O projeto de extensão do Campus Boa Vista do Instituto Federal de Roraima (CBV/IFRR) “Autismo – Grupo de apoio: cuidando de quem cuida” retoma suas atividades em 2026, mantendo o compromisso de oferecer suporte emocional e fortalecer vínculos entre familiares de pessoas autistas. Desenvolvida desde 2022, a iniciativa reúne voluntários do IFRR e da associação União de Pais e Pessoas Autistas de Roraima (Upparoraima), com encontros periódicos ao longo do ano.
Conforme o calendário, o próximo encontro será dia 18 de abril, das 14h às 16h, no espaço do CBV, localizado na Avenida Glaycon de Paiva, 2496, Pricumã. Restrito a familiares e pessoas do espectro autista, terá como foco o apoio e a troca de experiências. A proposta é criar um espaço seguro de escuta, troca de experiências e acolhimento para mães, pais e cuidadores que lidam diariamente com os desafios do Transtorno do Espectro Autista (TEA). As atividades incluem rodas de conversa, encontros formativos e ações de integração.
Durante os encontros, crianças e adolescentes também participam de atividades recreativas acompanhadas por voluntários, possibilitando que os responsáveis tenham um momento voltado ao cuidado emocional. O projeto ganhou destaque em 2025 ao ser um dos contemplados na Mostra Tecnológica dos IFs do Norte durante a COP 30, realizada em Belém, evidenciando a relevância social da iniciativa no fortalecimento de redes de apoio em contextos ainda marcados pela escassez de políticas públicas voltadas às famílias atípicas.
Com a retomada em 2026, o impacto do projeto se reflete diretamente na experiência dos participantes. A autônoma Orislene Matos destaca a importância do retorno das atividades. “Participar do Ajuda Mútua com meus filhos é muito importante. Esse momento de reencontro permite compartilhar experiências e conversar sobre o dia a dia. Enquanto isso, eles também têm o espaço deles com os voluntários. Sempre que tem, a cada 15 dias, eu procuro participar”, disse.
Para Marcele Brito, outra participante do projeto, o grupo representa um espaço de fortalecimento emocional. “Participar do grupo me proporciona acolhimento e renova minhas forças para enfrentar os desafios da maternidade atípica. É um espaço em que temos voz, partilhamos dores semelhantes, estamos isentas de julgamentos e conseguimos visualizar perspectivas de superação”, afirmou.
A iniciativa também contribui para a formação de profissionais e voluntários. A psicóloga Laura Esbell, facilitadora do projeto GAM Teen, esclarece que a experiência amplia a compreensão sobre as vivências das famílias atípicas. “O contato com as histórias do grupo contribui para a humanização do cuidado. Além disso, foi nesse espaço que percebi que existem famílias com trajetórias semelhantes à minha. Entrei como voluntária e hoje me sinto parte dessa rede”, relatou. '

Uma das coordenadoras do projeto, a psicóloga Alizane Ramalho, destaca o caráter coletivo da iniciativa. “O grupo vai além da troca de informações. É um espaço de pertencimento, em que o sofrimento, muitas vezes vivido de forma isolada, é validado e transformado em força coletiva. É um cuidado que se constrói junto”, explicou.
Além das rodas de conversa, o projeto desenvolve ações específicas, como o Encontro Teens – Jovens Autistas, voltado à socialização de adolescentes e jovens, ampliando o alcance das atividades. Com participação aberta à comunidade e encontros regulares, a iniciativa segue como espaço de apoio, escuta e construção coletiva, fortalecendo redes de solidariedade e ampliando o debate sobre inclusão e cuidado em Roraima.
Confira a agenda de encontros de 2026
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Ascom/Reitoria/IFRR
Colaboração: Cristiane Oliveira
Fotos: Divulgação
26/3/206