| Oficina de Instalações Elétricas Residenciais para Mulheres |
O projeto propõe a oferta de uma Oficina de Instalações Elétricas Residenciais para 30 mulheres das comunidades interna e externa, com foco na formação técnica básica, segurança em serviços elétricos e incentivo ao empreendedorismo, contribuindo para a redução das desigualdades de gênero no setor elétrico. A iniciativa integra ensino, extensão e formação cidadã, com participação de bolsista extensionista. A metodologia inclui diagnóstico inicial, palestra teórica sobre eletricidade e segurança, oficinas práticas supervisionadas de instalações elétricas básicas e avaliação formativa das atividades. Espera-se atingir ao menos 75% de conclusão das participantes, fomentar o empreendedorismo individual e fortalecer o papel social do IFRR na promoção da equidade de gênero e do desenvolvimento regional sustentável. |
Lucielen Nunes Barroso Nascimento |
CBV |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
A presença feminina no setor elétrico ainda é reduzida devido a vários fatores, sendo reflexo de barreiras históricas, culturais e estruturais que limitam o acesso das mulheres às áreas técnicas. Em comunidades socialmente vulneráveis, essa realidade é ainda mais evidente, resultando em menor autonomia financeira e dependência econômica (SOUZA, 2025). Este projeto tem relevância social por promover inclusão produtiva e igualdade de gênero, além de contribuir para a segurança das instalações elétricas domiciliares. No âmbito acadêmico, fortalece a formação dos estudantes bolsistas e voluntários ao proporcionar vivência prática, desenvolvimento de responsabilidade social e aplicação dos conhecimentos técnicos.Neste contexto, a oferta de uma Oficina de Instalações Elétricas Residenciais para Mulheres atende a uma demanda social concreta: ampliar oportunidades de qualificação técnica, incentivando as mulheres a se qualificarem nessa área, de modo que impactem na geração de renda e autonomia financeira, além de contribuir para a equidade de gênero no setor elétrico, como citado anteriormente. A proposta é viável, pois contará com laboratório institucional, equipe qualificada e apoio docente para mobilização das participantes. |
| Conscientização em Saúde |
O presente projeto de extensão tem como objetivo promover ações educativas em saúde voltada à conscientização com foco em prevenção da gravidez na adolescência e combate ao uso de álcool e outras drogas entre estudantes do 9º ano do Colégio Estadual Militarizado Ovidio Dias de Souza - Cem XXV localizada na Vila Brasil, município de Amajari–RR. A proposta será executada ao longo de três meses, envolvendo inicialmente 67 estudantes distribuídos em três turmas, sob coordenação/supervisão da Enfermeira do IFRR Campus Amajari e execução direta de uma aluna bolsista e uma bolsista voluntária.Inicialmente será aplicado um questionário diagnóstico para avaliar o nível de conhecimento dos estudantes acerca das temáticas abordadas. Posteriormente, serão realizadas rodas de conversa, palestras educativas e atividades interativas, como quizzes e dinâmicas participativas, visando esclarecer dúvidas e estimular o pensamento crítico e a tomada de decisões conscientes. Ao final, será reaplicado o mesmo questionário para que seja medido o conhecimento que foi adquirido durante a execução das atividades. O projeto busca fortalecer a educação em saúde no ambiente escolar, contribuindo para a formação integral dos adolescentes e para a redução de vulnerabilidades sociais e comportamentais que estão presente na localidade. |
Bruna Pereira da Silva |
CAM |
Em execução |
2026-04-08T00:00:00 |
2026-07-08T00:00:00 |
A adolescência constitui um período marcado por intensas transformações biológicas, emocionais e sociais, sendo também uma fase de maior exposição a comportamentos de risco, como gravidez precoce e uso de substâncias psicoativas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE) indicam que, no Brasil, a taxa de fecundidade entre adolescentes de 15 a 19 anos permanece significativa, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde fatores socioeconômicos, desigualdades educacionais e dificuldades de acesso à informação em saúde ampliam situações de vulnerabilidade social. Informações do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC/DATASUS) demonstram que ainda ocorrem milhares de nascimentos anuais em mães adolescentes, evidenciando desafios relacionados à educação sexual, ao acesso aos serviços de saúde e ao diálogo familiar.Além disso, estudos nacionais apontam que o consumo de álcool frequentemente se inicia ainda na adolescência, estando associado à influência social, curiosidade e à ausência de espaços seguros de diálogo e orientação qualificada. O uso precoce de álcool e outras drogas pode ocasionar prejuízos ao desenvolvimento físico, emocional e cognitivo, além de aumentar a exposição a situações de violência, evasão escolar e comportamentos de risco.Nesse contexto, a escola configura-se como espaço estratégico para ações de promoção da saúde e prevenção de agravos, permitindo a construção coletiva do conhecimento por meio do diálogo, da escuta ativa e da valorização das experiências juvenis. A realização de ações educativas voltadas à conscientização em saúde contribui para o fortalecimento da autonomia dos adolescentes e para o desenvolvimento de habilidades que favoreçam escolhas responsáveis.O presente projeto também se alinha ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (ODS 3) da Organização das Nações Unidas, que visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. Entre suas metas destacam-se a promoção da saúde mental, a prevenção do abuso de substâncias, a redução da mortalidade materna e o acesso universal à informação e aos serviços de saúde sexual e reprodutiva. |
| Ciência na rua: Divulgando a Aquicultura |
O Estado de Roraima tem enfrentado diversos desafios relacionados à degradação ambiental, especialmente no que diz respeito aos corpos d'água e sua fauna. Com o intuito de alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pelos países membros da ONU e de acordo com a missão do IFRR-CNP, este projeto tem como objetivo principal promover ações itinerantes em espaços públicos de 5 municípios do sul de Roraima, por meio da divulgação da aquicultura como atividade sustentável para produção de prteína animal de qualidade, visando a educação e a sensibilização ambiental para um público diversificado, abrangendo todas as faixas etárias e classes sociais. Serão realizadas atividades que incluem apresentação de pitch's e exposição de coleções biológicas em praças públicas, contribuindo não apenas para a formação dos estudantes que fazem parte da equipe, mas também para a abordagem interdisciplinar dos temas relacionados ao meio ambiente. A longo prazo, espera-se que essas ações contribuam para o fortalecimento da aquicultura, por meio da extensão rural, além de contribuir com a conscientização e a preservação ambiental na região. |
Ellano Jose da Silva |
CNP |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
Direito à educação e papel do IFRR-CNP no Sul de RoraimaO Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR) tem como visão se tornar referência na região amazônica como agente de transformação social por meio do ensino, pesquisa, extensão e inovação. Nesse contexto, o presente projeto "Ciência na Rua" busca preencher uma lacuna ao levar educação ambiental de forma acessível e interativa para as comunidades. Utilizando um museu itinerante, o projeto aproxima-se das pessoas em seu próprio ambiente, facilitando o acesso à informação e possibilitando a interação direta com as coleções biológicas de organismos aquáticos.As atividades de comunicação e divulgação científica envolvem diferentes públicos, aumentando a conscientização, o apoio e a participação na ciência, além de influenciar as escolhas educacionais e profissionais. Essas atividades proporcionam uma experiência divertida, prática e emocionante da ciência para crianças, professores e pais, estimulando o interesse e promovendo a ciência como uma opção de carreira e área de pesquisa. Elas incluem visitas a escolas, demonstrações, eventos científicos públicos, como palestras e exposições, e a participação de cientistas em debates mediados por institutos de pesquisa, departamentos acadêmicos e instituições de ensino.Comunicar a ciência de forma eficaz para diversos públicos é essencial para aumentar a compreensão pública e o conhecimento científico. Essas iniciativas científicas impulsionam o desenvolvimento de sociedades baseadas no conhecimento. Além disso, as atividades de divulgação visam combater a diminuição do interesse por cursos em instituições de ensino técnico e superior (McCauley et al., 2006). Portanto, é fundamental investir recursos significativos na promoção do desenvolvimento científico, conectando a educação e o conhecimento com o crescimento e a prosperidade nacionais (Beetlestone et al., 1998, McCauley et al., 2006 e Edwards, 2004).A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 205, estabelece a educação como um direito de todos:“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”Apesar de ter sido publicada em 1988, o incentivo à educação se torna cada vez mais necessário, especialmente no mundo moderno, onde a informação é obtida rapidamente por meio de redes e mídias sociais que, muitas vezes, transmitem informações falsas, resultando em múltiplos transtornos para a sociedade.Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS)A Organização das Nações Unidas (ONU), composta por 193 países, incluindo o Brasil, assumiu o compromisso de adotar a "Agenda Pós-2015", considerada uma das mais ambiciosas da história da diplomacia internacional. Através dessa agenda, as nações se empenharão em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os ODS constituem um plano de ação global que visa erradicar a pobreza extrema e a fome, proporcionar educação de qualidade ao longo da vida para todos, proteger o planeta e promover sociedades pacíficas e inclusivas até o ano de 2030.Esses objetivos são baseados nos compromissos estabelecidos para crianças e adolescentes nas áreas de pobreza, nutrição, saúde, educação, água, saneamento e igualdade de gênero, que já faziam parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, predecessores dos ODS (UNICEF, 2023).Dentre os ODS, o presente projeto contempla dois:i) Educação de qualidade - Garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos; ii) Vida na água - Aumentar o conhecimento científico e desenvolver capacidades de pesquisa.A educação ambiental tem sido cada vez mais valorizada como ferramenta para conscientização e conservação do meio ambiente. Nesse sentido, é importante destacar a relevância dos organismos aquáticos como objeto de ensino e aprendizagem no contexto ambiental, uma vez que despertam grande interesse da população em geral. Degradação dos ambientes aquáticos em RoraimaO estado de Roraima, pertencente à Amazônia Legal, vem enfrentando problemas sérios relacionados à degradação ambiental. O desmatamento vem aumentando rapidamente, especialmente devido ao avanço do agronegócio não sustentável, à grilagem de terras, ao roubo de madeira e ao garimpo ilegal.Roraima possui grande abundância de recursos hídricos, sendo o rio Branco o principal tributário de sua rede de drenagem, formado pela confluência dos rios Uraricoera e Tacutu. O rio Branco deságua no rio Negro, seu maior afluente (CARVALHO; MORAIS, 2014). No entanto, o processo de urbanização em Roraima apresenta algumas peculiaridades. O estado experimentou um crescimento populacional explosivo devido às migrações decorrentes do garimpo nas décadas de 1970 e 1980, resultando em um rápido e caótico processo de ocupação humana, principalmente em sua capital. Mesmo com a diminuição da ocupação humana após o fechamento dos garimpos, o crescimento populacional ainda é significativo (IBGE, 2010; FALCÃO et al., 2012; JUNIOR & JUNIOR, 2018).A rápida urbanização em Roraima representa uma ameaça aos recursos hídricos locais, o que pode resultar em danos significativos aos organismos aquáticos, incluindo contaminação e até mesmo extinção. No entanto, as políticas públicas estaduais voltadas para a proteção desses recursos são incipientes e apresentam diversas lacunas. Roraima foi o último estado brasileiro a implementar a Política Estadual de Recursos Hídricos, com base na Lei 9.433/97 (TOSCANO; SILVA, 2012; TOZI; MASCARENHAS; PÓLEN, 2018). Essa falta de medidas adequadas para lidar com os impactos da urbanização nos recursos hídricos é preocupante, especialmente considerando a importância desses ecossistemas para o equilíbrio ambiental e a sustentabilidade da região.A poluição de ambientes aquáticos atingiu níveis críticos nos últimos anos. A contaminação por metais pesados, como o mercúrio, proveniente da atividade ilegal de garimpos contaminados, vem afetando toda a cadeia aquática, com destaque para os peixes, o que representa um risco para a saúde da população local, prejudicando o ciclo de vida de diversos invertebrados e afetando toda a população que depende dos recursos pesqueiros (VASCONCELOS et al., 2022).Diante disso, o presente projeto de extensão tem como objetivo promover a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, através de ações que democratizam a educação ambiental, com enfoque no ensino dos moluscos em três eixos: Biológico, Ecológico e Saúde Pública. Visando a sensibilização da sociedade para a importância desses animais e sua relação com os ecossistemas no Estado de Roraima. Os beneficiários diretos do projeto são os estudantes de várias escolas próximas ao IFRR-CNP, do ensino básico e a comunidade local, que terão acesso à estação itinerante.O projeto também conta com a participação de estudantes bolsistas e voluntários, que terão a oportunidade de se engajar em atividades de extensão e se envolver em projetos de pesquisa relacionados ao tema, contribuindo para sua formação acadêmica e profissional, promovendo a integração entre as áreas do conhecimento: i) Ciências biológicas; ii) Ciências agrárias e iii) Ciências da Saúde (GARCIA et al., 2021). Além disso, o projeto tem o potencial de impactar positivamente a sociedade, promovendo a conscientização sobre a importância da preservação ambiental e incentivando a adoção de práticas sustentáveis e de saúde pública. Relação do projeto com as diretrizes das atividades de Extensão do IFRRA promoção da educação ambiental por meio de um museu itinerante com coleções biológicas de organismos aquáticos, combina o ensino, a pesquisa e a extensão, pois envolve a disseminação do conhecimento científico, a realização de estudos e pesquisas sobre a biodiversidade aquática, além de estabelecer uma conexão direta com a comunidade por meio de exposições em praças públicas, além de coletar informações sobre a percepção dos visitantes sobre a fauna aquática da região. O projeto requer a integração de diversas áreas do conhecimento, como biologia, limnologia, ecologia, conservação ambiental, educação e comunicação. Além disso, profissionais de diferentes áreas, como cientistas, educadores e comunicadores, trabalham em conjunto para desenvolver e implementar o museu itinerante. Essa abordagem interdisciplinar e interprofissional permite uma visão abrangente e integrada do tema, enriquecendo a experiência e o aprendizado dos participantes. Através da valorização da interação e o diálogo com a população local. Por meio das exposições em praças públicas, há a oportunidade de troca de informações e conhecimentos entre os visitantes e os profissionais envolvidos no projeto. Isso promove um ambiente de aprendizado mútuo, onde as perguntas e reflexões dos participantes são consideradas e respondidas, estimulando uma abordagem participativa e colaborativa. Have´ra coleta de feedback do público usando formulários digitais para que os visitantes possam compartilhar suas impressões e sugestões. Isto permitirá que a equipe do projeto refine e adapte a exposição a partir das necessidades e interesses da comunidade. Com este feedback também serão desenvolvidos materiais educativos personalizados com base nas interações e feedback recebidos após a primeira exposição teste, no IFRR-CNP, ajustados aos interesses e perguntas frequentes dos visitantes. O projeto busca proporcionar aos estudantes componentes da equipe executora, a oportunidade de vivenciar na prática a relação entre teoria e prática, desenvolvendo habilidades de comunicação, liderança, trabalho em equipe e senso de responsabilidade social e ambiental. Como uma das primeiras metas está uma capacitação onde os estudantes receberão treinamento para atuarem como multiplicadores do conhecimento. Como todos são do curso de aquicultura, de diferentes módulos, a tuação no projeto e participação na capacitação contribuirá com o conhecimento teórico adquirido durante o curso e no intercâmbio do conhecimento entre as diferentes turmas, contribuindo para sua formação acadêmica e profissional. O projeto será executado em 5 municípios do sul de Roraima, interagindo diretamente com a população de todas as faixas etárias e grupos sociais, já que será executado em praça pública. Objetivando sensibilizar a população sobre a importância da preservação dos organismos aquáticos e do ambiente em que vivem. Ao levar conhecimento e educação ambiental para espaços públicos, o projeto busca despertar o interesse e a consciência da comunidade em relação à conservação dos recursos naturais. Isso pode levar a mudanças de comportamento e atitudes em relação ao meio ambiente, contribuindo para a transformação social em uma região que vem sofrendo sucessivas ações deletérias ao meio ambiente, especialmente o aquático. |
| Clube de Xadrez do IFRR – Campus Bonfim como Ferramenta de Desenvolvimento do Raciocínio Lógico |
O projeto “Clube de Xadrez no IFRR – Campus Bonfim” propõe a criação de um espaço aberto e contínuo para a prática e aprendizagem do xadrez, destinado a estudantes e membros da comunidade local, com o objetivo de promover o desenvolvimento do raciocínio lógico, da concentração, da tomada de decisões e do pensamento estratégico. A iniciativa será realizada por meio de encontros periódicos no espaço do campus, organizados pelos estudantes extensionistas, que atuarão na condução das atividades, organização do ambiente e incentivo à participação dos interessados.A metodologia baseia-se na prática orientada do xadrez, com momentos de aprendizagem das regras e fundamentos, realização de partidas entre os participantes e acompanhamento do desenvolvimento das habilidades ao longo do projeto. As atividades serão conduzidas de forma flexível e acessível, priorizando a autonomia dos estudantes extensionistas e a participação voluntária da comunidade acadêmica e externa.Espera-se, como resultados, estimular o desenvolvimento cognitivo dos participantes, fortalecer competências socioemocionais, promover a integração entre o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima – Campus Bonfim e a comunidade, e consolidar um espaço educativo permanente voltado ao incentivo de práticas que contribuam para a formação integral dos estudantes. O projeto também contribuirá para o fortalecimento das ações de extensão institucional, promovendo o protagonismo estudantil e ampliando o acesso a atividades educativas e culturais no município de Bonfim/RR.Palavras-chave: Xadrez; Raciocínio Lógico; Extensão; Educação; Desenvolvimento Cognitivo. |
Antoniel Almeida de Castro |
CAB |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
O desenvolvimento do raciocínio lógico, da capacidade de concentração e da tomada de decisões constitui um dos pilares fundamentais da formação acadêmica e pessoal dos estudantes, especialmente no contexto da educação básica e profissional. No entanto, muitos estudantes apresentam dificuldades relacionadas à atenção, ao planejamento e à resolução estruturada de problemas, competências essenciais não apenas para o desempenho escolar, mas também para sua formação cidadã e inserção no mundo do trabalho. Nesse contexto, torna-se necessário implementar estratégias educativas complementares que estimulem tais habilidades de forma prática, acessível e significativa.O xadrez destaca-se como uma ferramenta pedagógica eficaz para o desenvolvimento cognitivo, por exigir dos praticantes a análise de situações, o planejamento de ações, a antecipação de consequências e a tomada de decisões fundamentadas. Além disso, trata-se de uma atividade que estimula a disciplina, a paciência, o respeito às regras e o pensamento estratégico, contribuindo também para o desenvolvimento socioemocional dos participantes. Sua aplicação em contextos educativos tem sido amplamente reconhecida como uma prática que favorece a aprendizagem ativa e o fortalecimento de competências intelectuais essenciais.A criação de um Clube de Xadrez no âmbito do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima – Campus Bonfim representa uma oportunidade de ampliar as ações extensionistas da instituição, promovendo a integração entre estudantes e comunidade por meio de uma atividade educativa, inclusiva e de baixo custo. O formato de clube permite a participação voluntária, respeitando o ritmo de aprendizagem dos participantes e favorecendo o protagonismo estudantil, além de possibilitar que os próprios estudantes extensionistas desenvolvam competências organizacionais, pedagógicas e de liderança.Adicionalmente, o projeto contribui para a promoção de uma educação mais dinâmica e significativa, alinhada aos princípios da formação integral e ao compromisso social da instituição com o desenvolvimento da comunidade. Ao oferecer um espaço estruturado para a prática e aprendizagem do xadrez, o projeto fortalece o vínculo entre a instituição e a sociedade, incentivando o uso de práticas educativas inovadoras e acessíveis.Por fim, destaca-se que o projeto apresenta alta viabilidade de execução, por demandar poucos recursos materiais e possibilitar sua realização em espaços já existentes na instituição e em ambientes públicos da comunidade, como praças e áreas de convivência. Dessa forma, a proposta se configura como uma ação extensionista relevante, sustentável e de grande potencial formativo, tanto para os participantes quanto para os estudantes envolvidos em sua execução. |
| A Literatura no vestibular: promovendo conhecimento literário e aprovação acadêmica |
O Projeto "A Literatura no vestibular: promovendo conhecimento literário e aprovação acadêmica" surgiu na necessidade em oportunizar, por meio de oficinas, o conhecimento literário das obras exigidas nos vestibulares para os estudantes do ensino médio da escola pública do Município de Amajari-RR. Dessa maneira, no públicoalvo deste Projeto estão alunos do Ensino Médio do Colégio Estadual Militarizado Ovídio Dias de Souza CEM XXVI. As oficinas serão ministradas no CEM XXVI, em parceria com a professora de língua portuguesa das turmas. Para execução das atividades, os estudantes extensionistas, supervisionado pela coordenadora deste projeto, farão a leitura das obras literárias selecionadas e elaborarão materiais e atividades que promovam o conhecimento coletivos das obras literárias, como dinâmicas, quiz, teatro, mapas literários, entre outras atividades. Espera-se que no decorrer deste projeto, os participantes obtenham conhecimentos necessários sobre as obras literárias, a fim de aprovações em suas escolhas profissionais (curso superior), contribuindo para a democratização do conhecimento, a redução das desigualdades educacionais e a formação integral tanto dos estudantes atendidos quanto dos extensionistas envolvidos. |
Ana Maria Alves de Souza |
CAM |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
O acesso a cursinhos preparatórios e materiais didáticos de qualidade ainda é uma realidade distante para muitos estudantes da rede pública, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Entre os conteúdos mais desafiadores do vestibular e do ENEM, destaca-se a literatura, sobretudo a leitura e interpretação das obras literárias exigidas pelas principais instituições de ensino superior. Muitos estudantes não conseguem adquirir os livros, não têm acompanhamento pedagógico especializado nem orientação sobre como estudar literatura de forma estratégica para o vestibular. Esse cenário contribui para a ampliação das desigualdades educacionais e para a exclusão de alunos talentosos do ensino superior. Nesse contexto, o Projeto "A Literatura no vestibular: promovendo conhecimento literário e aprovação acadêmica" propõe democratizar o acesso à literatura, promovendo encontros de leitura orientada de forma dinâmica e participativa, para que os alunos possam compreender as obras exigidas nos vestibulares. O projeto visa fortalecer a formação leitora e crítica dos estudantes, ampliando suas chances de ingresso no ensino superior. Ressalta-se que este Projeto busca atender ao objetivo 4 do Desenvolvimento Sustentável Agenda 2030, que busca assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. Além do impacto social, o projeto também é de extrema relevância para os discentes-extensionistas, que terão a oportunidade de desenvolver competências pedagógicas, didáticas e profissionais, vivenciando a prática docente, o planejamento de aulas e a mediação do conhecimento, contribuindo significativamente para sua formação acadêmica e profissional. |
| Futsal com os egressos |
O projeto visa promover a prática do futsal como ferramenta de integração social, saúde e fortalecimento de vínculos institucionais entre egressos e a comunidade acadêmica. Por meio de treinamentos, amistosos e torneios, busca-se criar um espaço de convivência, incentivo ao esporte e oportunidades de networking. |
Mauricio Braga Thomaz |
CBV |
Em execução |
2026-03-03T00:00:00 |
2026-06-05T00:00:00 |
Com o passar do tempo, muitos egressos se afastam das instituições de ensino, perdendo a conexão com colegas, professores e oportunidades de desenvolvimento contínuo. O esporte, especialmente o futsal, se apresenta como um meio eficaz de reunir pessoas, promover a saúde e revitalizar laços com a instituição. |
| Taekwondo no IFRR: Formação Cidadã, Saúde e Protagonismo no Desporto Escolar. |
O projeto “Taekwondo no IFRR: Formação Cidadã, Saúde e Protagonismo no Desporto Escolar” propõe a implementação de um núcleo sistematizado de iniciação e treinamento em Taekwondo nas dependências do Instituto Federal de Roraima (IFRR), integrando estudantes da instituição e jovens da comunidade externa, especialmente oriundos da rede pública de ensino. Vinculado à Área Temática da Saúde e alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 3 – Saúde e Bem-Estar; ODS 4 – Educação de Qualidade), o projeto visa utilizar o esporte educacional como instrumento de promoção da saúde física e mental, inclusão social e formação cidadã.A proposta surge da necessidade de institucionalizar a modalidade no campus, considerando experiências anteriores que evidenciaram o potencial esportivo dos estudantes, como a conquista de medalha nos Jogos Escolares Nacionais por discente do IFRR sem suporte técnico interno. Tal cenário revelou a ausência de uma estrutura pedagógica organizada que pudesse acompanhar e desenvolver talentos esportivos no âmbito institucional. Assim, o projeto busca preencher essa lacuna por meio da atuação orientada por servidor coordenador e bolsista do curso de Licenciatura em Educação Física, fortalecendo simultaneamente a prática extensionista e a formação acadêmica.A iniciativa atenderá, da seguinte forma, 40% de estudantes do IFRR e 60% de jovens da comunidade externa com até 17 anos, priorizando aqueles em situação de vulnerabilidade social. As atividades serão desenvolvidas ao longo de três meses, com carga horária semanal de 10 horas, no ginásio do campus. O cronograma contempla três fases: (1) divulgação e avaliações físicas iniciais, com introdução aos fundamentos técnicos; (2) desenvolvimento intermediário, incluindo regras de competição escolar e rodas de conversa sobre cultura, valores e ética nas lutas; (3) preparação específica para seletivas dos Jogos Escolares e realização de evento de encerramento aberto à comunidade.Para além do rendimento esportivo, o projeto fundamenta-se na dimensão formativa do Taekwondo, especialmente no conceito do “Do” (caminho ético), que enfatiza valores como respeito, disciplina, perseverança e autocontrole. A prática sistemática da modalidade contribui para o desenvolvimento motor, melhoria da aptidão física, fortalecimento da saúde mental e ampliação das competências socioemocionais dos participantes. Ademais, o ambiente estruturado de treinamento favorece o combate à ociosidade juvenil, estimula o protagonismo e reforça a cultura de paz.A interação dialógica constitui elemento central da proposta, promovendo a aproximação entre o IFRR e a comunidade externa. O projeto amplia o papel social da instituição ao abrir suas instalações para jovens da rede pública e fortalecer parcerias com federações esportivas para cessão de equipamentos, garantindo viabilidade sem custos adicionais significativos. A visibilidade institucional será ampliada por meio da participação oficial nos Jogos Escolares e pela divulgação sistemática das atividades nas redes sociais do campus.Dessa forma, o projeto consolida o esporte como prática educativa transformadora, integrando saúde, educação e cidadania, e reafirma o compromisso do IFRR com a formação integral, inclusiva e socialmente referenciada de seus estudantes e da comunidade. |
Igor Pereira Aguiar |
CBV |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-30T00:00:00 |
Este projeto justifica-se pela necessidade de institucionalizar o Taekwondo no IFRR, utilizando as artes marciais como ferramenta de saúde e inclusão social. A relevância da proposta é comprovada pelo histórico de 2024, quando um discente do Ensino Médio do IFRR conquistou a medalha de bronze nos Jogos Escolares Nacionais. Na ocasião, o aluno não possuía suporte técnico interno, dependendo de associações externas para sua preparação.Dessa forma, a proposta visa oferecer infraestrutura pedagógica conduzida por acadêmico de Educação Física (bolsista), preenchendo essa lacuna e permitindo que novos talentos da comunidade e do campus tenham acompanhamento técnico de qualidade. O foco vai além do rendimento, buscando combater a ociosidade juvenil e promover a disciplina e a saúde mental através do 'Do' (caminho ético) do Taekwondo." |
| E-Lixo em Dia: coleta comunitária, triagem e educação para destinação correta de resíduos eletrônicos no entorno do Campus Bonfim |
O projeto “E-Lixo em Dia” propõe a implantação de um ponto de entrega voluntária para resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos no Instituto Federal de Roraima, Campus Bonfim, associado a ações de educação ambiental e mobilização comunitária no município de Bonfim/RR. A iniciativa tem como objetivo promover a destinação ambientalmente adequada desses resíduos, contribuindo para a redução de impactos ambientais e para o fortalecimento da responsabilidade socioambiental da comunidade local. A metodologia prevê organização estrutural do ponto de coleta, realização de campanhas educativas, triagem simplificada dos materiais recebidos e encaminhamento a parceiro responsável pela destinação final. O projeto será executado com protagonismo estudantil, utilizando instrumentos simples de registro, acompanhamento e avaliação das metas estabelecidas. Espera-se coletar quantidade significativa de resíduos eletrônicos, ampliar o nível de conscientização ambiental da população atendida e fortalecer a formação acadêmica dos estudantes envolvidos, por meio do desenvolvimento de competências relacionadas à educação ambiental, planejamento e gestão de ações extensionistas. A proposta reafirma o compromisso institucional com a sustentabilidade e com a função social do Instituto Federal junto à comunidade. |
Antoniel Almeida de Castro |
CAB |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
O aumento do consumo de equipamentos eletroeletrônicos nas últimas décadas tem provocado crescimento significativo na geração de resíduos eletroeletrônicos (REEE), popularmente conhecidos como lixo eletrônico. Esses resíduos, quando descartados de forma inadequada, podem contaminar o solo e a água devido à presença de metais pesados e substâncias tóxicas, além de contribuírem para a degradação ambiental e riscos à saúde pública. Ao mesmo tempo, muitos desses equipamentos contêm materiais recicláveis que poderiam retornar à cadeia produtiva por meio da logística reversa.No município de Bonfim/RR, localizado em região de fronteira e com características de município de pequeno porte, observa-se a inexistência ou limitação de pontos estruturados para recebimento de resíduos eletrônicos, bem como baixo nível de informação da população sobre formas adequadas de descarte. Como consequência, é comum que equipamentos inutilizados sejam armazenados nas residências por longos períodos ou descartados junto ao lixo comum, agravando problemas ambientais locais.Diante dessa realidade, o presente projeto propõe a implantação de um ponto de entrega voluntária (PEV) temporário no IFRR – Campus Bonfim, aliado à realização de ações educativas e de mobilização comunitária para orientação sobre o descarte adequado de REEE e posterior encaminhamento a parceiro responsável pela destinação ambientalmente correta. A proposta busca modificar a situação apresentada ao oferecer uma alternativa concreta, acessível e organizada para o descarte responsável no município, ao mesmo tempo em que promove conscientização ambiental.Os beneficiários diretos do projeto serão os moradores do município de Bonfim/RR, incluindo estudantes da educação básica, servidores públicos e comunidade em geral, que poderão realizar o descarte correto de seus equipamentos eletrônicos inutilizados. Instituições locais (escolas, associações comunitárias e órgãos públicos) atuarão como parceiras na mobilização e divulgação das ações, contribuindo para ampliar o alcance da iniciativa. O público interno do IFRR também será beneficiado, de forma complementar, ao participar das ações educativas e utilizar o ponto de coleta.Do ponto de vista acadêmico, o projeto contribuirá significativamente para a formação dos estudantes envolvidos (bolsista e voluntários), ao desenvolver competências relacionadas à educação ambiental, planejamento e execução de ações extensionistas, organização de processos, comunicação comunitária e responsabilidade socioambiental. A participação ativa na gestão do ponto de coleta, na organização das campanhas e no registro das atividades no SUAP fortalecerá o protagonismo estudantil, conforme previsto nos objetivos do PBAEX, promovendo integração entre teoria e prática e ampliando a vivência acadêmica e social dos extensionistas.A proposta apresenta alta viabilidade de execução, pois demanda estrutura simples e de baixo custo, utilizando espaço físico do campus, materiais básicos de organização (caixas identificadas, planilha de registro e material de divulgação) e parceria para destinação final dos resíduos coletados. As atividades serão organizadas por meio de cronograma definido, checklists operacionais e divisão clara de responsabilidades entre os membros da equipe, possibilitando que os estudantes conduzam grande parte das ações com supervisão periódica do coordenador.Além de contribuir para a redução de impactos ambientais locais, o projeto está alinhado à Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), ao Decreto nº 10.240/2020 (logística reversa de eletroeletrônicos) e ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12 (Consumo e Produção Responsáveis), reforçando o compromisso institucional do IFRR com a sustentabilidade e com sua função social junto à comunidade.Dessa forma, a proposta demonstra relevância social, ambiental e acadêmica, apresentando coerência com as diretrizes da extensão do IFRR e viabilidade concreta de implementação no contexto do município de Bonfim/RR. |
| Campo agrostológico do lavrado: saber técnico para fortalecer a pecuária regional |
A pecuária a pasto é a principal atividade econômica e de subsistência na região de Amajari, Roraima, com ênfase na criação de bovinos e ovinos. No entanto, a falta de conhecimento dos criadores sobre espécies forrageiras adequadas e seus manejos, aliada à carência de assistência técnica, compromete a sustentabilidade dos sistemas produtivos locais. Diante disso, este projeto tem como objetivo implantar um campo agrostológico, funcionando como um "laboratório a céu aberto". A iniciativa visa proporcionar aos criadores de animais ruminantes, comunidades indígenas e futuros profissionais das ciências agrárias, o acesso prático ao conhecimento sobre diferentes espécies e cultivares de plantas forrageiras. A metodologia será dividida em três fases: Na Fase Inicial, será realizada uma revisão de literatura especializada em forragicultura, focando em espécies adaptadas às condições edafoclimáticas da região. Na Fase de Desenvolvimento, ocorrerá um treinamento teórico-prático com o estudante bolsista e o plantio de espécies forrageiras comuns na região para enriquecer a área experimental. Será elaborado um folder informativo sobre o Campo Agrostológico, as principais espécies e manejos, onde será distribuído em casas agropecuárias e eventos institucionais. A Fase Final consistirá na redação do relatório do projeto. Espera-se que os resultados contribuam para o fortalecimento da pecuária regional a pasto, melhorando os índices produtivos por meio do manejo correto das forrageiras. Almeja-se, ainda, que o projeto promova a formação interdisciplinar dos estudantes envolvidos e se consolide como uma atividade permanente de ensino, pesquisa e extensão no IFRR/Campus Amajari, estendendo suas ações para além do prazo estabelecido no edital.Palavras-chave: Extensão rural, Forragicultura, Pecuária sustentável. |
Laylson da Silva Borges |
CAM |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-07-03T00:00:00 |
Na região de Amajari, Roraima, a produção animal a pasto constitui uma forma econômica e prática de produzir e oferecer alimentos para o mercado consumidor. Porém, o baixo conhecimento dos criadores de animais ruminantes sobre as espécies forrageiras com potencial para utilização na alimentação animal e seus manejos resultam em menor sustentabilidade econômica e ambiental dos seus sistemas de produção. Partindo desse pressuposto e visando o estabelecimento de vínculo entre o Instituto Federal de Roraima/Campus Amajari, e a comunidade externa, essa proposta surge a partir da necessidade dessa região por um ambiente didático para aprendizado prático dos criadores, comunidades indígenas e futuros profissionais das ciências agrárias quanto as principais espécies e manejos de forrageiras com potencial utilização na alimentação de animais ruminantes.As ações extensionistas a serem desenvolvidas por meio desse projeto de extensão contribuirão sobremaneira na formação dos estudantes envolvidos, uma vez que as atividades propostas visam à formação interdisciplinar, haja vista que envolve diferentes componentes curriculares, como: Caprinos e Ovinos; Forragicultura; e Nutrição Animal. Essa interdisciplinariedade pode contribuir para formação de um profissional melhor qualificado para o mundo do trabalho.É importante ressaltar que os criadores de animais ruminantes, como ovinos e bovinos, da região de Amajari não são beneficiados por uma assistência técnica especializada. Esse fator tem ocasionado redução na eficiência produtiva e desestimulado a produção de alimentos para a subsistência ou comercialização, resultando muitas vezes no abandono da atividade. Dentro desse contexto, a criação de um ambiente didático de aprendizado prático para criadores da região de Amajari, comunidades indígenas e futuros profissionais das ciências agrárias, será o ponto de partida para a melhoria dos índices produtivos desses animais. Ademais, a criação desse ambiente didático, impulsionada pela incorporação e difusão de novas tecnologias, contribuirá para a segurança alimentar e a consolidação dos arranjos produtivos locais. |
| Campus Musical |
O projeto Campus Musical tem como objetivo promover a formação musical e a integração comunitária por meio de aulas práticas e teóricas de música. A iniciativa oferece oficinas em diversos instrumentos, como saxofone, chorinho, trompete, trombone, flauta transversal, flauta doce, teclado, dança de salão, orquestra, violão e piano, além de aulas de canto.As atividades são complementadas por aulas de teoria musical, fundamentais para o desenvolvimento da percepção rítmica, melódica e harmônica dos participantes. O projeto busca despertar talentos, incentivar a prática coletiva em grupos e formações musicais, e proporcionar experiências culturais que reforcem a convivência, a disciplina e a sensibilidade artística.Mais do que ensinar música, o Campus Musical pretende criar um espaço de inclusão, criatividade e troca de saberes, fortalecendo o vínculo entre os participantes e a comunidade. |
Lysne Nozenir de Lima Lira |
CBV |
Em execução |
2026-03-16T00:00:00 |
2026-11-16T00:00:00 |
A música é uma poderosa ferramenta de transformação social e educacional, capaz de estimular a criatividade, a disciplina, a cooperação e a sensibilidade artística. No contexto escolar e comunitário, projetos musicais contribuem para reduzir desigualdades, fortalecer vínculos sociais e proporcionar acesso à cultura.O Campus Musical surge como resposta à necessidade de oferecer oportunidades de aprendizado musical de qualidade, abrangendo teoria e prática instrumental, além do canto. O projeto se fundamenta na valorização da diversidade cultural e na construção de experiências coletivas que promovam integração e harmonia entre os participantes. |
| Educação em Saúde e Mobilização Escolar no Combate à Dengue: Formação de Multiplicadores na Educação Infantil |
O presente projeto de extensão propõe o desenvolvimento de ações educativas e preventivas voltadas ao enfrentamento da dengue no município de Boa Vista–RR, por meio da formação de estudantes de Educação Infantil como multiplicadores de práticas de controle do mosquito Aedes aegypti. A proposta será desenvolvida com base em metodologias ativas, oficinas interdisciplinares, atividades práticas e instrumentos de avaliação comparativa (diagnóstico inicial e final), possibilitando mensurar o impacto das ações educativas no nível de conhecimento e conscientização dos participantes. Serão beneficiados diretamente 110 estudantes e, indiretamente, suas famílias e a comunidade escolar, ampliando o alcance das práticas preventivas e fortalecendo a promoção da saúde coletiva. A iniciativa contribui para a formação teórico-prática do discente extensionista, promovendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão, além de reforçar o compromisso social do IFRR com o desenvolvimento regional. O projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), ODS 4 (Educação de Qualidade) e ODS 6 (Água Potável e Saneamento), fortalecendo ações educativas e preventivas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. |
Marilda Vinhote Bentes |
CBV |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
A dengue constitui um dos principais problemas de saúde pública no Brasil, especialmente na Região Norte, onde fatores climáticos, ambientais e estruturais favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Em Roraima, o aumento recente de casos suspeitos reforça a necessidade de ações educativas contínuas e territorializadas voltadas à prevenção.Nesse contexto, a escola se apresenta como espaço estratégico para a formação de sujeitos críticos e conscientes. Crianças e adolescentes possuem grande potencial de disseminação de informações em seus lares, tornando-se agentes multiplicadores de práticas preventivas.O projeto apresenta elevada relevância social por atuar diretamente na prevenção de uma doença endêmica, contribuindo para a educação em saúde, para o fortalecimento da consciência ambiental e para a melhoria da qualidade de vida da comunidade.Do ponto de vista institucional, a proposta fortalece o papel social do IFRR ao promover a aproximação com a comunidade externa, a socialização do conhecimento científico e a formação integral dos acadêmicos, por meio de experiências práticas vinculadas à realidade local.Para o discente da Licenciatura em Biologia, a ação extensionista possibilita a articulação entre teoria e prática, o desenvolvimento de competências pedagógicas e a formação de uma postura ética e socialmente comprometida.Além disso, o projeto dialoga diretamente com a Agenda 2030 da ONU, contribuindo para o fortalecimento de ações locais voltadas à promoção da saúde, à educação de qualidade e à conscientização ambiental. |
| CAM Dance: promovendo a saúde física e mental |
O Projeto de Extensão "CAM Dance: promovendo a saúde física e mental" surgiu a partir de um contexto de sedentarismo, estresse e ansiedade vivenciados diariamente pelas pessoas em geral do Município de Amajari. Nesse sentido, é necessário a busca de meios que aliviassem essas tensões e que ao mesmo tempo favorecessem ao equilíbrio entre "mente e corpo". Além disso, sabe-se também que o Município de Amajari não oferece muitas opções de atividades físicas, sendo fundamentais iniciativas que promovam essas ações. Dessa maneira, a proposta deste projeto é trabalhar com a saúde física e mental a partir de exercícios aeróbicos que envolvam ritmos latinos (zumba), levando ao alívio do estresse diário, melhorando o condicionamento físico, além de promover a interação humana. O Projeto "CAM Dance: promovendo a saúde física e mental" é desenvolvido para a comunidade externa, e neste caso, para os munícipes de Amajari-RR, que participarão das atividades de zumba semanalmente, de forma presencial, na sede Vila Brasil. Ressalta-se que este Projeto já foi executado em 7 (sete) edições dos Programas de Extensão do IFRR (2018, 2019, 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025), e obteve aceitação e sucesso em suas edições, recebendo inclusive convites para participações em eventos do Município; ademais, alguns participantes da comunidade externa e alunos optaram por profissionalizar-se na área a partir do aprendizado desenvolvido neste Projeto, evidenciando que este projeto não somente beneficiou a saúde do corpo, mas também despertou e auxiliou na promoção de uma carreira profissional. |
Ana Maria Alves de Souza |
CAM |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
A prática regular de atividades físicas é essencial para a promoção da saúde e para a prevenção de diversas doenças, como obesidade, hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares. No entanto, grande parte da população não possui acesso facilitado a espaços ou programas que incentivem a prática de exercícios físicos de forma gratuita e orientada.Nesse contexto, a zumba, modalidade de exercício aeróbico baseada em movimentos de dança e ritmos variados, apresenta-se como uma alternativa acessível, dinâmica e motivadora para promover a prática de atividade física. Além de contribuir para o condicionamento físico, essa atividade também favorece o bem-estar emocional, a socialização e a redução do estresse.Em outro aspecto, nota-se que no Município de Amajari-RR há poucas iniciativas para a prática de exercício físico, pois algumas iniciativas são pontuais em relação a eventos esportivos e/ou competições. Diante disso, são necessárias ações contínuas e/ou frequentes para promover uma rotina semanal ao munícipe amajariense, que por sua vez, o faça sentir um melhoramento físico, enxergando o benefício que a atividade física traz ao seu corpo.Diante disso, o Projeto "CAM Dance: promovendo a saúde física e mental" é uma iniciativa necessária para os munícipes de Amajari, pois é fato que os exercícios aeróbicos auxiliam, entre outras questões, na redução de doenças cardiorespiratórias, leva à queima de gordura, ajuda no ganho de massa muscular, fortalece a imunidade e melhora o humor. Menciona-se ainda que nos objetivos 3 e 5 da ODS 2030 busca-se assegurar uma vida saudável, além de promover o bem-estar para todos em qualquer idade, promovendo também a equidade de gênero e o empoderamento feminino. Assim, o presente projeto de extensão busca oferecer aulas de zumba para a comunidade, promovendo saúde, integração social e qualidade de vida. Ao mesmo tempo, a iniciativa contribui para a formação acadêmica e profissional do estudante extensionista, permitindo a aplicação prática de conhecimentos adquiridos em sua formação e o desenvolvimento de competências relacionadas à liderança, organização, planejamento e responsabilidade social.Ressalta-se que este projeto fortalece o vínculo entre instituição de ensino e comunidade, cumprindo o papel social da extensão acadêmica ao levar conhecimento e práticas que contribuem para o desenvolvimento humano e social. |
| Qualificação Profissional de Educadores Indígenas em Normandia–RR: Fortalecendo a Prática Pedagógica Intercultural |
O presente projeto de extensão tem como finalidade ofertar o “Curso FIC - Qualificação Profissional em Educador Indígena no Município de Normandia – RR”, visando à qualificação pedagógica dos educadores indígenas da rede municipal de ensino. A proposta fundamenta-se nos princípios da Educação Escolar Indígena, na formação continuada de professores e na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, buscando fortalecer práticas de alfabetização, letramento e ensino intercultural em contextos bilíngues e territorialmente contextualizados. A metodologia adotada será presencial, com abordagem participativa, intercultural e prático-reflexiva, articulando fundamentos teóricos, oficinas pedagógicas e aplicação contextualizada nas unidades escolares. O projeto prevê acompanhamento contínuo e avaliação formativa, considerando a participação, a elaboração de propostas pedagógicas e a implementação de práticas nas escolas indígenas. Entre os resultados esperados destacam-se o aprimoramento das competências didático-pedagógicas dos participantes, a produção de materiais interculturais e o fortalecimento da rede de educadores indígenas no município. A ação extensionista também visa consolidar a parceria entre a instituição ofertante, a Secretaria Municipal de Educação e as comunidades indígenas, contribuindo para a valorização da diversidade cultural e para a promoção de educação inclusiva e equitativa, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 4 (Educação de Qualidade), o ODS 10 (Redução das Desigualdades) e o ODS 17 (Parcerias para a Implementação dos Objetivos). |
Tiago Santos Barreto Thomaz |
CAB |
Em execução |
2026-03-01T00:00:00 |
2026-10-30T00:00:00 |
A formacao de professores indigenas tem sido tratada como uma das acoes prioritarias dentro das politicas de educacao escolar do municipio de normandia. ë uma prioridade pois esta politica recai diretamente sobre melhoria do processo de alfabetizacao, leitura e escrita dos discentes. Por isso A oferta do “Curso FIC - Qualificação Profissional em Educador Indígena no Município de Normandia – RR” justifica-se pela realidade educacional específica do município, conforme explicitado no Projeto Pedagógico do Curso (PPC) . Normandia é considerado um dos municípios com maior população indígena do Estado de Roraima, possuindo extensão territorial de 6.966,777 km², com a maior parte de seu território situada na Terra Indígena Raposa Serra do Sol e está inserida no Territoriro Etnoeducacional Indigena TEE (O Decreto nº 6.861, de 27 de maio de 2009). A população indígena local é composta predominantemente pelas etnias Makuxi e Wapichana, distribuídas estrategicamente entre a Região Raposa e a Região Baixo Cotingo, esta última caracterizada por áreas de difícil acesso, sobretudo no período chuvoso.Segundo dados apresentados no PPC , mais de 90% do sistema educacional municipal é constituído por escolas indígenas. O município conta com 69 escolas municipais e 12 anexas localizadas em comunidades indígenas, atendendo a uma demanda significativa de 3481 estudantes, conforme o Censo Escolar de 2025. Esses números evidenciam a centralidade da Educação Escolar Indígena na estrutura educacional do município, tornando a qualificação docente uma necessidade estratégica para a garantia da qualidade do ensino.O quadro docente indígena de 2025, ainda era composto por 141 profissionais que atuaram como professores sem nenhuma formacao pedagogica. O PPC destaca que a maioria desses profissionais encontra-se em regime de contratação temporária e, sem a devida formação específica para atuar na Educação Básica. Tal cenário evidencia fragilidade estrutural na consolidação de práticas pedagógicas sistemáticas, especialmente no que se refere à alfabetização e ao letramento em contextos interculturais e bilíngues.O documento aponta que a formação de professores indígenas tem sido um dos principais desafios e prioridades do Sistema Municipal de Ensino de Normandia. A necessidade de formação inicial e continuada é reiterada como condição indispensável para que os docentes atuem como interlocutores no diálogo intercultural, mediando interesses comunitários e promovendo a sistematização de saberes tradicionais e conhecimentos escolares.Além disso, o PPC contextualiza a problemática da alfabetização ao mencionar dados nacionais do Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional (INAF 2018), que revelam dificuldades significativas em leitura e escrita entre estudantes da Educação Básica. Tal cenário reforça a urgência de ações formativas voltadas ao aprimoramento das práticas de alfabetização e letramento nas escolas indígenas do município.Outro elemento relevante é a necessidade de alinhamento às políticas educacionais vigentes, como o Plano Nacional de Educação (Lei nº 10.172/2001), o Plano Municipal de Educação de Normandia (Lei nº 213/2015), que estabelecem metas relacionadas à universalização da educação infantil e ao fortalecimento da formação docente e a politica Nacional de Educacao Escolar Indígena dentro dos territorios Etnoeducacionjal (PNEEI) que é uma iniciativa do Ministerio da educacao para promover a organizacao, a oferta e de qualidade da educacao eascolar indigena nos Territorios Etnoeducacionais e fomentar a profissionalização e fomentar formação inicial e continuada de professores indígenas. Ademais destes, a formacao, tambem se faz necessario para alinha a acao pedagogica destes profissionais com o Documento Curricular de Roraima (DCR), à luz da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Indígena, também orienta a organização curricular e os direitos de aprendizagem, reforçando a necessidade de qualificação pedagógica adequada ao contexto local.A estrutura curricular do curso, com carga horária total de 160 horas , contempla componentes estratégicos como o Ensino na Língua Materna Indígena (32h), Letramento, Alfabetização, Leitura e Escrita (40h) e aspectos metodológicos voltados à Educação Infantil e às séries iniciais do Ensino Fundamental, evidenciando foco direto nas demandas educacionais diagnosticadas no município.Diante desse cenário, a reoferta do curso configura-se como resposta institucional concreta a uma demanda real e quantitativamente expressiva. A formação de até 20 vagas por turma , direcionada a docentes que atuam diretamente nas escolas indígenas do município, representa estratégia estruturante para elevar a qualidade das práticas pedagógicas e fortalecer a Educação Escolar Indígena em Normandia. |
| Formando Esportistas |
O projeto Formando Esportistas tem como objetivo proporcionar a formação desportivas nas modalidades de futebol de campo e basquete para adolescentes de 13 a 19 anos de Boa Vista/Roraima, com o intuito de promover a inclusão social, o desenvolvimento físico e o fortalecimento de valores como respeito, trabalho em equipe e disciplina. As atividades serão realizadas nos espaços esportivos do Instituto Federal de Roraima/Campus Boa Vista, que conta com estrutura adequada para a prática esportiva. A iniciativa busca democratizar o acesso ao esporte, oferecendo oportunidades para jovens de diferentes contextos socioeconômicos, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade. Além da formação esportiva, o projeto visa criar um ambiente de convivência saudável e educacional para os jovens.Objetivos Específicos: Oferecer treinamento técnico nas modalidades de futebol de campo e basquete, abordando os fundamentos básicos e as regras de cada esporte. Capacitar os jovens para que possam se destacar e se integrar em competições locais e regionais; Estabelecer um programa de acompanhamento contínuo de saúde e bem-estar por meio de uma vida saudável; Fomentar a inclusão social e o sentimento de pertencimento entre adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Desenvolver valores como cooperação, respeito mútuo, disciplina e espírito de equipe por meio de atividades coletivas. Utilizar o esporte como ferramenta para incentivar a cidadania, o protagonismo juvenil e o desenvolvimento de competências socioemocionais.O público-alvo do projeto são adolescentes de ambos os sexos, com idades entre 13 e 19 anos, residentes em Boa Vista/Roraima, que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Serão priorizados jovens que não têm acesso a espaços ou programas de treinamento formal em esportes, além de garantir um atendimento inclusivo para todas as faixas etárias dentro da faixa etária estabelecida.O projeto será desenvolvido no IFRR/Campus Boa Vista, Escola Estadual 13 de Setembro e Escola Estadual Dom José Nepote, será realizado processo seletivo para contratação de acadêmicos bolsistas que atuarão nas modalidades Basquetebol e Futebol.O Projeto aprovado possui como Incentivador PERIN 4V MATERIAIS DE CONSTRUCAO LTDA, nos termos do Edital 001/2025-PROESPORTE, inscrito no Cadastro Geral da Fazenda – CGF sob o nº 24.033759-6, faz jus ao crédito fiscal do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicações – ICMS, no valor de R$ 425.205,00 (quatrocentos e vinte e cinco mil duzentos e cinco reais), concedido a título de incentivo ao Projeto Esportivo "Formando Desportistas", conforme autorizado pelo ATO Nº 915, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2025, publicado no Diário Oficial do Estado de Roraima. A concessão do crédito fiscal encontra amparo no Processo Administrativo SEI nº 17101.013895/2025.73 e observa os termos da Instrução Normativa nº 3/2025/SEFAZ/DEPAR/DITRI/LEGISLAÇÃO. |
Paulo Russo Segundo |
CBV |
Em execução |
2026-02-11T00:00:00 |
2027-03-31T00:00:00 |
|
| Feira Gamer - Feira Tecnológica de jogos digitais e inovação - A ciência por trás dos jogos |
O presente projeto propõe a implementação de uma Feira Gamer itinerante em municípios do estado de Roraima como estratégia de extensão tecnológica voltada à inclusão digital, formação científica e estímulo à economia criativa. A iniciativa será estruturada em módulos independentes e adaptáveis, permitindo sua realização em diferentes contextos territoriais, desde espaços escolares e comunitários até centros culturais e ambientes institucionais.A feira gamer integrará experiências interativas com jogos digitais, oficinas formativas, palestras tecnológicas e demonstrações de aplicações em computação e inovação, promovendo o acesso da população roraimense — especialmente jovens e adultos com menor familiaridade tecnológica — ao conhecimento científico por trás dos jogos e das tecnologias digitais. O projeto também prevê a formação de estudantes pesquisadores, produção de materiais e sistematização metodológica, contribuindo para a difusão da ciência, o fortalecimento da cultura digital e a interiorização das ações de inovação. Com a realização de edições da feira gamer no estado de Roraima espera-se que a iniciativa gere impacto social, educacional e tecnológico, ampliando o interesse pela ciência, pelo desenvolvimento tecnológico e pela inovação, promovendo inclusão digital e oferecendo subsídios para políticas públicas voltadas ao ecossistema de inovação regional baseado no conhecimento. |
Vinicius Tocantins Marques |
CBV |
Em execução |
2026-02-02T00:00:00 |
2027-03-06T00:00:00 |
O avanço da economia digital tem ampliado a demanda por competências relacionadas ao pensamento computacional, criatividade, resolução de problemas e inovação. Entretanto, o acesso de jovens a experiências formativas ligadas à tecnologia ainda é desigual, especialmente em regiões periféricas e nos territórios amazônicos. Dados do IBGE (2023) indicam que a infraestrutura digital e a oferta de atividades tecnológicas educacionais permanecem concentradas em áreas mais desenvolvidas, aprofundando assimetrias regionais no acesso à inovação. Estudos do Cetic.br (2023) demonstram que, embora a maioria dos jovens brasileiros utilize a internet, esse uso ainda se concentra no consumo de conteúdo, com menor participação em práticas de criação tecnológica, programação ou produção digital. Na região Amazônica, essa lacuna torna-se ainda mais evidente, pois limita a inserção da juventude na economia do conhecimento e reduz oportunidades de desenvolvimento local baseado em inovação.Nesse contexto, o fortalecimento da economia digital na Amazônia em um contexto de uma feira gamer, e particularmente no estado de Roraima, representa uma oportunidade estratégica para diversificação econômica, inclusão produtiva e formação de capital humano qualificado. Iniciativas que integrem cultura digital, tecnologia e educação podem estimular talentos locais, apoiar o surgimento de empreendimentos criativos e ampliar o protagonismo juvenil da região norte em soluções digitais.Além do acesso ao consumo de jogos digitais, é fundamental que a juventude compreenda os fundamentos científicos e tecnológicos que sustentam o desenvolvimento dos games. Os jogos eletrônicos incorporam conhecimentos de áreas como matemática, lógica computacional, física, design gráfico, inteligência artificial, narrativa interativa e experiência do usuário. Quando os jovens entram em contato com esses elementos de forma orientada, passam a perceber os games não apenas como entretenimento, mas como produtos complexos de ciência, tecnologia e inovação, ampliando sua compreensão sobre o funcionamento do mundo digital contemporâneo. Ao revelar a ciência por trás dos jogos, iniciativas extensionistas podem estimular a curiosidade, a criatividade e a autonomia intelectual dos participantes, transformando experiências lúdicas em oportunidades de aprendizagem significativas. Paralelamente, Estudos como de Granic, Lobel e Engels (2024) e Kapp (2012) indicam que experiências baseadas em jogos digitais e gamificação favorecem o desenvolvimento cognitivo, social e motivacional, ampliando o engajamento em atividades de aprendizagem e estimulando competências do século XXI. Assim, a realização de uma Feira Gamer itinerante, de nome Roraima Gamer, constitui uma estratégia inovadora de extensão tecnológica do estado, capaz de aproximar a juventude do universo digital, reduzir barreiras de acesso à formação tecnológica e promover a cultura de inovação em territórios com menor oferta de ações estruturadas nessa área. Dessa forma, o projeto justifica-se pela oportunidade de contribuir para o fortalecimento da economia digital regional, estimular competências tecnológicas entre jovens e promover a integração entre universidade, comunidade e setor produtivo, gerando impactos educacionais, sociais e econômicos no território amazônico. |
| Programa Revelar Talentos - Roraima |
A presente proposta de ação integra o Programa Esportivo Revelar Talentos – Especialização e Aperfeiçoamento, política pública promovida pela Secretaria Nacional de Excelência Esportiva do Ministério do Esporte, que visa a detecção, revelação e desenvolvimento de jovens atletas brasileiros com potencial esportivo para o Esporte de Excelência e futura representação nacional no esporte mundial.Nominado de Programa Revelar Talentos – Roraima, essa ação será desenvolvida pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima – IFRR, nas instalações esportivas do Campus Boa Vista e do Complexo Poliesportivo do Parque Anauá, em cooperação técnica com o Instituto de Desporto de Roraima - IDR. Além dessas organizações, o programa contará com o apoio técnico e ciência das respectivas entidades de administração oficiais: federações e confederações.O objetivo da proposta é promover o desenvolvimento do esporte estadual e nacional, por meio da implantação de um núcleo de esporte de base - Programa REVELAR TALENTOS: Especialização e Aperfeiçoamento no IFRR voltado para o aperfeiçoamento de atletas nas modalidades de atletismo, natação e wrestling. A proposta iniciou em julho de 2025 com vigência de 12 meses. Atende um público de 30 atletas de alto rendimento com treinamentos realizados de forma sistemática, 5 dias por semana, com duração média de 3 horas diárias. O Núcleo do Programa Revelar Talentos – Roraima será organizado por meio da realização de: Treinamento contínuo – contendo atividades regulares de treinamento visando o aperfeiçoamento esportivo, desenvolvidas de segunda a sexta-feira, inicialmente entre os períodos vespertino e noturno, pelo período de 12 meses; Training campi inicial (intercâmbio e seletiva); Participação em evento nacional oficial da modalidade, a ser definido pela comissão técnica.O Núcleo do Programa Revelar Talentos – Roraima será composto por profissionais habilitados pelos órgãos reguladores das respectivas profissões.Na dimensão administrativa, o programa será coordenado por profissionais com formação em educação física e/ou experiência em gestão do esporte. Na dimensão técnica, o programa contará com profissionais com certificação pela respectiva entidade nacional de administração do desporto |
Andre Pereira Triani |
CBV |
Em execução |
2025-05-28T00:00:00 |
2026-07-31T00:00:00 |
|
| Natação: iniciação e aperfeiçoamento para alunos do IFRR. |
A prática de atividades físicas geralmente está relacionada à boas práticas em saúde, assim como as atividades esportivas e demais exercícios físicos orientados. Sabe-se a importância de um estilo de vida ativo para pessoas de todas as idades e condições, porém apesar de todas as evidências científicas acumuladas, um grande número de pessoas ainda parece desinformada ou desinteressada dos efeitos a curto, médio e longo prazo da inatividade física regular, de uma nutrição equilibrada e de outros comportamentos relacionados à saúde, afirma Nahas (2017, p.9). Pretende-se desenvolver com este projeto, o gosto por um estilo de vida ativo, a partir da prática de exercícios físicos orientados da modalidade esportiva Natação, contribuindo para minimizar os índices de sedentarismo e problemas de saúde de ordem física e mental, entre os participantes do projeto. Os participantes, alunos do CBVZO e CBV (a partir de 14 anos), realizarão práticas da modalidade de natação, em nível de aprendizagem ou aperfeiçoamento, duas vezes por semana, com foco em melhoria dos componentes da aptidão física relacionada à saúde. Ainda, promove-se maior integração entre a comunidade escolar interna, o que contribui para que o IFRR continue a desenvolver meios de permanência e êxito dos seus alunos. |
Gisela Hahn Rosseti |
CBVZO |
Em execução |
2025-03-11T00:00:00 |
2025-12-10T00:00:00 |
Sabe-se que a prática de atividade física regular, a melhoria da aptidão física relacionada à saúde, a escolha por uma melhor alimentação são hábitos que contribuem para a prevenção de doenças, para a diminuição e controle do estresse e da ansiedade, bem como para doenças mentais e condições metabólicas e físicas de risco à saúde, e para manutenção do peso corporal saudável. Nahas (2017, p.7), ressalta a necessidade de valorização crescente de práticas baseadas em evidências em todas as áreas da saúde, incluindo a promoção de estilos de vida ativos. Ele diz que há um longo caminho a percorrer até que se compreenda melhor a complexidade do processo de mudança de comportamento e como reduzir barreiras e aumentar as chances de pessoas, em todas as condições, escolherem um lazer mais ativo e uma vida mais saudável. Informar e orientar sobre atividade física, aptidão física e saúde, princípios para uma alimentação saudável, formas de prevenção de doenças, função das atividades físicas no controle do estresse, ansiedade, condições emocionais e manutenção do peso corporal saudável, é essencial, incentivando para as práticas de exercícios físicos regulares. |
| “Ydai dinhaiti'unii”: fortalecer a educação ambiental e a biodiversidade a partir de um viveiro na Comunidade Indígena Mangueira |
Os viveiros são locais onde mudas de plantas são produzidas em quantidade necessária e com boa qualidade. São locais que podem contribuir com a reprodução de seres vivos que contribuem para a manutenção dos ecossistemas e dos serviços ecossistêmicos, desta forma desempenhando diversas funções necessárias ao meio ambiente. O projeto “ydai dinhaiti'unii”, que traduzido da língua indígena Wapichana para a língua portuguesa quer dizer “sementes para o futuro” tem como objetivo principal fortalecer as ações desenvolvidas no viveiro de espécies florestais da Comunidade Indígena Mangueira. A referida comunidade faz parte da Terra Indígena Araçá, situada no município de Amajari e apresenta um viveiro que está sendo reativado pelos moradores para a produção de mudas de espécies nativas para reflorestamento de áreas degradadas. A comunidade foi sede para o primeiro curso FIC de Identificador Florestal no Brasil, ofertado pelo IFRR Campus Amajari em 2023 e finalizado em 2024, através do Programa Bioeconomia e está continuando as ações relacionadas ao curso. As sementes coletadas serão plantadas em sacos plásticos próprios para a produção de mudas, com terra preparada. Adicionalmente às ações de plantio e coletas de sementes serão realizadas oficinas para as crianças da Escola Estadual Indígena Tobias Barreto, com temas como impactos ambientais, mudanças climáticas e biodiversidade, com o objetivo de contribuir com a educação ambiental dos jovens estudantes. Além disso, o projeto tem como objetivo contribuir com a formação acadêmica e extensionista de uma estudante do curso Técnico em Agropecuária. Como resultados, espera-se contribuir com a Comunidade Indígena Mangueira na produção de mudas do viveiro e promover a sensibilização da importância do meio ambiente junto às crianças. |
Leidiana Lima dos Santos |
CAM |
Em execução |
2025-09-01T00:00:00 |
2025-11-21T00:00:00 |
A iniciativa de elaborar o projeto partiu da demanda de apoio para ações de educação ambiental e na reestruturação do viveiro para o cultivo espécies nativas. A comunidade foi a primeira do Brasil a receber o FIC de Identificador Florestal (Bioeconomia/Pronatec - 2024), que foi promovido pelo IFRR pelo Programa Bioeconomia, com conclusão em 2024. Desta forma, a proposta constitui uma continuidade de ações em benefício da comunidade indígena.Adicionalmente, a proposta é uma continuidade dos projetos que estão em andamento pela coordenadora em outras frentes (PIBIC/CNPq, colaboração com a UFRR em grupo de pesquisa), que tem como objetivo o combate à impercepção botânica no contexto da educação, levantamento da Biodiversidade brasileira e formação de recursos humanos na área de Biodiversidade Botânica de Roraima. A estudante bolsista terá a oportunidade de praticar atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão e de praticar o conhecimento trabalhado durante o curso Técnico em Agropecuária.Os viveiros são locais onde as mudas são produzidas. As mudas consistem em plantas jovens, em fase inicial de desenvolvimento, que são cultivadas para serem transplantadas para um local mais adequado, que, no caso deste projeto, serão replantadas em áreas degradadas. Os viveiros são também recursos didáticos importantes, pois propiciam o reconhecimento dos componentes vistos em sala de aula. De forma mais ampla e no campo da Botânica/Ecologia, propiciam o reconhecimento da flora de uma região, bem como os ecossistemas característicos, uma vez que o estudante, ao participar da observação in situ de plantas, tem o contato direto com o ambiente, confrontando a prática com a teoria, além de estimular a curiosidade e aguçar o conhecimento científico, compreendendo e fixando caracteres importantes dos grupos vegetais. Acreditamos que, com a revitalização e reativação do viveiro para a produção de mudas de espécies nativas na comunidade indígena Mangueira iremos contribuir para a sensibilização por parte dos estudantes e da comunidade em geral sobre a importância do meio ambiente, bem como disponibilizar mudas para o plantio em áreas degradadas.O projeto aborda cinco dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) : 3 – saúde e bem-estar; 4 – educação de qualidade; 11 – cidades e comunidades sustentáveis; 13 – ação contra a mudança global do clima e 15 – vida terrestre. Os ODS são as metas da ONU (Organização das Nações Unidas) para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. |
| Exposição Científica do IFRR |
Resumo Na escola atual de tempo integral, o estudante do IFRR busca realizar/concluir seu projeto de vida. Quando o estudante ingressa na escolar ele já passou por um processo seletivo, o que fez dele alguém de destaque entre mais de 100 candidatos. Contudo é necessário compartilhar o que se aprende, o que adquire com o conhecimento em diferentes fontes de informações e, reuni-las, sintetizá-las e fazendo com que outras pessoas façam parte de sua aprendizagem. A exposição científica proposta aqui, é a execução de um projeto científico realizado por estudantes e professores do Campus Boa Vista, sendo que o aluno deverá divulgar o resultado da sua pesquisa por meio de um experimento de Física, de Química de Biologia em escolas de Educação Básica de Roraima. O projeto visa organizar e sistematizar apresentações de experimentos e fenômenos da natureza, em especial a Fisica, Biologia e Química. Tem como intuito envolver os alunos dessa Instituição e outras instituições em atividades de cunho científico e em consonância com os conteúdos das grades curriculares de cada disciplina. Será desenvolvido pelos professores de Biologia, Química, Física e Matemática um ambiente que desperte o interesse pela investigação científica não só dos discentes, como também dos expectadores que venham presenciar as apresentações. |
Gilmar Alves Silva |
CBV |
Em execução |
2025-09-01T00:00:00 |
2025-11-29T00:00:00 |
Tendo em vista a disposição no laboratório de Física do Campus Boa Vsita IFRR instrumentos para realização de experimentos de femômenos naturais. E por outro lado, a ausência de equipamentos nas escolas Estaduais e Municipais da rede pública e particular de Roraima. Neste projeto será desenvolvido com apresentações de experimentos de científicos nas escoals estaduais e municipais de Roraima. O Ensino de Ciências requer de parte prática e, é necessário que o estudante veja algo prático durante a Educação Básica, especialmente em Física e Química a partir do 9° Ano do Ensino Fundamente. |
| Implantação da Sala de Autorregulação Emocional no IFRR, Campus Boa Vista. |
O presente projeto tem como objetivo principal implementar uma sala de autorregulação emocional, com o objetivo de ofertar um espaço planejado, adaptado e seguro para dar suporte a estudantes, servidores e comunidade assistida pelo IFRR com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e ou outros transtornos que necessitem de espaço adequado para modulação sensorial, emocional e autorregulação organísmica. Assim, entendemos que a oferta de uma sala de autorregulação emocional no campus Boa Vista é um importante mecanismo de inclusão escolar, pois autistas lidam diariamente com experiências estressantes, desregulatórias e sobrecargas sensoriais e emocionais, pois a dificuldade na comunicação e linguagem, associada a rigidez cognitiva, necessitando de um espaço silencioso e adequado para tal, sem precisar mobilizar a família para retirar o aluno da escola, nem tão pouco ocupar a sala de psicologia, pois o estudante em crise nem sempre precisa de atendimento, mas de espaço e tempo para se autorregular. Também visa proporcionar letramento no Transtorno do Espectro Autista para os estudantes e servidores que participarão do projeto, bem como para a comunidade através das campanhas educativas propostas. Para implantar estas ações contaremos com uma equipe multidisciplinar, composta por duas psicólogas, uma educadora física, uma professora com letramento em TEA, uma técnica administrativa, um estudante autista para ser o bolsista e outro estudante como voluntário. O projeto será executado com a implementação da sala de autorregulação emocional, com a aquisição dos materiais necessários para tal, bem como através das campanhas de conscientização sobre o TEA. Com isso, espera-se que a iniciativa promova a inclusão efetiva, dissemine informações sobre o autismo, reduza o capacitismo e melhore a qualidade de vida dos beneficiários, consolidando o IFRR como um ambiente educacional verdadeiramente acessível e acolhedor.Palavras-chave: Sala de Autorregulação. Transtorno do Espectro Autista. Inclusão. Escola. |
Alizane Ramalho de Sousa Aniceto |
CBV |
Em execução |
2025-09-01T00:00:00 |
2025-11-21T00:00:00 |
O Campus Boa Vista do Instituto Federal de Roraima (IFRR) promoveu no mês de abril de 2025 o “Abril Azul” em alusão ao mês de conscientização mundial do Autismo. Esta ação teve como objetivo principal conscientizar estudantes, servidores e comunidade sobre o autismo, com a finalidade de promover informações para gerar empatia, combater a discriminação, gerar respeito e inclusão. Destarte, durante todo o mês de abril ocorreram várias ações dentro e fora da unidade escolar, como caminhadas, palestras, oficinas, rodas de conversas, panfletagens e disponibilização de conteúdos educativos sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em mídias sociais, cartilhas e panfletos. Outra ação planejada nesta ação foi a inauguração de uma sala de autorregulação emocional tanto para os estudantes autistas quanto para os estudantes que necessitem de espaço adequado para a modulação das emoções e, dessa forma, promover inclusão, através da acessibilidade e permanência no ambiente escolar para este público. Apesar da Direção Geral do campus destinar uma sala para esta finalidade, não foi possível sua implementação, pois este processo envolve planejamento, recursos humanos, materiais e financeiros. Nesse sentido, percebemos uma oportunidade de viabilização através da oferta deste projeto. Assim, entendemos a oferta de uma sala de autorregulação emocional a partir da concepção e criação de um ambiente propício, no IFRR campus Boa Vista, como um importante mecanismo de inclusão, pois autistas lidam diariamente com experiências estressantes, desregulatórias e sobrecargas sensoriais e emocionais, pois a dificuldade na comunicação e linguagem, associada a rigidez cognitiva que tende a fixar o pensamento em uma só perspectiva de uma situação, potencializam as vivências das emoções, em uma escalada de intensificação que impede o processo autorregulatório, necessitando de um espaço silencioso e adequado para tal, sem precisar mobilizar a família para retirar o aluno da escola, nem tão pouco ocupar a sala de psicologia, pois o estudante em crise nem sempre precisa de atendimento, mas de espaço e tempo para se autorregular. É importante ressaltar o impacto que a falta de uma sala de autorregulação emocional causa no serviço de psicologia escolar, pois estudantes em crises de processamento emocional ou sensorial, como dito anteriormente, precisam de um espaço adequado para se acalmarem e, quase sempre, são levados para a sala de psicologia, o que impacta na agenda de atendimento do serviço, que paralisam os atendimentos para disponibilizar a sala pelo tempo que os estudantes necessitarem no processo autorregulatório. Dessa forma, construir uma sala de autorregulação é uma forma estratégica de oferecer adaptações, inclusão e sensibilização no ambiente de trabalho, respeitando as diversas demandas que ocorrem na escola. Nesse contexto, justificamos a necessidade de implementação da sala de autorregulação como uma potente estratégia de inclusão escolar, como previsto na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, de 2015, em que se fundamenta e protege os direitos das pessoas com deficiência, incluindo aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esta Lei estabelece as normas e critérios que norteiam a promoção da acessibilidade, inclusão social e a garantia de que os autistas tenham acesso a educação e plena participação social. Com isso, ter um espaço propício para autorregulação deste público, que podem ser hipersensíveis à iluminação forte, odores fortes, sons fortes e demais estímulos sensoriais, ambientais e emocionais que possam ocorrer na escola, viabiliza caminhos de inclusão e pleno exercício da cidadania. Pois, entendemos que a autorregulação é um preditor significativo da inclusão escolar, pois acolhe as demandas e dificuldades dos diferentes estudantes. Por fim, é importante ressaltar que o impacto social do projeto se dará de forma imediata nas famílias dos estudantes autistas, que estão matriculados no IFRR, Campus Boa Vista. Isso porque, como é observado na rotina do serviço de psicologia escolar, quando um estudante autista entra em crise, a escola solicita que a família se desloque até a escola para fazer o acolhimento ou levar o estudante para casa. Assim, ao ofertar uma sala de autorregulação dentro da instituição, estaremos atendendo esta demanda de inclusão que a sociedade tanto cobra das escolas. Também, destacamos o caráter socioeducativo das campanhas de conscientização sobre o TEA, tanto para a comunidade interna quanto a externa ao IFRR. |