| Campus Musical |
O projeto Campus Musical tem como objetivo promover a formação musical e a integração comunitária por meio de aulas práticas e teóricas de música. A iniciativa oferece oficinas em diversos instrumentos, como saxofone, chorinho, trompete, trombone, flauta transversal, flauta doce, teclado, dança de salão, orquestra, violão e piano, além de aulas de canto. As atividades são complementadas por aulas de teoria musical, fundamentais para o desenvolvimento da percepção rítmica, melódica e harmônica dos participantes. O projeto busca despertar talentos, incentivar a prática coletiva em grupos e formações musicais, e proporcionar experiências culturais que reforcem a convivência, a disciplina e a sensibilidade artística. Mais do que ensinar música, o Campus Musical pretende criar um espaço de inclusão, criatividade e troca de saberes, fortalecendo o vínculo entre os participantes e a comunidade. |
Lysne Nozenir de Lima Lira |
CBV |
Em execução |
2026-08-17T00:00:00 |
2026-11-17T00:00:00 |
A música é uma poderosa ferramenta de transformação social e educacional, capaz de estimular a criatividade, a disciplina, a cooperação e a sensibilidade artística. No contexto escolar e comunitário, projetos musicais contribuem para reduzir desigualdades, fortalecer vínculos sociais e proporcionar acesso à cultura. O Campus Musical surge como resposta à necessidade de oferecer oportunidades de aprendizado musical de qualidade, abrangendo teoria e prática instrumental, além do canto. O projeto se fundamenta na valorização da diversidade cultural e na construção de experiências coletivas que promovam integração e harmonia entre os participantes. |
| Segurança Digital Para a Terceira Idade |
O projeto “Segurança Digital para a Terceira Idade” tem como objetivo promover a inclusão digital e práticas de segurança on-line para pessoas idosas, buscando reduzir sua vulnerabilidade diante de golpes praticados em ambientes virtuais. A necessidade do projeto surge com o aumento das fraudes digitais, acompanhado pelo crescimento do uso de dispositivos tecnológicos pela população idosa.A proposta será desenvolvida por meio de quatro oficinas presenciais e educativas, utilizando recursos visuais e atividades práticas, além de linguagem simples e acessível, para abordar temas como identificação de golpes virtuais, segurança no uso do WhatsApp e cuidados em transações digitais.O projeto utilizará recursos pedagógicos como projetor, cartilhas educativas e exercícios práticos para auxiliar os participantes, buscando proporcionar aprendizado simples, acessível e eficiente.Espera-se atender entre 20 e 40 idosos da comunidade externa, promovendo maior autonomia digital, fortalecimento da inclusão tecnológica e conscientização sobre práticas seguras no uso da internet. Além disso, o projeto pretende contribuir para a integração entre o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima e a comunidade externa. |
Deborah Deah Assis Carneiro |
CBV |
Em execução |
2026-07-20T00:00:00 |
2026-11-30T00:00:00 |
Atualmente vivemos em uma Era digital com constantes avanços e novidades que trazem facilitação ao nosso dia-a-dia através da tecnologia. Com o acesso à internet conseguimos desburocratizar situações que antes demandavam tempo, organização e presença física, como por exemplo, a ida ao banco para resolver questões financeiras. Hoje temos na palma da mão a possibilidade de resolver infinitas transações através de aplicativos instalados no nosso celular.A comunicação tornou-se mais rápida e completa através de ligações de vídeos, envio de fotos, áudios, documentos e outros através de aplicativos voltados à comunicação, como o WhatsApp e Telegram. A exposição de detalhes da nossa vida pessoal também passou a ser algo rotineiro para a maioria das pessoas através das redes sociais, como Facebook, Instagram e YouTube. Apesar desses avanços na facilidade da comunicação e resolução de problemas através do uso da tecnologia, os idosos de nossa sociedade são o público com maior vulnerabilidade a situações de insegurança digital, através de golpes financeiros. De forma geral, os idosos têm dificuldade em identificar a veracidade de informações e o risco de determinadas situações, em muitos casos confiando em mensagens falsas do INSS, bancos e até mesmo de números desconhecidos que enviam links que são capazes de clonar o celular, adentrar os sistemas bancários do idoso e roubar informações sigilosas, como senhas e documentos. Situações como uso indevido de compartilhamentos de tela para pessoas que afirmam ser de agências bancárias e se aproveitam da ingenuidade do idoso roubando valores de suas contas ou até mesmo realizando empréstimos em seu nome. Assim, é de extrema importância a conscientização clara e direta para os idosos dos perigos a se evitar com o uso dos meios tecnológicos através do celular e de plataformas amplamente conhecidas. Nesse sentido, pretende-se promover um nível básico de educação digital aos idosos da comunidade externa como público-alvo de oficinas sobre segurança digital, em uma linguagem acessível e prática para eles, através de oficinas que serão realizadas quinzenalmente por um aluno do 2º ano do Ensino Médio Integrado ao Técnico em Eletrônica, com o apoio e acompanhamento da professora Deborah Deah, coordenadora de Eletrônica do Instituto Federal de Roraima. |
| Futsal com os egressos - Parte 2 |
O projeto visa promover a prática do futsal como ferramenta de integração social, saúde e fortalecimento de vínculos institucionais entre egressos e a comunidade acadêmica. Por meio de treinamentos, amistosos e torneios, busca-se criar um espaço de convivência, incentivo ao esporte e oportunidades de networking. |
Mauricio Braga Thomaz |
CBV |
Em execução |
2026-06-29T00:00:00 |
2026-09-26T00:00:00 |
Ao concluírem o Curso Técnico em Eletrotécnica é normal e natural que os egressos percam o vínculo com Campus Boa Vista. É igualmente verdade que alguns egressos ingressaram no mundo do trabalho e permanecem na área da Eletrotécnica. Independente do rumo tomado pelos egressos e cientes dos desafios para saber como estão os egressos e desenvolver atividades de integração entre os egressos, comunidade interna e comunidade externa busca-se realizar este projeto e promover a conexão entre os participantes e contribuir na identificação das atividades dos egressos. |
| Curso de Formação Inicial e Continuada de Informática Básica para Comunidade Indígena do Morcego. |
O projeto do curso de Informática Básica tem como objetivo promover a inclusão digital de jovens e adultos a partir de 16 anos, contribuindo para o desenvolvimento pessoal, social, cultural e profissional dos participantes. A iniciativa busca ampliar o acesso ao conhecimento tecnológico, considerando a importância das ferramentas digitais para o exercício da cidadania, acesso à informação, serviços públicos, educação e oportunidades de trabalho.O curso será ofertado para participantes com ensino fundamental completo e priorizará metodologias práticas, com atividades desenvolvidas diretamente no computador desde os primeiros encontros. Serão abordados conteúdos relacionados ao uso básico do computador, internet, aplicativos de texto, planilhas, apresentações e comunicação digital, além de orientações sobre segurança e uso consciente da tecnologia.A proposta também valoriza a utilização das tecnologias digitais como instrumento de fortalecimento cultural, incentivando o registro e a divulgação de saberes e práticas tradicionais da comunidade. Dessa forma, o projeto contribui para a redução das desigualdades no acesso à informação, fortalecimento da autonomia dos participantes e ampliação das oportunidades educacionais e profissionais, alinhando-se ao compromisso social do Instituto Federal de Roraima com a oferta de educação pública, gratuita e de qualidade. |
Janira Souza de Lima |
CBV |
Em execução |
2026-04-01T00:00:00 |
2026-07-31T00:00:00 |
O curso de informática básica ofertado ao público em geral justifica-se pela crescente necessidade de inclusão digital como instrumento de fortalecimento social, cultural e econômico. Em uma sociedade cada vez mais conectada, o acesso ao conhecimento tecnológico tornou-se essencial para que as pessoas possam exercer plenamente sua cidadania, acessar serviços públicos, oportunidades educacionais, informações de saúde e meios de comunicação. Além disso, o domínio de competências básicas em informática contribui para a inserção no mercado de trabalho, amplia as possibilidades de geração de renda e promove maior autonomia no uso das tecnologias digitais no cotidiano.A oferta do curso para pessoas a partir de 16 anos, com ensino fundamental completo, considera um público que já possui habilidades básicas de leitura, escrita e interpretação, facilitando o processo de aprendizagem e possibilitando melhor aproveitamento dos conteúdos. Além disso, essa faixa etária representa um momento importante de formação pessoal e profissional, em que o domínio de ferramentas digitais pode ampliar perspectivas de inserção no mercado de trabalho ou de geração de renda dentro da própria comunidadeOutro aspecto relevante é o potencial da informática como instrumento de valorização e preservação cultural. O uso de tecnologias digitais pode permitir o registro de saberes tradicionais, da língua, das histórias e das práticas culturais, contribuindo para a manutenção da identidade indígena e sua divulgação de forma autônoma e respeitosa.Dessa forma, o curso promove a autonomia dos participantes no uso de computadores, internet e aplicativos básicos, reduzindo desigualdades no acesso à informação e fortalecendo a participação ativa da comunidade em diferentes espaços sociais. Dessa forma, a iniciativa contribui não apenas para a capacitação técnica, mas também para o desenvolvimento social sustentável, respeitando as especificidades culturais e promovendo inclusão e protagonismo.O Instituto Federal de Roraima (IFRR) é uma instituição pública federal que tem como objetivo oferecer educação pública, gratuita e de qualidade, contribuindoVisando atender às demandas locais e regionais, propõe-se a oferta do curso de Informática Básica. O curso se mostra relevante diante do seu caráter social e da contribuição das ações extensionistas para a inclusão digital, a qualificação da comunidade e o fortalecimento das oportunidades educacionais e profissionais dos participantes |
| Empreendedorismo e Inovação: Integração Acadêmica para o Desenvolvimento de Soluções Empreendedoras no Estado de Roraima |
A ação trata-se de um evento acadêmico organizado pelo Curso de Gestão de Turismo (turma 2026.1) envolvendo o curso de Gestão Hospitalar do campus Boa Vista e Técnico em Informática Subsequente do Campus Bonfim, denominado “Evento Acadêmico de Empreendedorismo e Inovação: Integração Acadêmica para o Desenvolvimento de Soluções Empreendedoras no Estado de Roraima”. A iniciativa visa estimular a construção de soluções inovadoras, promover o diálogo interdisciplinar e fortalecer a relação entre teoria e prática no processo formativo. |
Lucelia Santos Sousa Gomes |
CBV |
Em execução |
2026-05-01T00:00:00 |
2026-06-02T00:00:00 |
A realização do Evento Acadêmico “Empreendedorismo e Inovação: Integração Acadêmica para o Desenvolvimento de Soluções Empreendedoras” justifica-se pela necessidade de proporcionar aos acadêmicos uma formação mais dinâmica, prática e alinhada às demandas do mercado de trabalho e da sociedade contemporânea. A iniciativa busca estimular o desenvolvimento de competências empreendedoras, criativas e inovadoras, por meio da integração entre estudantes dos cursos de Gestão de Turismo, Gestão Hospitalar e Técnico em Informática.Além disso, o evento representa uma oportunidade de fortalecer a relação entre teoria e prática, permitindo que os acadêmicos apresentem projetos, compartilhem conhecimentos e desenvolvam soluções aplicadas à realidade local e regional. A proposta também contribui para o aprimoramento de habilidades como trabalho em equipe, comunicação, liderança, planejamento e resolução de problemas.Outro aspecto relevante é a promoção da integração interdisciplinar entre diferentes cursos e campi, favorecendo a troca de experiências e o desenvolvimento de uma aprendizagem colaborativa. Dessa forma, o evento contribui para a formação de profissionais mais críticos, participativos e comprometidos com o desenvolvimento social, acadêmico e profissional. |
| Bucha Vegetal do Cultivo à Geração de Renda: Extensão Tecnológica, Sustentabilidade e Empreendedorismo Rural |
O presente projeto de extensão tem como ação central a transferência de tecnologia para agricultores familiares e moradores de comunidades rurais da região de Caracaraí e Vila Novo Paraíso no cultivo, beneficiamento da bucha vegetal (Luffa cylindrica) e na produção artesanal de sabonetes glicerinados em barra com bucha vegetal incorporada, sabonetes líquidos hidratantes e esfoliantes e buchas de banho confeccionadas acabamento. O projeto é o desdobramento extensionista de um trabalho já consolidado: as etapas de pesquisa, levantamento de mercado, testes de formulação, produção piloto em escala e criação da marca "GAIAH – Produto da Terra" (vinculada ao IFRR – Campus Novo Paraíso) já foram concluídas, e existe plantio experimental e demonstrativo em espaldeiras no campus, além de já haver estoque de lotes de sabonetes (em barra e líquidos), buchas beneficiadas e buchas de banho customizadas para comercialização. A ação extensionista consistirá num Curso de Extensão de 16 horas, a ser realizado em quatro encontros (4 horas, cada), com teoria e prática integradas, utilizando como matéria-prima a bucha do plantio experimental do campus, complementada pelas buchas vegetais colhidas pelos próprios cursistas, haja vista, constitui recurso espontâneo em suas propriedades. A bucha vegetal, frequentemente removida como planta invasora, será convertida em fonte concreta e imediata de renda. O projeto articula ensino, pesquisa e extensão, alinha-se aos ODS 1, 8 e 12 da Agenda 2030 e às áreas temáticas 07 e 08 do Edital, e promove a formação integral do estudante extensionista bolsista do curso de Agronomia. |
Cleia Gomes Vieira e Silva Medeiros |
CNP |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
A bucha vegetal (Luffa cylindrica), pertencente à família Cucurbitaceae, é uma planta trepadeira de ampla ocorrência espontânea na região de Caracaraí e vila novo paraíso. É comum encontrá-la em roçados, quintais e propriedades rurais de agricultores familiares sem qualquer cultivo intencional ou custo de aquisição. Apesar dessa disponibilidade estratégica, a espécie é frequentemente tratada como planta invasora e removida sem qualquer aproveitamento econômico, o que representa uma perda concreta de oportunidade de geração de renda para as famílias rurais da região.Essa realidade evidencia uma oportunidade singular: o agricultor familiar da região já possui a matéria-prima em sua propriedade. O que falta é o conhecimento técnico para transformá-la em produto com valor de mercado. Com técnicas simples de beneficiamento, lavagem, higienização, secagem e padronização, a bucha in natura pode ser comercializada como esponja vegetal. Com um nível adicional de conhecimento, torna-se ingrediente de sabonetes glicerinados sustentáveis ou bucha de banho com acabamento diferenciado, produtos com crescente demanda no mercado de cosméticos naturais.Este projeto não parte do zero. As etapas anteriores pesquisa bibliográfica, levantamentos de mercado, testes de formulação dos sabonetes (sólidos glicerinados e líquidos hidratantes), produção piloto, implantação do plantio experimental em espaldeiras no IFRR – Campus Novo Paraíso e criação da identidade visual da marca "GAIAH – Produto da Terra" já foram realizadas e validadas. Há, hoje, no campus, lotes de produtos prontos (sabonetes glicerinados em diferentes formatos, cores e aromas, sabonetes líquidos, buchas de banho costuradas e buchas in natura beneficiadas), plantio em pleno funcionamento e formulações validadas. Além disso, foi realizada uma pesquisa de aceitação, cujos dados confirmam a alta qualidade do produto desenvolvido: 92,8% dos avaliadores aprovaram a formação de espuma, 78,6% classificaram o aroma como muito agradável e 100% afirmaram que recomendariam o sabonete a outras pessoas. O presente projeto representa, portanto, a etapa em que esse conhecimento maduro e essa identidade de marca já desenvolvida deixam o ambiente acadêmico e chegam efetivamente à comunidade: a fase de transferência de tecnologia ao público que mais pode se beneficiar dela.A escolha do agricultor familiar como público-alvo majoritário é estratégica. O Censo Agropecuário de 2017 do IBGE indica que 77% dos estabelecimentos agropecuários do País são classificados como agricultura familiar, sendo responsáveis pelo emprego de mais de 10 milhões de pessoas. Iniciativas que agreguem valor a recursos já presentes nas propriedades familiares como a bucha vegetal, reduzem barreiras de entrada e ampliam concretamente as oportunidades de renda dessas famílias.O contexto de mercado favorece a iniciativa: o segmento de cosméticos naturais e orgânicos cresce cerca de 20% ao ano no Brasil, movimentando aproximadamente R$ 3 bilhões anuais (BioBrazil Fair, 2023); o número de lançamentos de produtos cosméticos com ingredientes naturais ou orgânicos no País aumentou 23,1% entre 2018 e 2023 (Mintel, 2023); e o PIB da bioeconomia brasileira registrou R$ 2,7 trilhões em 2023, equivalente a 25,3% do PIB nacional (FGV, 2024). Há, portanto, janela concreta para a inserção de produtos artesanais sustentáveis derivados da bucha vegetal nas cadeias produtivas locais e regionais.Do ponto de vista da exequibilidade dentro dos três meses de vigência do PIPEX, o projeto é plenamente viável: a infraestrutura está pronta, a metodologia já foi testada, há produtos demonstrativos, a marca "GAIAH – Produto da Terra" está criada, e a parceria com a comunidade beneficiária está em estágio adiantado. Resta a etapa extensionista propriamente dita: o curso para os agricultores familiares. |
| Oficinas de montagem de panéis de comandos elétricos |
Esta proposta abrange a área temática de Tecnologias e Produção com foco no atendimento às demandas da sociedade por tecnologia aplicadas à automação industrial aproveitando os recursos disponíveis nos Cursos Técnico em Eletrotécnica e Técnico em Eletrônica do Campus Boa Vista. |
Mauricio Braga Thomaz |
CBV |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-12-04T00:00:00 |
Com a segurança energética recentemente consolidada com a interligação do estado de Roraima ao Sistema Interligado Nacional os nichos econômicos que utilizam a automação industrial tendem a aumentar no estado.O Curso Técnico em Eletrotécnica sendo um dos dois curso mais antigo do IFRR tem seu protagonismo no desenvolvimento da nossa sociedade. Nos manter atualizados exige investimento em equipamentos alinhados com os arranjos produtivos local e regional para entregarmos ao povo roraimense uma educação pública, gratuita e de qualidade. Portanto o Programa de Incentivo a Projeto de Extensão (Pipex) pode contribuir significativamente com a atualização do parque tecnológico do IFRR ao mesmo tempo que oferece uma formação atual e com grande demanda por profissionais neste ramo porém com pouquíssimas iniciativas locais que possam oportunizar o manuseio dos dispositivos equipamentos.As oficinas de montagem de painéis de comandos elétricos é uma oportunidade para aumentar a visibilidade da instituição com foco em tecnologia e que poderá abrir as portas para Cursos de Formação Inicial e Continuada em Eletricista Montador de Painéis de Comandos Elétricos.A oficina também oferece um perfil inclusivo por não exigir escolaridade mínima considerando que as atividades são práticas e ilustrativas para os não falantes do idioma português e pessoas não alfabetizadas.A dimensão da pesquisa se materializará neste material didático para as oficinas que exigirá pesquisar e elaborar um material que transforme o conhecimento científico em conhecimento escolar. Para nos auxiliar a bolsista escolhida está finalizando seu estágio supervisionado obrigatório de 160 horas, no início de junho de 2026. Sob minha supervisão, observei que a mesma reúne e demonstra habilidades e competências técnicas acima da média, com destaque para seu compromisso e resiliência. E, ao considerar que a profissão de Eletrotécnica é predominantemente dominada por homens, acredito que o significado para a estudante, que é filha de eletricista e almeja continuar na carreira em Engenharia Elétrica, será fundamental para sua formação humana e integral. A mesma está, juntamente com sua professora orientadora de estágio, como voluntária na organização de outro projeto aprovado no Programa Institucional de Bolsa Acadêmica de Extensão (PBAEX), na qual não é a bolsista e nem membro voluntário do projeto devido aos critérios do edital, sua participação será contabilizada quando for ofertado o curso de instalações elétricas para mulheres, na condição de organizadora. Portanto a aprovação deste projeto vai além da exução de oficinas é valorizar e reconhecer o esforço da estudante e motivar a permanência da mulher na área tecnológica.O ensino é a execução das oficinas que será melhor descrita na metodologia.Observamos que a interdisciplinaridade e a interprofissionalidade caminham juntas como demonstraremos na fundamentação teórica ao explicar as atribuições dos eletrotécnicos após a criação do Conselho Federal dos Técnicos industriais. Vale ressaltar que a candidata a bolsista é do Curso Técnico em Eletotécnica. |
| Oficina para Produção Artesanal de Suco de Laranja e aproveitamento do resíduo como Alternativa de Geração de Renda para Famílias de Pequenos Produtores da Vicinal 34 em Rorainópolis–RR |
O presente projeto de extensão tem como finalidade promover o aproveitamento da produção de laranjas cultivadas por famílias de pequenos produtores rurais da Vicinal 34, localizada no município de Rorainópolis, por meio da fabricação artesanal de suco para comercialização. A proposta visa reduzir perdas pós-colheita e até mesmo utilizar o excedente de laranjas que não são vendidas in natura, agregar valor à produção agrícola e fortalecer a geração de renda das famílias envolvidas. Podendo o suco artesanal ser vendi ou até mesmo utilizado para consumo das famílias.O projeto será desenvolvido através de oficinas, capacitações técnicas e acompanhamento contínuo dos produtores, abordando temas relacionados às boas práticas de manipulação de alimentos, processamento do suco, conservação, armazenamento, embalagem, comercialização e ainda utilização dos resíduos da laranja para alimentação animal. Segundo estudos sobre agroindustrialização familiar, o beneficiamento de frutas representa importante estratégia de fortalecimento da agricultura familiar e desenvolvimento econômico local.Espera-se que a iniciativa contribua para a redução do desperdício de frutas, fortalecimento da economia rural e melhoria da qualidade de vida das famílias participantes. |
Edileusa de Jesus dos Santos |
CNP |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
A realização deste projeto justifica-se pela necessidade de criar alternativas sustentáveis para o aproveitamento da produção de laranjas das famílias agricultoras da Vicinal 34, em Rorainópolis. Muitas frutas são desperdiçadas devido à perecibilidade do alimento e à ausência de infraestrutura adequada para beneficiamento e comercialização ou pela alta demanda de frutos no mercado, o que reduz o valor e muitos produtores optam por deixarem os frutos nos pés sem nem mesmo aproveitarem para alimentação animal.A agroindustrialização familiar representa importante estratégia para agregar valor aos produtos agrícolas e ampliar a renda dos pequenos produtores. Publicações técnicas do SEBRAE (2019) destacam que a implantação de agroindústrias familiares contribui para diversificação das atividades rurais, aumento da renda e fortalecimento do desenvolvimento local.Além disso, estudos da Embrapa (2014) ressaltam que o processamento de alimentos pela agricultura familiar favorece a valorização da produção agrícola, redução de perdas pós-colheita e fortalecimento da permanência das famílias no campo.Assim, o projeto possui relevância econômica, social e ambiental, ao promover geração de renda, redução do desperdício alimentar e valorização da produção local. |
| Paleta Amazônica: educação comunitária sobre pigmentos e tintas naturais |
Projeto interdisciplinar em Arte e Ciência que investiga a produção de pigmentos naturais a partir de elementos amazônicos como folhas, frutos, cascas e solos (argilas coloridas), coletados no entorno do Campus Novo Paraíso. A ação será desenvolvida por meio de oficinas de extensão, conduzidas por estudante bolsista e destinadas ao público externo, com o objetivo de promover a troca de saberes sobre técnicas sustentáveis de extração de pigmentos laca aplicadas a experimentações artísticas. O projeto poderá ser executado em articulação com o Programa Partiu IF, ampliando o alcance da ação às comunidades beneficiadas por esse programa. Espera-se impactar diretamente e indiretamente aproximadamente 100 pessoas, fortalecendo vínculos institucionais com a comunidade local, valorizando o patrimônio natural amazônico e estimulando o protagonismo estudantil na difusão de conhecimentos artísticos e científicos. |
Marisol Sousa da Cruz |
CNP |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
A região amazônica de Roraima possui rica biodiversidade com enorme potencial para produção de pigmentos naturais, porém há pouca apropriação cultural e científica desse patrimônio pela comunidade local, especialmente nas áreas rurais próximas ao Campus Novo Paraíso. Essa lacuna representa simultaneamente um problema e uma oportunidade: a comunidade detém conhecimentos tradicionais sobre plantas e solos que raramente são reconhecidos como saberes legítimos na perspectiva científica, enquanto o IFRR, como instituição de educação, ciência e tecnologia, tem a responsabilidade social de promover a democratização do conhecimento.Este projeto surge como resposta a essa demanda por meio de oficinas educativas que articulam divulgação científica, formação artística e valorização cultural. A proposta integra duas áreas fundamentais do conhecimento: Arte (estudo das cores, extração e utilização do pigmento laca, valorização cultural) e Ciência (análise química de solos e plantas, sustentabilidade ambiental), promovendo a formação integral do estudante bolsista (que já domina a técnica de extração de pigmentos laca) pelo exercício do protagonismo na condução das atividades extensionistas.A viabilidade do projeto é garantida por três elementos: (1) acesso direto a recursos naturais gratuitos disponíveis no entorno do campus; (2) expertise da equipe executora nas áreas de Arte e Ciências Naturais; (3) apoio institucional por meio das estruturas do Programa Partiu IF, com o qual o projeto poderá ser articulado para ampliar o alcance comunitário das ações.O projeto contribui diretamente para: Preservação e valorização de saberes regionais ligados ao uso de pigmentos naturais amazônicos; Fortalecimento da sustentabilidade ambiental pela promoção de técnicas artísticas ecologicamente responsáveis; Articulação com políticas públicas de educação profissional e inclusão social no entorno do campus; Aproximação entre o IFRR e a comunidade rural, consolidando a função social da instituição; Impacto na formação integral dos estudantes envolvidos, especialmente o bolsista extensionista.Público-alvo e beneficiários: Comunidade externa ao IFRR, prioritariamente o público do Programa Partiu IF. O público interno ao IFRR integrará o projeto como parte dos atendidos. |
| Finanças sem Fronteiras: Educação Financeira, Inclusão Social e Cidadania para Comunidades Imigrantes em Roraima |
O projeto “Finanças sem Fronteiras: Educação Financeira, Inclusão Social e Cidadania para Comunidades Imigrantes em Roraima” propõe o desenvolvimento de ações extensionistas voltadas à promoção da educação financeira popular junto às comunidades imigrantes e refugiadas residentes em Boa Vista/RR. A proposta surge diante do crescente fluxo migratório na região amazônica e das dificuldades enfrentadas por essas populações no acesso à informação financeira, aos serviços bancários, à organização do orçamento familiar e ao exercício pleno da cidadania.O projeto será desenvolvido por estudantes extensionistas e servidores do IFRR, por meio de oficinas formativas, rodas de conversa, grupos comunitários de orientação financeira e produção de materiais educativos acessíveis e bilíngues, fundamentados nos princípios da educação popular, da interculturalidade e da inclusão social. As ações abordarão temas como planejamento financeiro familiar, consumo consciente, prevenção ao endividamento, uso responsável do crédito e educação bancária.A proposta busca fortalecer a autonomia econômica, a inclusão financeira e o desenvolvimento social das comunidades participantes, contribuindo para a redução das desigualdades sociais e para a promoção da cidadania. Além disso, possibilitará aos estudantes envolvidos experiências formativas pautadas na extensão universitária crítica, no diálogo intercultural e na integração entre ensino, pesquisa e extensão.O projeto está alinhado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente ao ODS 1 — Erradicação da Pobreza, ODS 4 — Educação de Qualidade, ODS 10 — Redução das Desigualdades e ODS 16 — Paz, Justiça e Instituições Eficazes, fortalecendo o compromisso social do IFRR com o desenvolvimento humano e a inclusão social em Roraima. |
Luciane Wottrich |
CBV |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-27T00:00:00 |
O estado de Roraima ocupa posição estratégica no contexto migratório brasileiro em razão do intenso fluxo de imigrantes e refugiados provenientes, sobretudo, da Venezuela. Esse cenário tem provocado profundas transformações sociais, econômicas e culturais no estado, especialmente no município de Boa Vista, onde grande parte dessa população busca oportunidades de inserção social, acesso a direitos básicos e melhoria das condições de vida.Apesar dos avanços nas políticas públicas de acolhimento, muitos imigrantes e refugiados ainda enfrentam situações de vulnerabilidade social e econômica decorrentes das dificuldades de adaptação ao contexto brasileiro, da informalidade no trabalho, das barreiras linguísticas, da limitação de acesso à informação e da pouca familiaridade com o sistema financeiro nacional. Essas condições frequentemente contribuem para o endividamento, o uso inadequado do crédito, a exclusão bancária e a fragilização das condições de subsistência familiar.Nesse contexto, a educação financeira assume importante papel como instrumento de inclusão social, fortalecimento da autonomia econômica e promoção da cidadania. Mais do que orientar sobre controle de gastos e organização financeira, a educação financeira popular possibilita o desenvolvimento de competências que favorecem a tomada de decisões conscientes, a prevenção do endividamento e o acesso mais seguro aos serviços financeiros e aos direitos sociais.O projeto “Finanças sem Fronteiras: Educação Financeira, Inclusão Social e Cidadania para Comunidades Imigrantes em Roraima” justifica-se pela necessidade de desenvolver ações extensionistas que contribuam efetivamente para a inclusão financeira e social de comunidades imigrantes e refugiadas residentes em Boa Vista/RR, promovendo espaços de formação dialógica, escuta comunitária e construção coletiva do conhecimento.A proposta fundamenta-se nos princípios da educação popular e da extensão crítica, compreendendo os participantes como sujeitos ativos do processo educativo e valorizando seus conhecimentos, trajetórias e experiências culturais. Dessa forma, as atividades buscarão promover práticas educativas acessíveis, interculturais e socialmente comprometidas, fortalecendo o protagonismo comunitário e a democratização do conhecimento.Além do impacto social junto às comunidades atendidas, o projeto contribuirá significativamente para a formação acadêmica e cidadã dos estudantes extensionistas, possibilitando experiências práticas relacionadas à atuação comunitária, à responsabilidade social, à interculturalidade e à integração entre ensino, pesquisa e extensão. Tal perspectiva fortalece o papel social do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima enquanto instituição pública comprometida com o desenvolvimento humano, a redução das desigualdades sociais e a promoção da inclusão social no estado de Roraima.O projeto também se alinha aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, especialmente ao ODS 1 — Erradicação da Pobreza, ODS 4 — Educação de Qualidade, ODS 10 — Redução das Desigualdades e ODS 16 — Paz, Justiça e Instituições Eficazes, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva, participativa e socialmente justa. |
| Ovino escola 3.0: um ambiente didático de aprendizado prático para criadores de ovinos, comunidades indígenas e futuros profissionais das ciências agrárias |
O município de Amajari (RR) destaca-se por apresentar o maior efetivo de ovinos do estado, com aproximadamente 3.620 animais (IBGE, 2020). Esses animais, em sua maioria, são criados em comunidades indígenas sem qualquer tipo de assistência técnica. Diante desse cenário e visando proporcionar conhecimento técnico à comunidade externa sobre os principais manejos na ovinocultura, este projeto tem como objetivo geral implantar um ambiente didático de aprendizado prático no Setor de Ovinocultura do Instituto Federal de Roraima (IFRR)/Campus Amajari, voltado a criadores de ovinos, comunidades indígenas e futuros profissionais das ciências agrárias. Esta é a terceira oferta do projeto, que já foi aprovado e executado nos editais 3/2024 - PROEX/IFRR e 4/2024 - PROEX/IFRR, sendo relançado a partir da demanda da comunidade externa por novas turmas. A metodologia será dividida em três fases, Fase Inicial (FI), Fase de Desenvolvimento (FD) e Fase Final (FF). Na FI será realizado um estudo acerca dos principais manejos adotados na criação de ovinos. Na FD será realizado um treinamento prático do bolsista quanto a esses manejos e a realização de oficinas para criadores, comunidades indígenas e futuros profissionais das Ciências Agrárias. Na FF será redigido o relatório final do projeto. . Espera-se que os resultados deste projeto contribuam para o fortalecimento da ovinocultura na região de Amajari, pois o manejo adequado possibilitará a comercialização de animais mais produtivos, favorecendo a segurança alimentar e a consolidação dos arranjos produtivos locais. Almeja-se, ainda, que o projeto tenha continuidade para além do prazo do edital, com acompanhamento dos criadores que aderiram ao projeto e oferta de novas oficinas por pelo menos um ano.Palavras-chave: assistência técnica; ovinocultura; produção animal; produtor rural. |
Laylson da Silva Borges |
CAM |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-27T00:00:00 |
A criação de ovinos está em ascensão no estado de Roraima e apresenta uma excelente alternativa para produção de proteína animal para consumo ou comercialização. A região de Amajari apresenta o maior efetivo de animais do estado, com aproximadamente 3.620 animais (IBGE, 2020); no entanto, a grande maioria desses animais é criada em sistemas extensivos e sem qualquer tipo de assistência técnica.Partindo desse pressuposto e visando o estabelecimento de vínculo entre o Instituto Federal de Roraima/Campus Amajari e a comunidade externa, este projeto surge a partir da necessidade dessa região por um ambiente didático para aprendizado prático dos criadores de ovinos, comunidades indígenas e futuros profissionais das ciências agrárias quanto à criação e aos manejos adotados na ovinocultura.As ações extensionistas a serem desenvolvidas por meio deste projeto contribuirão sobremaneira na formação dos estudantes envolvidos, uma vez que as atividades propostas visam à formação interdisciplinar, visto que envolvem conteúdos de diferentes componentes curriculares, como: Caprinos e Ovinos (escrituração zootécnica, melhoramento genético e manejos gerais na ovinocultura); Forragicultura (principais gramíneas utilizadas na alimentação de ovinos); e Nutrição Animal (formulação de dieta para ovinos). Essa formação interdisciplinar pode contribuir para a formação de um profissional mais qualificado para o mundo do trabalho.É importante ressaltar que os criadores de ovinos da região de Amajari não contam com assistência técnica especializada. Esse fator tem ocasionado redução na eficiência produtiva e desestimulado a produção de alimentos para a subsistência ou comercialização, resultando, muitas vezes, no abandono da atividade. Dentro desse contexto, a criação de um ambiente didático de aprendizado prático para criadores da região de Amajari, comunidades indígenas e futuros profissionais das ciências agrárias será o ponto de partida para a melhoria dos índices produtivos da ovinocultura. Ademais, a criação desse ambiente didático, impulsionada pela incorporação e difusão de novas tecnologias, contribuirá para a segurança alimentar e a consolidação dos arranjos produtivos locais. |
| Práticas Agroecológicas e o Manejo de Resíduos na Agricultura Familiar |
O projeto visa promover a transição agroecológica e o desenvolvimento rural sustentável em propriedades familiares do município de Caracaraí-RR, por meio do manejo eficiente de resíduos orgânicos e da produção de adubos bioativos de baixo custo. A iniciativa fundamenta-se nos princípios da economia circular, utilizando como matéria-prima a biomassa residual proveniente do restaurante institucional do IFRR - Campus Novo Paraíso e resíduos domésticos gerados na região. A metodologia estruturar-se-á na implantação de Unidades Demonstrativas diretamente nas propriedades rurais parceiras, as quais servirão como centros difusores de tecnologia social. Por meio de visitas técnicas integradas e oficinas práticas programadas, os produtores familiares serão capacitados na triagem, proporção e montagem de pilhas de compostagem termofílica, utilizando ferramentas e equipamentos de instrumentação e monitoramento técnico para o controle adequado de temperatura, pH e humidade do composto. Espera-se, como resultado, reduzir a dependência dos agricultores em relação a insumos químicos externos comerciais de alto custo, mitigar o impacto ambiental do descarte inadequado de resíduos e fortalecer a autonomia técnica das famílias atendidas. A ação consolida a indissociabilidade entre ensino e extensão, qualificando a formação discente em cenários reais de extensão tecnológica e gerando impactos socioambientais positivos na comunidade agrícola local. |
Deiyse Alves Silva |
CNP |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
O projeto visa promover a transição agroecológica e o desenvolvimento rural sustentável em propriedades familiares do município de Caracaraí-RR, por meio do manejo eficiente de resíduos orgânicos e da produção de adubos bioativos de baixo custo. A iniciativa fundamenta-se nos princípios da economia circular, utilizando como matéria-prima a biomassa residual proveniente do restaurante institucional do IFRR - Campus Novo Paraíso e resíduos domésticos gerados na região. A metodologia estruturar-se-á na implantação de Unidades Demonstrativas diretamente nas propriedades rurais parceiras, as quais servirão como centros difusores de tecnologia social. Por meio de visitas técnicas integradas e oficinas práticas programadas, os produtores familiares serão capacitados na triagem, proporção e montagem de pilhas de compostagem termofílica, utilizando ferramentas e equipamentos de instrumentação e monitoramento técnico para o controle adequado de temperatura, pH e humidade do composto. Espera-se, como resultado, reduzir a dependência dos agricultores em relação a insumos químicos externos comerciais de alto custo, mitigar o impacto ambiental do descarte inadequado de resíduos e fortalecer a autonomia técnica das famílias atendidas. A ação consolida a indissociabilidade entre ensino e extensão, qualificando a formação discente em cenários reais de extensão tecnológica e gerando impactos socioambientais positivos na comunidade agrícola local.O fortalecimento da agricultura familiar e a consolidação da transição agroecológica dependem diretamente da criação e da difusão de soluções técnicas que sejam acessíveis, eficientes e de fácil manejo para os produtores rurais. Na realidade produtiva do município de Caracaraí e comunidades próximas, os pequenos agricultores enfrentam desafios constantes relacionados com o elevado custo de aquisição de fertilizantes químicos comerciais e com a escassa assistência técnica voltada para o aproveitamento de resíduos biológicos. Paralelamente, o descarte incorreto de biomassa orgânica rica em nutrientes representa um desperdício de matéria-prima que poderia ser reinserida nos ciclos produtivos locais através da economia circular.O presente projeto justifica-se como uma resposta direta a esta problemática ao propor o desenvolvimento e a transferência de uma tecnologia social de impacto imediato: a compostagem em reatores verticais modulares (sistemas baseados em baldes plásticos estruturados). Esta metodologia soluciona as limitações de espaço, higiene e mão de obra no campo, permitindo um controlo rigoroso de variáveis térmicas e hídricas essenciais para a qualidade do composto. Além disso, o sistema modular viabiliza a extração direta de biofertilizante líquido de alta qualidade (através de torneiras instaladas na base dos reatores), fornecendo ao agricultor um insumo bioativo duplo — adubo sólido e foliar — sem custos adicionais.Ao dotar as propriedades rurais com esta infraestrutura e ferramentas adequadas de monitoramento, a ação assegura a sustentabilidade e a continuidade da prática de forma totalmente autónoma pelas famílias atendidas após a conclusão do projeto. Assim, a proposta consolida o papel do IFRR na extensão tecnológica, integrando a formação prática dos discentes em cenários reais à promoção da soberania técnica, económica e ambiental da agricultura familiar local. |
| Transformando biodiversidade em renda: capacitação comunitária para produção agroindustrial utilizando espécies amazônicas |
O projeto propõe promover a capacitação produtiva e empreendedora de agricultores familiares, mulheres, jovens rurais, comunidades indígenas e pequenos empreendedores do município de Amajari-RR, por meio do aproveitamento sustentável de matérias-primas da bioeconomia amazônica. A proposta busca fortalecer a economia local e estimular a geração de renda a partir do desenvolvimento de produtos agroindustriais de valor agregado, como frutas desidratadas, farinhas regionais, doces, geleias e compotas produzidos com espécies amazônicas disponíveis na região. O projeto será desenvolvido por meio de oficinas teórico-práticas participativas envolvendo processamento de alimentos, boas práticas de manipulação, controle de qualidade simplificado, aproveitamento de resíduos agroindustriais, cálculo de rendimento, precificação, embalagem e comercialização. Serão utilizados equipamentos disponíveis no laboratório de Ciência e Tecnologia de Alimentos do IFRR Campus Amajari, priorizando metodologias acessíveis e de baixo custo adequadas à realidade comunitária. Espera-se contribuir para o fortalecimento do empreendedorismo local, a valorização da biodiversidade amazônica, a redução de desperdícios, o desenvolvimento sustentável e a ampliação da interação entre IFRR e comunidade, promovendo formação extensionista aos estudantes envolvidos e impacto social positivo no território. |
Renan Elan da Silva Oliveira |
CAM |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
O município de Amajari-RR apresenta elevado potencial para o desenvolvimento de iniciativas produtivas baseadas na bioeconomia amazônica, especialmente devido à diversidade de matérias-primas regionais disponíveis, como frutas, raízes e outros recursos vegetais tradicionalmente utilizados pelas comunidades locais. Entretanto, grande parte dessa produção ainda é comercializada in natura, com baixo valor agregado e limitada capacidade de geração de renda. Além disso, muitos produtores, jovens, mulheres empreendedoras e comunidades rurais ou indígenas enfrentam dificuldades relacionadas ao processamento agroindustrial, conservação de alimentos, padronização de produtos, comercialização e acesso a conhecimentos técnicos voltados ao empreendedorismo sustentável. Nesse contexto, torna-se necessária a implementação de ações extensionistas que promovam capacitação prática, valorização dos recursos regionais e fortalecimento das cadeias produtivas locais.A proposta justifica-se por buscar integrar conhecimentos técnicos, extensão comunitária e empreendedorismo, contribuindo para a transformação de matérias-primas amazônicas em produtos agroindustriais de maior valor comercial, como frutas desidratadas, farinhas regionais, doces e geleias. O projeto utilizará metodologias participativas e tecnologias de baixo custo compatíveis com a realidade local e com a infraestrutura disponível no IFRR Campus Amajari, favorecendo a replicação das práticas pelas comunidades atendidas. Além de fortalecer a economia local e estimular a geração de renda, a proposta contribuirá para a redução de desperdícios, valorização da biodiversidade amazônica, formação extensionista dos estudantes envolvidos e ampliação da interação entre o IFRR e a comunidade externa. |
| Extensão Rural e Agroindústria Sustentável: capacitação em processamento de frutas e hortaliças para agricultores familiares do sul do estado de Roraima para geração de renda |
O projeto Extensão Rural e Agroindústria Sustentável: capacitação em processamento de frutas e hortaliças para agricultores familiares do sul do estado de Roraima para geração de renda tem como finalidade fortalecer a agricultura familiar no sul do estado de Roraima por meio da capacitação de agricultores familiares em técnicas de processamento de frutas e hortaliças, agregação de valor à produção, redução de perdas pós-colheita e ampliação das possibilidades de geração de renda. A proposta parte do reconhecimento de que a produção local de frutas e hortaliças possui relevante papel econômico, social e alimentar, mas ainda enfrenta entraves relacionados à alta perecibilidade dos produtos, à sazonalidade da oferta, à limitação de infraestrutura para conservação e beneficiamento e às dificuldades de inserção em mercados mais estruturados. Nesse contexto, o processamento agroindustrial de base familiar apresenta-se como estratégia viável para melhorar o aproveitamento da matéria-prima, aumentar a vida útil dos alimentos, diversificar a oferta de produtos e criar alternativas concretas de comercialização em feiras, mercados locais e programas institucionais. Com abordagem participativa, dialógica e interdisciplinar, o projeto integra conhecimentos das áreas de Extensão Rural, Tecnologia de Frutas e Hortaliças, Tecnologia Pós-Colheita e Matemática aplicada aos custos de produção e à formação do preço de revenda. Durante três meses, serão realizadas oficinas teórico-práticas diretamente nas propriedades dos participantes, contemplando conteúdos sobre boas práticas de fabricação, higiene e manipulação segura de alimentos, produção de polpas, processamento mínimo, elaboração de doces e conservas, conservação, embalagem, rotulagem, cálculo de custos, definição de preços e estratégias básicas de comercialização. Também está prevista a produção de materiais educativos e a participação ativa de estudantes extensionistas no planejamento, execução e sistematização das atividades, fortalecendo a articulação entre ensino, extensão e comunidade. Espera-se, como resultados, capacitar os agricultores familiares participantes, incentivar o surgimento ou o aperfeiçoamento de pequenas agroindústrias familiares, disseminar tecnologias acessíveis e adequadas à realidade local, melhorar o aproveitamento da produção agrícola e contribuir para a autonomia produtiva e econômica das comunidades atendidas. Além disso, a proposta busca fortalecer a relação entre a instituição de ensino e o meio rural, promovendo a construção compartilhada de soluções voltadas ao desenvolvimento rural sustentável. Conclui-se, portanto, que o projeto apresenta viabilidade técnica e relevância social, com potencial para gerar impactos positivos duradouros na produção, na renda e na qualidade de vida dos agricultores familiares da região. |
Larissa Paiva Viegas da Silva |
CNP |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
A execução deste projeto justifica-se pela necessidade concreta de responder a um problema recorrente vivenciado por agricultores familiares do sul do estado de Roraima: a dificuldade de aproveitar de forma integral e rentável a produção de frutas e hortaliças em razão da alta perecibilidade dos produtos, da sazonalidade da oferta, da limitação de infraestrutura para conservação e beneficiamento e das barreiras de acesso a mercados. Esse cenário favorece perdas pós-colheita, reduz a renda das famílias e limita o potencial econômico de cadeias produtivas relevantes para a segurança alimentar e para a dinamização da economia rural. Em Roraima, dados oficiais do IBGE mostram que a produção agrícola estadual inclui culturas com potencial direto para beneficiamento e agregação de valor, como mandioca (75.732 t), banana (66.280 t), melancia (51.530 t), laranja (22.153 t), limão (11.036 t), maracujá (8.134 t) e mamão (2.886 t), evidenciando uma base produtiva que pode ser melhor aproveitada por meio do processamento artesanal e semi-industrial. Esses dados reforçam a pertinência regional do projeto, sobretudo porque parte significativa dessa produção é realizada em contextos de pequena escala e com limitada infraestrutura de pós-colheita e comercialização. Estudos da Embrapa indicam que as perdas pós-colheita em frutos e hortaliças, especialmente em contextos de menor infraestrutura e assistência técnica, comprometem tanto a quantidade quanto a qualidade dos alimentos, afetando diretamente sua rentabilidade e seu aproveitamento comercial. Além disso, o processamento de frutas e hortaliças em agroindústrias da agricultura familiar tem sido apontado como estratégia de agregação de valor, ampliação da vida útil dos produtos e diversificação da oferta, favorecendo a construção de mercados e a reprodução econômica das famílias rurais (CENCI; SOARES; FREIRE JÚNIOR, 1997; CELESTINO; GASTAL, 2021; IBGE, 2024). Nessa perspectiva, a agroindustrialização de base familiar não se restringe a uma etapa técnica do beneficiamento, mas constitui mecanismo de fortalecimento produtivo e de ampliação das possibilidades de inserção em circuitos curtos e institucionais de comercialização.O projeto deve ser selecionado e implementado porque apresenta uma resposta objetiva, viável e socialmente relevante para esse problema. A proposta não se limita ao diagnóstico das dificuldades; ela oferece formação teórico-prática em boas práticas de fabricação, processamento de frutas e hortaliças, conservação, rotulagem, cálculo de custos, definição de preço de revenda e estratégias de comercialização, permitindo que os participantes transformem parte da produção in natura em produtos com maior valor agregado e maior vida útil. Do ponto de vista teórico e normativo, a proposta está alinhada à compreensão da assistência técnica e extensão rural como processo educativo não formal, contínuo e orientado para a gestão, a produção, o beneficiamento e a comercialização das atividades rurais, conforme estabelecido pela Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER). A mesma política também destaca a importância de metodologias participativas, com enfoque multidisciplinar e interdisciplinar, voltadas ao desenvolvimento rural sustentável, à segurança alimentar e à valorização dos saberes locais (BRASIL, 2010). Assim, ao promover capacitações diretamente nas comunidades e articular conhecimento técnico-científico com a realidade concreta dos agricultores familiares, o projeto materializa princípios centrais da extensão rural contemporânea, concebida não apenas como transferência de tecnologia, mas como construção compartilhada de soluções socialmente adequadas e tecnicamente viáveis. Além disso, sua relevância pode ser compreendida à luz dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, uma vez que a proposta contribui para a ODS 1, ao ampliar oportunidades de geração de renda e enfrentamento da pobreza no meio rural; para a ODS 2, ao fortalecer a produção, o aproveitamento e o acesso a alimentos; para a ODS 5, ao favorecer a participação qualificada de mulheres nas atividades produtivas e de agregação de valor; para a ODS 8, ao estimular trabalho decente e dinamização econômica em comunidades rurais; para a ODS 10, ao reduzir desigualdades por meio da inclusão produtiva; e para a ODS 11, ao fortalecer comunidades mais sustentáveis, resilientes e articuladas territorialmente.Sua implementação também se justifica porque a demanda dialoga diretamente com necessidades percebidas tanto pela comunidade quanto pelo proponente: de um lado, agricultores familiares necessitam de alternativas para reduzir perdas, melhorar o aproveitamento da produção e ampliar a renda; de outro, a instituição tem o papel de socializar conhecimentos técnico-científicos e promover soluções aplicáveis à realidade local. Nesse sentido, a literatura sobre agricultura familiar e desenvolvimento rural evidencia que o fortalecimento desse segmento depende não apenas do aumento da produção, mas também da capacidade de diversificação, agregação de valor, acesso a mercados e construção de estratégias territorializadas de desenvolvimento. Em Roraima, a relevância desse público é particularmente expressiva: de acordo com o Censo Agropecuário 2017, a agricultura familiar representa a maior parte dos estabelecimentos agropecuários no país e constitui segmento central para a ocupação no campo, o que reforça a importância de ações territorializadas de assistência técnica, capacitação e fortalecimento produtivo também em escala estadual. A agroindustrialização familiar, quando associada à qualificação técnica e ao apoio extensionista, contribui para gerar trabalho e renda, estimular o empreendedorismo rural, reduzir a dependência exclusiva da venda de produtos frescos e favorecer a permanência das famílias no campo. Além disso, ao articular ensino, extensão e formação estudantil, o projeto amplia o impacto acadêmico e social da instituição, fortalece a agricultura familiar, estimula pequenas agroindústrias de base familiar e contribui para o desenvolvimento rural sustentável no sul de Roraima. Por reunir relevância social, aderência às demandas locais, viabilidade de execução e potencial de resultados concretos, a proposta demonstra mérito para ser selecionada e implementada (IPEA, 2022; IBGE, 2019). |
| Semeando dignidade: horta comunitária na promoção da segurança alimentar e geração de renda |
Na última década, o estado de Roraima tornou-se o principal epicentro do fluxo migratório transfronteiriço no Brasil, recebendo expressivos contingentes de venezuelanos e caribenhos (como cubanos). Esse fenômeno pressiona os serviços públicos e o mercado de trabalho local. No município de Amajari, essa realidade é agravada pela vasta extensão rural e pela forte presença de comunidades indígenas (Macuxi e Wapichana). A sobreposição dessas identidades gera cenários de extrema vulnerabilidade, isolamento geográfico e Insegurança Alimentar e Nutricional (IAN), onde migrantes e populações originárias compartilham a escassez de recursos básicos e a exclusão do mercado formal. A implantação de Hortas Comunitárias Agroecológicas baseadas na Agricultura Urbana e Periurbana (AUP) surge como tecnologia social em promover a segurança alimentar, a saúde pública e a economia solidária, atuando em três frentes principais: Inclusão Produtiva: Oferece ocupação ativa e autonomia, reduzindo a dependência de auxílios emergenciais. Espaço Intercultural e Psicossocial: Promove a união de diferentes etnias e nacionalidades, mitigando traumas do deslocamento e combatendo a xenofobia através do trabalho coletivo com a terra. Memória Alimentar: Viabiliza o cultivo de espécies nativas indígenas e temperos típicos da culinária venezuelana e caribenha, preservando a soberania cultural. O projeto adota abordagem participativa inspirada na "solidariedade pragmática", onde a comunidade é protagonista em cinco etapas essenciais: Mobilização: Escuta ativa e reuniões com os interessados. Planejamento Técnico: Escolha de locais adequados na comunidade ou escolas. Execução Sustentável: Construção de canteiros com materiais recicláveis e instalação de composteira orgânica. Capacitação: Treinamento prático para garantir o manejo autônomo e a escolha de espécies de ciclo curto. Difusão de Resultados: Apresentação no Fórum de Integração (Forint), publicação de artigo científico e elaboração de cartilha educativa. Conclusão: O projeto vai além do combate à fome; constitui estratégia holística de emancipação socioeconômica, coesão social e dignificação de vidas historicamente invisibilizadas na fronteira norte do Brasil. |
Iraci Fidelis |
CAM |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
O município de Amajari, localizado no norte do Estado de Roraima, vivencia dinâmica socioespacial complexa marcada pelo intenso fluxo migratório transfronteiriço e pela forte presença de comunidades tradicionais. A região abriga população heterogênea composta por migrantes e refugiados venezuelanos, imigrantes cubanos e povos indígenas originários. Grande parte desse público encontra-se em situação de extrema vulnerabilidade social, caracterizada pela informalidade laboral, barreiras linguísticas e geográficas, e restrições severas de acesso a fontes regulares de renda e alimentação de qualidade. A superposição desses fatores coloca esse grupo em risco iminente de insegurança alimentar crônica.A implantação de horta comunitária ataca diretamente o problema do desabastecimento familiar e da desnutrição. O projeto assegura o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHANA) ao fornecer acesso direto e contínuo a hortaliças, tubérculos e PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) frescos e livres de agrotóxicos. Mais do que fornecer o alimento, a iniciativa fomenta a soberania alimentar, permitindo que a comunidade decida o que produzir e diminua a dependência de auxílios emergenciais ou cestas básicas externas.A horta funcionará como espaço físico de mediação cultural e convivência pacífica. Ao reunir venezuelanos, cubanos e indígenas, o projeto promove o intercâmbio de saberes agrícolas tradicionais e técnicas de manejo da terra de cada cultura: Os povos indígenas contribuem com o conhecimento milenar sobre o solo local, plantas nativas e ciclos climáticos da Amazônia setentrional. Os imigrantes venezuelanos e cubanos agregam com experiências de agricultura urbana, técnicas de conservação e novas culturas de consumo alimentar.Essa sinergia mitiga tensões sociais, combate a xenofobia e o preconceito, gerando sentimento mútuo de pertencimento e colaboração comunitária.O desemprego e a informalidade marginalizam essas populações. O projeto prevê a capacitação técnica em agroecologia, compostagem e gestão comunitária. O excedente da produção poderá ser direcionado para duas frentes geradoras de autonomia econômica: Comercialização em feiras locais no município de Amajari, fomentando a economia solidária. Inserção em programas institucionais de aquisição de alimentos, como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar). Somado ao impacto social direto, o projeto atuará como campo prático de extensão e desenvolvimento profissional local. A horta comunitária integrará o treinamento prático da estudante do curso Técnico em Agropecuária (como os formados pelo IFRR Campus Amajari), que atuará na linha de frente da assistência técnica e extensão rural (ATER). Essa estudante será responsável pela aplicação de boas práticas agrícolas, manejo agroecológico do solo, controle biológico de pragas e condução das oficinas de capacitação aos beneficiários. Essa sinergia não apenas garante o suporte técnico necessário a longevidade e produtividade da horta, mas também cumpre a função pedagógica crucial: consolida a formação de mão de obra qualificada na própria região, permitindo que jovens técnicos apliquem conhecimentos teóricos na resolução de demandas humanas complexas, promovendo o desenvolvimento sustentável de Amajari.A iniciativa está estritamente alinhada com as diretrizes do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e responde localmente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, com destaque para: ODS 1: Erradicação da Pobreza ODS 2: Fome Zero e Agricultura Sustentável ODS 10: Redução das Desigualdades ODS 11: Cidades e Comunidades SustentáveisDiante do exposto, a implantação da horta comunitária em Amajari justifica-se não apenas como ação mitigatória de assistência social, mas como estratégia emancipatória de desenvolvimento local sustentável. Trata-se de ferramenta de baixo custo e alto impacto social, capaz de transformar vulnerabilidade em resiliência, promover a saúde pública através da nutrição e consolidar a dignidade humana de migrantes e povos originários em Roraima. |
| Tepuí Digital: Tecnologias Imersivas Aplicadas À Educação |
O projeto TEPUÍ DIGITAL propõe o desenvolvimento e a validação de um jogo educacional imersivo, em realidade virtual e aumentada, com ambientes 360 e elementos 3D interativos sobre a história, a cultura e os pontos turísticos de Roraima, voltado ao apoio ao ensino de Design, História, Geografia e Cultura Regional em escolas públicas. A iniciativa responde ao desafio de tornar o ensino mais contextualizado e atraente para estudantes que, em sua maioria, não têm condições de visitar presencialmente os principais marcos históricos, culturais e ambientais do estado.Ancorado no Campus Boa Vista Zona Oeste do Instituto Federal de Roraima (IFRR – CBVZO), o projeto integra competências em design, tecnologia, comunicação e inovação, em parceria com a Agência Telos de Tecnologia, Publicidade e Inovação e o Instituto Rorainova, para conceber, desenvolver e pilotar a solução em pelo menos duas escolas públicas de Roraima, articulando formação discente, inclusão digital e valorização da economia criativa local.Ao longo de 18 meses, serão realizadas, nos laboratórios de design e informática do CBVZO e em campo, etapas de levantamento de conteúdo, roteirização pedagógica, modelagem 3D, produção de ambientes 360, desenvolvimento da plataforma, testes técnicos e pedagógicos, aplicação piloto, avaliação de impacto e consolidação da versão final do jogo, acompanhada de guia didático e plano de comunicação para difusão dos resultados. |
Viviane Paludo Schultz |
CBVZO |
Em execução |
2026-05-08T00:00:00 |
2028-04-28T00:00:00 |
O ensino de Design, História, Geografia e Cultura Regional nas escolas públicas de Roraima ainda é majoritariamente baseado em aulas expositivas, livros impressos e materiais estáticos, o que limita o engajamento discente e dificulta a construção de vínculos entre o conteúdo escolar e a realidade vivida pelos estudantes. Ao mesmo tempo, o estado apresenta especificidades geográficas, culturais e ambientais singulares, como a presença de povos indígenas, territórios de fronteira, diversidade de biomas e pontos turísticos de relevância nacional e internacional, que nem sempre são explorados de forma aprofundada no cotidiano escolar.Grande parte dos alunos da rede pública não tem condições de visitar presencialmente locais emblemáticos, seja por distância, custos de deslocamento, infraestrutura limitada ou ausência de políticas sistemáticas de turismo pedagógico. Isso produz uma lacuna entre o que é ensinado nos livros e a experiência concreta do território roraimense, enfraquecendo o sentimento de pertencimento, a valorização do patrimônio cultural e o cuidado com o meio ambiente. Essa realidade é especialmente visível nas comunidades do entorno do Campus Boa Vista Zona Oeste do IFRR (CBVZO), situado em região periférica da capital, onde a demanda por práticas educativas inovadoras e socialmente contextualizadas é intensa.Paralelamente, a geração atual de estudantes está inserida em uma cultura digital marcada por jogos, vídeos, plataformas interativas e redes sociais, enquanto a escola ainda explora pouco o potencial de tecnologias imersivas, como realidade virtual, aumentada e ambientes 360, para apoiar a aprendizagem. Há um desalinhamento entre as linguagens que mobilizam a atenção dos jovens e as estratégias didáticas predominantes, contribuindo para desinteresse, evasão e baixo desempenho em componentes curriculares das Ciências Humanas.Nesse contexto, o TEPUÍ DIGITAL, desenvolvido a partir do CBVZO, busca utilizar tecnologias imersivas e gamificação como ponte entre currículo e território, permitindo ao estudante visitar virtualmente pontos turísticos, marcos históricos e ambientes naturais de Roraima. O projeto se alinha ao eixo Indústria criativa e turismo da Chamada Pública, articulando design, jogos digitais, economia criativa e valorização do patrimônio local.A parceria entre o IFRR/CBVZO, a Agência Telos e o Instituto Rorainova agrega competências complementares em design, comunicação, inovação e desenvolvimento tecnológico, fortalecendo o caráter de Extensão Tecnológica e de Inovação previsto no edital. Além de qualificar o ensino nas escolas parceiras, o projeto formará estudantes do CBVZO em modelagem 3D, design de interfaces, tecnologias imersivas e avaliação de impacto educacional, ampliando sua inserção na economia criativa local e regional. |
| 095 Artesania Digital Amazônica |
O projeto propõe o desenvolvimento e implementação de uma solução tecnológica voltada à inclusão produtiva e digital de artesãos do estado de Roraima, com foco na valorização da economia criativa, fortalecimento da identidade cultural regional e incentivo ao reaproveitamento de resíduos com potencial econômico. A iniciativa articula extensão tecnológica, inovação social e sustentabilidade, promovendo a integração entre instituição de ensino, comunidade e setor produtivo.A proposta prevê a criação de uma plataforma digital destinada à divulgação e comercialização de produtos artesanais, associada à realização de oficinas formativas voltadas ao empreendedorismo, marketing digital, inclusão digital e utilização de ferramentas tecnológicas. O projeto busca ampliar a visibilidade dos artesãos, fortalecer sua autonomia produtiva e contribuir para geração de renda por meio da inserção em ambientes digitais de comercialização.A metodologia será baseada na pesquisa-ação, organizada em etapas de diagnóstico, co-criação, desenvolvimento tecnológico, implementação e avaliação de impacto. Entre as ações previstas estão o levantamento socioeconômico dos participantes, desenvolvimento do protótipo funcional da plataforma, capacitações práticas, acompanhamento técnico e monitoramento de indicadores sociais e tecnológicos.Como resultados esperados, destacam-se a ampliação da presença digital dos participantes, fortalecimento da economia criativa local, estímulo a práticas sustentáveis por meio da economia circular, valorização dos saberes culturais regionais e desenvolvimento de uma solução tecnológica com potencial de replicabilidade em outras comunidades. O projeto também contribuirá para a formação acadêmica e profissional dos estudantes envolvidos, promovendo experiências interdisciplinares e aplicação prática de conhecimentos em contextos reais. Salienta-se que esta proposta será submetida ao Edital da FAPERR. |
Marilda Vinhote Bentes |
CBV |
Em execução |
2026-06-10T00:00:00 |
2027-03-06T00:00:00 |
A economia criativa e o artesanato regional constituem importantes instrumentos de geração de renda, valorização cultural e fortalecimento produtivo em Boa Vista/RR, especialmente entre pequenos produtores que atuam de forma autônoma e em pequena escala. Entretanto, muitos desses trabalhadores ainda enfrentam limitações relacionadas à inserção digital, ampliação de mercado e utilização de ferramentas tecnológicas voltadas à divulgação e comercialização de seus produtos em ambientes virtuais.Segundo dados da pesquisa TIC Domicílios 2023, do CGI.br, embora o acesso à internet tenha crescido significativamente no país, persistem desigualdades relacionadas ao uso qualificado das tecnologias digitais para fins econômicos e produtivos, sobretudo entre pequenos empreendedores e trabalhadores informais. Paralelamente, o crescimento do comércio eletrônico ampliou a necessidade de presença online como estratégia de competitividade e visibilidade comercial.No contexto regional, observa-se que muitos artesãos de Roraima possuem baixa apropriação de ferramentas digitais relacionadas à produção de conteúdo, divulgação em redes sociais e comercialização online. Além disso, plataformas convencionais frequentemente priorizam apenas a exposição comercial dos produtos, sem considerar os aspectos culturais e identitários que caracterizam a produção artesanal amazônica.Outro aspecto relevante refere-se ao potencial de reaproveitamento de resíduos oriundos do setor madeireiro e da construção civil, que podem ser incorporados à produção artesanal sustentável. Nesse contexto, o projeto contará com parceria da Madeireira Cambará Materiais de Construção, contribuindo para ações de reaproveitamento de materiais e incentivo à economia circular.Diante desse cenário, o projeto propõe o desenvolvimento e validação de um protótipo funcional (MVP) de plataforma digital voltada à divulgação de produtos artesanais regionais, integrando catálogo virtual, narrativas dos artesãos e estratégias de presença digital. A proposta articula extensão tecnológica, inovação social e sustentabilidade por meio de ações de capacitação digital, apoio à divulgação online e desenvolvimento de solução tecnológica vinculada ao curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do IFRR, contribuindo para inclusão digital, valorização cultural e fortalecimento da economia criativa regional. |
| Bola de Ouro |
O projeto Bola De Ouro ofertado a mais de trinta anos no Campo de Futebol do Campus Boa Vista – IFRR, promove atividades de práticas esportivas de futebol que visam estimular a melhoria da qualidade de vida dos servidores do IFRR e de membros da comunidade externa como, também, intensifica as relações de integração e o respeito mútuo entre os participantes. |
Walter de Oliveira Paulo |
CBV |
Em execução |
2026-04-01T00:00:00 |
2027-03-31T00:00:00 |
O esporte, especificamente o futebol, é um integrador social por excelência e por mais de trinta anos vem sendo um dos mecanismos do Campus Boa Vista encontrado para desenvolver o lazer e contribuir na qualidade de vida dos servidores do IFRR e da comunidade externa. Por isso, nós servidores e comunidade externa acreditamos que a continuidade dessas ações fortalece as políticas de qualidade de vida em nossa instituição. |
| Amigos do IFRR |
O projeto Amigos do IFRR ofertado a mais de trinta anos no Campo de Futebol do Campus Boa Vista – IFRR, promove atividades de práticas esportivas de futebol que visam estimular a melhoria da qualidade de vida dos servidores do IFRR e de membros da comunidade externa como, também, intensifica as relações de integração e o respeito mútuo entre os participantes. |
Walter de Oliveira Paulo |
CBV |
Em execução |
2026-04-01T00:00:00 |
2027-03-31T00:00:00 |
O esporte, especificamente o futebol, é um integrador social por excelência e por mais de trinta anos vem sendo um dos mecanismos do Campus Boa Vista encontrado para desenvolver o lazer e contribuir na qualidade de vida dos servidores do IFRR e da comunidade externa. Por isso, nós servidores e comunidade externa acreditamos que a continuidade dessas ações fortalece as políticas de qualidade de vida em nossa instituição. |
| Formando de Instrumentistas para Banda Sinfônica |
O Projeto de Formação de Instrumentistas para Banda Sinfônica visa capacitar alunos de escolas públicas do Amajari bem como membros da comunidade em geral para que possam formar e auxiliar na construção da primeira Banda Sinfônica desta Região. Observando a comunidade local, percebe-se a falta de projetos e recursos voltados para a cultura de uma forma continuada. Banda Sinfônica é uma formação musical em que predominam instrumentos de sopro e percussão. Dedica-se à difusão da música de concerto e ao incentivo de novas composições e arranjos para esta formação instrumental. O Projeto Formação de Instrumentistas já desenvolvido anteriormente pelo Programa de Bolsa Acadêmica de Extensão objetiva oportunizar o ensino da música, visando a iniciação musical de crianças e jovens e a participação em bandas sinfônicas. O IFRR- CAM disponibiliza aos alunos os instrumentos como: instrumentos de banda base, flauta doce, instrumentos de sopro e instrumentos de percussão, despertando a capacidade de ouvir e compreender a música de forma crítica, contribuindo assim no aprimoramento e na formação de plateias, apresentando diversos ritmos musicais, bem como aprecia-los, identifica-los, estimulando a sensibilidade rítmica, percepção auditiva, coordenação motora. Assim todos os participantes recebem a oportunidade de um aprendizado musical estruturado, já é esperado que o Projeto atenda mais de 50 alunos tanto da Sede Vila Brasil-Amajari como de algumas comunidades das proximidades. |
Lucas Correia Lima |
CAM |
Em execução |
2026-08-31T00:00:00 |
2026-11-19T00:00:00 |
O Projeto Formando de Instrumentistas para Banda Sinfônica surge a partir de uma necessidade concreta observada no município de Amajari e em suas comunidades: a ausência de ações contínuas voltadas à formação musical e ao fortalecimento da cultura local. Apesar do potencial artístico existente entre crianças, jovens e membros da comunidade, ainda são escassas as oportunidades estruturadas que possibilitem o acesso ao ensino da música de forma gratuita, sistemática e de qualidade.A proposta de formação de uma Banda Sinfônica na região representa não apenas a criação de um grupo musical, mas a construção de um espaço permanente de aprendizagem, expressão cultural e inclusão social. A banda sinfônica, caracterizada pelo uso predominante de instrumentos de sopro e percussão, desempenha um papel fundamental na difusão da música de concerto, no incentivo à produção de novos arranjos e na formação de público, contribuindo diretamente para o desenvolvimento cultural da comunidade.O projeto dá continuidade a ações já iniciadas anteriormente no âmbito do Instituto Federal de Roraima – Campus Amajari, por meio de programas de extensão, os quais demonstraram resultados positivos na iniciação musical de crianças e jovens. Atualmente, mesmo com limitações de recursos, as atividades seguem sendo desenvolvidas, evidenciando o interesse e o engajamento dos participantes.No entanto, a consolidação e ampliação dessa iniciativa enfrentam um desafio significativo: a falta de investimento contínuo, especialmente no que se refere à manutenção e reposição de materiais essenciais. Há mais de cinco anos não há aporte financeiro específico para o desenvolvimento das atividades musicais, o que compromete diretamente a qualidade do ensino e a sustentabilidade do projeto. Materiais como cordas de violão, palhetas para instrumentos de sopro, peles e baquetas para percussão, além de cabos e acessórios diversos, sofrem desgaste natural e necessitam de reposição constante.Mesmo diante desse cenário, o projeto mantém suas atividades atendendo mais de 30 alunos, com previsão de ampliação para mais de 50 participantes, incluindo estudantes da sede Vila Brasil e de comunidades próximas. Ressalta-se que, até o momento, grande parte dos custos de manutenção tem sido assumida pelo próprio professor responsável, situação que demonstra compromisso, mas que não é viável a longo prazo.Dessa forma, o apoio financeiro torna-se fundamental para garantir a continuidade, a expansão e a qualidade das ações propostas. Investir neste projeto é possibilitar o acesso democrático à educação musical, fortalecer a identidade cultural local, promover o desenvolvimento cognitivo, social e psicomotor dos participantes e contribuir para a formação da primeira Banda Sinfônica da região de Amajari. |