgânicos como estratégia para melhoria da fertilidade do solo e redução de impactos ambientais. Desenvolvido no âmbito da disciplina de Extensão e Desenvolvimento Rural Sustentável do IFRR, o projeto contará com a participação de estudantes, que atuarão como mediadores no processo de troca de conhecimentos entre a instituição e a comunidade. As ações serão realizadas por meio de visitas técnicas e orientações práticas, demonstrando técnicas de manejo de resíduos orgânicos e produção de compostos e biofertilizantes. O projeto também busca enfrentar o problema do desperdício de alimentos e da gestão inadequada de resíduos, utilizando cascas de alimentos do restaurante institucional e outros resíduos orgânicos para a produção de adubo. Com duração prevista de três meses, a iniciativa pretende fortalecer a agricultura familiar regional, estimular práticas produtivas sustentáveis e contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável) e o ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis), ao incentivar o reaproveitamento de resíduos e a produção agrícola ambientalmente responsável.Palavras-chaves: Agricultura familiar; Compostagem; Economia circular.  Deiyse Alves Silva CNP Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00  JustificativaO Estado de Roraima apresenta significativa carência de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). Dados do IBGE indicam que mais de 86% dos estabelecimentos agropecuários do estado não recebem esse tipo de acompanhamento técnico (Peixoto, 2020). Nesse contexto, muitos produtores rurais enfrentam desafios relacionados aos altos custos de insumos agrícolas, à baixa disponibilidade de orientação técnica e aos impactos ambientais decorrentes do uso contínuo de fertilizantes químicos, o que pode contribuir para a degradação da estrutura do solo, redução da matéria orgânica e diminuição da biodiversidade edáfica.Diante dessa realidade, o presente projeto propõe a capacitação de agricultores familiares em práticas de adubação orgânica e compostagem, enfatizando o reaproveitamento de resíduos orgânicos como alternativa sustentável e de baixo custo para melhoria da fertilidade do solo e redução da dependência de insumos externos. A compostagem, amplamente reconhecida na literatura técnico-científica como uma tecnologia apropriada para o manejo de resíduos orgânicos (Kiehl, 2010), contribui para o aumento do teor de matéria orgânica do solo, melhoria da retenção de água e maior estabilidade estrutural, fatores essenciais para a sustentabilidade dos sistemas produtivos (Primavesi, 2002).Além disso, o projeto também responde ao problema do desperdício de alimentos e da gestão inadequada de resíduos orgânicos, ao incentivar a transformação desses materiais em insumos agrícolas de valor agronômico, promovendo educação ambiental e práticas produtivas mais responsáveis. Dessa forma, a iniciativa contribui para a redução de impactos ambientais associados ao descarte inadequado de resíduos, ao mesmo tempo em que fortalece a autonomia produtiva da agricultura familiar.No âmbito institucional, a proposta reforça o princípio da indissociabilidade entre ensino e extensão, característico da educação profissional e tecnológica. A participação dos estudantes nas atividades extensionistas possibilita a aplicação prática dos conhecimentos construídos em sala de aula, estimulando o protagonismo estudantil e o desenvolvimento de competências técnicas, sociais e ambientais. Assim, o projeto apresenta relevância social, ambiental e pedagógica, contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar e para a promoção de práticas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à agricultura sustentável, ao consumo responsável e à gestão adequada de resíduos. 
Capacitação de Produtores Rurais do sul do estado de Roraima para Geração de Renda por Meio do Aproveitamento de Resíduos da Banana O projeto propõe a implementação de ações extensionistas voltadas ao reaproveitamento de resíduos provenientes da cadeia produtiva da banana dos municípios de Caroebe e São João da Baliza, pois esses são os maiores produtores de banana do estado de Roraima. Com foco na transformação de resíduos agroindustriais em alimentos sustentáveis e de valor agregado. A iniciativa será desenvolvida em parceria com a associação APRUBERS (Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Banana do Entre Rios Sul), em torno de 30 famílias associadas, e ASPROBAN (Associação dos produtores rurais de banana do Travessão da Vicinal 35) em torno de 25 famílias associadas, que são associações de produtores rurais que atuam na bananicultura, promovendo capacitação técnica, inovação produtiva e fortalecimento da economia local e interação entre a comunidade externa com o IFRR/ Campus Novo Paraíso. Monica Voss CNP Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 O Brasil ocupa a quarta posição entre os maiores produtores de bananas do mundo, com produção aproximada de 7 milhões toneladas em 2023 (CAMPOS et al., 2023), além de apresentar o maior consumo per capita.  No estado de Roraima, a produção se concentra principalmente na região sul do estado e, assim como em outros regiões produtivas, enfrenta um problema recorrente de desperdício desse fruto. Neste sentido, essa cadeia produtiva gera grande volume de resíduos orgânicos, como cascas e/ou frutos fora do padrão comercialmente aceito, que frequentemente são descartados de forma inadequada, ocasionando impactos ambientais e perdas econômicas. Paralelamente, pequenos produtores enfrentam desafios relacionados à baixa agregação de valor, sazonalidade da renda e limitação de acesso a tecnologias sustentáveis.As associações APRUBERS e ASPROBAN ressaltam a necessidade de soluções técnicas acessíveis que promovam aproveitamento integral da produção, redução de desperdícios e diversificação de produtos comercializáveis. Nesse contexto, o reaproveitamento de resíduos para produção de alimentos representa uma estratégia sustentável, de baixo custo e alto impacto socioeconômico.A proposta fortalece políticas públicas de desenvolvimento rural sustentável, segurança alimentar e economia solidária, promovendo inclusão produtiva e inovação social no meio rural. Ao mesmo tempo, proporciona formação prática e cidadã aos estudantes extensionistas, integrando conhecimentos técnicos à realidade social. Assim, o projeto consolida a função social do IFRR ao estabelecer diálogo transformador com a comunidade, estimulando soluções sustentáveis baseadas na economia circular e na valorização de saberes locais.A proposta fundamenta-se nos princípios da economia circular e da sustentabilidade, reduzindo desperdícios, ampliando a vida útil de matérias-primas e promovendo alternativas de geração de renda e empreendedorismo local. As ações incluem diagnóstico produtivo, oficinas de processamento de resíduos (cascas, fibras e biomassa verde), desenvolvimento de formulações alimentícias e estratégias de comercialização solidária.O projeto está alinhado à Agenda 2030, especialmente aos objetivos de Desenvolvimento Sustentável listados abaixo:ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável (o projeto fortalece a agricultura sustentável ao promover o aproveitamento integral da banana e de seus subprodutos, ampliando a oferta de alimentos nutritivos, reduzindo perdas na cadeia produtiva e contribuindo para a segurança alimentar);ODS 3 – Saúde e Bem-Estar (iniciativa estimula práticas seguras de processamento de alimentos, fomenta o consumo de produtos naturais e nutritivos derivados da banana e contribui para a melhoria da qualidade de vida dos produtores e consumidores);ODS 4 – Educação de Qualidade (por meio da extensão dialógica, o projeto promove formação técnica e cidadã de estudantes e produtores rurais, integrando saberes científicos e conhecimentos tradicionais em processos educativos participativos);ODS 5 – Igualdade de Gênero (as ações incentivam a participação ativa de mulheres nas atividades produtivas, no beneficiamento de alimentos e na gestão associativa, fortalecendo autonomia econômica e protagonismo feminino no meio rural);ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico (a proposta impulsiona a geração de renda e o fortalecimento produtivo da agricultura familiar por meio da agregação de valor a resíduos agroindustriais e do estímulo ao empreendedorismo rural sustentável);ODS 10 – Redução das Desigualdades (inclusão produtiva e fortalecimento comunitário);ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis (o projeto implementa práticas de gestão eficiente de resíduos da bananicultura, transformando descartes em insumos alimentícios e aplicando os princípios da economia circular na produção rural);ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima (a redução do desperdício orgânico e o melhor aproveitamento de recursos naturais contribuem para a mitigação de impactos ambientais e para sistemas produtivos de menor pegada ecológica)ODS 15 – Vida Terrestre (a valorização de práticas agroecológicas e o manejo adequado de resíduos favorecem a conservação do solo, a redução da poluição e a promoção da saúde dos ecossistemas terrestres locais).
Paleta Amazônica: educação comunitária sobre pigmentos e tintas naturais RESUMOProjeto interdisciplinar em Arte e Ciência que investiga a produção de pigmentos naturais a partir de elementos amazônicos — folhas, frutos, cascas e solos (argilas coloridas) — coletados no entorno do Campus Novo Paraíso. A ação será desenvolvida por meio de oficina de extensão, conduzida por aluno bolsista e destinada ao público externo participante do evento IFComunidade, com o objetivo de promover a troca de saberes sobre técnicas sustentáveis de extração de pigmentos laca, aplicadas a experimentações artísticas. Espera-se impactar direta e indiretamente aproximadamente 100 pessoas, fortalecendo os vínculos institucionais com a comunidade local, valorizando o patrimônio natural amazônico e estimulando o protagonismo estudantil na difusão de conhecimentos artísticos e científicos. Marisol Sousa da Cruz CNP Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 JUSTIFICATIVAA região amazônica de Roraima possui rica biodiversidade com potencial para produção de pigmentos naturais, mas há pouca apropriação cultural e científica pela comunidade local, especialmente em áreas rurais próximas ao Campus Novo Paraíso.Este projeto surge como possibilidade de divulgação científica e formação através do programa IFComunidade, com uma oficina educativa que promovam tanto o desenvolvimento cultural quanto a apropriação de conhecimentos científicos.A proposta articula duas áreas fundamentais do conhecimento: Arte (estudo das cores, extração e utilização do pigmento laca e valorização cultural) e Ciência (análise química de solos e plantas, sustentabilidade ambiental), promovendo a formação integral do estudante bolsista (que já domina a técnica de extração de pigmentos laca) através do protagonismo na condução das atividades extensionistas. Simultaneamente, contribui para a inclusão social com a propagação, troca e democratização de saberes.A viabilidade do projeto é garantida pelo acesso direto a recursos naturais gratuitos disponíveis no entorno do campus, pela expertise da equipe executora nas áreas de Arte e Ciências Naturais, e pelo apoio institucional através das estruturas do programa IFComunidade.Além dos benefícios educacionais diretos, o projeto contribui significativamente para: Preservação e valorização de saberes regionais relacionados ao uso de pigmentos naturais; Fortalecimento da sustentabilidade ambiental através da promoção de técnicas artísticas ecologicamente responsáveis; Articulação com políticas públicas de educação profissional e inclusão social no entorno do campus; Aproximação entre o IFRR e a comunidade rural, consolidando a função social da instituição.
Oficina de Instalações Elétricas Residenciais para Mulheres O projeto propõe a oferta de uma Oficina de Instalações Elétricas Residenciais para 30 mulheres das comunidades interna e externa, com foco na formação técnica básica, segurança em serviços elétricos e incentivo ao empreendedorismo, contribuindo para a redução das desigualdades de gênero no setor elétrico. A iniciativa integra ensino, extensão e formação cidadã, com participação de bolsista extensionista. A metodologia inclui diagnóstico inicial, palestra teórica sobre eletricidade e segurança, oficinas práticas supervisionadas de instalações elétricas básicas e avaliação formativa das atividades. Espera-se atingir ao menos 75% de conclusão das participantes, fomentar o empreendedorismo individual e fortalecer o papel social do IFRR na promoção da equidade de gênero e do desenvolvimento regional sustentável. Lucielen Nunes Barroso Nascimento CBV Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 A presença feminina no setor elétrico ainda é reduzida devido a vários fatores, sendo reflexo de barreiras históricas, culturais e estruturais que limitam o acesso das mulheres às áreas técnicas. Em comunidades socialmente vulneráveis, essa realidade é ainda mais evidente, resultando em menor autonomia financeira e dependência econômica (SOUZA, 2025). Este projeto tem relevância social por promover inclusão produtiva e igualdade de gênero, além de contribuir para a segurança das instalações elétricas domiciliares. No âmbito acadêmico, fortalece a formação dos estudantes bolsistas e voluntários ao proporcionar vivência prática, desenvolvimento de responsabilidade social e aplicação dos conhecimentos técnicos.Neste contexto, a oferta de uma Oficina de Instalações Elétricas Residenciais para Mulheres atende a uma demanda social concreta: ampliar oportunidades de qualificação técnica, incentivando as mulheres a se qualificarem nessa área, de modo que impactem na geração de renda e autonomia financeira, além de contribuir para a equidade de gênero no setor elétrico, como citado anteriormente. A proposta é viável, pois contará com laboratório institucional, equipe qualificada e apoio docente para mobilização das participantes.
Conscientização em Saúde O presente projeto de extensão tem como objetivo promover ações educativas em saúde voltada à conscientização com foco em prevenção da gravidez na adolescência e combate ao uso de álcool e outras drogas entre estudantes do 9º ano do Colégio Estadual Militarizado Ovidio Dias de Souza - Cem XXV localizada na Vila Brasil, município de Amajari–RR. A proposta será executada ao longo de três meses, envolvendo inicialmente 67 estudantes distribuídos em três turmas, sob coordenação/supervisão da Enfermeira do IFRR Campus Amajari e execução direta de uma aluna bolsista e uma bolsista voluntária.Inicialmente será aplicado um questionário diagnóstico para avaliar o nível de conhecimento dos estudantes acerca das temáticas abordadas. Posteriormente, serão realizadas rodas de conversa, palestras educativas e atividades interativas, como quizzes e dinâmicas participativas, visando esclarecer dúvidas e estimular o pensamento crítico e a tomada de decisões conscientes. Ao final, será reaplicado o mesmo questionário para que seja medido o conhecimento que foi adquirido durante a execução das atividades. O projeto busca fortalecer a educação em saúde no ambiente escolar, contribuindo para a formação integral dos adolescentes e para a redução de vulnerabilidades sociais e comportamentais que estão presente na localidade. Bruna Pereira da Silva CAM Em execução 2026-04-08T00:00:00 2026-07-08T00:00:00 A adolescência constitui um período marcado por intensas transformações biológicas, emocionais e sociais, sendo também uma fase de maior exposição a comportamentos de risco, como gravidez precoce e uso de substâncias psicoativas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE) indicam que, no Brasil, a taxa de fecundidade entre adolescentes de 15 a 19 anos permanece significativa, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde fatores socioeconômicos, desigualdades educacionais e dificuldades de acesso à informação em saúde ampliam situações de vulnerabilidade social. Informações do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC/DATASUS) demonstram que ainda ocorrem milhares de nascimentos anuais em mães adolescentes, evidenciando desafios relacionados à educação sexual, ao acesso aos serviços de saúde e ao diálogo familiar.Além disso, estudos nacionais apontam que o consumo de álcool frequentemente se inicia ainda na adolescência, estando associado à influência social, curiosidade e à ausência de espaços seguros de diálogo e orientação qualificada. O uso precoce de álcool e outras drogas pode ocasionar prejuízos ao desenvolvimento físico, emocional e cognitivo, além de aumentar a exposição a situações de violência, evasão escolar e comportamentos de risco.Nesse contexto, a escola configura-se como espaço estratégico para ações de promoção da saúde e prevenção de agravos, permitindo a construção coletiva do conhecimento por meio do diálogo, da escuta ativa e da valorização das experiências juvenis. A realização de ações educativas voltadas à conscientização em saúde contribui para o fortalecimento da autonomia dos adolescentes e para o desenvolvimento de habilidades que favoreçam escolhas responsáveis.O presente projeto também se alinha ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (ODS 3) da Organização das Nações Unidas, que visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. Entre suas metas destacam-se a promoção da saúde mental, a prevenção do abuso de substâncias, a redução da mortalidade materna e o acesso universal à informação e aos serviços de saúde sexual e reprodutiva.
Ciência na rua: Divulgando a Aquicultura O Estado de Roraima tem enfrentado diversos desafios relacionados à degradação ambiental, especialmente no que diz respeito aos corpos d'água e sua fauna. Com o intuito de alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pelos países membros da ONU e de acordo com a missão do IFRR-CNP, este projeto tem como objetivo principal promover ações itinerantes em espaços públicos de 5 municípios do sul de Roraima, por meio da divulgação da aquicultura como atividade sustentável para produção de prteína animal de qualidade, visando a educação e a sensibilização ambiental para um público diversificado, abrangendo todas as faixas etárias e classes sociais. Serão realizadas atividades que incluem apresentação de pitch's e exposição de coleções biológicas em praças públicas, contribuindo não apenas para a formação dos estudantes que fazem parte da equipe, mas também para a abordagem interdisciplinar dos temas relacionados ao meio ambiente. A longo prazo, espera-se que essas ações contribuam para o fortalecimento  da aquicultura, por meio da extensão rural, além de contribuir com a conscientização e a preservação ambiental na região. Ellano Jose da Silva CNP Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 Direito à educação e papel do IFRR-CNP no Sul de RoraimaO Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR) tem como visão se tornar referência na região amazônica como agente de transformação social por meio do ensino, pesquisa, extensão e inovação. Nesse contexto, o presente projeto "Ciência na Rua" busca preencher uma lacuna ao levar educação ambiental de forma acessível e interativa para as comunidades. Utilizando um museu itinerante, o projeto aproxima-se das pessoas em seu próprio ambiente, facilitando o acesso à informação e possibilitando a interação direta com as coleções biológicas de organismos aquáticos.As atividades de comunicação e divulgação científica envolvem diferentes públicos, aumentando a conscientização, o apoio e a participação na ciência, além de influenciar as escolhas educacionais e profissionais. Essas atividades proporcionam uma experiência divertida, prática e emocionante da ciência para crianças, professores e pais, estimulando o interesse e promovendo a ciência como uma opção de carreira e área de pesquisa. Elas incluem visitas a escolas, demonstrações, eventos científicos públicos, como palestras e exposições, e a participação de cientistas em debates mediados por institutos de pesquisa, departamentos acadêmicos e instituições de ensino.Comunicar a ciência de forma eficaz para diversos públicos é essencial para aumentar a compreensão pública e o conhecimento científico. Essas iniciativas científicas impulsionam o desenvolvimento de sociedades baseadas no conhecimento. Além disso, as atividades de divulgação visam combater a diminuição do interesse por cursos em instituições de ensino técnico e superior (McCauley et al., 2006). Portanto, é fundamental investir recursos significativos na promoção do desenvolvimento científico, conectando a educação e o conhecimento com o crescimento e a prosperidade nacionais (Beetlestone et al., 1998, McCauley et al., 2006 e Edwards, 2004).A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 205, estabelece a educação como um direito de todos:“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”Apesar de ter sido publicada em 1988, o incentivo à educação se torna cada vez mais necessário, especialmente no mundo moderno, onde a informação é obtida rapidamente por meio de redes e mídias sociais que, muitas vezes, transmitem informações falsas, resultando em múltiplos transtornos para a sociedade.Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS)A Organização das Nações Unidas (ONU), composta por 193 países, incluindo o Brasil, assumiu o compromisso de adotar a "Agenda Pós-2015", considerada uma das mais ambiciosas da história da diplomacia internacional. Através dessa agenda, as nações se empenharão em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os ODS constituem um plano de ação global que visa erradicar a pobreza extrema e a fome, proporcionar educação de qualidade ao longo da vida para todos, proteger o planeta e promover sociedades pacíficas e inclusivas até o ano de 2030.Esses objetivos são baseados nos compromissos estabelecidos para crianças e adolescentes nas áreas de pobreza, nutrição, saúde, educação, água, saneamento e igualdade de gênero, que já faziam parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, predecessores dos ODS (UNICEF, 2023).Dentre os ODS, o presente projeto contempla dois:i) Educação de qualidade - Garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos; ii) Vida na água - Aumentar o conhecimento científico e desenvolver capacidades de pesquisa.A educação ambiental tem sido cada vez mais valorizada como ferramenta para conscientização e conservação do meio ambiente. Nesse sentido, é importante destacar a relevância dos organismos aquáticos como objeto de ensino e aprendizagem no contexto ambiental, uma vez que despertam grande interesse da população em geral. Degradação dos ambientes aquáticos em RoraimaO estado de Roraima, pertencente à Amazônia Legal, vem enfrentando problemas sérios relacionados à degradação ambiental. O desmatamento vem aumentando rapidamente, especialmente devido ao avanço do agronegócio não sustentável, à grilagem de terras, ao roubo de madeira e ao garimpo ilegal.Roraima possui grande abundância de recursos hídricos, sendo o rio Branco o principal tributário de sua rede de drenagem, formado pela confluência dos rios Uraricoera e Tacutu. O rio Branco deságua no rio Negro, seu maior afluente (CARVALHO; MORAIS, 2014). No entanto, o processo de urbanização em Roraima apresenta algumas peculiaridades. O estado experimentou um crescimento populacional explosivo devido às migrações decorrentes do garimpo nas décadas de 1970 e 1980, resultando em um rápido e caótico processo de ocupação humana, principalmente em sua capital. Mesmo com a diminuição da ocupação humana após o fechamento dos garimpos, o crescimento populacional ainda é significativo (IBGE, 2010; FALCÃO et al., 2012; JUNIOR & JUNIOR, 2018).A rápida urbanização em Roraima representa uma ameaça aos recursos hídricos locais, o que pode resultar em danos significativos aos organismos aquáticos, incluindo contaminação e até mesmo extinção. No entanto, as políticas públicas estaduais voltadas para a proteção desses recursos são incipientes e apresentam diversas lacunas. Roraima foi o último estado brasileiro a implementar a Política Estadual de Recursos Hídricos, com base na Lei 9.433/97 (TOSCANO; SILVA, 2012; TOZI; MASCARENHAS; PÓLEN, 2018). Essa falta de medidas adequadas para lidar com os impactos da urbanização nos recursos hídricos é preocupante, especialmente considerando a importância desses ecossistemas para o equilíbrio ambiental e a sustentabilidade da região.A poluição de ambientes aquáticos atingiu níveis críticos nos últimos anos. A contaminação por metais pesados, como o mercúrio, proveniente da atividade ilegal de garimpos contaminados, vem afetando toda a cadeia aquática, com destaque para os peixes, o que representa um risco para a saúde da população local, prejudicando o ciclo de vida de diversos invertebrados e afetando toda a população que depende dos recursos pesqueiros (VASCONCELOS et al., 2022).Diante disso, o presente projeto de extensão tem como objetivo promover a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, através de ações que democratizam a educação ambiental, com enfoque no ensino dos moluscos em três eixos: Biológico, Ecológico e Saúde Pública. Visando a sensibilização da sociedade para a importância desses animais e sua relação com os ecossistemas no Estado de Roraima. Os beneficiários diretos do projeto são os estudantes de várias escolas próximas ao IFRR-CNP, do ensino básico e a comunidade local, que terão acesso à estação itinerante.O projeto também conta com a participação de estudantes bolsistas e voluntários, que terão a oportunidade de se engajar em atividades de extensão e se envolver em projetos de pesquisa relacionados ao tema, contribuindo para sua formação acadêmica e profissional, promovendo a integração entre as áreas do conhecimento: i) Ciências biológicas; ii) Ciências agrárias e iii) Ciências da Saúde (GARCIA et al., 2021). Além disso, o projeto tem o potencial de impactar positivamente a sociedade, promovendo a conscientização sobre a importância da preservação ambiental e incentivando a adoção de práticas sustentáveis e de saúde pública.  Relação do projeto com as diretrizes das atividades de Extensão do IFRRA promoção da educação ambiental por meio de um museu itinerante com coleções biológicas de organismos aquáticos, combina o ensino, a pesquisa e a extensão, pois envolve a disseminação do conhecimento científico, a realização de estudos e pesquisas sobre a biodiversidade aquática, além de estabelecer uma conexão direta com a comunidade por meio de exposições em praças públicas, além de coletar informações sobre a percepção dos visitantes sobre a fauna aquática da região. O projeto requer a integração de diversas áreas do conhecimento, como biologia, limnologia, ecologia, conservação ambiental, educação e comunicação. Além disso, profissionais de diferentes áreas, como cientistas, educadores e comunicadores, trabalham em conjunto para desenvolver e implementar o museu itinerante. Essa abordagem interdisciplinar e interprofissional permite uma visão abrangente e integrada do tema, enriquecendo a experiência e o aprendizado dos participantes. Através da valorização da interação e o diálogo com a população local. Por meio das exposições em praças públicas, há a oportunidade de troca de informações e conhecimentos entre os visitantes e os profissionais envolvidos no projeto. Isso promove um ambiente de aprendizado mútuo, onde as perguntas e reflexões dos participantes são consideradas e respondidas, estimulando uma abordagem participativa e colaborativa. Have´ra coleta de feedback do público usando formulários digitais para que os visitantes possam compartilhar suas impressões e sugestões. Isto permitirá que a equipe do projeto refine e adapte a exposição a partir das necessidades e interesses da comunidade. Com este feedback também serão desenvolvidos materiais educativos personalizados com base nas interações e feedback recebidos após a primeira exposição teste, no IFRR-CNP, ajustados aos interesses e perguntas frequentes dos visitantes. O projeto busca proporcionar aos estudantes componentes da equipe executora, a oportunidade de vivenciar na prática a relação entre teoria e prática, desenvolvendo habilidades de comunicação, liderança, trabalho em equipe e senso de responsabilidade social e ambiental. Como uma das primeiras metas está uma capacitação onde os estudantes receberão treinamento para atuarem como multiplicadores do conhecimento. Como todos são do curso de aquicultura, de diferentes módulos, a tuação no projeto e participação na capacitação contribuirá com o conhecimento teórico adquirido durante o curso e no intercâmbio do conhecimento entre as diferentes turmas, contribuindo para sua formação acadêmica e profissional. O projeto será executado em 5 municípios do sul de Roraima, interagindo diretamente com a população de todas as faixas etárias e grupos sociais, já que será executado em praça pública. Objetivando sensibilizar a população sobre a importância da preservação dos organismos aquáticos e do ambiente em que vivem. Ao levar conhecimento e educação ambiental para espaços públicos, o projeto busca despertar o interesse e a consciência da comunidade em relação à conservação dos recursos naturais. Isso pode levar a mudanças de comportamento e atitudes em relação ao meio ambiente, contribuindo para a transformação social em uma região que vem sofrendo sucessivas ações deletérias ao meio ambiente, especialmente o aquático.
Clube de Xadrez do IFRR – Campus Bonfim como Ferramenta de Desenvolvimento do Raciocínio Lógico O projeto “Clube de Xadrez no IFRR – Campus Bonfim” propõe a criação de um espaço aberto e contínuo para a prática e aprendizagem do xadrez, destinado a estudantes e membros da comunidade local, com o objetivo de promover o desenvolvimento do raciocínio lógico, da concentração, da tomada de decisões e do pensamento estratégico. A iniciativa será realizada por meio de encontros periódicos no espaço do campus, organizados pelos estudantes extensionistas, que atuarão na condução das atividades, organização do ambiente e incentivo à participação dos interessados.A metodologia baseia-se na prática orientada do xadrez, com momentos de aprendizagem das regras e fundamentos, realização de partidas entre os participantes e acompanhamento do desenvolvimento das habilidades ao longo do projeto. As atividades serão conduzidas de forma flexível e acessível, priorizando a autonomia dos estudantes extensionistas e a participação voluntária da comunidade acadêmica e externa.Espera-se, como resultados, estimular o desenvolvimento cognitivo dos participantes, fortalecer competências socioemocionais, promover a integração entre o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima – Campus Bonfim e a comunidade, e consolidar um espaço educativo permanente voltado ao incentivo de práticas que contribuam para a formação integral dos estudantes. O projeto também contribuirá para o fortalecimento das ações de extensão institucional, promovendo o protagonismo estudantil e ampliando o acesso a atividades educativas e culturais no município de Bonfim/RR.Palavras-chave: Xadrez; Raciocínio Lógico; Extensão; Educação; Desenvolvimento Cognitivo.  Antoniel Almeida de Castro CAB Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 O desenvolvimento do raciocínio lógico, da capacidade de concentração e da tomada de decisões constitui um dos pilares fundamentais da formação acadêmica e pessoal dos estudantes, especialmente no contexto da educação básica e profissional. No entanto, muitos estudantes apresentam dificuldades relacionadas à atenção, ao planejamento e à resolução estruturada de problemas, competências essenciais não apenas para o desempenho escolar, mas também para sua formação cidadã e inserção no mundo do trabalho. Nesse contexto, torna-se necessário implementar estratégias educativas complementares que estimulem tais habilidades de forma prática, acessível e significativa.O xadrez destaca-se como uma ferramenta pedagógica eficaz para o desenvolvimento cognitivo, por exigir dos praticantes a análise de situações, o planejamento de ações, a antecipação de consequências e a tomada de decisões fundamentadas. Além disso, trata-se de uma atividade que estimula a disciplina, a paciência, o respeito às regras e o pensamento estratégico, contribuindo também para o desenvolvimento socioemocional dos participantes. Sua aplicação em contextos educativos tem sido amplamente reconhecida como uma prática que favorece a aprendizagem ativa e o fortalecimento de competências intelectuais essenciais.A criação de um Clube de Xadrez no âmbito do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima – Campus Bonfim representa uma oportunidade de ampliar as ações extensionistas da instituição, promovendo a integração entre estudantes e comunidade por meio de uma atividade educativa, inclusiva e de baixo custo. O formato de clube permite a participação voluntária, respeitando o ritmo de aprendizagem dos participantes e favorecendo o protagonismo estudantil, além de possibilitar que os próprios estudantes extensionistas desenvolvam competências organizacionais, pedagógicas e de liderança.Adicionalmente, o projeto contribui para a promoção de uma educação mais dinâmica e significativa, alinhada aos princípios da formação integral e ao compromisso social da instituição com o desenvolvimento da comunidade. Ao oferecer um espaço estruturado para a prática e aprendizagem do xadrez, o projeto fortalece o vínculo entre a instituição e a sociedade, incentivando o uso de práticas educativas inovadoras e acessíveis.Por fim, destaca-se que o projeto apresenta alta viabilidade de execução, por demandar poucos recursos materiais e possibilitar sua realização em espaços já existentes na instituição e em ambientes públicos da comunidade, como praças e áreas de convivência. Dessa forma, a proposta se configura como uma ação extensionista relevante, sustentável e de grande potencial formativo, tanto para os participantes quanto para os estudantes envolvidos em sua execução.
A Literatura no vestibular: promovendo conhecimento literário e aprovação acadêmica O Projeto "A Literatura no vestibular: promovendo conhecimento literário e aprovação acadêmica" surgiu na necessidade em oportunizar, por meio de oficinas, o conhecimento literário das obras exigidas nos vestibulares para os estudantes do ensino médio da escola pública do Município de Amajari-RR. Dessa maneira, no públicoalvo deste Projeto estão alunos do Ensino Médio do Colégio Estadual Militarizado Ovídio Dias de Souza CEM XXVI. As oficinas serão ministradas no CEM XXVI, em parceria com a professora de língua portuguesa das turmas. Para execução das atividades, os estudantes extensionistas, supervisionado pela coordenadora deste projeto, farão a leitura das obras literárias selecionadas e elaborarão materiais e atividades que promovam o conhecimento coletivos das obras literárias, como dinâmicas, quiz, teatro, mapas literários, entre outras atividades. Espera-se que no decorrer deste projeto, os participantes obtenham conhecimentos necessários sobre as obras literárias, a fim de aprovações em suas escolhas profissionais (curso superior), contribuindo para a democratização do conhecimento, a redução das desigualdades educacionais e a formação integral tanto dos estudantes atendidos quanto dos extensionistas envolvidos.  Ana Maria Alves de Souza CAM Em execução 2026-04-06T00:00:00 2026-06-26T00:00:00 O acesso a cursinhos preparatórios e materiais didáticos de qualidade ainda é uma realidade distante para muitos estudantes da rede pública, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Entre os conteúdos mais desafiadores do vestibular e do ENEM, destaca-se a literatura, sobretudo a leitura e interpretação das obras literárias exigidas pelas principais instituições de ensino superior. Muitos estudantes não conseguem adquirir os livros, não têm acompanhamento pedagógico especializado nem orientação sobre como estudar literatura de forma estratégica para o vestibular. Esse cenário contribui para a ampliação das desigualdades educacionais e para a exclusão de alunos talentosos do ensino superior. Nesse contexto, o Projeto "A Literatura no vestibular: promovendo conhecimento literário e aprovação acadêmica" propõe democratizar o acesso à literatura, promovendo encontros de leitura orientada de forma dinâmica e participativa, para que os alunos possam compreender as obras exigidas nos vestibulares. O projeto visa fortalecer a formação leitora e crítica dos estudantes, ampliando suas chances de ingresso no ensino superior. Ressalta-se que este Projeto busca atender ao objetivo 4 do Desenvolvimento Sustentável Agenda 2030, que busca assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.  Além do impacto social, o projeto também é de extrema relevância para os discentes-extensionistas, que terão a oportunidade de desenvolver competências pedagógicas, didáticas e profissionais, vivenciando a prática docente, o planejamento de aulas e a mediação do conhecimento, contribuindo significativamente para sua formação acadêmica e profissional.
Futsal com os egressos O projeto visa promover a prática do futsal como ferramenta de integração social, saúde e fortalecimento de vínculos institucionais entre egressos e a comunidade acadêmica. Por meio de treinamentos, amistosos e torneios, busca-se criar um espaço de convivência, incentivo ao esporte e oportunidades de networking. Mauricio Braga Thomaz CBV Em execução 2026-03-03T00:00:00 2026-06-05T00:00:00 Com o passar do tempo, muitos egressos se afastam das instituições de ensino, perdendo a conexão com colegas, professores e oportunidades de desenvolvimento contínuo. O esporte, especialmente o futsal, se apresenta como um meio eficaz de reunir pessoas, promover a saúde e revitalizar laços com a instituição.