Três campi do IFRR apresentam projetos de inovação tecnológica durante o programa Biterr

Publicado em 11 de Maio de 2026 às 12:19

Estudantes dos Campi Boa Vista, Boa Vista Zona Oeste e Novo Paraíso participaram da 14ª edição do programa

Apresentação do projeto 095 Artesanato representante do CBV
Apresentação do projeto 095 Artesanato representante do CBV

Estudantes dos Campi Boa Vista, Boa Vista Zona Oeste e Novo Paraíso do Instituto Federal de Roraima (IFRR) participaram da apresentação de projetos na 14ª edição do programa de Bolsa de Inovação Tecnológica em Roraima (Biterr), realizada nos dias 6 e 7 de maio de 2026, no Senai-RR. A iniciativa, promovida em parceria entre o IEL Roraima, o Sebrae-RR e o Senai/RR, reúne instituições de ensino e empresas com foco no desenvolvimento de soluções inovadoras para demandas reais do mercado e da sociedade.

Ao todo, o IFRR apresentou cinco projetos desenvolvidos por acadêmicos da instituição ao longo de seis meses de atividades do programa. As propostas envolveram áreas como tecnologia da informação, economia criativa, sustentabilidade, empreendedorismo e desenvolvimento de produtos voltados ao fortalecimento de negócios locais.

Representando o Campus Boa Vista, participaram os projetos “095 Artesanato”, desenvolvido pelo bolsista Diandro Felipe Nogueira Lima sob a orientação da professora Marilda Vinhote Bentes, e “SonarGestão”, da acadêmica Wendenmara Aparecida da Silva Gomes, orientada pela professora Marlúcia Silva de Araújo.

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Orientadores e orientandos no Biterr - Ft Divulgação

Durante a apresentação, o projeto “095 Artesanato” chamou a atenção por integrar tecnologia, inclusão digital e fortalecimento da economia criativa local. A proposta foi desenvolvida em parceria com a empresa Cambará Madeireira e Materiais de Construção e buscou criar soluções para ampliar a comercialização de produtos artesanais.

Segundo o estudante Diandro Felipe Nogueira Lima, o programa lhe permitiu aplicar, na prática, conhecimentos desenvolvidos durante a formação acadêmica. “Mais do que desenvolver uma plataforma, o desafio foi traduzir conceitos de engenharia de software, modelagem de dados e economia criativa em uma solução tecnológica que fosse, acima de tudo, humana e inclusiva”, disse.

Além disso, o acadêmico ressaltou os impactos gerados pela iniciativa logo após o lançamento do projeto. “Ver a teoria se transformar em faturamento real de mais de mil reais para artesãos locais, já no primeiro dia de lançamento, validou não apenas o código que escrevi, mas também o propósito da minha formação”, afirmou.

Pelo Campus Boa Vista Zona Oeste, a acadêmica Kezia Keulen, orientada pela professora Simone Sibele, apresentou o projeto “Reaproveitar para Transformar: Materiais Publicitários de Papel Semente Reciclado a partir de Resíduos Gráficos”. A proposta destacou o reaproveitamento sustentável de resíduos gráficos por meio da produção de materiais ecológicos.

Já o Campus Novo Paraíso esteve representado pelos projetos “Mesfolia – Melancia Viva”, desenvolvido pela bolsista Ana Luiza Hölz, e “Império do Cacau”, da acadêmica Gabriela Rauber, ambos orientados pelo professor Pierre Pinto Cardoso. As iniciativas tiveram foco no fortalecimento da produção regional e no desenvolvimento de soluções voltadas ao setor agroalimentar. '

Projeto Império do Cacau

Outro destaque da participação do IFRR foi o projeto “SonarGestão”, desenvolvido para atender a demandas da empresa Sonara Perfumaria Cosmético e Bem-Estar. A estudante Wendenmara Aparecida da Silva Gomes destacou a importância da orientação acadêmica e da integração entre instituição de ensino, empresa e programa de inovação tecnológica. “O programa cumpre seu propósito ao transformar o conhecimento produzido na academia em solução para o empreendedorismo local, e participar dele foi uma experiência de crescimento técnico e profissional significativa”, declarou.

Para a professora Marilda Vinhote Bentes, a participação dos estudantes no programa de iniciação científica fortalece a cultura da inovação e contribui para a formação profissional dos acadêmicos. “O Biterr constitui uma iniciativa de grande relevância institucional e social, especialmente por seu caráter inclusivo e por valorizar a formação integral dos estudantes por meio da articulação entre educação, inovação tecnológica e empreendedorismo”, explicou.

A Coordenadora técnica de negócios do IEL/RR e gestora do convênio do programa, Érica Lôbo, destacou que o Biterr vem consolidando, ao longo de 14 anos, um importante ecossistema de inovação no estado. “Já foram mais de 200 projetos desenvolvidos, muitos deles transformados em produtos e serviços que hoje fazem parte da realidade do nosso Estado”, explicou. '

Troféu entregue aos envolvidos

Segundo Érica, o diferencial do programa está justamente no desenvolvimento de soluções voltadas às necessidades reais das empresas locais. “O Biterr é um programa genuinamente roraimense, que busca atender os desafios reais enfrentados pelas empresas do nosso Estado, fortalecendo a inovação, o empreendedorismo e, principalmente, transformando vidas”, concluiu.

Ascom/Reitoria

Colaboração: Marilda Vinhote

Fotos: Divulgação

11/5/2026