| Tepuí Digital: Tecnologias Imersivas Aplicadas À Educação |
O projeto TEPUÍ DIGITAL propõe o desenvolvimento e a validação de um jogo educacional imersivo, em realidade virtual e aumentada, com ambientes 360 e elementos 3D interativos sobre a história, a cultura e os pontos turísticos de Roraima, voltado ao apoio ao ensino de Design, História, Geografia e Cultura Regional em escolas públicas. A iniciativa responde ao desafio de tornar o ensino mais contextualizado e atraente para estudantes que, em sua maioria, não têm condições de visitar presencialmente os principais marcos históricos, culturais e ambientais do estado.Ancorado no Campus Boa Vista Zona Oeste do Instituto Federal de Roraima (IFRR – CBVZO), o projeto integra competências em design, tecnologia, comunicação e inovação, em parceria com a Agência Telos de Tecnologia, Publicidade e Inovação e o Instituto Rorainova, para conceber, desenvolver e pilotar a solução em pelo menos duas escolas públicas de Roraima, articulando formação discente, inclusão digital e valorização da economia criativa local.Ao longo de 18 meses, serão realizadas, nos laboratórios de design e informática do CBVZO e em campo, etapas de levantamento de conteúdo, roteirização pedagógica, modelagem 3D, produção de ambientes 360, desenvolvimento da plataforma, testes técnicos e pedagógicos, aplicação piloto, avaliação de impacto e consolidação da versão final do jogo, acompanhada de guia didático e plano de comunicação para difusão dos resultados. |
Viviane Paludo Schultz |
CBVZO |
Em execução |
2026-05-08T00:00:00 |
2028-04-28T00:00:00 |
O ensino de Design, História, Geografia e Cultura Regional nas escolas públicas de Roraima ainda é majoritariamente baseado em aulas expositivas, livros impressos e materiais estáticos, o que limita o engajamento discente e dificulta a construção de vínculos entre o conteúdo escolar e a realidade vivida pelos estudantes. Ao mesmo tempo, o estado apresenta especificidades geográficas, culturais e ambientais singulares, como a presença de povos indígenas, territórios de fronteira, diversidade de biomas e pontos turísticos de relevância nacional e internacional, que nem sempre são explorados de forma aprofundada no cotidiano escolar.Grande parte dos alunos da rede pública não tem condições de visitar presencialmente locais emblemáticos, seja por distância, custos de deslocamento, infraestrutura limitada ou ausência de políticas sistemáticas de turismo pedagógico. Isso produz uma lacuna entre o que é ensinado nos livros e a experiência concreta do território roraimense, enfraquecendo o sentimento de pertencimento, a valorização do patrimônio cultural e o cuidado com o meio ambiente. Essa realidade é especialmente visível nas comunidades do entorno do Campus Boa Vista Zona Oeste do IFRR (CBVZO), situado em região periférica da capital, onde a demanda por práticas educativas inovadoras e socialmente contextualizadas é intensa.Paralelamente, a geração atual de estudantes está inserida em uma cultura digital marcada por jogos, vídeos, plataformas interativas e redes sociais, enquanto a escola ainda explora pouco o potencial de tecnologias imersivas, como realidade virtual, aumentada e ambientes 360, para apoiar a aprendizagem. Há um desalinhamento entre as linguagens que mobilizam a atenção dos jovens e as estratégias didáticas predominantes, contribuindo para desinteresse, evasão e baixo desempenho em componentes curriculares das Ciências Humanas.Nesse contexto, o TEPUÍ DIGITAL, desenvolvido a partir do CBVZO, busca utilizar tecnologias imersivas e gamificação como ponte entre currículo e território, permitindo ao estudante visitar virtualmente pontos turísticos, marcos históricos e ambientes naturais de Roraima. O projeto se alinha ao eixo Indústria criativa e turismo da Chamada Pública, articulando design, jogos digitais, economia criativa e valorização do patrimônio local.A parceria entre o IFRR/CBVZO, a Agência Telos e o Instituto Rorainova agrega competências complementares em design, comunicação, inovação e desenvolvimento tecnológico, fortalecendo o caráter de Extensão Tecnológica e de Inovação previsto no edital. Além de qualificar o ensino nas escolas parceiras, o projeto formará estudantes do CBVZO em modelagem 3D, design de interfaces, tecnologias imersivas e avaliação de impacto educacional, ampliando sua inserção na economia criativa local e regional. |
| 095 Artesania Digital Amazônica |
O projeto propõe o desenvolvimento e implementação de uma solução tecnológica voltada à inclusão produtiva e digital de artesãos do estado de Roraima, com foco na valorização da economia criativa, fortalecimento da identidade cultural regional e incentivo ao reaproveitamento de resíduos com potencial econômico. A iniciativa articula extensão tecnológica, inovação social e sustentabilidade, promovendo a integração entre instituição de ensino, comunidade e setor produtivo.A proposta prevê a criação de uma plataforma digital destinada à divulgação e comercialização de produtos artesanais, associada à realização de oficinas formativas voltadas ao empreendedorismo, marketing digital, inclusão digital e utilização de ferramentas tecnológicas. O projeto busca ampliar a visibilidade dos artesãos, fortalecer sua autonomia produtiva e contribuir para geração de renda por meio da inserção em ambientes digitais de comercialização.A metodologia será baseada na pesquisa-ação, organizada em etapas de diagnóstico, co-criação, desenvolvimento tecnológico, implementação e avaliação de impacto. Entre as ações previstas estão o levantamento socioeconômico dos participantes, desenvolvimento do protótipo funcional da plataforma, capacitações práticas, acompanhamento técnico e monitoramento de indicadores sociais e tecnológicos.Como resultados esperados, destacam-se a ampliação da presença digital dos participantes, fortalecimento da economia criativa local, estímulo a práticas sustentáveis por meio da economia circular, valorização dos saberes culturais regionais e desenvolvimento de uma solução tecnológica com potencial de replicabilidade em outras comunidades. O projeto também contribuirá para a formação acadêmica e profissional dos estudantes envolvidos, promovendo experiências interdisciplinares e aplicação prática de conhecimentos em contextos reais. Salienta-se que esta proposta será submetida ao Edital da FAPERR. |
Marilda Vinhote Bentes |
CBV |
Em execução |
2026-06-10T00:00:00 |
2027-03-06T00:00:00 |
A economia criativa e o artesanato regional constituem importantes instrumentos de geração de renda, valorização cultural e fortalecimento produtivo em Boa Vista/RR, especialmente entre pequenos produtores que atuam de forma autônoma e em pequena escala. Entretanto, muitos desses trabalhadores ainda enfrentam limitações relacionadas à inserção digital, ampliação de mercado e utilização de ferramentas tecnológicas voltadas à divulgação e comercialização de seus produtos em ambientes virtuais.Segundo dados da pesquisa TIC Domicílios 2023, do CGI.br, embora o acesso à internet tenha crescido significativamente no país, persistem desigualdades relacionadas ao uso qualificado das tecnologias digitais para fins econômicos e produtivos, sobretudo entre pequenos empreendedores e trabalhadores informais. Paralelamente, o crescimento do comércio eletrônico ampliou a necessidade de presença online como estratégia de competitividade e visibilidade comercial.No contexto regional, observa-se que muitos artesãos de Roraima possuem baixa apropriação de ferramentas digitais relacionadas à produção de conteúdo, divulgação em redes sociais e comercialização online. Além disso, plataformas convencionais frequentemente priorizam apenas a exposição comercial dos produtos, sem considerar os aspectos culturais e identitários que caracterizam a produção artesanal amazônica.Outro aspecto relevante refere-se ao potencial de reaproveitamento de resíduos oriundos do setor madeireiro e da construção civil, que podem ser incorporados à produção artesanal sustentável. Nesse contexto, o projeto contará com parceria da Madeireira Cambará Materiais de Construção, contribuindo para ações de reaproveitamento de materiais e incentivo à economia circular.Diante desse cenário, o projeto propõe o desenvolvimento e validação de um protótipo funcional (MVP) de plataforma digital voltada à divulgação de produtos artesanais regionais, integrando catálogo virtual, narrativas dos artesãos e estratégias de presença digital. A proposta articula extensão tecnológica, inovação social e sustentabilidade por meio de ações de capacitação digital, apoio à divulgação online e desenvolvimento de solução tecnológica vinculada ao curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do IFRR, contribuindo para inclusão digital, valorização cultural e fortalecimento da economia criativa regional. |
| IFFutsal Campeão CBV |
Esporte é um fenômeno sociocultural, que envolve a prática voluntária de atividade predominante física competitiva com finalidade recreativa, educativa ou profissional, e predominantemente física não competitiva com finalidade de lazer, contribuindo para a formação, desenvolvimento e aprimoramento físico, intelectual e psíquico de seus praticantes e expectadores. Este projeto tem como objetivo o desenvolvimento de habilidades específicas para jogadores de futsal, com foco crianças, adolescentes e adultos com idade entre 10 a 40 anos em situação de vulnerabilidade social, insegurança alimentar e baixa renda, realizado no Colégio estadual Militaritizado Luiz Ribeiro de Lima. As sessões de treinamento ocorrerão todas as segundas, terças, quartas e sextas-feiras, das 19h às 22:30h, no ginásio poliesportivo da instituição. O foco será a preparação técnica e tática, aprimorando os fundamentos e as habilidades necessárias para a atuação eficaz do jogo, como ocupação inteligente de espaço, ataque, manobras ofensivas, manobras defensivas, manobras de bola parada e preparação física, educação psicológica para ao jogo . Além disso, busca promover a integração social dos participantes. |
Rodrigo Viana Bezerra |
CBV |
Em execução |
2026-04-27T00:00:00 |
2026-12-18T00:00:00 |
Vários autores escreveram sobre os conceitos do esporte, porém, conceitos contraditórios. Conceitos estes que apresentam em comum uma estreita ligação entre o esporte e o jogo. FEIO apud DARIDO E RANGEL (2005) coloca que o esporte e o jogo têm em comuns elementos essenciais: liberdade, prazer e regras, mas esses elementos se diferenciam em atividades: a liberdade e a gratuidade são inerentes ao jogo no esporte, não se exclui a importância dada aos resultados, o que se faz é tão importante quanto à livre escolha que se fez no jogo. Apesar da importância importância da modalidade futsal, os atletas precisam passar por um processo contínuo de formação enfrentando dificuldades em desenvolver as habilidades necessárias para atuar de forma eficiente e em alto nível.O projeto se justifica devido à prática esportiva Corroborar na formação integral das crianças e adolescentes, adultos, oportunizando a vivência de situações que poderão ser usadas no cotidiano da vida fora do ambiente como: para tomadas de decisões, disciplina, liderança, pro atividade e o trabalho em equipe que vão além do gesto motor e que se relacionam com a formação da personalidade do indivíduo.Temos ainda a necessidade de promover o ensino e treinamentos especializados da modalidade de futsal, visando aprimorar suas habilidades e preparar os jovens para competições estaduais, regionais e nacionais em diferentes níveis. Ao focar nas técnicas específicas do futsal e na importância da formação física, tática e mental de atletas, o projeto contribui para o aumento da qualidade técnica dos participantes, além de incentivar o trabalho em equipe, o fair play e a convivência saudável entre os membros.Além disso, está em consonância com as politicas de extensão desenvolvidas pelo IFRR-CBV quais sejam: Fortalecimento de parcerias, Solução de problemas sociais, Ampliação do conhecimento e Articulação com a sociedade onde a extensão visa estender os conhecimentos e recursos produzidos dentro das universidades para além de seus muros, beneficiando diretamente a sociedade, uma vez que acadêmicos do curso de Licenciatura em Educação Física poderão se convidados a atuar neste projeto desde que atendam ao perfil desejado. |
| Exploradores do Espaço: Ensino de Ciências com Foguetes |
O projeto “Exploradores do Espaço: Ensino de Ciências com Foguetes” tem como objetivo promover a aprendizagem prática dos conteúdos de Física e Química por meio da construção e lançamento de foguetes artesanais, com base no regulamento da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG).Desenvolvido no IFRR Campus Boa Vista, o projeto também contempla momentos de ações de extensão com a participação de alunos de instituições de ensino presentes no estado, fortalecendo a integração entre os estudantes das unidades. As atividades incluem aulas teóricas, construção de bases de lançamento e foguetes, além da realização de oficinas e lançamentos experimentais e oficiais.As ações ocorrerão em etapas: inicialmente com instruções sobre a montagem das bases de lançamento e dos foguetes, posteriormente, com a realização dos lançamentos dos foguetes, promovendo a participação ativa dos estudantes das escolas envolvidas.A proposta busca integrar teoria e prática, estimular o interesse científico, desenvolver habilidades como trabalho em equipe e resolução de problemas, além de incentivar o protagonismo estudantil. Como resultado, espera-se ampliar a participação na OBAFOG, fortalecer a formação científica dos alunos e expandir o alcance institucional por meio da extensão. |
Pedro dos Santos Panero |
CBV |
Em execução |
2026-04-23T00:00:00 |
2026-08-24T00:00:00 |
A Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG), atualmente em sua 29ª edição (2026), é uma competição de caráter científico e experimental voltada ao interesse da Astronáutica, Física, Química e Engenharia no ambiente escolar. Dentre suas modalidades, destaca-se o Nível 4, que envolve a construção e lançamento de foguetes movidos pela reação química entre vinagre e bicarbonato de sódio.No entanto, observa-se que muitos estudantes apresentam dificuldades na compreensão de conceitos científicos abstratos, especialmente nas áreas de Física e Química, quando trabalhados de forma exclusivamente teórica. Essa realidade impacta diretamente o interesse, o engajamento e o desempenho dos alunos nessas disciplinas, além de limitar o desenvolvimento de habilidades práticas e investigativas.Diante desse cenário, o presente projeto propõe a utilização da OBAFOG como ferramenta didático-pedagógica, integrando conteúdos teóricos com atividades experimentais. A construção e o lançamento de foguetes possibilitam a aplicação concreta de conceitos como Leis de Newton, reações ácido-base, conservação de energia e aerodinâmica, tornando o processo de ensino-aprendizagem mais significativo, dinâmico e contextualizado.Além disso, o projeto amplia seu alcance ao incorporar ações de extensão junto a outras instituições de ensino presentes no estado, promovendo a integração entre diferentes unidades e fortalecendo a visibilidade do IFRR perante a comunidade externa, especialmente entre estudantes de outras instituições. A iniciativa contribui para a ampliação do acesso às práticas científicas e para o despertar do interesse pela educação profissional, científica e tecnológica.A proposta também se destaca por estimular o protagonismo estudantil, o trabalho em equipe, o pensamento crítico e a resolução de problemas, competências essenciais para a formação integral dos estudantes. A participação na OBAFOG funciona como elemento motivador, promovendo o engajamento e valorizando o esforço acadêmico por meio de uma experiência concreta e desafiadora.Dessa forma, o projeto justifica-se por enfrentar uma dificuldade real no ensino de ciências, ao mesmo tempo em que amplia o impacto institucional por meio da extensão, apresentando-se como uma proposta viável, relevante e alinhada às diretrizes de uma educação inovadora, interdisciplinar e socialmente referenciada. Por esses motivos, sua implementação é pertinente e sua seleção se mostra estratégica para o fortalecimento das práticas educacionais no âmbito do IFRR. |
| Monitoria e Treinamento de Robótica para a Olimpíada Brasileira de Robótica – Modalidade Prática |
A robótica educacional tem se consolidado como uma estratégia pedagógica capaz de promover o desenvolvimento do pensamento computacional, do raciocínio lógico e de habilidades socioemocionais, como trabalho em equipe e resolução de problemas (SOUZA, 2021). No contexto das competições científicas, a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) destaca-se como uma das principais iniciativas nacionais de incentivo à formação tecnológica de estudantes da educação básica (OBR, 2026). Entretanto, o acesso à modalidade prática presencial, que utiliza kits estruturados como o LEGO, ainda é restrito a instituições com infraestrutura específica, limitando a participação de estudantes da rede pública. Diante desse cenário, o presente projeto tem como objetivo implementar monitoria e treinamento de robótica, com duração de três meses, voltado ao treinamento de equipes do IFRR para participação na modalidade prática da OBR e à oferta de atividades extensionistas destinadas a estudantes da comunidade externa, especialmente de escolas públicas de Boa Vista e alunos participantes do programa Partiu IF. Busca-se qualificar tecnicamente as equipes competidoras e democratizar o acesso à robótica educacional. A metodologia será organizada em treinamento sistemático das equipes internas, com encontros semanais destinados ao desenvolvimento de habilidades em montagem, programação e estratégias de competição e realização de encontros abertos à comunidade externa, nos quais serão promovidas demonstrações práticas, desafios orientados e interação entre estudantes internos e externos, sob coordenação de um bolsista-monitor, com supervisão docente. Como resultados esperados, prevê-se a formação de equipes aptas a participar da OBR, o impacto direto em estudantes da rede pública por meio das ações extensionistas, o fortalecimento do protagonismo estudantil e a consolidação do IFRR como polo regional de difusão da robótica educacional e das olimpíadas científicas. |
Deborah Deah Assis Carneiro |
CBV |
Em execução |
2026-04-13T00:00:00 |
2026-12-04T00:00:00 |
A robótica educacional configura-se, atualmente, como uma das abordagens mais eficazes para integrar teoria e prática no ensino das áreas de Ciências Exatas e Tecnológicas, promovendo o desenvolvimento do pensamento computacional, da resolução de problemas e do trabalho colaborativo. Ao articular conceitos de programação, lógica e engenharia em desafios concretos, a robótica favorece a aprendizagem significativa e estimula o interesse por carreiras científico-tecnológicas (FEITOZA,2024). Nesse contexto, a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) destaca-se como uma das principais iniciativas nacionais de incentivo à formação tecnológica na educação básica, funcionando como espaço de aplicação prática do conhecimento e de estímulo ao protagonismo juvenil (OBR, 2026).Contudo, a modalidade prática presencial da OBR demanda infraestrutura específica, kits de robótica e acompanhamento técnico qualificado, condições que nem sempre estão disponíveis nas escolas públicas. Essa limitação restringe o acesso de muitos estudantes a experiências formativas de alto impacto pedagógico, reforçando desigualdades no acesso à tecnologia e às oportunidades de participação em olimpíadas científicas.Diante desse cenário, o presente projeto justifica-se como uma ação extensionista estratégica ao propor a criação de monitoria e treinamento de robótica articulado ao treinamento das equipes do IFRR para participação na OBR. A proposta integra ensino e extensão ao mesmo tempo em que qualifica tecnicamente os estudantes da instituição, amplia o acesso da comunidade externa às vivências em robótica educacional, promovendo democratização do conhecimento e fortalecimento da cultura científica regional.Além do impacto externo, o projeto potencializa o protagonismo estudantil por meio da atuação de um bolsista-monitor, responsável pelo planejamento e condução das atividades, sob supervisão docente e monitores voluntários. Essa dinâmica favorece a formação de lideranças acadêmicas, o desenvolvimento de autonomia e a consolidação de competências técnicas e organizacionais, alinhando-se aos objetivos formativos do IFRR.Sob a perspectiva institucional, a proposta contribui para o fortalecimento do IFRR como polo regional de difusão tecnológica e incentivo às olimpíadas científicas, ampliando sua visibilidade e sua inserção social. Ao promover integração entre estudantes internos e externos, o projeto reafirma o compromisso da instituição com a extensão como prática transformadora e com a formação integral dos sujeitos, articulando ensino, inovação e responsabilidade social. |
| VigiFruto: Sistema de Monitoramento Inteligente para Detecção da Mosca-da-Carambola em Roraima |
O projeto VigiFruto propõe o desenvolvimento, prototipagem e implantação de armadilhas inteligentes baseadas em tecnologia de Internet das Coisas (IoT) para o monitoramento contínuo e alerta da mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae) em propriedades rurais de Boa Vista, Roraima. A praga, de status quarentenário A1 no Brasil, representa ameaça permanente à fruticultura regional devido à posição fronteiriça do estado com Venezuela e Guiana, onde a espécie está estabelecida.Os dispositivos desenvolvidos integrarão sensores de captura de imagem (câmera ESP32-CAM), sensores ambientais (temperatura e umidade DHT22), módulos de comunicação de longo alcance (LoRa/LoRaWAN) e algoritmos embarcados de detecção automática baseados em visão computacional, transmitindo dados em tempo real a um painel de monitoramento (dashboard web) acessível por agricultores, técnicos da ADERR e fiscais do MAPA. O sistema contará com alimentação autônoma via painel solar fotovoltaico, garantindo operação contínua em campo sem dependência de infraestrutura elétrica.O projeto articula o IFRR como instituição executora com parceiros estratégicos do setor de defesa agropecuária (ADERR, MAPA), controle fitossanitário (empresa privada) e produção rural (agricultores familiares), integrando atividades de graduação tecnológica. A proposta prevê capacitação de agricultores e técnicos para uso da ferramenta, publicação científica em periódicos especializados e consolidação de solução de baixo custo, replicável e adaptada às condições climáticas e de infraestrutura da Amazônia setentrional.A inovação tecnológica está alinhada ao Eixo de Bioeconomia e Sustentabilidade na Produção Local, fortalecendo a cadeia produtiva da fruticultura familiar com solução tecnológica de baixo impacto ambiental, e ao Eixo de Cidades Inteligentes e Monitoramento Ambiental, propondo infraestrutura de sensoriamento distribuído e tomada de decisão orientada por dados no contexto amazônico roraimense. |
Marlucia Silva de Araujo |
CBV |
Em execução |
2026-03-27T00:00:00 |
2027-03-27T00:00:00 |
A mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae Wright & Swann, 1990) é uma praga quarentenária A1 no Brasil, classificada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) como de presença não confirmada em escala nacional, mas com ocorrência documentada e estabelecida em Roraima desde a primeira detecção na região Norte (Amapá, 1996) e posterior expansão para Roraima em 2010 e mais recentemente o Amazonas. Em abril de 2023, o MAPA declarou Roraima como área de quarentena para a mosca-da-carambola por prazo indeterminado, devido ao risco permanente de disseminação para outros estados via fronteiras terrestres com Venezuela e Guiana, onde a espécie ocorre amplamente.A praga é polífaga, atacando mais de 300 espécies de frutas cultivadas e silvestres, incluindo acerola, goiaba, manga, carambola, mamão, maracujá e citros, causando danos econômicos severos à fruticultura. Dados do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Mosca-da-Carambola (PNEMDC/MAPA) indicam que a área infestada em Roraima concentra-se principalmente no município de Boa Vista e adjacências, com capturas periódicas nas armadilhas de monitoramento oficial. (em conversar com ADERR, a presença da mosca já foi confirmada em todo o estado)A fruticultura roraimense, especialmente a cultura da manga, constitui atividade econômica relevante para a agricultura familiar local. Em 2022, a produção de manga representou aproximadamente 68% da fruticultura estadual, gerando cerca de 4 mil empregos diretos e indiretos. A dispersão descontrolada da mosca-da-carambola coloca em risco essa cadeia produtiva, podendo inviabilizar a certificação fitossanitária e o comércio interestadual de frutas.O monitoramento convencional da mosca-da-carambola é realizado por meio de armadilhas do tipo McPhail e Jackson, contendo atrativos alimentares ou feromonais, inspecionadas manualmente por agentes fitossanitários da ADERR e MAPA em intervalos semanais ou quinzenais. Esse modelo apresenta limitações estruturais críticas: Alto custo operacional: Inspeções manuais exigem deslocamentos frequentes e recursos humanos especializados; Resposta tardia: Elevações populacionais são detectadas apenas após 7 a 14 dias, retardando ações de controle; Baixa densidade de amostragem: Cobertura espacial limitada devido aos custos de manutenção; Ausência de alertas em tempo real: Agricultores não são notificados imediatamente sobre detecções em suas propriedades; Limitação de dados ambientais: Não há correlação sistemática entre condições climáticas e dinâmica populacional da praga.Atualmente, não existe nenhuma solução digital de monitoramento fitossanitário integrado disponível para produtores rurais de Roraima. Nesse contexto, a aplicação de tecnologias de Internet das Coisas (IoT) ao monitoramento de pragas agrícolas representa inovação com alto potencial de impacto econômico, ambiental e social.Estudos internacionais demonstram que armadilhas inteligentes equipadas com sensores de imagem e transmissão remota de dados aumentam significativamente a velocidade de detecção de surtos, reduzindo custos operacionais de monitoramento em até 60% comparadas ao modelo convencional manual. Pesquisas recentes desenvolvidas pela Embrapa e startups brasileiras validaram protótipos de armadilhas IoT para monitoramento de mosca-das-frutas (Ceratitis capitata) e cigarrinha-do-milho, com resultados promissores em eficiência de detecção e redução de custos.O presente projeto visa preencher essa lacuna tecnológica no estado de Roraima, desenvolvendo um sistema adaptado às condições locais específicas: Comunicação LoRa/LoRaWAN: Protocolo de comunicação de longo alcance (até 15 km em áreas rurais abertas) que opera sem necessidade de internet móvel (3G/4G), adequado para propriedades com baixa cobertura de telecomunicações; Alimentação solar autônoma: Painéis fotovoltaicos e baterias recarregáveis garantem operação contínua em campo sem dependência de rede elétrica; Custo acessível: Arquitetura baseada em microcontroladores de baixo custo (ESP32) e componentes comerciais viabiliza replicação em escala; Algoritmos embarcados: Processamento local (edge computing) de imagens capturadas, reduzindo tráfego de dados e possibilitando detecção automática de insetos via visão computacional. |
| “Oficina de Conversação em Língua Brasileira de Sinais (Libras): Inclusão Comunicacional” |
A proposta “Oficina de Conversação em Língua Brasileira de Sinais (Libras): Inclusão Comunicacional” tem como finalidade apresentar noções básicas da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e promover a sensibilização sobre a importância da inclusão social entre pessoas ouvintes e surdas nas demandas de interações dialógicas em contextos diversos da sociedade brasileira. A ação será realizada por meio de encontros presenciais com atividades teóricas e práticas, abordando termos-sinais da Libras, aspectos da cultura surda e reflexões sobre acessibilidade e inclusão no cotidiano escolar e no contexto de atendimento ao público em Libras.A metodologia incluirá explicações dialogadas, dinâmicas em grupo e exercícios práticos para que os participantes desenvolvam uma comunicação inicial em Libras.Espera-se que, ao final da oficina, os participantes estejam mais preparados para interagir de forma respeitosa e inclusiva, contribuindo para a redução de barreiras comunicacionais. O projeto também fortalece a formação acadêmica da estudante bolsista e fortalece o compromisso social do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima-IFRR em parceria com o Tribunal de Justiça de Roraima na promoção da acessibilidade e inclusão comunicacional. |
Miqueias Ambrosio dos Santos |
CBV |
Em execução |
2026-04-24T00:00:00 |
2026-06-27T00:00:00 |
A falta de vivências com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) ainda dificulta a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes. Muitas vezes, a exclusão acontece não pela deficiência, mas pela ausência de preparo da sociedade para garantir acessibilidade, as vezes até da própria família, por falta de oportunidade de cursos.De acordo com dados do IBGE, milhões de brasileiros possuem algum grau de deficiência auditiva. Isso mostra a importância de ações educativas que incentivem a inclusão linguística.Com a realização da oficina, pretende-se ampliar o acesso a conhecimentos básicos de Libras e promover uma postura mais consciente e respeitosa entre os participantes.Os beneficiários diretos serão estudantes, servidores do campus Boa Vista, membros da comunidade externa e servidores e prestadores de serviços do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) que poderão aplicar o que aprenderem em seu dia a dia acadêmico e profissional. O projeto é viável, pois utilizará espaços (salas de aula) e recursos humano (Professor de Libras e Acadêmica autora dessa proposta) já disponíveis no IFRR e interesse do TJRR conforme carta de aceite da instituição, exigindo-se baixo custo para execução. |
| Ciências Biológicas na EJA: Aprender para Transformar |
O presente projeto de extensão tem como objetivo promover o ensino de Biologia de forma contextualizada para estudantes do Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), ao mesmo tempo em que possibilita aos acadêmicos do curso de Ciências Biológicas a vivência da prática docente em contextos reais de ensino. A iniciativa será desenvolvida em parceria com escolas que ofertam a modalidade EJA, por meio de atividades de observação da realidade escolar, planejamento didático e regência de aulas. As ações pedagógicas serão orientadas pelos princípios da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e por metodologias participativas que valorizem os saberes e as experiências de vida dos estudantes da EJA. Espera-se, com isso, contribuir para a alfabetização científica dos educandos, fortalecer o vínculo entre instituição de ensino superior e comunidade escolar e promover a formação docente crítica e comprometida com a realidade social. |
Marilda Vinhote Bentes |
CBV |
Em execução |
2026-04-13T00:00:00 |
2026-07-30T00:00:00 |
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) constitui uma modalidade essencial para garantir o direito à educação àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos na idade considerada regular. Nesse contexto, o ensino de Ciências e, particularmente, de Biologia, assume papel fundamental na formação cidadã, pois possibilita aos estudantes compreender fenômenos naturais, interpretar informações científicas e tomar decisões conscientes em relação à saúde, ao ambiente e à sociedade.Entretanto, o ensino de Biologia na EJA apresenta desafios específicos, relacionados à diversidade etária, às trajetórias escolares interrompidas e às diferentes experiências de vida dos estudantes. Tais características exigem abordagens pedagógicas contextualizadas, que dialoguem com a realidade social dos educandos e valorizem seus saberes prévios.Nesse sentido, projetos de extensão universitária configuram-se como importantes estratégias de aproximação entre a instituição formadora e a comunidade escolar. Ao promover atividades de ensino em escolas da EJA, o projeto possibilita não apenas o fortalecimento da alfabetização científica dos estudantes, mas também a formação prática de futuros professores de Biologia, que passam a compreender as especificidades pedagógicas dessa modalidade de ensino.Assim, o projeto justifica-se pela necessidade de fortalecer práticas educativas que articulem ciência, cotidiano e realidade social, contribuindo para a construção de conhecimentos significativos e para o exercício da cidadania. |
| AUTISMO – Grupo de apoio: cuidando de quem cuida: tecnologia social para fortalecimento de redes de apoio e inclusão de famílias atípicas em Roraima |
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) impõe desafios significativos às famílias, desde o processo de aceitação e compreensão do diagnóstico até as demandas relacionadas à convivência familiar, escolar e social da criança ou adolescente autista. Nesse contexto, o presente projeto propõe a implementação de um grupo de ajuda mútua, intitulado “Cuidando de quem cuida”, com o objetivo de oferecer suporte emocional, social e formativo a pais, familiares e cuidadores de pessoas com TEA. A proposta fundamenta-se na criação de um espaço acolhedor e inclusivo que contemple simultaneamente as necessidades dos cuidadores e dos próprios sujeitos autistas. Para isso, serão realizadas rodas de conversa e encontros formativos com os familiares, bem como atividades lúdicas, recreativas e esportivas adaptadas para crianças, além da oferta de um grupo específico voltado a adolescentes a partir de 12 anos e jovens autistas. Essa organização responde a uma demanda recorrente das famílias, que frequentemente não dispõem de rede de apoio para o cuidado dos filhos durante sua participação em ações formativas. As ações serão desenvolvidas no período de março a dezembro de 2026, por meio de encontros estruturados em formato de Grupo de Ajuda Mútua (GAM), oficinas temáticas, atividades práticas e eventos com a participação de profissionais especialistas, contando com o apoio da Associação União de Pais e Pessoas Autistas de Roraima (UPPARR). Espera-se, como resultados, o fortalecimento das redes de apoio, a promoção do bem-estar dos cuidadores e das pessoas com TEA, bem como o empoderamento das famílias, contribuindo para a inclusão social e a transformação da realidade dessas comunidades. Palavras-chave: Família. Transtorno do Espectro do Autismo. Programa de Apoio. Inclusão Escolar. |
Cristiane Pereira de Oliveira |
CBV |
Em execução |
2026-03-18T00:00:00 |
2026-12-23T00:00:00 |
A epidemiologia deste transtorno mostra que no Brasil, em uma pesquisa recente, a margem de acometimento pelo autismo é de 27,2 casos para cada 10.000 habitantes (PEREIRA et al, 2021).Ao receber o diagnóstico de uma criança com TEA provoca nos familiares um ajustamento e reorganização nos papéis e situações de vida frente à nova realidade, a qual oscila em momentos de angústia, aceitação, rejeição e esperança, fase conhecida como processo do luto. Portanto, o projeto surgiu a partir de um grupo de whatsApp de pais e familiares que compartilham estes sentimentos durante a descoberta e na procura por profissionais que atendam as especialidades sugeridas pelo médico.Diante da realidade desafiadora que é receber o diagnóstico de um filho com TEA, muitas famílias não encontram espaços de acolhimento, escuta e orientações sobre o que fazer depois do diagnóstico, ficam angustiadas, sem informações técnicas sobre onde encontrar tratamento e terapias, em estado de desamparo. Nesse sentido o projeto de ajuda mútua: cuidando de quem cuida, tem como objetivo principal promover o acolhimento, apoio e suporte necessário para os cuidadores de pessoas com autismo, a fim de proporcionar um espaço de troca de experiências, informações e orientações que contribuam para o bem-estar e qualidade de vida desses familiares. Concomitantemente, ofertar espaços de cuidado, recreação e estimulação de habilidades sociais às crianças e adolescentes autistas, filhos ou dependentes das famílias assistidas pelo projeto. O cerne desta proposta é o entendimento de que famílias de autistas apresentam sobrecarga mental, estresse e desafios de convivência diárias em níveis bastante elevados, comprometendo a saúde mental e a qualidade de vida de todos os membros da família, inclusive dos autistas, pois cuidadores estressados e adoecidos não conseguem desempenhar as funções de cuidado de forma eficaz. Com isso, a sobrecarga emocional, física e psicológica enfrentada por estes cuidadores, precisa ser manejada em espaços adequados, com ajuda profissional qualificada, pois muitos destes pais se veem sozinhos e desamparados diante dos desafios diários que envolvem o cuidado e acompanhamento de seus familiares, justificando assim, a implementação deste projeto, de vital importância e relevância em cuidados psicossociais deste público. A realização do projeto modificará essa situação ao proporcionar um espaço de acolhimento e apoio mútuo para os cuidadores, possibilitando a troca de experiências e estratégias de enfrentamento, o acesso a informações e orientações sobre o autismo e seus cuidados, bem como o desenvolvimento de atividades terapêuticas e de cuidado pessoal para promover o bem-estar e qualidade de vida dessas famílias.Os beneficiários diretos do projeto são os cuidadores de pessoas com autismo, que terão acesso a um espaço de acolhimento e suporte emocional, além de informações e orientações importantes para o cuidado de seus familiares. Já os beneficiários indiretos são as pessoas com autismo, que serão beneficiadas com um ambiente familiar mais acolhedor e equilibrado, proporcionado pelo apoio oferecido aos seus cuidadores. A importância do projeto para a sociedade está na promoção do bem-estar e qualidade de vida de famílias que lidam diariamente com o autismo, contribuindo para a conscientização sobre o TEA, combatendo preconceitos e capacitismo, bem como contribuindo para a redução de transtornos mentais associados à sobrecarga mental de ser cuidador em tempo integral, além de favorecer inclusão, com a construção de ambientes saudáveis e acolhedores para este público tão excluído do convívio social.A participação do estudante bolsista do curso de Licenciatura em Educação Física no projeto, proporcionará uma vivência prática essencial para sua formação docente, alinhando-se às diretrizes da extensão do IFRR. O contato direto com crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) permite ao futuro professor compreender melhor as necessidades desse público, favorecendo sua capacitação para atuar na Educação Básica e na Educação de Jovens e Adultos (EJA) de forma inclusiva.Além disso, o projeto contribuirá para o alcance dos objetivos do curso ao proporcionar experiências que aprimoram a prática pedagógica na área da Educação Física. O bolsista tem a oportunidade de desenvolver estratégias de ensino adaptadas às necessidades dos participantes, promovendo atividades lúdicas, recreativas e esportivas que incentivam a interação social e o desenvolvimento motor. Dessa forma, ele fortalece sua competência profissional, tornando-se um educador preparado para atender às demandas dos sistemas educacionais do estado e dos municípios, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino da Educação Física.Ademais, ao atuar na promoção da qualidade de vida por meio do movimento humano, o estudante vivenciará, na prática, a importância da Educação Física como um meio de inclusão e bem-estar social. O envolvimento no projeto amplia sua compreensão sobre a relevância das intervenções pedagógicas no contexto da diversidade, consolidando sua formação não apenas como professor, mas como agente de transformação na comunidade. O impacto social do projeto é significativo, pois atenderá diretamente a uma demanda latente da comunidade: o acolhimento e suporte às famílias de pessoas com TEA. Através das atividades realizadas, buscará promover a inclusão e o fortalecimento das relações familiares e sociais, reduzindo o isolamento enfrentado por muitos pais e cuidadores. A oferta de espaços de interação e suporte emocional auxiliará na construção de uma rede de apoio solidária, essencial para o bem-estar dessas famílias. Assim, o projeto não apenas transforma a realidade dos participantes diretos, mas também contribuirá para a conscientização da sociedade sobre a importância da inclusão e da valorização da neurodiversidade. A viabilidade de operacionalização e execução do projeto se dá pela articulação com profissionais da área da saúde, psicologia e assistência social, que poderão contribuir com escuta qualificada, orientações e atividades com ganhos terapêuticos para os cuidadores, crianças e adolescentes que serão assistidos pelo projeto. Também, garantir parcerias com instituições e organizações que atuam na área do autismo, como a Associação União de Pais e Pessoas Autistas de Roraima - UPPARR, com a finalidade de articular ações e ofertar o apoio necessário para a realização das atividades propostas.Diante do exposto, a realização do projeto se apresenta como uma iniciativa fundamental para promover o bem-estar e qualidade de vida de famílias que lidam com o autismo, contribuindo para a inclusão e o desenvolvimento saudável dessas pessoas em nossa sociedade. |
| Sentinelas da Água Urbana: Protótipo de Baixo Custo para Monitoramento de Níveis em Igarapés, Canais e Reservatórios para Suporte à Modelagem Hidrológica |
O presente projeto tem como objetivo desenvolver e implementar um protótipo de baixo custo capaz de aferir, registrar e armazenar dados de níveis de água em cursos d’água urbanos, contribuindo para o monitoramento hidrológico de microbacias e para a geração de séries históricas de dados ambientais. A aplicação inicial será realizada no município de Boa Vista, no estado de Roraima, com instalação dos dispositivos em pontos estratégicos das sub-bacias urbanas dos igarapés Mirandinha e Pricumã, áreas que apresentam influência direta da urbanização e alterações no comportamento hidrológico.A proposta caracteriza-se como uma iniciativa de Extensão Tecnológica e de Inovação, pois envolve o desenvolvimento de um novo dispositivo eletrônico de monitoramento hidrológico e, simultaneamente, a disponibilização de dados ambientais que poderão apoiar gestores públicos, pesquisadores e a sociedade no acompanhamento das variações de níveis de água em ambientes urbanos. O protótipo será desenvolvido nos laboratórios de eletrônica e eletrotécnica do Instituto Federal de Roraima – Campus Boa Vista, utilizando sensores ultrassônicos de distância, microcontroladores, sistemas de armazenamento de dados em cartões de memória e estrutura física produzida por impressão 3D.Após a etapa de desenvolvimento e validação em laboratório, os dispositivos serão instalados nas sub-bacias selecionadas para realização de um monitoramento hidrológico contínuo ao longo de aproximadamente 12 meses, com coleta periódica dos dados armazenados nos sensores. As informações obtidas serão organizadas em um banco de dados hidrológicos, permitindo análises relacionadas às variações de níveis de água e sua relação com eventos de precipitação, utilizando dados pluviométricos provenientes de estações automáticas operadas por instituições como CEMADEN e INMET.Além da geração de dados hidrológicos, o projeto possui forte caráter formativo, promovendo a integração interdisciplinar entre estudantes do curso Técnico em Eletrotécnica/Eletônica e do curso de Tecnologia em Saneamento Ambiental, que participarão tanto do desenvolvimento do protótipo quanto das atividades de monitoramento em campo. Os resultados obtidos serão divulgados por meio de relatórios técnicos, mídias digitais e produção científica, incluindo a elaboração de um artigo para periódico e outro para evento científico.Dessa forma, o projeto busca contribuir para o desenvolvimento de tecnologias acessíveis para monitoramento ambiental, ampliar a disponibilidade de dados hidrológicos em microbacias urbanas e fortalecer a interação entre instituição de ensino, poder público e sociedade na busca por soluções inovadoras para a gestão sustentável dos recursos hídricos urbanos..Além da implementação inicial em Boa Vista, a tecnologia será concebida com arquitetura simples, modular e replicável, permitindo sua aplicação em outros municípios brasileiros que enfrentam limitações no monitoramento hidrológico urbano. Dessa forma, o projeto contribui para a disseminação de tecnologias acessíveis, para a geração de informações ambientais relevantes e para o fortalecimento da interação entre universidade, poder público e sociedade, promovendo soluções inovadoras voltadas à gestão sustentável das cidades. |
Deividy Kaik de Lima Araujo |
CBV |
Em execução |
2026-08-01T00:00:00 |
2027-02-25T00:00:00 |
A urbanização tem provocado mudanças significativas na dinâmica hidrológica das bacias hidrográficas, especialmente em ambientes urbanos onde o aumento da impermeabilização do solo reduz a infiltração e intensifica o escoamento superficial. Esse processo resulta em respostas hidrológicas mais rápidas e aumento da frequência de eventos de alagamento, demandando maior capacidade de monitoramento e gestão dos sistemas de drenagem urbana (Tucci, 2007; Fletcher et al., 2013). No contexto brasileiro, esse desafio torna-se ainda mais relevante devido ao crescimento urbano acelerado observado nas últimas décadas, muitas vezes acompanhado por limitações na infraestrutura de monitoramento hidrológico.Apesar da importância do monitoramento hidrológico para o planejamento urbano e a gestão de riscos, a disponibilidade de dados observados de nível e vazão em cursos d’água de pequena escala ainda é bastante limitada no Brasil. As redes hidrometeorológicas existentes, em grande parte operadas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), concentram-se principalmente em rios de médio e grande porte, deixando lacunas importantes no monitoramento de microbacias e cursos d’água urbanos (ANA, 2022). Essa carência de dados é particularmente crítica em microbacias urbanas, onde a variabilidade hidrológica pode ser significativa e altamente influenciada pelo uso e ocupação do solo (McMillan et al., 2017).A escassez de dados observados dificulta o desenvolvimento de estudos hidrológicos mais robustos, limita a calibração e validação de modelos hidrológicos e compromete a capacidade de planejamento de sistemas de drenagem urbana. Modelos hidrológicos do tipo chuva–vazão, amplamente utilizados para simular o comportamento hidrológico de bacias, dependem fortemente de dados observacionais para garantir maior confiabilidade em suas estimativas (Beven, 2012). Dessa forma, ampliar a disponibilidade de séries históricas de dados hidrológicos torna-se uma necessidade fundamental para o avanço das pesquisas e para a melhoria das estratégias de gestão urbana.Nesse contexto, o desenvolvimento de tecnologias acessíveis de monitoramento hidrológico representa uma oportunidade relevante para ampliar a coleta de dados em ambientes urbanos. Avanços recentes na área de sensores de baixo custo e sistemas embarcados têm permitido a construção de dispositivos capazes de monitorar variáveis hidrológicas com custos significativamente menores que os sistemas tradicionais (Lowry & Fienen, 2013; Tauro et al., 2018). Esses sistemas apresentam grande potencial para aplicação em redes de monitoramento distribuídas, especialmente em regiões onde há restrições orçamentárias para implantação de estações hidrológicas convencionais.Diante desse cenário, o presente projeto propõe o desenvolvimento e implementação de um protótipo de baixo custo para monitoramento de níveis de água em cursos d’água urbanos, inicialmente aplicado às sub-bacias dos igarapés Mirandinha e Pricumã, no município de Boa Vista (RR). A proposta busca contribuir para a geração de séries históricas de dados hidrológicos observados, ampliar a disponibilidade de informações ambientais em microbacias urbanas e fortalecer iniciativas de monitoramento ambiental com potencial de replicação em outros municípios brasileiros. Além disso, o projeto integra atividades de extensão tecnológica e inovação, promovendo a formação interdisciplinar de estudantes e a disseminação de tecnologias aplicadas ao monitoramento hidrológico urbano. |
| Treinamento de Goleiros de Futsal - 2026 |
Este projeto tem como objetivo o desenvolvimento de habilidades específicas para goleiros de futsal, com foco jovens do sexo masculino até 21 anos, realizado no Instituto Federal de Roraima – Campus Boa Vista. As sessões de treinamento ocorrerão todas as quintas-feiras, das 20h às 22h, no ginásio poliesportivo da instituição. O foco será a capacitação técnica e tática, aprimorando os fundamentos e as habilidades necessárias para a atuação eficaz na posição de goleiro, como posicionamento, defesa, jogo com os pés, leitura de jogo e condicionamento físico. Além disso, busca promover a integração social dos participantes, a disciplina e o espírito de equipe. |
Rodrigo Viana Bezerra |
CBV |
Em execução |
2026-03-12T00:00:00 |
2026-12-15T00:00:00 |
A posição de goleiro no futsal é uma das mais exigentes e específicas dentro de qualquer modalidade esportiva coletiva. No futsal, o goleiro não se limita a defender o gol, mas também deve ser capaz de participar ativamente da construção de jogadas e ter habilidades técnicas que o tornem um jogador completo. Apesar da importância dessa função, muitos jovens goleiros enfrentam dificuldades em desenvolver as habilidades necessárias para atuar de forma eficiente em alto nível.O projeto se justifica pela necessidade de oferecer treinamentos especializados para goleiros, visando aprimorar suas habilidades e preparar os jovens para competições em diferentes níveis. Ao focar nas técnicas específicas de goleiro e na importância da formação física, tática e mental, o projeto contribui para o aumento da qualidade técnica dos jovens atletas, além de incentivar o trabalho em equipe, o fair play e a convivência saudável entre os participantes. |
| CAMSOM: Formando Instrumentistas |
O Projeto de Formação de Instrumentistas para Banda Sinfônica visa capacitar alunos do IFRR/CAM bem como membros da comunidade em geral para que possam formar e auxiliar na construção da primeira Banda Sinfônica desta Região. Observando a comunidade local, percebe-se a falta de projetos voltados para a cultura de uma forma continuada. Banda Sinfônica é uma formação musical em que predominam instrumentos de sopro e percussão. Dedica-se à difusão da música de concerto e ao incentivo de novas composições e arranjos para esta formação instrumental. O Projeto Formação de Instrumentistas já desenvolvido anteriormente pelo Programa de Bolsa Acadêmica de Extensão objetiva oportunizar o ensino da música, visando a iniciação musical de crianças e jovens e a participação em bandas sinfônicas. O IFRR- CAM disponibiliza aos alunos os instrumentos como: instrumentos de banda base, flauta doce, instrumentos de sopro e instrumentos de percussão, despertando a capacidade de ouvir e compreender a música de forma crítica, contribuindo assim no aprimoramento e na formação de plateias, apresentando diversos ritmos musicais, bem como aprecia-los, identifica-los, estimulando a sensibilidade rítmica, percepção auditiva, coordenação motora. Assim todos os participantes recebem a oportunidade de um aprendizado musical estruturado, já é esperado que o Projeto atenda mais de 50 alunos tanto da Sede Vila Brasil-Amajari como de algumas comunidades das proximidades. |
Lucas Correia Lima |
CAM |
Em execução |
2026-03-23T00:00:00 |
2026-09-30T00:00:00 |
A formação de Instrumentistas para uma Banda Sinfônica é um projeto cultural que visa tirar o jovem da ociosidade, dar oportunidade de aprender uma arte fazendo com que ele tenha uma nova perspectiva de vida social e de trabalho na área de musica.Entendemos que uma política cultural consistente não é aquela que centra sua atenção em eventos isolados, e sim a que desenvolve ações continuadas visando resultados a médio e longo prazo. Cabe a todos nós a articulação dos mecanismos dispostos pelo Estado, conjuntamente com outras iniciativas, que sejam privadas ou de outras organizações, criando assim, um intercambio entre as várias linguagens, e com isso potencializando o surgimento de novos talentos. Em Amajari quem deseja ter uma formação musical tem que recorrer às escolas de música em Boa Vista (que fica aproximadamente 150 Km deste Município) o que se torna inviável para a maioria dos moradores. Desta forma, a proposta é oferecer a oportunidade de um aprendizado musical estruturado, gratuito, que se constitua em um espaço democrático onde todos independente de condição social, possam ter acesso a uma arte que é valiosa culturalmente e enriquecedora do ponto de vista educativo. |
| Práticas Esportivas Comunitárias: Integração Social, Saúde e Desenvolvimento Humano no IFRR - Campus Amajari |
O Projeto proposto visa oportunizar a prática de gincanas, voleibol, queimada, atletismo, tênis de mesa e futsal para interação social entre indígenas, estrangeiros, não indígenas, servidores e egressos no ambiente escolar do Instituto Federal de Roraima - Campus Amajari (IFRR -CAM). Adolescentes e crianças que residem na Vila Brasil não possuem local para prática esportivas ou praça pública e isso acaba gerando situações que deixam principalmente as crianças e adolescentes em uma grande vulnerabilidade social, sendo que os locais improvisados para práticas esportivas são locais afastados desprovido de iluminação e segurança. No município de Amajari-RR, a diversidade populacional está estampada nos rostos, nos sotaques, nas línguas das diferentes etnias, como também dos estrangeiros vindos da Venezuela, todo esse contexto está fora e também do lado de dentro do Instituto Federal de Roraima - Campus Amajari com mais de 120 alunos (as) alojados (as), sendo que muitos deles, passam meses sem poderem regressar para as suas residências por falta de recursos financeiros para pagar o transporte. Quando abordamos o assunto sobre identidade cultural no contexto escolar, estamos envolvendo questões de valores que, para alguns alunos, são importantes, que marcam sua história e para muitos, fortalecidos pela globalização, apenas um assunto passageiro. Entendemos que uma política cultural consistente não é aquela que centra sua atenção em eventos isolados, e sim a que desenvolve ações continuadas visando resultados a médio e longo prazo. A prática de esportes é um direito que está assegurado na Constituição Federal brasileira e no Estatuto da Criança e do Adolescente. O esporte é para todos, e deve ser praticado com respeito à diversidade e às condições físicas e psicológicas de cada pessoa |
Lucas Correia Lima |
CAM |
Em execução |
2026-03-16T00:00:00 |
2026-12-10T00:00:00 |
No município de Amajari-RR, a diversidade populacional está estampada nos rostos, nos sotaques, nas línguas das diferentes etnias (Macauxi, Taurepang, Whapixana, Xiriana, Yekuana e Sapará), como também dos estrangeiros vindos da Venezuela a procura de um novo começo de vida buscando apoio do povo brasileiro, todo esse contexto está do lado de dentro do Instituto Federal de Roraima Campus Amajari com mais de 120 alunos (as) alojados que passam meses sem poderem regressar para as suas residências por falta de recursos financeiros para pagar o transporte (as) e também do lado de fora, na Vila Brasil, sede do Município. Quando abordamos o assunto sobre identidade cultural no contexto escolar, estamos envolvendo questões de valores que, para alguns alunos, são importantes, que marcam sua história; e para muitos, fortalecidos pela globalização, apenas um assunto passageiro. A maneira como será repassado esse conhecimento irá dizer se essa prática educativa deve buscar transformações ou a manutenção do público onde está inserido; não será apenas as práticas esportivas que vai determinar a direção, e sim a didática, o modo de como o conhecimento é transmitido.Cabe a todos nós a articulação dos mecanismos dispostos pelo Estado, conjuntamente com outras iniciativas, que sejam privadas ou de outras organizações, criando assim, um intercambio entre as várias linguagens, e com isso potencializando o surgimento de novos talentos. O projeto proposto na verdade já é uma procura de jovens Egressos do IF CAM, adolescentes e crianças que residem na Vila Brasil que não possuem local para praticar atividades esportivas e praça pública e isso acaba gerando situações que deixam principalmente as crianças e adolescentes em uma grande vulnerabilidade social, sendo que os locais improvisados para práticas esportivas são locais afastados desprovido de iluminação e segurança, o que ocasionou no final do ano passado (2023) dois casos de violência sexual contra duas crianças de aproximadamente 12 anos. Durante o ano de 2024 ma de alunos de voleibol, no qual, integrantes do time desenvolviam projetos da prática deste esporte trazendo crianças e adolescentes da comunidade para dentro da Instituição estimulando a prática esportiva e uma vida saudável. Muitos desses alunos/atletas egressos ainda residem na Vila Brasil e sempre nos relatam sobre a falta de espaços para a prática esportiva o que acaba gerando um grande quantitativo de indivíduos com espaço/tempo ociosos. Desde o ano de 2020 não foi criado no Campus Amajari algum projeto voltado para as práticas esportivas, e isso também é bem discutido entre os alunos alojados, que em muitos momentos se reúnem ao entardecer para relembrar as brincadeiras de infância ajudando na socialização cultural e interação social. A aprovação deste projeto é aguardo por membros da comunidade e irá trazer um grande impacto positivo social na vida de muitos adolescentes e crianças desprovidos de espaços para práticas esportivas. |
| Tênis de mesa no IFRR: estratégia, concentração e desenvolvimento humano por meio do esporte educacional |
O projeto implementa um programa extensionista de Tênis de Mesa no IFRR – Campus Boa Vista, voltado a adolescentes entre 13 e 17 anos da rede pública de ensino, incluindo estudantes de 3 turmas do Programa Partiu IF. As atividades ocorrerão em turnos diurnos, manhã e tarde, com carga horária de dez horas semanais, abrangendo fundamentos técnicos, jogos educativos, rodas de conversa sobre valores e encerramento com torneio interno. O projeto promove saúde, desenvolvimento cognitivo e formação cidadã por meio do esporte educacional, articulando ensino, pesquisa e extensão à formação do bolsista do curso de Licenciatura em Educação Física. Alinha-se às diretrizes de extensão do IFRR no que se refere à transformação social, à interação dialógica e ao impacto na formação integral do estudante extensionista, vinculando-se à área temática Saúde e aos ODS 3, 4 e 10 da Agenda 2030. |
Heitor Claro da Silva |
CBV |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
O IFRR – Campus Boa Vista atende, por meio do Programa Partiu IF, três turmas de adolescentes da rede pública que permanecem no campus em turno integral. Observa-se, no cotidiano dessas turmas, um quadro preocupante de sedentarismo, dificuldades de atenção e concentração, ansiedade e desmotivação, fatores que impactam diretamente o rendimento escolar e a convivência social dos estudantes. A ausência de atividades esportivas estruturadas no contraturno agrava esse cenário e representa uma lacuna que este projeto se propõe a preencher.O Tênis de Mesa apresenta-se como resposta qualificada a esse problema. Estudos indicam que sua prática regular estimula funções executivas como atenção seletiva, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva, além de promover coordenação motora e capacidade de reação (MÜLLER; ABEL; MÜLLER, 2017), benefícios diretamente relacionados às dificuldades identificadas no público-alvo. Trata-se, ademais, de modalidade acessível, inclusiva e adaptável a diferentes níveis de habilidade, o que permite a participação de um público diverso sem necessidade de seleção prévia por desempenho.A seleção deste projeto se justifica ainda pelo seu alinhamento ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão (Constituição Federal, art. 207), uma vez que a ação extensionista está diretamente articulada à formação prática do bolsista do curso de Licenciatura em Educação Física, que encontrará no projeto um espaço real de docência, planejamento e avaliação pedagógica. Segundo Nogueira (2005), a extensão deve constituir processo educativo que interliga a instituição às demandas concretas da comunidade — o que este projeto realiza ao responder a uma necessidade identificada junto ao público do Partiu IF.Por fim, a implementação deste projeto fortalece o compromisso institucional do IFRR com a promoção da cidadania, do bem-estar e do protagonismo juvenil, contribuindo para que o campus seja reconhecido pela comunidade não apenas como espaço de formação técnica, mas também de desenvolvimento humano integral. |
| Xeque-mate da saúde mental: o xadrez como atividade de integração, relaxamento e reflexão |
Um fato incontestável é que o xadrez é um notável esporte e também uma importante fonte de cultura, arte e ciência, que pode ser usado como recurso pedagógico para melhorar o desempenho de alunos no ambiente escolar, possibilitando ainda às pessoas que o praticam o desenvolvimento de uma série de habilidades positivas para o ser humano, tais como a melhora do raciocínio lógico, da atenção, da concentração, entre outras. Dessa forma, este projeto visa oferecer aulas de xadrez básico preferencialmente para o público de alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental II matriculados nas escolas próximas à localidade do IFRR/CBVZO. Para isso serão realizadas 8 aulas, uma por semana durante 2 meses, com duração de 2h cada no período da tarde, executadas de maneira expositiva, dialogada e prática, abordando os conteúdos mais relevantes do xadrez básico. Espera-se que o público atendido domine os principais aspectos do jogo de xadrez básico e da cultura enxadrística de modo geral. |
Vitor Lopes Resende |
CBVZO |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
O xadrez se apresenta não somente como um interessante jogo, mas também como um notável esporte, fonte de cultura, arte e ciência. Perpassa desde os ambientes competitivos profissionais a ambientes escolares, possuindo o potencial de ajudar a desenvolver diversas qualidades nas pessoas que o praticam, tais como atenção, concentração, melhora na tomada de decisões, criatividade, resolução de problemas, e entre outras. Pode ser ainda usado como recurso pedagógico para melhorar o rendimento e o desempenho dos alunos nas mais diversas atividades escolares, portanto, no sentido de todas as potencialidade do xadrez, promover a prática desse esporte e a difusão da cultura enxadrística por meio de atividades de extensão se traduz como uma importante ação educacional.Vale ressaltar ainda que os estudantes bolsistas e voluntários que compõe o projeto, se beneficiarão também do desenvolvimento das mesmas qualidades citadas acima, pois estarão diretamente ligados não somente com as atividades ofertadas mas também com a participação no desenvolvimento e elaboração delas. |
| Dança, sociedade e emoções: o corpo como meio de comunicação, expressão e transformação social |
O referido projeto propõe integrar arte, cultura, educação e reflexões sociológicas, por meio da dança e da expressão corporal no ambiente escolar. Parte da compreensão de que o corpo é um espaço de construção social, cultural e simbólica, no qual se manifestam identidades, subjetividades, emoções e experiências coletivas. Nesse sentido, o projeto articula ensino, pesquisa e extensão, promovendo uma aproximação entre estudantes, bolsista, voluntários e comunidade externa. A proposta consiste na realização de oficinas de dança e expressão corporal com estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFRR, Campus CBVZO, estimulando a reflexão sobre emoções, identidade, cultura e sociedade. Ao mesmo tempo, o projeto possibilita que estudantes e comunidade externa, envolvidos na ação, desenvolvam experiências formativas no campo da docência, da pesquisa e da intervenção social, fortalecendo a relação entre conhecimento acadêmico e realidade social. Assim, a dança torna-se um instrumento pedagógico e sociológico capaz de promover autoconhecimento, empatia, criatividade e consciência crítica e social, contribuindo para uma educação mais sensível, crítica e emancipadora, visando o combate de todas as formas de discriminação e opressões, e combate às desigualdades sociais. |
Valeria Patricia Araujo Silva |
CBVZO |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
A dança constitui uma importante forma de expressão cultural e social, na qual o corpo se torna um meio de comunicação capaz de transmitir emoções, experiências e identidades. No campo da Sociologia, compreender o corpo como um espaço de expressão simbólica permite analisar como sentimentos, valores e vivências coletivas se manifestam para além da linguagem verbal. Nesse sentido, a dança possibilita explorar a ideia de que “o corpo fala”, revelando aspectos da subjetividade e das relações sociais presentes em diferentes contextos culturais. Em muitos espaços educativos e comunitários, as emoções ainda são pouco trabalhadas como parte do processo de formação social. A dança surge, portanto, como uma ferramenta potente para promover a expressão emocional, o autoconhecimento e a valorização da diversidade cultural. Por meio do movimento corporal, os participantes podem refletir sobre suas próprias experiências, desenvolver empatia e fortalecer vínculos coletivos. Além disso, o projeto poderá contribuir na aproximação entre jovens e comunidade externa do IFRR, Campus CBVZO, promovendo um espaço de troca de saberes em que o conhecimento acadêmico dialoga com práticas culturais e experiências vividas pelos participantes. A dança, enquanto prática acessível e universal, favorece a participação ativa de diferentes públicos, estimulando a reflexão sociológica sobre o corpo, as emoções e as formas de comunicação não verbal presentes na vida cotidiana. Dessa forma, o projeto busca utilizar a dança como instrumento de reflexão social e expressão emocional, incentivando a percepção do corpo como um meio de linguagem e construção de sentidos. Ao valorizar o movimento como forma de comunicação, a proposta fortalece a compreensão das relações entre cultura, sociedade e subjetividade, contribuindo para uma formação mais sensível, crítica e participativa. |
| Formação política e cidadã aos jovens para fortalecimento do controle social |
RESUMOEste projeto de extensão tem como objetivo promover a formação política e cidadã de estudantes do ensino médio da rede pública, estimulando o conhecimento sobre o funcionamento do Estado brasileiro, a administração pública e os mecanismos de participação popular. A iniciativa parte da compreensão de que o fortalecimento da cidadania e da participação social depende do acesso à informação e da formação crítica dos indivíduos, especialmente entre os jovens. Nesse sentido, o projeto busca contribuir para o desenvolvimento do protagonismo juvenil e para a ampliação do conhecimento acerca dos direitos e deveres dos cidadãos no contexto democrático. A metodologia adotada consiste na realização de oito oficinas em escolas estaduais com estudantes do 1º, 2º e 3º ano do ensino médio. As atividades serão desenvolvidas por meio de exposições dialogadas, rodas de conversa e debates, abordando temas como cidadania, funcionamento do Estado, administração pública e controle social. Espera-se, com a execução do projeto, ampliar a compreensão dos estudantes sobre os processos políticos e incentivar sua participação ativa na sociedade, fortalecendo a cultura democrática e o exercício da cidadania.Palavras-chave: Cidadania; Controle Social; Estado; Políticas Públicas. |
Caio Felipe Fonseca do Nascimento |
CBVZO |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
A participação social representa um elemento de extrema importância para o fortalecimento da democracia e para a melhoria da gestão pública. No Brasil, a Constituição Federal de 1988, conhecida como constituição cidadã, ampliou os mecanismos de participação popular, possibilitando que a sociedade acompanhe, fiscalize e contribua com a formulação e implementação das políticas públicas (BRASIL, 1988).Nesse contexto, o controle social surge como um importante instrumento democrático, permitindo que os cidadãos participem ativamente do acompanhamento das ações governamentais e da gestão dos recursos públicos. Maria da Glória Gohn (2011) afirma que os mecanismos participativos, previstos na carta magna e demais legislações, como conselhos de políticas públicas, conferências e audiências públicas, representam espaços institucionais que fortalecem a relação entre Estado e sociedade civil.Apesar dos avanços institucionais, ainda se observa uma baixa participação da população, especialmente entre os jovens, nos espaços de controle social. A falta de conhecimento sobre direitos, deveres e instrumentos de participação cidadã contribui para esse cenário, limitando o envolvimento da juventude nos processos democráticos.Tal cenário demonstra uma situação preocupante, pois quanto menor é a participação da sociedade no planejamento, execução e controle das políticas públicas, menor tende a ser a qualidade dos serviços prestados.Dessa forma, a formação política e cidadã torna-se essencial para o desenvolvimento de uma consciência crítica e participativa. Conforme destaca Paulo Freire (1996), a educação deve contribuir para a formação de sujeitos conscientes de sua realidade e capazes de atuar na transformação social. Nesse sentido, iniciativas educativas voltadas para a cidadania podem estimular o protagonismo juvenil e ampliar a participação dos jovens na gestão pública.Assim, o presente projeto de extensão tem como objetivo promover a formação política e cidadã de jovens, incentivando sua participação nos mecanismos de controle social e fortalecendo a cultura democrática. |
| Curso de Língua Portuguesa para Estrangeiros |
Este projeto propõe a oferta de Curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) para o ensino/aprendizagem da Língua Portuguesa para estrangeiros, tendo em vista a numerosa população que chega ao Estado de Roraima, em virtude da crise socioeconômica e política vivida, sobretudo, na Venezuela. Assim, aprender a Língua Portuguesa será uma oportunidade para a integração à sociedade. O aprendizado da língua e da cultura do país de acolhimento favorece, portanto, a inclusão social e profissional dos cidadãos em contexto de migração. Tais conhecimentos propiciam maior igualdade de oportunidade para todos, facilita o exercício da cidadania e potencializa qualificações enriquecedoras para aqueles que chegam ao Estado e, mais especificamente, à cidade de Boa Vista. |
Marlucia Silva de Araujo |
CBV |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-28T00:00:00 |
Diante da crise econômica, política e social enfrentada pela Venezuela, observa-se nos últimos anos um intenso fluxo migratório de cidadãos venezuelanos para o Brasil, especialmente para o estado de Roraima. Muitos desses migrantes dirigem-se à capital, Boa Vista, em busca de melhores condições de vida e novas oportunidades. Nesse contexto, torna-se fundamental promover a integração desses indivíduos à sociedade local. Para que essa integração ocorra de forma efetiva, é necessário garantir acesso a trabalho, moradia, educação e saúde. Entretanto, a barreira linguística constitui um dos principais obstáculos para a inserção social e profissional desses imigrantes. Sem o domínio da Língua Portuguesa (LP), muitos encontram dificuldades para conseguir emprego e acabam vivendo em abrigos, praças, semáforos ou em situação de rua na capital.Dessa forma, torna-se imprescindível a oferta de capacitação em língua portuguesa, visando o desenvolvimento de competências comunicativas que possibilitem maior êxito na busca por oportunidades de trabalho e no acesso a direitos fundamentais necessários à dignidade humana. Cabe ressaltar que essa demanda submetida neste edital partiu de uma escola pública de Boa Vista-RR, próxima ao Campus Boa Vista, com o objetivo de ofertar e certificar a comunidade (pais de alunos) daquela escola em língua portuguesa, considerando a demanda atendida pela comunidade escolar (quantidade significativa de discentes ou venezuelanos ou com pais venezuelanos).Nesse cenário, o Instituto Federal de Roraima (IFRR), campus Boa Vista, por meio de suas ações de extensão, desempenha um papel relevante na promoção da superação das desigualdades sociais. Isso ocorre à medida que a instituição socializa conhecimentos e os disponibiliza à comunidade externa por meio de cursos e projetos educativos, exercendo sua responsabilidade social e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população por meio da educação. Tal iniciativa promove condições mais igualitárias de acesso a oportunidades educacionais e profissionais.Assim, alinhado às suas diretrizes institucionais, o IFRR, campus Boa Vista, desenvolve diversas ações de extensão com a participação de servidores e estudantes. Entre essas ações destaca-se a oferta de aulas de Língua Portuguesa para estrangeiros, iniciativa que surgiu a partir de demanda espontânea decorrente do intenso fluxo migratório no estado. Esse cenário evidencia a presença de uma parcela significativa da população em situação de vulnerabilidade socioeconômica na cidade de Boa Vista.O curso proposto constitui uma oportunidade para que migrantes aprimorem suas habilidades comunicativas em Língua Portuguesa e ampliem suas possibilidades de integração social por meio do trabalho e da educação, em um processo contínuo e simultâneo de inclusão. Espera-se, assim, contribuir para a inserção desses cidadãos no cotidiano da cidade de Boa Vista — e também em outras regiões do país, considerando o processo de interiorização —, contemplando dimensões sociais, políticas, econômicas e culturais. Trata-se de uma formação de grande relevância, cujo principal objetivo é promover o ensino e a aprendizagem da Língua Portuguesa, fortalecendo a responsabilidade social da instituição e garantindo dignidade por meio da comunicação, da inclusão linguística e da inserção cultural do estrangeiro no Brasil. O Curso FIC já tem PPC aprovado no Campus Boa Vista, denominado Curso de Formação Inicial e Continuada em Língua Portuguesa para Estrangeiros, carga horária de 50h.A participação de estudante extensionista no projeto permitirá ampliar sua formação acadêmica, científica e pedagógica. |
| Amigos da Matemática: estratégias de ensino da matemática básica aplicada à química e física para estudantes com TDAH.” |
projeto “Amigos da Matemática: estratégias de ensino da matemática básica aplicada à Química e à Física para estudantes com TDAH” tem como objetivo desenvolver estratégias pedagógicas que auxiliem estudantes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) na compreensão de conteúdos matemáticos fundamentais utilizados nas disciplinas de Química e Física. Sabe-se que muitos conceitos dessas áreas do conhecimento dependem diretamente de habilidades matemáticas, como operações básicas, interpretação de dados, proporções e resolução de problemas, o que pode representar um desafio adicional para estudantes que apresentam dificuldades de atenção, organização e concentração. Nesse contexto, o projeto propõe a utilização de metodologias de ensino mais dinâmicas e acessíveis, incluindo atividades práticas, recursos visuais, jogos educativos e estratégias que favoreçam a participação ativa dos estudantes. Essas abordagens buscam tornar o aprendizado mais significativo, estimulando o raciocínio lógico e facilitando a relação entre os conceitos matemáticos e suas aplicações nas ciências naturais. Espera-se que a iniciativa contribua para a melhoria do desempenho acadêmico desses estudantes, promovendo maior compreensão dos conteúdos de Química e Física, além de favorecer um ambiente de aprendizagem mais inclusivo, motivador e adaptado às necessidades dos alunos com TDAH. |
Roberval Pereira do Nascimento |
CBV |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-28T00:00:00 |
A matemática básica constitui um dos principais instrumentos para a compreensão de conteúdos nas áreas de Química e Física, uma vez que muitos conceitos dessas disciplinas envolvem cálculos, interpretação de gráficos, proporções, fórmulas e resolução de problemas. No entanto, diversos estudantes apresentam dificuldades na aprendizagem desses conteúdos matemáticos, o que acaba refletindo diretamente em seu desempenho nas disciplinas científicas. Essa dificuldade pode ser ainda mais significativa em estudantes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), condição caracterizada por sintomas de desatenção, impulsividade e, em alguns casos, hiperatividade. Essas características podem interferir no processo de aprendizagem, especialmente em atividades que exigem concentração prolongada, organização de informações e raciocínio lógico, habilidades frequentemente demandadas no estudo da matemática e de suas aplicações nas ciências. Nesse contexto, torna-se necessário desenvolver estratégias pedagógicas que favoreçam um ensino mais acessível, dinâmico e inclusivo, capaz de atender às necessidades específicas desses estudantes. O projeto “Amigos da Matemática” surge como uma proposta de apoio ao aprendizado da matemática básica aplicada à Química e à Física, utilizando metodologias que estimulem a participação ativa dos alunos, o uso de recursos visuais, atividades práticas e abordagens que facilitem a compreensão dos conteúdos. Além de contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico dos estudantes com TDAH, a proposta também busca promover maior motivação, autonomia e confiança no processo de aprendizagem. Dessa forma, o projeto pretende colaborar para a construção de um ambiente educacional mais inclusivo, que reconheça as diferentes formas de aprender e valorize estratégias pedagógicas que favoreçam o desenvolvimento de todos os estudantes. |
| Estudo, linguagem e inteligência artificial: práticas de leitura e escrita na cultura digital |
O projeto ESTUDO, LINGUAGEM E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NA CULTURA DIGITAL tem como objetivo promover o uso crítico da inteligência artificial como ferramenta de estudo, a partir da compreensão de que os processos de aprendizagem se realizam por meio de práticas de linguagem, especialmente leitura, escrita e interpretação de textos. A proposta parte do reconhecimento de que ferramentas de inteligência artificial têm sido cada vez mais utilizadas por estudantes, muitas vezes sem orientação pedagógica adequada, o que pode comprometer o desenvolvimento da autonomia intelectual e da autoria na produção textual. Metodologicamente, o projeto será desenvolvido em quatro etapas: formação inicial de estudantes extensionistas sobre linguagem, produção textual e uso de inteligência artificial; aplicação de um questionário diagnóstico para mapear como estudantes utilizam essas tecnologias em seus estudos; elaboração de um material educativo com orientações para o uso da inteligência artificial como apoio à leitura e à escrita; e realização de uma oficina extensionista aberta à comunidade, na qual serão discutidas estratégias de estudo mediadas por tecnologia e distribuído o material produzido. Espera-se contribuir para o desenvolvimento de práticas de estudo mais conscientes e reflexivas, fortalecendo a compreensão da inteligência artificial como ferramenta de apoio à aprendizagem e ampliando o debate sobre autoria, linguagem e uso responsável das tecnologias digitais no contexto educacional. |
Pamela Andrade Lima |
CAB |
Em execução |
2026-04-06T00:00:00 |
2026-06-26T00:00:00 |
A expansão das tecnologias digitais e das ferramentas de inteligência artificial tem modificado as formas de acesso à informação, produção de textos e organização dos estudos. Estudantes recorrem cada vez mais a esses sistemas para responder atividades, resumir conteúdos ou produzir textos. Entretanto, esse uso frequentemente ocorre sem orientação pedagógica, o que pode comprometer processos fundamentais de aprendizagem, como leitura, interpretação e elaboração própria de ideias. Nesse contexto, torna-se necessário desenvolver ações educativas que orientem o uso dessas tecnologias em articulação com práticas de linguagem presentes no estudo.O projeto ESTUDO, LINGUAGEM E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NA CULTURA DIGITAL parte do entendimento de que o conhecimento circula socialmente por meio de textos. Ler, interpretar, resumir e produzir textos são atividades centrais no processo de aprendizagem. Ao mesmo tempo, a interação com ferramentas de inteligência artificial também ocorre por meio da linguagem, especialmente na produção de comandos textuais, conhecidos como prompts. Assim, compreender o funcionamento dessas tecnologias envolve refletir sobre produção textual, autoria e responsabilidade discursiva.Os beneficiários do projeto são estudantes e demais membros da comunidade interessados em compreender o uso da inteligência artificial nos estudos. Esses participantes atuarão como parceiros no processo de construção do conhecimento, contribuindo com suas experiências por meio de um questionário diagnóstico e participando da oficina extensionista prevista.A proposta também contribui para a formação acadêmica dos estudantes extensionistas envolvidos, bolsistas e voluntários, que participarão da formação teórica, da pesquisa diagnóstica, da produção de material educativo e da mediação das atividades com a comunidade. Esse processo possibilita o desenvolvimento de competências relacionadas à leitura crítica, produção textual, organização de atividades educativas e trabalho colaborativo.O projeto apresenta viabilidade de execução por estar organizado em etapas claras: formação dos extensionistas, aplicação de questionário diagnóstico, elaboração de material educativo e realização de uma oficina para socialização dos resultados e entrega do material produzido. As atividades previstas demandam poucos recursos materiais e utilizam ferramentas digitais de acesso gratuito, o que possibilita sua realização no período previsto pelo edital. Assim, a proposta busca contribuir para o uso crítico da inteligência artificial nos estudos e fortalecer o diálogo entre instituição e comunidade por meio de ações de extensão. |