Um projeto de extensão do Campus Boa Vista do Instituto Federal de Roraima (IFRR) vai levar à Escola Judicial de Roraima (Ejurr) uma oficina de conversação em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Realizada de forma híbrida, a atividade ocorrerá nos dias 15, 22 e 28 de agosto e de 1º a 4 de setembro de 2026, com foco no desenvolvimento da comunicação em Libras e na promoção da inclusão em diferentes situações de interação e atendimento ao público.
Intitulado “Oficina de Conversação em Língua Brasileira de Sinais – Libras: Inclusão Comunicacional”, o projeto surgiu a partir de uma iniciativa da estudante Letícia Beatriz Sarmento da Araújo, do curso Técnico em Secretariado do Campus Boa Vista. O interesse pela temática começou durante a disciplina de Libras, ministrada pelo professor Miquéias Ambrósio dos Santos.
A experiência em sala de aula despertou na estudante o interesse em ampliar seus conhecimentos na língua e contribuir para a interação entre pessoas surdas e ouvintes, especialmente em contextos educacionais e de atendimento ao público. A partir disso, Letícia apresentou ao professor a proposta de realização de uma oficina voltada à prática da conversação em Libras.
Segundo o professor Miquéias, a ideia avançou para além do ambiente acadêmico, com articulação dele junto ao Setor de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR). A proposta foi apresentada à instituição e recebeu carta de aceite assinada pela direção da Escola Judicial de Roraima, autorizando a realização da atividade na Ejurr.
Com a parceria estabelecida, professor e estudante submeteram o projeto à Diretoria de Extensão (Direx) do Campus Boa Vista. “Após a aprovação, a primeira etapa da oficina foi realizada na própria unidade do IFRR, nos meses de maio e junho deste ano. Agora, o projeto inicia uma nova etapa ao chegar à Escola Judicial de Roraima. A realização da oficina no espaço do Judiciário amplia o alcance da ação extensionista e aproxima os conhecimentos desenvolvidos no Campus Boa Vista das demandas da comunidade externa, especialmente no que se refere à acessibilidade comunicacional e à interação com pessoas surdas”, disse.
Além de incentivar o uso da Libras em situações práticas, a iniciativa evidencia como uma experiência iniciada em sala de aula pode resultar em uma ação de extensão construída a partir do protagonismo estudantil e da articulação entre instituições. A proposta também contribui para ampliar espaços de aprendizagem e diálogo sobre inclusão e acessibilidade no atendimento ao público.
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Ascom/Reitoria
Foto: Divulgação
12/8/2026