| Práticas Agroecológicas e o Manejo de Resíduos na Agricultura Familiar |
O projeto visa promover a transição agroecológica e o desenvolvimento rural sustentável em propriedades familiares do município de Caracaraí-RR, por meio do manejo eficiente de resíduos orgânicos e da produção de adubos bioativos de baixo custo. A iniciativa fundamenta-se nos princípios da economia circular, utilizando como matéria-prima a biomassa residual proveniente do restaurante institucional do IFRR - Campus Novo Paraíso e resíduos domésticos gerados na região. A metodologia estruturar-se-á na implantação de Unidades Demonstrativas diretamente nas propriedades rurais parceiras, as quais servirão como centros difusores de tecnologia social. Por meio de visitas técnicas integradas e oficinas práticas programadas, os produtores familiares serão capacitados na triagem, proporção e montagem de pilhas de compostagem termofílica, utilizando ferramentas e equipamentos de instrumentação e monitoramento técnico para o controle adequado de temperatura, pH e humidade do composto. Espera-se, como resultado, reduzir a dependência dos agricultores em relação a insumos químicos externos comerciais de alto custo, mitigar o impacto ambiental do descarte inadequado de resíduos e fortalecer a autonomia técnica das famílias atendidas. A ação consolida a indissociabilidade entre ensino e extensão, qualificando a formação discente em cenários reais de extensão tecnológica e gerando impactos socioambientais positivos na comunidade agrícola local. |
Deiyse Alves Silva |
CNP |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
O projeto visa promover a transição agroecológica e o desenvolvimento rural sustentável em propriedades familiares do município de Caracaraí-RR, por meio do manejo eficiente de resíduos orgânicos e da produção de adubos bioativos de baixo custo. A iniciativa fundamenta-se nos princípios da economia circular, utilizando como matéria-prima a biomassa residual proveniente do restaurante institucional do IFRR - Campus Novo Paraíso e resíduos domésticos gerados na região. A metodologia estruturar-se-á na implantação de Unidades Demonstrativas diretamente nas propriedades rurais parceiras, as quais servirão como centros difusores de tecnologia social. Por meio de visitas técnicas integradas e oficinas práticas programadas, os produtores familiares serão capacitados na triagem, proporção e montagem de pilhas de compostagem termofílica, utilizando ferramentas e equipamentos de instrumentação e monitoramento técnico para o controle adequado de temperatura, pH e humidade do composto. Espera-se, como resultado, reduzir a dependência dos agricultores em relação a insumos químicos externos comerciais de alto custo, mitigar o impacto ambiental do descarte inadequado de resíduos e fortalecer a autonomia técnica das famílias atendidas. A ação consolida a indissociabilidade entre ensino e extensão, qualificando a formação discente em cenários reais de extensão tecnológica e gerando impactos socioambientais positivos na comunidade agrícola local.O fortalecimento da agricultura familiar e a consolidação da transição agroecológica dependem diretamente da criação e da difusão de soluções técnicas que sejam acessíveis, eficientes e de fácil manejo para os produtores rurais. Na realidade produtiva do município de Caracaraí e comunidades próximas, os pequenos agricultores enfrentam desafios constantes relacionados com o elevado custo de aquisição de fertilizantes químicos comerciais e com a escassa assistência técnica voltada para o aproveitamento de resíduos biológicos. Paralelamente, o descarte incorreto de biomassa orgânica rica em nutrientes representa um desperdício de matéria-prima que poderia ser reinserida nos ciclos produtivos locais através da economia circular.O presente projeto justifica-se como uma resposta direta a esta problemática ao propor o desenvolvimento e a transferência de uma tecnologia social de impacto imediato: a compostagem em reatores verticais modulares (sistemas baseados em baldes plásticos estruturados). Esta metodologia soluciona as limitações de espaço, higiene e mão de obra no campo, permitindo um controlo rigoroso de variáveis térmicas e hídricas essenciais para a qualidade do composto. Além disso, o sistema modular viabiliza a extração direta de biofertilizante líquido de alta qualidade (através de torneiras instaladas na base dos reatores), fornecendo ao agricultor um insumo bioativo duplo — adubo sólido e foliar — sem custos adicionais.Ao dotar as propriedades rurais com esta infraestrutura e ferramentas adequadas de monitoramento, a ação assegura a sustentabilidade e a continuidade da prática de forma totalmente autónoma pelas famílias atendidas após a conclusão do projeto. Assim, a proposta consolida o papel do IFRR na extensão tecnológica, integrando a formação prática dos discentes em cenários reais à promoção da soberania técnica, económica e ambiental da agricultura familiar local. |
| Transformando biodiversidade em renda: capacitação comunitária para produção agroindustrial utilizando espécies amazônicas |
O projeto propõe promover a capacitação produtiva e empreendedora de agricultores familiares, mulheres, jovens rurais, comunidades indígenas e pequenos empreendedores do município de Amajari-RR, por meio do aproveitamento sustentável de matérias-primas da bioeconomia amazônica. A proposta busca fortalecer a economia local e estimular a geração de renda a partir do desenvolvimento de produtos agroindustriais de valor agregado, como frutas desidratadas, farinhas regionais, doces, geleias e compotas produzidos com espécies amazônicas disponíveis na região. O projeto será desenvolvido por meio de oficinas teórico-práticas participativas envolvendo processamento de alimentos, boas práticas de manipulação, controle de qualidade simplificado, aproveitamento de resíduos agroindustriais, cálculo de rendimento, precificação, embalagem e comercialização. Serão utilizados equipamentos disponíveis no laboratório de Ciência e Tecnologia de Alimentos do IFRR Campus Amajari, priorizando metodologias acessíveis e de baixo custo adequadas à realidade comunitária. Espera-se contribuir para o fortalecimento do empreendedorismo local, a valorização da biodiversidade amazônica, a redução de desperdícios, o desenvolvimento sustentável e a ampliação da interação entre IFRR e comunidade, promovendo formação extensionista aos estudantes envolvidos e impacto social positivo no território. |
Renan Elan da Silva Oliveira |
CAM |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
O município de Amajari-RR apresenta elevado potencial para o desenvolvimento de iniciativas produtivas baseadas na bioeconomia amazônica, especialmente devido à diversidade de matérias-primas regionais disponíveis, como frutas, raízes e outros recursos vegetais tradicionalmente utilizados pelas comunidades locais. Entretanto, grande parte dessa produção ainda é comercializada in natura, com baixo valor agregado e limitada capacidade de geração de renda. Além disso, muitos produtores, jovens, mulheres empreendedoras e comunidades rurais ou indígenas enfrentam dificuldades relacionadas ao processamento agroindustrial, conservação de alimentos, padronização de produtos, comercialização e acesso a conhecimentos técnicos voltados ao empreendedorismo sustentável. Nesse contexto, torna-se necessária a implementação de ações extensionistas que promovam capacitação prática, valorização dos recursos regionais e fortalecimento das cadeias produtivas locais.A proposta justifica-se por buscar integrar conhecimentos técnicos, extensão comunitária e empreendedorismo, contribuindo para a transformação de matérias-primas amazônicas em produtos agroindustriais de maior valor comercial, como frutas desidratadas, farinhas regionais, doces e geleias. O projeto utilizará metodologias participativas e tecnologias de baixo custo compatíveis com a realidade local e com a infraestrutura disponível no IFRR Campus Amajari, favorecendo a replicação das práticas pelas comunidades atendidas. Além de fortalecer a economia local e estimular a geração de renda, a proposta contribuirá para a redução de desperdícios, valorização da biodiversidade amazônica, formação extensionista dos estudantes envolvidos e ampliação da interação entre o IFRR e a comunidade externa. |
| Extensão Rural e Agroindústria Sustentável: capacitação em processamento de frutas e hortaliças para agricultores familiares do sul do estado de Roraima para geração de renda |
O projeto Extensão Rural e Agroindústria Sustentável: capacitação em processamento de frutas e hortaliças para agricultores familiares do sul do estado de Roraima para geração de renda tem como finalidade fortalecer a agricultura familiar no sul do estado de Roraima por meio da capacitação de agricultores familiares em técnicas de processamento de frutas e hortaliças, agregação de valor à produção, redução de perdas pós-colheita e ampliação das possibilidades de geração de renda. A proposta parte do reconhecimento de que a produção local de frutas e hortaliças possui relevante papel econômico, social e alimentar, mas ainda enfrenta entraves relacionados à alta perecibilidade dos produtos, à sazonalidade da oferta, à limitação de infraestrutura para conservação e beneficiamento e às dificuldades de inserção em mercados mais estruturados. Nesse contexto, o processamento agroindustrial de base familiar apresenta-se como estratégia viável para melhorar o aproveitamento da matéria-prima, aumentar a vida útil dos alimentos, diversificar a oferta de produtos e criar alternativas concretas de comercialização em feiras, mercados locais e programas institucionais. Com abordagem participativa, dialógica e interdisciplinar, o projeto integra conhecimentos das áreas de Extensão Rural, Tecnologia de Frutas e Hortaliças, Tecnologia Pós-Colheita e Matemática aplicada aos custos de produção e à formação do preço de revenda. Durante três meses, serão realizadas oficinas teórico-práticas diretamente nas propriedades dos participantes, contemplando conteúdos sobre boas práticas de fabricação, higiene e manipulação segura de alimentos, produção de polpas, processamento mínimo, elaboração de doces e conservas, conservação, embalagem, rotulagem, cálculo de custos, definição de preços e estratégias básicas de comercialização. Também está prevista a produção de materiais educativos e a participação ativa de estudantes extensionistas no planejamento, execução e sistematização das atividades, fortalecendo a articulação entre ensino, extensão e comunidade. Espera-se, como resultados, capacitar os agricultores familiares participantes, incentivar o surgimento ou o aperfeiçoamento de pequenas agroindústrias familiares, disseminar tecnologias acessíveis e adequadas à realidade local, melhorar o aproveitamento da produção agrícola e contribuir para a autonomia produtiva e econômica das comunidades atendidas. Além disso, a proposta busca fortalecer a relação entre a instituição de ensino e o meio rural, promovendo a construção compartilhada de soluções voltadas ao desenvolvimento rural sustentável. Conclui-se, portanto, que o projeto apresenta viabilidade técnica e relevância social, com potencial para gerar impactos positivos duradouros na produção, na renda e na qualidade de vida dos agricultores familiares da região. |
Larissa Paiva Viegas da Silva |
CNP |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
A execução deste projeto justifica-se pela necessidade concreta de responder a um problema recorrente vivenciado por agricultores familiares do sul do estado de Roraima: a dificuldade de aproveitar de forma integral e rentável a produção de frutas e hortaliças em razão da alta perecibilidade dos produtos, da sazonalidade da oferta, da limitação de infraestrutura para conservação e beneficiamento e das barreiras de acesso a mercados. Esse cenário favorece perdas pós-colheita, reduz a renda das famílias e limita o potencial econômico de cadeias produtivas relevantes para a segurança alimentar e para a dinamização da economia rural. Em Roraima, dados oficiais do IBGE mostram que a produção agrícola estadual inclui culturas com potencial direto para beneficiamento e agregação de valor, como mandioca (75.732 t), banana (66.280 t), melancia (51.530 t), laranja (22.153 t), limão (11.036 t), maracujá (8.134 t) e mamão (2.886 t), evidenciando uma base produtiva que pode ser melhor aproveitada por meio do processamento artesanal e semi-industrial. Esses dados reforçam a pertinência regional do projeto, sobretudo porque parte significativa dessa produção é realizada em contextos de pequena escala e com limitada infraestrutura de pós-colheita e comercialização. Estudos da Embrapa indicam que as perdas pós-colheita em frutos e hortaliças, especialmente em contextos de menor infraestrutura e assistência técnica, comprometem tanto a quantidade quanto a qualidade dos alimentos, afetando diretamente sua rentabilidade e seu aproveitamento comercial. Além disso, o processamento de frutas e hortaliças em agroindústrias da agricultura familiar tem sido apontado como estratégia de agregação de valor, ampliação da vida útil dos produtos e diversificação da oferta, favorecendo a construção de mercados e a reprodução econômica das famílias rurais (CENCI; SOARES; FREIRE JÚNIOR, 1997; CELESTINO; GASTAL, 2021; IBGE, 2024). Nessa perspectiva, a agroindustrialização de base familiar não se restringe a uma etapa técnica do beneficiamento, mas constitui mecanismo de fortalecimento produtivo e de ampliação das possibilidades de inserção em circuitos curtos e institucionais de comercialização.O projeto deve ser selecionado e implementado porque apresenta uma resposta objetiva, viável e socialmente relevante para esse problema. A proposta não se limita ao diagnóstico das dificuldades; ela oferece formação teórico-prática em boas práticas de fabricação, processamento de frutas e hortaliças, conservação, rotulagem, cálculo de custos, definição de preço de revenda e estratégias de comercialização, permitindo que os participantes transformem parte da produção in natura em produtos com maior valor agregado e maior vida útil. Do ponto de vista teórico e normativo, a proposta está alinhada à compreensão da assistência técnica e extensão rural como processo educativo não formal, contínuo e orientado para a gestão, a produção, o beneficiamento e a comercialização das atividades rurais, conforme estabelecido pela Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER). A mesma política também destaca a importância de metodologias participativas, com enfoque multidisciplinar e interdisciplinar, voltadas ao desenvolvimento rural sustentável, à segurança alimentar e à valorização dos saberes locais (BRASIL, 2010). Assim, ao promover capacitações diretamente nas comunidades e articular conhecimento técnico-científico com a realidade concreta dos agricultores familiares, o projeto materializa princípios centrais da extensão rural contemporânea, concebida não apenas como transferência de tecnologia, mas como construção compartilhada de soluções socialmente adequadas e tecnicamente viáveis. Além disso, sua relevância pode ser compreendida à luz dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, uma vez que a proposta contribui para a ODS 1, ao ampliar oportunidades de geração de renda e enfrentamento da pobreza no meio rural; para a ODS 2, ao fortalecer a produção, o aproveitamento e o acesso a alimentos; para a ODS 5, ao favorecer a participação qualificada de mulheres nas atividades produtivas e de agregação de valor; para a ODS 8, ao estimular trabalho decente e dinamização econômica em comunidades rurais; para a ODS 10, ao reduzir desigualdades por meio da inclusão produtiva; e para a ODS 11, ao fortalecer comunidades mais sustentáveis, resilientes e articuladas territorialmente.Sua implementação também se justifica porque a demanda dialoga diretamente com necessidades percebidas tanto pela comunidade quanto pelo proponente: de um lado, agricultores familiares necessitam de alternativas para reduzir perdas, melhorar o aproveitamento da produção e ampliar a renda; de outro, a instituição tem o papel de socializar conhecimentos técnico-científicos e promover soluções aplicáveis à realidade local. Nesse sentido, a literatura sobre agricultura familiar e desenvolvimento rural evidencia que o fortalecimento desse segmento depende não apenas do aumento da produção, mas também da capacidade de diversificação, agregação de valor, acesso a mercados e construção de estratégias territorializadas de desenvolvimento. Em Roraima, a relevância desse público é particularmente expressiva: de acordo com o Censo Agropecuário 2017, a agricultura familiar representa a maior parte dos estabelecimentos agropecuários no país e constitui segmento central para a ocupação no campo, o que reforça a importância de ações territorializadas de assistência técnica, capacitação e fortalecimento produtivo também em escala estadual. A agroindustrialização familiar, quando associada à qualificação técnica e ao apoio extensionista, contribui para gerar trabalho e renda, estimular o empreendedorismo rural, reduzir a dependência exclusiva da venda de produtos frescos e favorecer a permanência das famílias no campo. Além disso, ao articular ensino, extensão e formação estudantil, o projeto amplia o impacto acadêmico e social da instituição, fortalece a agricultura familiar, estimula pequenas agroindústrias de base familiar e contribui para o desenvolvimento rural sustentável no sul de Roraima. Por reunir relevância social, aderência às demandas locais, viabilidade de execução e potencial de resultados concretos, a proposta demonstra mérito para ser selecionada e implementada (IPEA, 2022; IBGE, 2019). |
| Semeando dignidade: horta comunitária na promoção da segurança alimentar e geração de renda |
Na última década, o estado de Roraima tornou-se o principal epicentro do fluxo migratório transfronteiriço no Brasil, recebendo expressivos contingentes de venezuelanos e caribenhos (como cubanos). Esse fenômeno pressiona os serviços públicos e o mercado de trabalho local. No município de Amajari, essa realidade é agravada pela vasta extensão rural e pela forte presença de comunidades indígenas (Macuxi e Wapichana). A sobreposição dessas identidades gera cenários de extrema vulnerabilidade, isolamento geográfico e Insegurança Alimentar e Nutricional (IAN), onde migrantes e populações originárias compartilham a escassez de recursos básicos e a exclusão do mercado formal. A implantação de Hortas Comunitárias Agroecológicas baseadas na Agricultura Urbana e Periurbana (AUP) surge como tecnologia social em promover a segurança alimentar, a saúde pública e a economia solidária, atuando em três frentes principais: Inclusão Produtiva: Oferece ocupação ativa e autonomia, reduzindo a dependência de auxílios emergenciais. Espaço Intercultural e Psicossocial: Promove a união de diferentes etnias e nacionalidades, mitigando traumas do deslocamento e combatendo a xenofobia através do trabalho coletivo com a terra. Memória Alimentar: Viabiliza o cultivo de espécies nativas indígenas e temperos típicos da culinária venezuelana e caribenha, preservando a soberania cultural. O projeto adota abordagem participativa inspirada na "solidariedade pragmática", onde a comunidade é protagonista em cinco etapas essenciais: Mobilização: Escuta ativa e reuniões com os interessados. Planejamento Técnico: Escolha de locais adequados na comunidade ou escolas. Execução Sustentável: Construção de canteiros com materiais recicláveis e instalação de composteira orgânica. Capacitação: Treinamento prático para garantir o manejo autônomo e a escolha de espécies de ciclo curto. Difusão de Resultados: Apresentação no Fórum de Integração (Forint), publicação de artigo científico e elaboração de cartilha educativa. Conclusão: O projeto vai além do combate à fome; constitui estratégia holística de emancipação socioeconômica, coesão social e dignificação de vidas historicamente invisibilizadas na fronteira norte do Brasil. |
Iraci Fidelis |
CAM |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
O município de Amajari, localizado no norte do Estado de Roraima, vivencia dinâmica socioespacial complexa marcada pelo intenso fluxo migratório transfronteiriço e pela forte presença de comunidades tradicionais. A região abriga população heterogênea composta por migrantes e refugiados venezuelanos, imigrantes cubanos e povos indígenas originários. Grande parte desse público encontra-se em situação de extrema vulnerabilidade social, caracterizada pela informalidade laboral, barreiras linguísticas e geográficas, e restrições severas de acesso a fontes regulares de renda e alimentação de qualidade. A superposição desses fatores coloca esse grupo em risco iminente de insegurança alimentar crônica.A implantação de horta comunitária ataca diretamente o problema do desabastecimento familiar e da desnutrição. O projeto assegura o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHANA) ao fornecer acesso direto e contínuo a hortaliças, tubérculos e PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) frescos e livres de agrotóxicos. Mais do que fornecer o alimento, a iniciativa fomenta a soberania alimentar, permitindo que a comunidade decida o que produzir e diminua a dependência de auxílios emergenciais ou cestas básicas externas.A horta funcionará como espaço físico de mediação cultural e convivência pacífica. Ao reunir venezuelanos, cubanos e indígenas, o projeto promove o intercâmbio de saberes agrícolas tradicionais e técnicas de manejo da terra de cada cultura: Os povos indígenas contribuem com o conhecimento milenar sobre o solo local, plantas nativas e ciclos climáticos da Amazônia setentrional. Os imigrantes venezuelanos e cubanos agregam com experiências de agricultura urbana, técnicas de conservação e novas culturas de consumo alimentar.Essa sinergia mitiga tensões sociais, combate a xenofobia e o preconceito, gerando sentimento mútuo de pertencimento e colaboração comunitária.O desemprego e a informalidade marginalizam essas populações. O projeto prevê a capacitação técnica em agroecologia, compostagem e gestão comunitária. O excedente da produção poderá ser direcionado para duas frentes geradoras de autonomia econômica: Comercialização em feiras locais no município de Amajari, fomentando a economia solidária. Inserção em programas institucionais de aquisição de alimentos, como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar). Somado ao impacto social direto, o projeto atuará como campo prático de extensão e desenvolvimento profissional local. A horta comunitária integrará o treinamento prático da estudante do curso Técnico em Agropecuária (como os formados pelo IFRR Campus Amajari), que atuará na linha de frente da assistência técnica e extensão rural (ATER). Essa estudante será responsável pela aplicação de boas práticas agrícolas, manejo agroecológico do solo, controle biológico de pragas e condução das oficinas de capacitação aos beneficiários. Essa sinergia não apenas garante o suporte técnico necessário a longevidade e produtividade da horta, mas também cumpre a função pedagógica crucial: consolida a formação de mão de obra qualificada na própria região, permitindo que jovens técnicos apliquem conhecimentos teóricos na resolução de demandas humanas complexas, promovendo o desenvolvimento sustentável de Amajari.A iniciativa está estritamente alinhada com as diretrizes do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e responde localmente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, com destaque para: ODS 1: Erradicação da Pobreza ODS 2: Fome Zero e Agricultura Sustentável ODS 10: Redução das Desigualdades ODS 11: Cidades e Comunidades SustentáveisDiante do exposto, a implantação da horta comunitária em Amajari justifica-se não apenas como ação mitigatória de assistência social, mas como estratégia emancipatória de desenvolvimento local sustentável. Trata-se de ferramenta de baixo custo e alto impacto social, capaz de transformar vulnerabilidade em resiliência, promover a saúde pública através da nutrição e consolidar a dignidade humana de migrantes e povos originários em Roraima. |
| Tepuí Digital: Tecnologias Imersivas Aplicadas À Educação |
O projeto TEPUÍ DIGITAL propõe o desenvolvimento e a validação de um jogo educacional imersivo, em realidade virtual e aumentada, com ambientes 360 e elementos 3D interativos sobre a história, a cultura e os pontos turísticos de Roraima, voltado ao apoio ao ensino de Design, História, Geografia e Cultura Regional em escolas públicas. A iniciativa responde ao desafio de tornar o ensino mais contextualizado e atraente para estudantes que, em sua maioria, não têm condições de visitar presencialmente os principais marcos históricos, culturais e ambientais do estado.Ancorado no Campus Boa Vista Zona Oeste do Instituto Federal de Roraima (IFRR – CBVZO), o projeto integra competências em design, tecnologia, comunicação e inovação, em parceria com a Agência Telos de Tecnologia, Publicidade e Inovação e o Instituto Rorainova, para conceber, desenvolver e pilotar a solução em pelo menos duas escolas públicas de Roraima, articulando formação discente, inclusão digital e valorização da economia criativa local.Ao longo de 18 meses, serão realizadas, nos laboratórios de design e informática do CBVZO e em campo, etapas de levantamento de conteúdo, roteirização pedagógica, modelagem 3D, produção de ambientes 360, desenvolvimento da plataforma, testes técnicos e pedagógicos, aplicação piloto, avaliação de impacto e consolidação da versão final do jogo, acompanhada de guia didático e plano de comunicação para difusão dos resultados. |
Viviane Paludo Schultz |
CBVZO |
Em execução |
2026-05-08T00:00:00 |
2028-04-28T00:00:00 |
O ensino de Design, História, Geografia e Cultura Regional nas escolas públicas de Roraima ainda é majoritariamente baseado em aulas expositivas, livros impressos e materiais estáticos, o que limita o engajamento discente e dificulta a construção de vínculos entre o conteúdo escolar e a realidade vivida pelos estudantes. Ao mesmo tempo, o estado apresenta especificidades geográficas, culturais e ambientais singulares, como a presença de povos indígenas, territórios de fronteira, diversidade de biomas e pontos turísticos de relevância nacional e internacional, que nem sempre são explorados de forma aprofundada no cotidiano escolar.Grande parte dos alunos da rede pública não tem condições de visitar presencialmente locais emblemáticos, seja por distância, custos de deslocamento, infraestrutura limitada ou ausência de políticas sistemáticas de turismo pedagógico. Isso produz uma lacuna entre o que é ensinado nos livros e a experiência concreta do território roraimense, enfraquecendo o sentimento de pertencimento, a valorização do patrimônio cultural e o cuidado com o meio ambiente. Essa realidade é especialmente visível nas comunidades do entorno do Campus Boa Vista Zona Oeste do IFRR (CBVZO), situado em região periférica da capital, onde a demanda por práticas educativas inovadoras e socialmente contextualizadas é intensa.Paralelamente, a geração atual de estudantes está inserida em uma cultura digital marcada por jogos, vídeos, plataformas interativas e redes sociais, enquanto a escola ainda explora pouco o potencial de tecnologias imersivas, como realidade virtual, aumentada e ambientes 360, para apoiar a aprendizagem. Há um desalinhamento entre as linguagens que mobilizam a atenção dos jovens e as estratégias didáticas predominantes, contribuindo para desinteresse, evasão e baixo desempenho em componentes curriculares das Ciências Humanas.Nesse contexto, o TEPUÍ DIGITAL, desenvolvido a partir do CBVZO, busca utilizar tecnologias imersivas e gamificação como ponte entre currículo e território, permitindo ao estudante visitar virtualmente pontos turísticos, marcos históricos e ambientes naturais de Roraima. O projeto se alinha ao eixo Indústria criativa e turismo da Chamada Pública, articulando design, jogos digitais, economia criativa e valorização do patrimônio local.A parceria entre o IFRR/CBVZO, a Agência Telos e o Instituto Rorainova agrega competências complementares em design, comunicação, inovação e desenvolvimento tecnológico, fortalecendo o caráter de Extensão Tecnológica e de Inovação previsto no edital. Além de qualificar o ensino nas escolas parceiras, o projeto formará estudantes do CBVZO em modelagem 3D, design de interfaces, tecnologias imersivas e avaliação de impacto educacional, ampliando sua inserção na economia criativa local e regional. |
| 095 Artesania Digital Amazônica |
O projeto propõe o desenvolvimento e implementação de uma solução tecnológica voltada à inclusão produtiva e digital de artesãos do estado de Roraima, com foco na valorização da economia criativa, fortalecimento da identidade cultural regional e incentivo ao reaproveitamento de resíduos com potencial econômico. A iniciativa articula extensão tecnológica, inovação social e sustentabilidade, promovendo a integração entre instituição de ensino, comunidade e setor produtivo.A proposta prevê a criação de uma plataforma digital destinada à divulgação e comercialização de produtos artesanais, associada à realização de oficinas formativas voltadas ao empreendedorismo, marketing digital, inclusão digital e utilização de ferramentas tecnológicas. O projeto busca ampliar a visibilidade dos artesãos, fortalecer sua autonomia produtiva e contribuir para geração de renda por meio da inserção em ambientes digitais de comercialização.A metodologia será baseada na pesquisa-ação, organizada em etapas de diagnóstico, co-criação, desenvolvimento tecnológico, implementação e avaliação de impacto. Entre as ações previstas estão o levantamento socioeconômico dos participantes, desenvolvimento do protótipo funcional da plataforma, capacitações práticas, acompanhamento técnico e monitoramento de indicadores sociais e tecnológicos.Como resultados esperados, destacam-se a ampliação da presença digital dos participantes, fortalecimento da economia criativa local, estímulo a práticas sustentáveis por meio da economia circular, valorização dos saberes culturais regionais e desenvolvimento de uma solução tecnológica com potencial de replicabilidade em outras comunidades. O projeto também contribuirá para a formação acadêmica e profissional dos estudantes envolvidos, promovendo experiências interdisciplinares e aplicação prática de conhecimentos em contextos reais. Salienta-se que esta proposta será submetida ao Edital da FAPERR. |
Marilda Vinhote Bentes |
CBV |
Em execução |
2026-06-10T00:00:00 |
2027-03-06T00:00:00 |
A economia criativa e o artesanato regional constituem importantes instrumentos de geração de renda, valorização cultural e fortalecimento produtivo em Boa Vista/RR, especialmente entre pequenos produtores que atuam de forma autônoma e em pequena escala. Entretanto, muitos desses trabalhadores ainda enfrentam limitações relacionadas à inserção digital, ampliação de mercado e utilização de ferramentas tecnológicas voltadas à divulgação e comercialização de seus produtos em ambientes virtuais.Segundo dados da pesquisa TIC Domicílios 2023, do CGI.br, embora o acesso à internet tenha crescido significativamente no país, persistem desigualdades relacionadas ao uso qualificado das tecnologias digitais para fins econômicos e produtivos, sobretudo entre pequenos empreendedores e trabalhadores informais. Paralelamente, o crescimento do comércio eletrônico ampliou a necessidade de presença online como estratégia de competitividade e visibilidade comercial.No contexto regional, observa-se que muitos artesãos de Roraima possuem baixa apropriação de ferramentas digitais relacionadas à produção de conteúdo, divulgação em redes sociais e comercialização online. Além disso, plataformas convencionais frequentemente priorizam apenas a exposição comercial dos produtos, sem considerar os aspectos culturais e identitários que caracterizam a produção artesanal amazônica.Outro aspecto relevante refere-se ao potencial de reaproveitamento de resíduos oriundos do setor madeireiro e da construção civil, que podem ser incorporados à produção artesanal sustentável. Nesse contexto, o projeto contará com parceria da Madeireira Cambará Materiais de Construção, contribuindo para ações de reaproveitamento de materiais e incentivo à economia circular.Diante desse cenário, o projeto propõe o desenvolvimento e validação de um protótipo funcional (MVP) de plataforma digital voltada à divulgação de produtos artesanais regionais, integrando catálogo virtual, narrativas dos artesãos e estratégias de presença digital. A proposta articula extensão tecnológica, inovação social e sustentabilidade por meio de ações de capacitação digital, apoio à divulgação online e desenvolvimento de solução tecnológica vinculada ao curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do IFRR, contribuindo para inclusão digital, valorização cultural e fortalecimento da economia criativa regional. |
| Bola de Ouro |
O projeto Bola De Ouro ofertado a mais de trinta anos no Campo de Futebol do Campus Boa Vista – IFRR, promove atividades de práticas esportivas de futebol que visam estimular a melhoria da qualidade de vida dos servidores do IFRR e de membros da comunidade externa como, também, intensifica as relações de integração e o respeito mútuo entre os participantes. |
Walter de Oliveira Paulo |
CBV |
Em execução |
2026-04-01T00:00:00 |
2027-03-31T00:00:00 |
O esporte, especificamente o futebol, é um integrador social por excelência e por mais de trinta anos vem sendo um dos mecanismos do Campus Boa Vista encontrado para desenvolver o lazer e contribuir na qualidade de vida dos servidores do IFRR e da comunidade externa. Por isso, nós servidores e comunidade externa acreditamos que a continuidade dessas ações fortalece as políticas de qualidade de vida em nossa instituição. |
| Amigos do IFRR |
O projeto Amigos do IFRR ofertado a mais de trinta anos no Campo de Futebol do Campus Boa Vista – IFRR, promove atividades de práticas esportivas de futebol que visam estimular a melhoria da qualidade de vida dos servidores do IFRR e de membros da comunidade externa como, também, intensifica as relações de integração e o respeito mútuo entre os participantes. |
Walter de Oliveira Paulo |
CBV |
Em execução |
2026-04-01T00:00:00 |
2027-03-31T00:00:00 |
O esporte, especificamente o futebol, é um integrador social por excelência e por mais de trinta anos vem sendo um dos mecanismos do Campus Boa Vista encontrado para desenvolver o lazer e contribuir na qualidade de vida dos servidores do IFRR e da comunidade externa. Por isso, nós servidores e comunidade externa acreditamos que a continuidade dessas ações fortalece as políticas de qualidade de vida em nossa instituição. |
| Formando de Instrumentistas para Banda Sinfônica |
O Projeto de Formação de Instrumentistas para Banda Sinfônica visa capacitar alunos de escolas públicas do Amajari bem como membros da comunidade em geral para que possam formar e auxiliar na construção da primeira Banda Sinfônica desta Região. Observando a comunidade local, percebe-se a falta de projetos e recursos voltados para a cultura de uma forma continuada. Banda Sinfônica é uma formação musical em que predominam instrumentos de sopro e percussão. Dedica-se à difusão da música de concerto e ao incentivo de novas composições e arranjos para esta formação instrumental. O Projeto Formação de Instrumentistas já desenvolvido anteriormente pelo Programa de Bolsa Acadêmica de Extensão objetiva oportunizar o ensino da música, visando a iniciação musical de crianças e jovens e a participação em bandas sinfônicas. O IFRR- CAM disponibiliza aos alunos os instrumentos como: instrumentos de banda base, flauta doce, instrumentos de sopro e instrumentos de percussão, despertando a capacidade de ouvir e compreender a música de forma crítica, contribuindo assim no aprimoramento e na formação de plateias, apresentando diversos ritmos musicais, bem como aprecia-los, identifica-los, estimulando a sensibilidade rítmica, percepção auditiva, coordenação motora. Assim todos os participantes recebem a oportunidade de um aprendizado musical estruturado, já é esperado que o Projeto atenda mais de 50 alunos tanto da Sede Vila Brasil-Amajari como de algumas comunidades das proximidades. |
Lucas Correia Lima |
CAM |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
O Projeto Formando de Instrumentistas para Banda Sinfônica surge a partir de uma necessidade concreta observada no município de Amajari e em suas comunidades: a ausência de ações contínuas voltadas à formação musical e ao fortalecimento da cultura local. Apesar do potencial artístico existente entre crianças, jovens e membros da comunidade, ainda são escassas as oportunidades estruturadas que possibilitem o acesso ao ensino da música de forma gratuita, sistemática e de qualidade.A proposta de formação de uma Banda Sinfônica na região representa não apenas a criação de um grupo musical, mas a construção de um espaço permanente de aprendizagem, expressão cultural e inclusão social. A banda sinfônica, caracterizada pelo uso predominante de instrumentos de sopro e percussão, desempenha um papel fundamental na difusão da música de concerto, no incentivo à produção de novos arranjos e na formação de público, contribuindo diretamente para o desenvolvimento cultural da comunidade.O projeto dá continuidade a ações já iniciadas anteriormente no âmbito do Instituto Federal de Roraima – Campus Amajari, por meio de programas de extensão, os quais demonstraram resultados positivos na iniciação musical de crianças e jovens. Atualmente, mesmo com limitações de recursos, as atividades seguem sendo desenvolvidas, evidenciando o interesse e o engajamento dos participantes.No entanto, a consolidação e ampliação dessa iniciativa enfrentam um desafio significativo: a falta de investimento contínuo, especialmente no que se refere à manutenção e reposição de materiais essenciais. Há mais de cinco anos não há aporte financeiro específico para o desenvolvimento das atividades musicais, o que compromete diretamente a qualidade do ensino e a sustentabilidade do projeto. Materiais como cordas de violão, palhetas para instrumentos de sopro, peles e baquetas para percussão, além de cabos e acessórios diversos, sofrem desgaste natural e necessitam de reposição constante.Mesmo diante desse cenário, o projeto mantém suas atividades atendendo mais de 30 alunos, com previsão de ampliação para mais de 50 participantes, incluindo estudantes da sede Vila Brasil e de comunidades próximas. Ressalta-se que, até o momento, grande parte dos custos de manutenção tem sido assumida pelo próprio professor responsável, situação que demonstra compromisso, mas que não é viável a longo prazo.Dessa forma, o apoio financeiro torna-se fundamental para garantir a continuidade, a expansão e a qualidade das ações propostas. Investir neste projeto é possibilitar o acesso democrático à educação musical, fortalecer a identidade cultural local, promover o desenvolvimento cognitivo, social e psicomotor dos participantes e contribuir para a formação da primeira Banda Sinfônica da região de Amajari. |
| IFRR na Comunidade: Conhecer, Escolher, Ingressar |
O projeto “IFRR na Comunidade: Comunicação Estratégica e Interativa para Divulgação dos Cursos de Graduação do Campus Boa Vista no Ensino Médio” tem como objetivo promover a divulgação acessível, interativa e estratégica dos cursos de graduação do IFRR junto a estudantes da rede pública, fortalecendo o vínculo institucional e incentivando o ingresso no ensino superior público, gratuito e de qualidade. A proposta surge a partir de demanda de gestores escolares vinculados ao Curso de Pós-Graduação de Gestão Pública para o Ensino Médio-GEPEM/RR, do Campus Boa Vista Zona Oeste e fundamenta-se na extensão como prática dialógica, integrando educação, comunicação e tecnologia. Com duração de três meses, o projeto prevê ações articuladas em quatro eixos: planejamento com escolas, produção de materiais digitais (vídeos, landing page e QR Codes), desenvolvimento de recursos interativos (jogos online) e realização de visitas presenciais. As atividades envolverão diretamente estudantes do ensino médio e contarão com o protagonismo de um bolsista do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Como resultados, espera-se ampliar o conhecimento sobre o IFRR, estimular o interesse pelo ensino superior, fortalecer a imagem institucional e produzir um acervo digital reutilizável. O projeto também contribuirá para a democratização do acesso à informação educacional e redução das desigualdades. O projeto apresenta viabilidade técnica, impacto social e potencial de replicação em outras comunidades escolares. |
Marilda Vinhote Bentes |
CBV |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
O acesso ao ensino superior público, gratuito e de qualidade ainda se apresenta como um desafio para grande parte dos estudantes do ensino médio da rede pública, especialmente em contextos marcados por desigualdades informacionais, ausência de orientação acadêmico-profissional e distanciamento entre as instituições de ensino superior e a comunidade escolar. Nesse cenário, observa-se que muitos estudantes desconhecem as oportunidades ofertadas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR), em especial os cursos de graduação do Campus Boa Vista, bem como suas formas de ingresso, como o vestibular institucional e o Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Além disso, observa-se uma limitação nos canais institucionais de divulgação, uma vez que o site oficial da instituição não apresenta, de forma sistematizada e acessível, as características detalhadas dos cursos de graduação, como perfil profissional, áreas de atuação e organização formativa. Essa lacuna informacional dificulta o acesso dos estudantes a elementos fundamentais para a tomada de decisão sobre sua trajetória acadêmica, reforçando a necessidade de estratégias complementares de comunicação institucional, mais interativas, acessíveis e alinhadas ao perfil dos jovens.O IFRR, enquanto instituição pública comprometida com a formação integral, gratuita e de excelência, desempenha papel estratégico na democratização do acesso à educação e na promoção do desenvolvimento social e regional. No entanto, para que esse papel se efetive de forma ampliada, torna-se necessário fortalecer as ações de comunicação institucional junto à comunidade externa, especialmente no âmbito das escolas públicas de ensino médio, promovendo o conhecimento sobre sua missão, estrutura, cursos e possibilidades formativas.Este projeto surge a partir de demanda externa identificada junto a gestores escolares participantes do curso Gestão Pública para o Ensino Médio (GEPEM/RR), do Campus Boa Vista Zona Oeste, os quais evidenciaram a necessidade de ações sistemáticas de aproximação entre o IFRR e as escolas, com foco na orientação dos estudantes quanto às oportunidades educacionais disponíveis. Tal demanda reforça a importância da extensão como prática dialógica, fundamentada na troca de saberes e na construção coletiva de conhecimento entre instituição e comunidade.Do ponto de vista institucional, a proposta contribui para a ampliação da visibilidade do IFRR na comunidade, fortalecendo sua identidade enquanto referência em educação pública, gratuita e de qualidade, além de potencializar o ingresso e a permanência de estudantes nos cursos de graduação. Ademais, a iniciativa prevê a produção de materiais digitais e interativos (vídeos, jogos, QR Codes e conteúdos multimídia), constituindo um acervo institucional permanente para o Campus Boa Vista, que poderá ser reutilizado em futuras ações de divulgação e extensão.No âmbito acadêmico e profissional, o projeto promove a integração entre ensino, pesquisa e extensão, ao envolver áreas distintas, possibilitando uma atuação interdisciplinar que articula saberes educacionais e tecnológicos na construção de soluções inovadoras de comunicação. Tal abordagem favorece o protagonismo estudantil, o desenvolvimento de competências técnicas e socioemocionais, além de contribuir para a formação cidadã dos envolvidos.Sob a perspectiva social, a proposta atua diretamente na democratização do acesso à informação educacional, contribuindo para a redução das desigualdades de acesso ao ensino superior e incentivando a continuidade dos estudos por parte dos jovens da rede pública. Ao aproximar o IFRR da comunidade escolar, o projeto fortalece vínculos institucionais, amplia horizontes formativos e promove a inclusão educacional.Dessa forma, o projeto “IFRR na Comunidade: Comunicação Estratégica e Interativa para Divulgação dos Cursos de Graduação do Campus Boa Vista no Ensino Médio” alinha-se às diretrizes da política de extensão do IFRR, ao priorizar a interação dialógica, o impacto social e a formação integral dos estudantes, ao mesmo tempo em que responde a uma demanda concreta da comunidade e contribui para o fortalecimento institucional e educacional no estado de Roraima. |
| SportingRR/IFFutsal Campeão CBV |
Esporte é um fenômeno sociocultural, que envolve a prática voluntária de atividade predominante física competitiva com finalidade recreativa, educativa ou profissional, e predominantemente física não competitiva com finalidade de lazer, contribuindo para a formação, desenvolvimento e aprimoramento físico, intelectual e psíquico de seus praticantes e expectadores. Este projeto tem como objetivo o desenvolvimento de habilidades específicas para jogadores de futsal, com foco crianças, adolescentes e adultos com idade entre 10 a 40 anos em situação de vulnerabilidade social, insegurança alimentar e baixa renda, realizado no Colégio estadual Militaritizado Luiz Ribeiro de Lima. As sessões de treinamento ocorrerão todas as segundas, terças, quartas e sextas-feiras, das 19h às 22:30h, no ginásio poliesportivo da instituição. O foco será a preparação técnica e tática, aprimorando os fundamentos e as habilidades necessárias para a atuação eficaz do jogo, como ocupação inteligente de espaço, ataque, manobras ofensivas, manobras defensivas, manobras de bola parada e preparação física, educação psicológica para ao jogo . Além disso, busca promover a integração social dos participantes. |
Rodrigo Viana Bezerra |
CBV |
Em execução |
2026-04-27T00:00:00 |
2026-12-18T00:00:00 |
Vários autores escreveram sobre os conceitos do esporte, porém, conceitos contraditórios. Conceitos estes que apresentam em comum uma estreita ligação entre o esporte e o jogo. FEIO apud DARIDO E RANGEL (2005) coloca que o esporte e o jogo têm em comuns elementos essenciais: liberdade, prazer e regras, mas esses elementos se diferenciam em atividades: a liberdade e a gratuidade são inerentes ao jogo no esporte, não se exclui a importância dada aos resultados, o que se faz é tão importante quanto à livre escolha que se fez no jogo. Apesar da importância importância da modalidade futsal, os atletas precisam passar por um processo contínuo de formação enfrentando dificuldades em desenvolver as habilidades necessárias para atuar de forma eficiente e em alto nível.O projeto se justifica devido à prática esportiva Corroborar na formação integral das crianças e adolescentes, adultos, oportunizando a vivência de situações que poderão ser usadas no cotidiano da vida fora do ambiente como: para tomadas de decisões, disciplina, liderança, pro atividade e o trabalho em equipe que vão além do gesto motor e que se relacionam com a formação da personalidade do indivíduo.Temos ainda a necessidade de promover o ensino e treinamentos especializados da modalidade de futsal, visando aprimorar suas habilidades e preparar os jovens para competições estaduais, regionais e nacionais em diferentes níveis. Ao focar nas técnicas específicas do futsal e na importância da formação física, tática e mental de atletas, o projeto contribui para o aumento da qualidade técnica dos participantes, além de incentivar o trabalho em equipe, o fair play e a convivência saudável entre os membros.Além disso, está em consonância com as politicas de extensão desenvolvidas pelo IFRR-CBV quais sejam: Fortalecimento de parcerias, Solução de problemas sociais, Ampliação do conhecimento e Articulação com a sociedade onde a extensão visa estender os conhecimentos e recursos produzidos dentro das universidades para além de seus muros, beneficiando diretamente a sociedade, uma vez que acadêmicos do curso de Licenciatura em Educação Física poderão se convidados a atuar neste projeto desde que atendam ao perfil desejado. |
| “Oficina de Conversação em Língua Brasileira de Sinais (Libras): Inclusão Comunicacional” |
A proposta “Oficina de Conversação em Língua Brasileira de Sinais (Libras): Inclusão Comunicacional” tem como finalidade apresentar noções básicas da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e promover a sensibilização sobre a importância da inclusão social entre pessoas ouvintes e surdas nas demandas de interações dialógicas em contextos diversos da sociedade brasileira. A ação será realizada por meio de encontros presenciais com atividades teóricas e práticas, abordando termos-sinais da Libras, aspectos da cultura surda e reflexões sobre acessibilidade e inclusão no cotidiano escolar e no contexto de atendimento ao público em Libras.A metodologia incluirá explicações dialogadas, dinâmicas em grupo e exercícios práticos para que os participantes desenvolvam uma comunicação inicial em Libras.Espera-se que, ao final da oficina, os participantes estejam mais preparados para interagir de forma respeitosa e inclusiva, contribuindo para a redução de barreiras comunicacionais. O projeto também fortalece a formação acadêmica da estudante bolsista e fortalece o compromisso social do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima-IFRR em parceria com o Tribunal de Justiça de Roraima na promoção da acessibilidade e inclusão comunicacional. |
Miqueias Ambrosio dos Santos |
CBV |
Em execução |
2026-04-24T00:00:00 |
2026-06-27T00:00:00 |
A falta de vivências com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) ainda dificulta a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes. Muitas vezes, a exclusão acontece não pela deficiência, mas pela ausência de preparo da sociedade para garantir acessibilidade, as vezes até da própria família, por falta de oportunidade de cursos.De acordo com dados do IBGE, milhões de brasileiros possuem algum grau de deficiência auditiva. Isso mostra a importância de ações educativas que incentivem a inclusão linguística.Com a realização da oficina, pretende-se ampliar o acesso a conhecimentos básicos de Libras e promover uma postura mais consciente e respeitosa entre os participantes.Os beneficiários diretos serão estudantes, servidores do campus Boa Vista, membros da comunidade externa e servidores e prestadores de serviços do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) que poderão aplicar o que aprenderem em seu dia a dia acadêmico e profissional. O projeto é viável, pois utilizará espaços (salas de aula) e recursos humano (Professor de Libras e Acadêmica autora dessa proposta) já disponíveis no IFRR e interesse do TJRR conforme carta de aceite da instituição, exigindo-se baixo custo para execução. |
| AUTISMO – Grupo de apoio: cuidando de quem cuida: tecnologia social para fortalecimento de redes de apoio e inclusão de famílias atípicas em Roraima |
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) impõe desafios significativos às famílias, desde o processo de aceitação e compreensão do diagnóstico até as demandas relacionadas à convivência familiar, escolar e social da criança ou adolescente autista. Nesse contexto, o presente projeto propõe a implementação de um grupo de ajuda mútua, intitulado “Cuidando de quem cuida”, com o objetivo de oferecer suporte emocional, social e formativo a pais, familiares e cuidadores de pessoas com TEA. A proposta fundamenta-se na criação de um espaço acolhedor e inclusivo que contemple simultaneamente as necessidades dos cuidadores e dos próprios sujeitos autistas. Para isso, serão realizadas rodas de conversa e encontros formativos com os familiares, bem como atividades lúdicas, recreativas e esportivas adaptadas para crianças, além da oferta de um grupo específico voltado a adolescentes a partir de 12 anos e jovens autistas. Essa organização responde a uma demanda recorrente das famílias, que frequentemente não dispõem de rede de apoio para o cuidado dos filhos durante sua participação em ações formativas. As ações serão desenvolvidas no período de março a dezembro de 2026, por meio de encontros estruturados em formato de Grupo de Ajuda Mútua (GAM), oficinas temáticas, atividades práticas e eventos com a participação de profissionais especialistas, contando com o apoio da Associação União de Pais e Pessoas Autistas de Roraima (UPPARR). Espera-se, como resultados, o fortalecimento das redes de apoio, a promoção do bem-estar dos cuidadores e das pessoas com TEA, bem como o empoderamento das famílias, contribuindo para a inclusão social e a transformação da realidade dessas comunidades. Palavras-chave: Família. Transtorno do Espectro do Autismo. Programa de Apoio. Inclusão Escolar. |
Cristiane Pereira de Oliveira |
CBV |
Em execução |
2026-03-18T00:00:00 |
2026-12-23T00:00:00 |
A epidemiologia deste transtorno mostra que no Brasil, em uma pesquisa recente, a margem de acometimento pelo autismo é de 27,2 casos para cada 10.000 habitantes (PEREIRA et al, 2021).Ao receber o diagnóstico de uma criança com TEA provoca nos familiares um ajustamento e reorganização nos papéis e situações de vida frente à nova realidade, a qual oscila em momentos de angústia, aceitação, rejeição e esperança, fase conhecida como processo do luto. Portanto, o projeto surgiu a partir de um grupo de whatsApp de pais e familiares que compartilham estes sentimentos durante a descoberta e na procura por profissionais que atendam as especialidades sugeridas pelo médico.Diante da realidade desafiadora que é receber o diagnóstico de um filho com TEA, muitas famílias não encontram espaços de acolhimento, escuta e orientações sobre o que fazer depois do diagnóstico, ficam angustiadas, sem informações técnicas sobre onde encontrar tratamento e terapias, em estado de desamparo. Nesse sentido o projeto de ajuda mútua: cuidando de quem cuida, tem como objetivo principal promover o acolhimento, apoio e suporte necessário para os cuidadores de pessoas com autismo, a fim de proporcionar um espaço de troca de experiências, informações e orientações que contribuam para o bem-estar e qualidade de vida desses familiares. Concomitantemente, ofertar espaços de cuidado, recreação e estimulação de habilidades sociais às crianças e adolescentes autistas, filhos ou dependentes das famílias assistidas pelo projeto. O cerne desta proposta é o entendimento de que famílias de autistas apresentam sobrecarga mental, estresse e desafios de convivência diárias em níveis bastante elevados, comprometendo a saúde mental e a qualidade de vida de todos os membros da família, inclusive dos autistas, pois cuidadores estressados e adoecidos não conseguem desempenhar as funções de cuidado de forma eficaz. Com isso, a sobrecarga emocional, física e psicológica enfrentada por estes cuidadores, precisa ser manejada em espaços adequados, com ajuda profissional qualificada, pois muitos destes pais se veem sozinhos e desamparados diante dos desafios diários que envolvem o cuidado e acompanhamento de seus familiares, justificando assim, a implementação deste projeto, de vital importância e relevância em cuidados psicossociais deste público. A realização do projeto modificará essa situação ao proporcionar um espaço de acolhimento e apoio mútuo para os cuidadores, possibilitando a troca de experiências e estratégias de enfrentamento, o acesso a informações e orientações sobre o autismo e seus cuidados, bem como o desenvolvimento de atividades terapêuticas e de cuidado pessoal para promover o bem-estar e qualidade de vida dessas famílias.Os beneficiários diretos do projeto são os cuidadores de pessoas com autismo, que terão acesso a um espaço de acolhimento e suporte emocional, além de informações e orientações importantes para o cuidado de seus familiares. Já os beneficiários indiretos são as pessoas com autismo, que serão beneficiadas com um ambiente familiar mais acolhedor e equilibrado, proporcionado pelo apoio oferecido aos seus cuidadores. A importância do projeto para a sociedade está na promoção do bem-estar e qualidade de vida de famílias que lidam diariamente com o autismo, contribuindo para a conscientização sobre o TEA, combatendo preconceitos e capacitismo, bem como contribuindo para a redução de transtornos mentais associados à sobrecarga mental de ser cuidador em tempo integral, além de favorecer inclusão, com a construção de ambientes saudáveis e acolhedores para este público tão excluído do convívio social.A participação do estudante bolsista do curso de Licenciatura em Educação Física no projeto, proporcionará uma vivência prática essencial para sua formação docente, alinhando-se às diretrizes da extensão do IFRR. O contato direto com crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) permite ao futuro professor compreender melhor as necessidades desse público, favorecendo sua capacitação para atuar na Educação Básica e na Educação de Jovens e Adultos (EJA) de forma inclusiva.Além disso, o projeto contribuirá para o alcance dos objetivos do curso ao proporcionar experiências que aprimoram a prática pedagógica na área da Educação Física. O bolsista tem a oportunidade de desenvolver estratégias de ensino adaptadas às necessidades dos participantes, promovendo atividades lúdicas, recreativas e esportivas que incentivam a interação social e o desenvolvimento motor. Dessa forma, ele fortalece sua competência profissional, tornando-se um educador preparado para atender às demandas dos sistemas educacionais do estado e dos municípios, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino da Educação Física.Ademais, ao atuar na promoção da qualidade de vida por meio do movimento humano, o estudante vivenciará, na prática, a importância da Educação Física como um meio de inclusão e bem-estar social. O envolvimento no projeto amplia sua compreensão sobre a relevância das intervenções pedagógicas no contexto da diversidade, consolidando sua formação não apenas como professor, mas como agente de transformação na comunidade. O impacto social do projeto é significativo, pois atenderá diretamente a uma demanda latente da comunidade: o acolhimento e suporte às famílias de pessoas com TEA. Através das atividades realizadas, buscará promover a inclusão e o fortalecimento das relações familiares e sociais, reduzindo o isolamento enfrentado por muitos pais e cuidadores. A oferta de espaços de interação e suporte emocional auxiliará na construção de uma rede de apoio solidária, essencial para o bem-estar dessas famílias. Assim, o projeto não apenas transforma a realidade dos participantes diretos, mas também contribuirá para a conscientização da sociedade sobre a importância da inclusão e da valorização da neurodiversidade. A viabilidade de operacionalização e execução do projeto se dá pela articulação com profissionais da área da saúde, psicologia e assistência social, que poderão contribuir com escuta qualificada, orientações e atividades com ganhos terapêuticos para os cuidadores, crianças e adolescentes que serão assistidos pelo projeto. Também, garantir parcerias com instituições e organizações que atuam na área do autismo, como a Associação União de Pais e Pessoas Autistas de Roraima - UPPARR, com a finalidade de articular ações e ofertar o apoio necessário para a realização das atividades propostas.Diante do exposto, a realização do projeto se apresenta como uma iniciativa fundamental para promover o bem-estar e qualidade de vida de famílias que lidam com o autismo, contribuindo para a inclusão e o desenvolvimento saudável dessas pessoas em nossa sociedade. |
| Sentinelas da Água Urbana: Protótipo de Baixo Custo para Monitoramento de Níveis em Igarapés, Canais e Reservatórios para Suporte à Modelagem Hidrológica |
O presente projeto tem como objetivo desenvolver e implementar um protótipo de baixo custo capaz de aferir, registrar e armazenar dados de níveis de água em cursos d’água urbanos, contribuindo para o monitoramento hidrológico de microbacias e para a geração de séries históricas de dados ambientais. A aplicação inicial será realizada no município de Boa Vista, no estado de Roraima, com instalação dos dispositivos em pontos estratégicos das sub-bacias urbanas dos igarapés Mirandinha e Pricumã, áreas que apresentam influência direta da urbanização e alterações no comportamento hidrológico.A proposta caracteriza-se como uma iniciativa de Extensão Tecnológica e de Inovação, pois envolve o desenvolvimento de um novo dispositivo eletrônico de monitoramento hidrológico e, simultaneamente, a disponibilização de dados ambientais que poderão apoiar gestores públicos, pesquisadores e a sociedade no acompanhamento das variações de níveis de água em ambientes urbanos. O protótipo será desenvolvido nos laboratórios de eletrônica e eletrotécnica do Instituto Federal de Roraima – Campus Boa Vista, utilizando sensores ultrassônicos de distância, microcontroladores, sistemas de armazenamento de dados em cartões de memória e estrutura física produzida por impressão 3D.Após a etapa de desenvolvimento e validação em laboratório, os dispositivos serão instalados nas sub-bacias selecionadas para realização de um monitoramento hidrológico contínuo ao longo de aproximadamente 12 meses, com coleta periódica dos dados armazenados nos sensores. As informações obtidas serão organizadas em um banco de dados hidrológicos, permitindo análises relacionadas às variações de níveis de água e sua relação com eventos de precipitação, utilizando dados pluviométricos provenientes de estações automáticas operadas por instituições como CEMADEN e INMET.Além da geração de dados hidrológicos, o projeto possui forte caráter formativo, promovendo a integração interdisciplinar entre estudantes do curso Técnico em Eletrotécnica/Eletônica e do curso de Tecnologia em Saneamento Ambiental, que participarão tanto do desenvolvimento do protótipo quanto das atividades de monitoramento em campo. Os resultados obtidos serão divulgados por meio de relatórios técnicos, mídias digitais e produção científica, incluindo a elaboração de um artigo para periódico e outro para evento científico.Dessa forma, o projeto busca contribuir para o desenvolvimento de tecnologias acessíveis para monitoramento ambiental, ampliar a disponibilidade de dados hidrológicos em microbacias urbanas e fortalecer a interação entre instituição de ensino, poder público e sociedade na busca por soluções inovadoras para a gestão sustentável dos recursos hídricos urbanos..Além da implementação inicial em Boa Vista, a tecnologia será concebida com arquitetura simples, modular e replicável, permitindo sua aplicação em outros municípios brasileiros que enfrentam limitações no monitoramento hidrológico urbano. Dessa forma, o projeto contribui para a disseminação de tecnologias acessíveis, para a geração de informações ambientais relevantes e para o fortalecimento da interação entre universidade, poder público e sociedade, promovendo soluções inovadoras voltadas à gestão sustentável das cidades. |
Deividy Kaik de Lima Araujo |
CBV |
Em execução |
2026-08-01T00:00:00 |
2027-02-25T00:00:00 |
A urbanização tem provocado mudanças significativas na dinâmica hidrológica das bacias hidrográficas, especialmente em ambientes urbanos onde o aumento da impermeabilização do solo reduz a infiltração e intensifica o escoamento superficial. Esse processo resulta em respostas hidrológicas mais rápidas e aumento da frequência de eventos de alagamento, demandando maior capacidade de monitoramento e gestão dos sistemas de drenagem urbana (Tucci, 2007; Fletcher et al., 2013). No contexto brasileiro, esse desafio torna-se ainda mais relevante devido ao crescimento urbano acelerado observado nas últimas décadas, muitas vezes acompanhado por limitações na infraestrutura de monitoramento hidrológico.Apesar da importância do monitoramento hidrológico para o planejamento urbano e a gestão de riscos, a disponibilidade de dados observados de nível e vazão em cursos d’água de pequena escala ainda é bastante limitada no Brasil. As redes hidrometeorológicas existentes, em grande parte operadas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), concentram-se principalmente em rios de médio e grande porte, deixando lacunas importantes no monitoramento de microbacias e cursos d’água urbanos (ANA, 2022). Essa carência de dados é particularmente crítica em microbacias urbanas, onde a variabilidade hidrológica pode ser significativa e altamente influenciada pelo uso e ocupação do solo (McMillan et al., 2017).A escassez de dados observados dificulta o desenvolvimento de estudos hidrológicos mais robustos, limita a calibração e validação de modelos hidrológicos e compromete a capacidade de planejamento de sistemas de drenagem urbana. Modelos hidrológicos do tipo chuva–vazão, amplamente utilizados para simular o comportamento hidrológico de bacias, dependem fortemente de dados observacionais para garantir maior confiabilidade em suas estimativas (Beven, 2012). Dessa forma, ampliar a disponibilidade de séries históricas de dados hidrológicos torna-se uma necessidade fundamental para o avanço das pesquisas e para a melhoria das estratégias de gestão urbana.Nesse contexto, o desenvolvimento de tecnologias acessíveis de monitoramento hidrológico representa uma oportunidade relevante para ampliar a coleta de dados em ambientes urbanos. Avanços recentes na área de sensores de baixo custo e sistemas embarcados têm permitido a construção de dispositivos capazes de monitorar variáveis hidrológicas com custos significativamente menores que os sistemas tradicionais (Lowry & Fienen, 2013; Tauro et al., 2018). Esses sistemas apresentam grande potencial para aplicação em redes de monitoramento distribuídas, especialmente em regiões onde há restrições orçamentárias para implantação de estações hidrológicas convencionais.Diante desse cenário, o presente projeto propõe o desenvolvimento e implementação de um protótipo de baixo custo para monitoramento de níveis de água em cursos d’água urbanos, inicialmente aplicado às sub-bacias dos igarapés Mirandinha e Pricumã, no município de Boa Vista (RR). A proposta busca contribuir para a geração de séries históricas de dados hidrológicos observados, ampliar a disponibilidade de informações ambientais em microbacias urbanas e fortalecer iniciativas de monitoramento ambiental com potencial de replicação em outros municípios brasileiros. Além disso, o projeto integra atividades de extensão tecnológica e inovação, promovendo a formação interdisciplinar de estudantes e a disseminação de tecnologias aplicadas ao monitoramento hidrológico urbano. |
| Treinamento de Goleiros de Futsal - 2026 |
Este projeto tem como objetivo o desenvolvimento de habilidades específicas para goleiros de futsal, com foco jovens do sexo masculino até 21 anos, realizado no Instituto Federal de Roraima – Campus Boa Vista. As sessões de treinamento ocorrerão todas as quintas-feiras, das 20h às 22h, no ginásio poliesportivo da instituição. O foco será a capacitação técnica e tática, aprimorando os fundamentos e as habilidades necessárias para a atuação eficaz na posição de goleiro, como posicionamento, defesa, jogo com os pés, leitura de jogo e condicionamento físico. Além disso, busca promover a integração social dos participantes, a disciplina e o espírito de equipe. |
Rodrigo Viana Bezerra |
CBV |
Em execução |
2026-03-12T00:00:00 |
2026-12-15T00:00:00 |
A posição de goleiro no futsal é uma das mais exigentes e específicas dentro de qualquer modalidade esportiva coletiva. No futsal, o goleiro não se limita a defender o gol, mas também deve ser capaz de participar ativamente da construção de jogadas e ter habilidades técnicas que o tornem um jogador completo. Apesar da importância dessa função, muitos jovens goleiros enfrentam dificuldades em desenvolver as habilidades necessárias para atuar de forma eficiente em alto nível.O projeto se justifica pela necessidade de oferecer treinamentos especializados para goleiros, visando aprimorar suas habilidades e preparar os jovens para competições em diferentes níveis. Ao focar nas técnicas específicas de goleiro e na importância da formação física, tática e mental, o projeto contribui para o aumento da qualidade técnica dos jovens atletas, além de incentivar o trabalho em equipe, o fair play e a convivência saudável entre os participantes. |
| CAMSOM: Formando Instrumentistas |
O Projeto de Formação de Instrumentistas para Banda Sinfônica visa capacitar alunos do IFRR/CAM bem como membros da comunidade em geral para que possam formar e auxiliar na construção da primeira Banda Sinfônica desta Região. Observando a comunidade local, percebe-se a falta de projetos voltados para a cultura de uma forma continuada. Banda Sinfônica é uma formação musical em que predominam instrumentos de sopro e percussão. Dedica-se à difusão da música de concerto e ao incentivo de novas composições e arranjos para esta formação instrumental. O Projeto Formação de Instrumentistas já desenvolvido anteriormente pelo Programa de Bolsa Acadêmica de Extensão objetiva oportunizar o ensino da música, visando a iniciação musical de crianças e jovens e a participação em bandas sinfônicas. O IFRR- CAM disponibiliza aos alunos os instrumentos como: instrumentos de banda base, flauta doce, instrumentos de sopro e instrumentos de percussão, despertando a capacidade de ouvir e compreender a música de forma crítica, contribuindo assim no aprimoramento e na formação de plateias, apresentando diversos ritmos musicais, bem como aprecia-los, identifica-los, estimulando a sensibilidade rítmica, percepção auditiva, coordenação motora. Assim todos os participantes recebem a oportunidade de um aprendizado musical estruturado, já é esperado que o Projeto atenda mais de 50 alunos tanto da Sede Vila Brasil-Amajari como de algumas comunidades das proximidades. |
Lucas Correia Lima |
CAM |
Em execução |
2026-03-23T00:00:00 |
2026-09-30T00:00:00 |
A formação de Instrumentistas para uma Banda Sinfônica é um projeto cultural que visa tirar o jovem da ociosidade, dar oportunidade de aprender uma arte fazendo com que ele tenha uma nova perspectiva de vida social e de trabalho na área de musica.Entendemos que uma política cultural consistente não é aquela que centra sua atenção em eventos isolados, e sim a que desenvolve ações continuadas visando resultados a médio e longo prazo. Cabe a todos nós a articulação dos mecanismos dispostos pelo Estado, conjuntamente com outras iniciativas, que sejam privadas ou de outras organizações, criando assim, um intercambio entre as várias linguagens, e com isso potencializando o surgimento de novos talentos. Em Amajari quem deseja ter uma formação musical tem que recorrer às escolas de música em Boa Vista (que fica aproximadamente 150 Km deste Município) o que se torna inviável para a maioria dos moradores. Desta forma, a proposta é oferecer a oportunidade de um aprendizado musical estruturado, gratuito, que se constitua em um espaço democrático onde todos independente de condição social, possam ter acesso a uma arte que é valiosa culturalmente e enriquecedora do ponto de vista educativo. |
| Práticas Esportivas Comunitárias: Integração Social, Saúde e Desenvolvimento Humano no IFRR - Campus Amajari |
O Projeto proposto visa oportunizar a prática de gincanas, voleibol, queimada, atletismo, tênis de mesa e futsal para interação social entre indígenas, estrangeiros, não indígenas, servidores e egressos no ambiente escolar do Instituto Federal de Roraima - Campus Amajari (IFRR -CAM). Adolescentes e crianças que residem na Vila Brasil não possuem local para prática esportivas ou praça pública e isso acaba gerando situações que deixam principalmente as crianças e adolescentes em uma grande vulnerabilidade social, sendo que os locais improvisados para práticas esportivas são locais afastados desprovido de iluminação e segurança. No município de Amajari-RR, a diversidade populacional está estampada nos rostos, nos sotaques, nas línguas das diferentes etnias, como também dos estrangeiros vindos da Venezuela, todo esse contexto está fora e também do lado de dentro do Instituto Federal de Roraima - Campus Amajari com mais de 120 alunos (as) alojados (as), sendo que muitos deles, passam meses sem poderem regressar para as suas residências por falta de recursos financeiros para pagar o transporte. Quando abordamos o assunto sobre identidade cultural no contexto escolar, estamos envolvendo questões de valores que, para alguns alunos, são importantes, que marcam sua história e para muitos, fortalecidos pela globalização, apenas um assunto passageiro. Entendemos que uma política cultural consistente não é aquela que centra sua atenção em eventos isolados, e sim a que desenvolve ações continuadas visando resultados a médio e longo prazo. A prática de esportes é um direito que está assegurado na Constituição Federal brasileira e no Estatuto da Criança e do Adolescente. O esporte é para todos, e deve ser praticado com respeito à diversidade e às condições físicas e psicológicas de cada pessoa |
Lucas Correia Lima |
CAM |
Em execução |
2026-03-16T00:00:00 |
2026-12-10T00:00:00 |
No município de Amajari-RR, a diversidade populacional está estampada nos rostos, nos sotaques, nas línguas das diferentes etnias (Macauxi, Taurepang, Whapixana, Xiriana, Yekuana e Sapará), como também dos estrangeiros vindos da Venezuela a procura de um novo começo de vida buscando apoio do povo brasileiro, todo esse contexto está do lado de dentro do Instituto Federal de Roraima Campus Amajari com mais de 120 alunos (as) alojados que passam meses sem poderem regressar para as suas residências por falta de recursos financeiros para pagar o transporte (as) e também do lado de fora, na Vila Brasil, sede do Município. Quando abordamos o assunto sobre identidade cultural no contexto escolar, estamos envolvendo questões de valores que, para alguns alunos, são importantes, que marcam sua história; e para muitos, fortalecidos pela globalização, apenas um assunto passageiro. A maneira como será repassado esse conhecimento irá dizer se essa prática educativa deve buscar transformações ou a manutenção do público onde está inserido; não será apenas as práticas esportivas que vai determinar a direção, e sim a didática, o modo de como o conhecimento é transmitido.Cabe a todos nós a articulação dos mecanismos dispostos pelo Estado, conjuntamente com outras iniciativas, que sejam privadas ou de outras organizações, criando assim, um intercambio entre as várias linguagens, e com isso potencializando o surgimento de novos talentos. O projeto proposto na verdade já é uma procura de jovens Egressos do IF CAM, adolescentes e crianças que residem na Vila Brasil que não possuem local para praticar atividades esportivas e praça pública e isso acaba gerando situações que deixam principalmente as crianças e adolescentes em uma grande vulnerabilidade social, sendo que os locais improvisados para práticas esportivas são locais afastados desprovido de iluminação e segurança, o que ocasionou no final do ano passado (2023) dois casos de violência sexual contra duas crianças de aproximadamente 12 anos. Durante o ano de 2024 ma de alunos de voleibol, no qual, integrantes do time desenvolviam projetos da prática deste esporte trazendo crianças e adolescentes da comunidade para dentro da Instituição estimulando a prática esportiva e uma vida saudável. Muitos desses alunos/atletas egressos ainda residem na Vila Brasil e sempre nos relatam sobre a falta de espaços para a prática esportiva o que acaba gerando um grande quantitativo de indivíduos com espaço/tempo ociosos. Desde o ano de 2020 não foi criado no Campus Amajari algum projeto voltado para as práticas esportivas, e isso também é bem discutido entre os alunos alojados, que em muitos momentos se reúnem ao entardecer para relembrar as brincadeiras de infância ajudando na socialização cultural e interação social. A aprovação deste projeto é aguardo por membros da comunidade e irá trazer um grande impacto positivo social na vida de muitos adolescentes e crianças desprovidos de espaços para práticas esportivas. |
| Xeque-mate da saúde mental: o xadrez como atividade de integração, relaxamento e reflexão |
Um fato incontestável é que o xadrez é um notável esporte e também uma importante fonte de cultura, arte e ciência, que pode ser usado como recurso pedagógico para melhorar o desempenho de alunos no ambiente escolar, possibilitando ainda às pessoas que o praticam o desenvolvimento de uma série de habilidades positivas para o ser humano, tais como a melhora do raciocínio lógico, da atenção, da concentração, entre outras. Dessa forma, este projeto visa oferecer aulas de xadrez básico preferencialmente para o público de alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental II matriculados nas escolas próximas à localidade do IFRR/CBVZO. Para isso serão realizadas 8 aulas, uma por semana durante 2 meses, com duração de 2h cada no período da tarde, executadas de maneira expositiva, dialogada e prática, abordando os conteúdos mais relevantes do xadrez básico. Espera-se que o público atendido domine os principais aspectos do jogo de xadrez básico e da cultura enxadrística de modo geral. |
Vitor Lopes Resende |
CBVZO |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
O xadrez se apresenta não somente como um interessante jogo, mas também como um notável esporte, fonte de cultura, arte e ciência. Perpassa desde os ambientes competitivos profissionais a ambientes escolares, possuindo o potencial de ajudar a desenvolver diversas qualidades nas pessoas que o praticam, tais como atenção, concentração, melhora na tomada de decisões, criatividade, resolução de problemas, e entre outras. Pode ser ainda usado como recurso pedagógico para melhorar o rendimento e o desempenho dos alunos nas mais diversas atividades escolares, portanto, no sentido de todas as potencialidade do xadrez, promover a prática desse esporte e a difusão da cultura enxadrística por meio de atividades de extensão se traduz como uma importante ação educacional.Vale ressaltar ainda que os estudantes bolsistas e voluntários que compõe o projeto, se beneficiarão também do desenvolvimento das mesmas qualidades citadas acima, pois estarão diretamente ligados não somente com as atividades ofertadas mas também com a participação no desenvolvimento e elaboração delas. |
| Dança, sociedade e emoções: o corpo como meio de comunicação, expressão e transformação social |
O referido projeto propõe integrar arte, cultura, educação e reflexões sociológicas, por meio da dança e da expressão corporal no ambiente escolar. Parte da compreensão de que o corpo é um espaço de construção social, cultural e simbólica, no qual se manifestam identidades, subjetividades, emoções e experiências coletivas. Nesse sentido, o projeto articula ensino, pesquisa e extensão, promovendo uma aproximação entre estudantes, bolsista, voluntários e comunidade externa. A proposta consiste na realização de oficinas de dança e expressão corporal com estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFRR, Campus CBVZO, estimulando a reflexão sobre emoções, identidade, cultura e sociedade. Ao mesmo tempo, o projeto possibilita que estudantes e comunidade externa, envolvidos na ação, desenvolvam experiências formativas no campo da docência, da pesquisa e da intervenção social, fortalecendo a relação entre conhecimento acadêmico e realidade social. Assim, a dança torna-se um instrumento pedagógico e sociológico capaz de promover autoconhecimento, empatia, criatividade e consciência crítica e social, contribuindo para uma educação mais sensível, crítica e emancipadora, visando o combate de todas as formas de discriminação e opressões, e combate às desigualdades sociais. |
Valeria Patricia Araujo Silva |
CBVZO |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
A dança constitui uma importante forma de expressão cultural e social, na qual o corpo se torna um meio de comunicação capaz de transmitir emoções, experiências e identidades. No campo da Sociologia, compreender o corpo como um espaço de expressão simbólica permite analisar como sentimentos, valores e vivências coletivas se manifestam para além da linguagem verbal. Nesse sentido, a dança possibilita explorar a ideia de que “o corpo fala”, revelando aspectos da subjetividade e das relações sociais presentes em diferentes contextos culturais. Em muitos espaços educativos e comunitários, as emoções ainda são pouco trabalhadas como parte do processo de formação social. A dança surge, portanto, como uma ferramenta potente para promover a expressão emocional, o autoconhecimento e a valorização da diversidade cultural. Por meio do movimento corporal, os participantes podem refletir sobre suas próprias experiências, desenvolver empatia e fortalecer vínculos coletivos. Além disso, o projeto poderá contribuir na aproximação entre jovens e comunidade externa do IFRR, Campus CBVZO, promovendo um espaço de troca de saberes em que o conhecimento acadêmico dialoga com práticas culturais e experiências vividas pelos participantes. A dança, enquanto prática acessível e universal, favorece a participação ativa de diferentes públicos, estimulando a reflexão sociológica sobre o corpo, as emoções e as formas de comunicação não verbal presentes na vida cotidiana. Dessa forma, o projeto busca utilizar a dança como instrumento de reflexão social e expressão emocional, incentivando a percepção do corpo como um meio de linguagem e construção de sentidos. Ao valorizar o movimento como forma de comunicação, a proposta fortalece a compreensão das relações entre cultura, sociedade e subjetividade, contribuindo para uma formação mais sensível, crítica e participativa. |
| Formação política e cidadã aos jovens para fortalecimento do controle social |
RESUMOEste projeto de extensão tem como objetivo promover a formação política e cidadã de estudantes do ensino médio da rede pública, estimulando o conhecimento sobre o funcionamento do Estado brasileiro, a administração pública e os mecanismos de participação popular. A iniciativa parte da compreensão de que o fortalecimento da cidadania e da participação social depende do acesso à informação e da formação crítica dos indivíduos, especialmente entre os jovens. Nesse sentido, o projeto busca contribuir para o desenvolvimento do protagonismo juvenil e para a ampliação do conhecimento acerca dos direitos e deveres dos cidadãos no contexto democrático. A metodologia adotada consiste na realização de oito oficinas em escolas estaduais com estudantes do 1º, 2º e 3º ano do ensino médio. As atividades serão desenvolvidas por meio de exposições dialogadas, rodas de conversa e debates, abordando temas como cidadania, funcionamento do Estado, administração pública e controle social. Espera-se, com a execução do projeto, ampliar a compreensão dos estudantes sobre os processos políticos e incentivar sua participação ativa na sociedade, fortalecendo a cultura democrática e o exercício da cidadania.Palavras-chave: Cidadania; Controle Social; Estado; Políticas Públicas. |
Caio Felipe Fonseca do Nascimento |
CBVZO |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
A participação social representa um elemento de extrema importância para o fortalecimento da democracia e para a melhoria da gestão pública. No Brasil, a Constituição Federal de 1988, conhecida como constituição cidadã, ampliou os mecanismos de participação popular, possibilitando que a sociedade acompanhe, fiscalize e contribua com a formulação e implementação das políticas públicas (BRASIL, 1988).Nesse contexto, o controle social surge como um importante instrumento democrático, permitindo que os cidadãos participem ativamente do acompanhamento das ações governamentais e da gestão dos recursos públicos. Maria da Glória Gohn (2011) afirma que os mecanismos participativos, previstos na carta magna e demais legislações, como conselhos de políticas públicas, conferências e audiências públicas, representam espaços institucionais que fortalecem a relação entre Estado e sociedade civil.Apesar dos avanços institucionais, ainda se observa uma baixa participação da população, especialmente entre os jovens, nos espaços de controle social. A falta de conhecimento sobre direitos, deveres e instrumentos de participação cidadã contribui para esse cenário, limitando o envolvimento da juventude nos processos democráticos.Tal cenário demonstra uma situação preocupante, pois quanto menor é a participação da sociedade no planejamento, execução e controle das políticas públicas, menor tende a ser a qualidade dos serviços prestados.Dessa forma, a formação política e cidadã torna-se essencial para o desenvolvimento de uma consciência crítica e participativa. Conforme destaca Paulo Freire (1996), a educação deve contribuir para a formação de sujeitos conscientes de sua realidade e capazes de atuar na transformação social. Nesse sentido, iniciativas educativas voltadas para a cidadania podem estimular o protagonismo juvenil e ampliar a participação dos jovens na gestão pública.Assim, o presente projeto de extensão tem como objetivo promover a formação política e cidadã de jovens, incentivando sua participação nos mecanismos de controle social e fortalecendo a cultura democrática. |