Em alusão ao Dia Mundial do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, o Instituto Federal de Roraima (IFRR) realiza, nesta quinta-feira, 18, roda de conversa sobre neurodiversidade. Na oportunidade, dará início ao mapeamento de servidores neurodivergentes da instituição. A programação começa às 15 horas, por meio da plataforma Google Meet, possibilitando a participação de servidores das seis unidades.
A iniciativa integra o projeto “Neurodiversidade: apoio e acolhimento para servidores neurodivergentes do IFRR”, que tem como objetivo desenvolver ações voltadas à inclusão, acessibilidade, acolhimento, promoção da saúde e qualidade de vida no trabalho, além do fortalecimento de políticas institucionais direcionadas a esse público.
A roda de conversa será conduzida pela psicólogas Alizane Ramalho e Wilma Moraes e terá a participação da professora Cristiane Pereira de Oliveira, doutoranda em Educação Inclusiva, participante do Grupo Ciclo de Estudos e Experiências sobre Educação Inclusiva (CEEI) no Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI-UFPA), e coordenadora do projeto de extensão Grupo de Apoio: Cuidando de Quem Cuida IFRR.
Na sequência, as psicólogas Alizane e Wilma vão apresentar o projeto institucional e dar orientações sobre o levantamento diagnóstico dos servidores do IFRR. O mapeamento será desenvolvido por meio de formulário eletrônico, que será encaminhado por e-mail institucional e divulgado nos canais oficiais de comunicação do IFRR.
A participação dos servidores será voluntária, e os dados coletados utilizados exclusivamente para fins institucionais, científicos, estatísticos e de planejamento de ações de apoio e inclusão, respeitando os princípios éticos de confidencialidade e garantindo a não identificação dos participantes.
A etapa inicial do projeto busca identificar o perfil dos servidores neurodivergentes, compreender o nível de acesso aos serviços de saúde e levantar as principais dificuldades encontradas no ambiente laboral. As informações obtidas contribuirão para a construção de estratégias voltadas à promoção de ambientes institucionais mais acessíveis, acolhedores e inclusivos.
Segundo a psicóloga Wilma Moraes, o projeto é conduzido por uma comissão, que optou pela análise dos dados ser feita pelas psicólogas como forma de redobrar a confidencialidade e o sigilo dos dados. Essas profissionais vão consolidar os resultados em um relatório e encaminhá-lo à Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP). As informações vão servir de base para a formulação de ações voltadas ao acolhimento, à adaptação de ambientes e ao fortalecimento do bem-estar profissional. “A iniciativa prevê ações de apoio, escuta e acolhimento que favoreçam a adaptação e a permanência desses servidores, fortalecendo o sentimento de pertencimento, ampliando a qualidade de vida no trabalho e prevenindo práticas discriminatórias e excludentes”, disse.
O projeto também prevê a criação de um grupo de apoio, escuta e acolhimento voltado aos servidores neurodivergentes, ampliando os espaços de diálogo e suporte dentro da instituição.
O reconhecimento de condições neurodivergentes, como o transtorno do espectro autista (TEA), o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e a dislexia, tem ampliado o debate sobre a diversidade neurológica e a necessidade de promoção de contextos sociais e institucionais mais inclusivos. Nesse sentido, ações de sensibilização, informação e apoio contribuem para o fortalecimento de uma cultura organizacional que reconheça e valorize diferentes formas de pensar, aprender e atuar.
Para a psicóloga Alizane Ramalho, promover o conhecimento sobre neurodiversidade é um passo essencial para a construção de ambientes mais justos e respeitosos. “Falar sobre neurodiversidade é fundamental para a superação de estigmas, desconstrução de percepções equivocadas ainda presentes nos espaços institucionais e combate ao capacitismo. Compreender que condições como o TEA, o TDAH e a dislexia fazem parte da diversidade humana — e não representam incapacidade — é essencial para o fortalecimento de uma cultura organizacional mais inclusiva, humana e eficiente”, afirmou.
Link da sala da roda de conversa: https://meet.google.com/vbj-eash-ucr.
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Ascom/Reitoria
Foto: Divulgação
17/6/2026