Estudantes dos Campi Boa Vista, Boa Vista Zona Oeste e Novo Paraíso do Instituto Federal de Roraima (IFRR) participaram da apresentação de projetos na 14ª edição do programa de Bolsa de Inovação Tecnológica em Roraima (Biterr), realizada nos dias 6 e 7 de maio de 2026, no Senai-RR. A iniciativa, promovida em parceria entre o IEL Roraima, o Sebrae-RR e o Senai/RR, reúne instituições de ensino e empresas com foco no desenvolvimento de soluções inovadoras para demandas reais do mercado e da sociedade.
Ao todo, o IFRR apresentou cinco projetos desenvolvidos por acadêmicos da instituição ao longo de seis meses de atividades do programa. As propostas envolveram áreas como tecnologia da informação, economia criativa, sustentabilidade, empreendedorismo e desenvolvimento de produtos voltados ao fortalecimento de negócios locais.
Representando o Campus Boa Vista, participaram os projetos “095 Artesanato”, desenvolvido pelo bolsista Diandro Felipe Nogueira Lima sob a orientação da professora Marilda Vinhote Bentes, e “SonarGestão”, da acadêmica Wendenmara Aparecida da Silva Gomes, orientada pela professora Marlúcia Silva de Araújo.
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Durante a apresentação, o projeto “095 Artesanato” chamou a atenção por integrar tecnologia, inclusão digital e fortalecimento da economia criativa local. A proposta foi desenvolvida em parceria com a empresa Cambará Madeireira e Materiais de Construção e buscou criar soluções para ampliar a comercialização de produtos artesanais.
Segundo o estudante Diandro Felipe Nogueira Lima, o programa lhe permitiu aplicar, na prática, conhecimentos desenvolvidos durante a formação acadêmica. “Mais do que desenvolver uma plataforma, o desafio foi traduzir conceitos de engenharia de software, modelagem de dados e economia criativa em uma solução tecnológica que fosse, acima de tudo, humana e inclusiva”, disse.
Além disso, o acadêmico ressaltou os impactos gerados pela iniciativa logo após o lançamento do projeto. “Ver a teoria se transformar em faturamento real de mais de mil reais para artesãos locais, já no primeiro dia de lançamento, validou não apenas o código que escrevi, mas também o propósito da minha formação”, afirmou.
Pelo Campus Boa Vista Zona Oeste, a acadêmica Kezia Keulen, orientada pela professora Simone Sibele, apresentou o projeto “Reaproveitar para Transformar: Materiais Publicitários de Papel Semente Reciclado a partir de Resíduos Gráficos”. A proposta destacou o reaproveitamento sustentável de resíduos gráficos por meio da produção de materiais ecológicos.
Já o Campus Novo Paraíso esteve representado pelos projetos “Mesfolia – Melancia Viva”, desenvolvido pela bolsista Ana Luiza Hölz, e “Império do Cacau”, da acadêmica Gabriela Rauber, ambos orientados pelo professor Pierre Pinto Cardoso. As iniciativas tiveram foco no fortalecimento da produção regional e no desenvolvimento de soluções voltadas ao setor agroalimentar. '

Outro destaque da participação do IFRR foi o projeto “SonarGestão”, desenvolvido para atender a demandas da empresa Sonara Perfumaria Cosmético e Bem-Estar. A estudante Wendenmara Aparecida da Silva Gomes destacou a importância da orientação acadêmica e da integração entre instituição de ensino, empresa e programa de inovação tecnológica. “O programa cumpre seu propósito ao transformar o conhecimento produzido na academia em solução para o empreendedorismo local, e participar dele foi uma experiência de crescimento técnico e profissional significativa”, declarou.
Para a professora Marilda Vinhote Bentes, a participação dos estudantes no programa de iniciação científica fortalece a cultura da inovação e contribui para a formação profissional dos acadêmicos. “O Biterr constitui uma iniciativa de grande relevância institucional e social, especialmente por seu caráter inclusivo e por valorizar a formação integral dos estudantes por meio da articulação entre educação, inovação tecnológica e empreendedorismo”, explicou.
A Coordenadora técnica de negócios do IEL/RR e gestora do convênio do programa, Érica Lôbo, destacou que o Biterr vem consolidando, ao longo de 14 anos, um importante ecossistema de inovação no estado. “Já foram mais de 200 projetos desenvolvidos, muitos deles transformados em produtos e serviços que hoje fazem parte da realidade do nosso Estado”, explicou. '

Segundo Érica, o diferencial do programa está justamente no desenvolvimento de soluções voltadas às necessidades reais das empresas locais. “O Biterr é um programa genuinamente roraimense, que busca atender os desafios reais enfrentados pelas empresas do nosso Estado, fortalecendo a inovação, o empreendedorismo e, principalmente, transformando vidas”, concluiu.
Ascom/Reitoria
Colaboração: Marilda Vinhote
Fotos: Divulgação
11/5/2026